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1 
 
 
FUNDAMENTOS HISTORICOS CONCEITUAIS E AREAS 
DE ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL 
1 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
Historia ..................................................................................................... 2 
Alguns pontos importantes da trajetória da Psicopedagogia ................... 3 
Influências na psicopedagogia ................................................................. 7 
Psicopedagogia Clinica ...................................................................... 13 
Psicopedagogia Institucional .............................................................. 14 
A identidade do psicopedagogo brasileiro ............................................. 16 
PSICOPEDAGOGIA: RELAÇÃO TEORIA E PRATICA ......................... 21 
DIAGNÓSTICO .................................................................................. 22 
SESSÕES LÚDICAS E ENQUADRE COM O PACIENTE ................. 25 
DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO ......................................................... 28 
DIAGNÓSTICO PROJETIVO ............................................................. 29 
DIAGNÓSTICO LECTO-ESCRITA .................................................... 30 
MOVIMENTO CORPO E EXPRESSÃO ............................................. 31 
CONTATO COM A ESCOLA E OUTROS PROFISSIONAIS ............. 32 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ............................................................... 33 
DEVOLUÇÃO ..................................................................................... 33 
INTERVENÇÃO ................................................................................. 34 
REFERENCIAS ..................................................................................... 36 
 
 
 
2 
 
 
 
Historia 
A psicopedagogia surgiu com o intuito de ajudar as pessoas com 
problemas de aprendizagem, e seus ramos de atuação situam-se, sobretudo, 
nas ações preventivas em instituições e na clínica com atendimentos 
individualizados (BOSSA, 2011, p.48). Portanto, a psicopedagogia propõe-se a 
buscar uma resposta para os conflitos na aprendizagem com técnicas de 
trabalho que podem ser desenvolvidas de maneira individual ou em grupo, para 
assim resgatar a vontade de aprender, de modo a observar quais fatores, 
possivelmente, podem contribuir ou não para a processo de ensino-
aprendizagem. 
A psicopedagogia possui um enfoque interdisciplinar abrangendo a 
Pedagogia, a Psicanalise, a Psicologia, a Epistemologia, a Linguística e a 
Neuropsicologia, dentre outras áreas do conhecimento. (BOSSA, 2011, p.40). 
Todavia, torna-se importante compreender que as diversas áreas do 
conhecimento citadas e que balizam as práticas psicopedagógicas não devem 
ser utilizadas isoladamente. Pois, o indivíduo deve ser compreendido como um 
ser social e complexo. 
Nos anos 60 e 70 as correntes teóricas, principalmente, utilizadas na 
Psicopedagogia eram Behaviorismo e o Humanismo. O Behaviorismo tinha o 
estimulo e resposta como parte essencial. Enquanto que, o Humanismo 
propunha fazer a vontade do ser que aprende. O ser humano como ser histórico 
e social não era valorizado (MARTINI, 1994, p.3). 
Na contemporaneidade, observa-se que a psicopedagogia se pauta, em 
três fundamentações teóricas, na psicanálise, no associacionismo e no 
construtivismo. Na psicanálise uma base fundamental é o vínculo, portanto, de 
acordo com a psicanálise, é necessária a criação do vínculo para que ocorra a 
aprendizagem. No associacionismo a valorização está centrada no tecnicismo, 
neste caso, prevalece o elemento externo sobre o cognitivo. No construtivismo 
as relações sociais mostram-se essenciais para o desenvolvimento, pois elas 
orientam o sujeito na construção do conhecimento (MARTINI, 1994, p.4). 
3 
 
 
Considerando a construção e evolução da psicopedagogia, o presente 
estudo tem como objetivo levantar as principais fundamentações teóricas que 
contribuíram e continuam a dar corpo à psicopedagogia. Para isso, será 
realizado um breve histórico sobre sua origem e influências teóricas, com 
destaque ao construtivismo de Piaget. Pois, acreditamos que com essa incursão 
histórica poderemos colaborar para um melhor entendimento das práticas 
psicopedagógicas. 
Alguns pontos importantes da trajetória da 
Psicopedagogia 
De acordo com Bossa (1992 p. 56) no século XIX, na Europa, iniciou-se a 
preocupação com os problemas de aprendizagem. 
Inicialmente, no século XVII, os educadores tinham uma preocupação em 
compreender como acontecia o desenvolvimento da aprendizagem da criança, 
porém não na área cognitiva, e sim, para transformá-la em um ser racional e 
cristão. Posteriormente, no século XVIII, preocuparam-se com o 
desenvolvimento de conceitos de disciplina, higiene e saúde física. No final do 
século XIX a função da escola muda, adquirindo um olhar tecnicista e científico. 
Segundo Bossa (1992 p. 59 e 60) no ano de 1930, surgem na França os 
primeiros centros de orientação educacional infantil, constituídos por médicos, 
psicólogos, educadores e assistentes sociais. 
 Em 1946, foram criados os primeiros centros psicopedagógicos, que 
buscavam unir conhecimentos da Psicopedagogia, Psicanálise e da Pedagogia, 
com o intuito de proporcionar à criança uma readaptação no ambiente escolar 
ou familiar, visando os comportamentos socialmente inadequados. 
A Psicopedagogia apresenta uma complexidade no seu objeto de estudo 
e necessita de conhecimentos específicos de outras teorias. A Psicanálise, 
Psicologia social, Epistemologia e Psicanálise Genética, Linguística, Pedagogia 
e Fundamentos na Neurociência, são algumas das teorias que embasam o 
trabalho psicopedagógico. (BOSSA, 1992, p. 40 e 41) 
4 
 
 
Na Psicanálise analisa-se o mundo inconsciente, representado por 
sintomas e símbolos, dando acesso aos desejos do homem. 
Freud, neuropsiquiatria, criou um método para tratar os distúrbios 
psíquicos, chamado Psicanálise, com o intuito de realizar estudos sobre as 
personalidades, investigando os desejos, sentimentos e medos do indivíduo. 
(DAVIS, 2008, p.82) 
A Psicologia social trata das relações familiares, grupais e institucionais, 
no âmbito sociocultural e econômico, que envolve toda aprendizagem. 
Para Wallon, médico e psicólogo, a afetividade e as emoções 
experimentadas pelo indivíduo, ao relacionar-se com o outro, apresenta um 
papel importante na aprendizagem. O intelectual, o afetivo e social, são 
considerados como um conjunto, a serem desenvolvidos, proporcionando à 
criança uma formação integral. (REVISTA NOVA ESCOLA, 2008, p. 74 e 75) 
A Epistemologia e Psicanálise Genética analisam e descrevem o 
processo de construção do conhecimento do indivíduo e a relação com o meio. 
Segundo Montessori, médica especializada em psiquiatria e pedagoga 
italiana, a criança passa por estágios de desenvolvimento, conduzindo sua 
aprendizagem. No ambiente escolar é importante o desenvolvimento de 
atividades sensoriais e motoras, toques e manipulações de objetos. Os 
movimentos livres auxiliam no desenvolvimento da autonomia. (REVISTA NOVA 
ESCOLA, 2008, p. 65 e 66) 
A Linguística proporciona o entendimento da linguagem humana em sua 
totalidade, a qual o homem utiliza-se para expressar suas ideias e sentimentos, 
considerando os aspectos culturais. 
De acordo com Ferreiro, psicolinguísta argentina, o processo de 
aprendizagem ocorre dentro e fora do ambiente escolar, e a criança passa por 
etapas de aprendizagem, na construção da leitura e escrita, até dominar o código 
linguístico. (REVISTA NOVA ESCOLA, 2008, p.125 e 126) 
 A Pedagogia favorece diferentes abordagens no ensino-aprendizagem. 
Contribui por meio de métodos educativos, identificando as problemáticas e 
realizando o trabalho de intervenção. Toda essa análise é realizada pelo 
5 
 
 
educador até o limite de seu conhecimento e quando ultrapassado, recorre-se a 
outros profissionais. 
Do ponto de vista de Freire,educador brasileiro, a cultura é vista como 
uma forma de conhecimento ao professor e aluno, ao qual ocorre uma troca de 
aprendizagem, é importante conhecer a bagagem cultural do aluno, 
aproximando sua realidade à sala de aula para a construção do conhecimento. 
(REVISTA NOVA ESCOLA, 2008, p. 111) 
Os fundamentos na Neurociência proporcionam o entendimento dos 
mecanismos cerebrais, que envolvem atividades mentais do consciente e 
inconsciente, e os progressos ocorridos no plano científico. 
Howard Gardner, psicólogo e neurologista, acredita que o indivíduo possui 
vários talentos e apresenta aptidões intelectuais a serem desenvolvidas, que 
classifica como tipos de inteligências: lógico- matemático, linguística, espacial, 
físico-cinestésica, interpessoal, intrapessoal, musical, inteligência natural e 
existencial. (REVISTA NOVA ESCOLA, 2008, p.128- 130) 
Conforme aponta Bossa (1992 p. 55), a Argentina influenciou a prática da 
Psicopedagogia no Brasil, por causa da sua proximidade geográfica e da 
facilidade de entendimento da língua e acesso à literatura. 
Os profissionais argentinos ocupam um importante espaço no mercado 
de trabalho brasileiro, ministram cursos e participam da literatura brasileira 
formando um corpo teórico da Psicopedagogia. Alguns autores são: 
Pain, em Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem 
(1985), relata experiências do trabalho psicopedagógico. A autora aborda os 
fundamentos históricos da aprendizagem, orientações práticas e procedimentos 
básicos de evolução diagnóstica, realizando uma junção entre a psicanálise, 
teoria piagetiana e materialismo histórico. 
 Visca, no livro Psicopedagogia: Novas Contribuições (1991) destaca 
diferentes aspectos da psicopedagogia segundo a Epistemologia Convergente e 
apresenta seis modelos psicopedagógicos fundamentados na psicanálise e na 
epistemologia: o esquema evolutivo da aprendizagem, o modelo nosográfico, a 
6 
 
 
matriz de pensamento diagnóstico, o processo diagnóstico, a entrevista 
operativa centrada na aprendizagem e o processo corretor. 
 Fernández, em A inteligência Aprisionada (1990), desenvolve uma visão 
clínica da criança e da família, relata a dinâmica dos aspectos institucionais, 
familiares e subjetivos que envolvem os problemas de aprendizagem, 
apresentando exemplos concretos. 
As obras citadas oferecem fundamentos teóricos da Psicopedagogia, e 
compõem a bibliografia básica das disciplinas nesta área. 
Bossa (1992, p. 89) apresenta 5 pontos comuns da história da 
Psicopedagogia no Brasil e Argentina: 
1. A atividade prática iniciou-se antes da criação dos cursos nos dois 
países. 
2. Em ambos os países, a prática surgiu da necessidade de contribuir 
na questão do “fracasso escolar”. 
3. Inicialmente, o exercício psicopedagógico apresentava um caráter 
reeducativo, assumindo ao longo do tempo um enfoque terapêutico. 
4. A Psicopedagogia nasce com o objetivo de um trabalho na clínica 
e vai ampliando a sua área de atuação até a instituição escolar, ou seja, vai da 
prioridade curativa à preventiva. 
5. Encontra terreno fértil nesses dois países, em função da demanda 
que lhe deu origem. 
Os autores argentinos são utilizados como referencial teórico no Brasil. 
Os pontos em comuns apresentados confirmam a ligação. 
Bossa (1992 p. 49) baseada em Lino Macedo, educador brasileiro e 
psicólogo, cita as seguintes funções do psicopedagogo, voltada à prática 
pedagógica: 
Orientação de estudos, auxiliando a criança na organização escolar, em 
como programar seu estudo, anotações em agenda, leitura de texto e escrita, 
estudo para avaliações. 
7 
 
 
Apropriação dos estudos escolares, proporcionando o desenvolvimento 
cognitivo em disciplinas escolares quando a criança não demonstra um bom 
aproveitamento. 
Desenvolvimento do raciocínio, favorecendo o processo de construção da 
aprendizagem. Os jogos são utilizados para promover o progresso cognitivo e 
para observar o diálogo que o sujeito tem entre o pensar e a construção do 
conhecimento. 
Nos atendimentos de crianças o trabalho psicopedagógico pode ser 
oferecido “a deficientes mentais, autistas ou crianças com comprometimentos 
orgânicos mais graves, podendo até substituir o trabalho da escola”. Em casos 
especiais, o profissional poderá elaborar propostas corporais, artísticas, entre 
outras. A atuação psicopedagógica está atrelada ao trabalho escolar, mesmo 
que indiretamente. 
Influências na psicopedagogia 
Assim que é gerado o indivíduo inicia-se uma longa trajetória de variadas 
aprendizagens. O sujeito durante a sua vida acaba se constituindo, aprendendo 
e reaprendendo. Pela aprendizagem o ser humano passa a se desenvolver, de 
maneira a constituir sua própria identidade a partir de suas vivências, segundo 
Martini, (1994, p.1) ‘‘o [...] processo de aprendizagem pode ser positivo, 
prazeroso e eficaz, mas, por outro lado, o inverso pode ocorrer, e aprender torna-
se uma dificuldade e um desprazer’’. 
Por ser uma ação complexa, o processo de ensino e aprendizagem, faz-
se necessário o aprofundamento das questões que estão intrínsecas nesse 
processo. O papel do psicopedagogo fundamenta-se, sobretudo, nas 
dificuldades que podem acontecer nesse processo, de maneira que mesmo, 
provavelmente, possa desvelar os obstáculos que estão impedindo o sujeito de 
aprender para que consiga, assim, oportunizar possíveis meios para intervir 
adequadamente junto ao problema. 
Por isso, torna-se importante para o psicopedagogo compreender como 
acontece a aprendizagem. E alguns teóricos, sobretudo, da área da psicologia 
podem auxiliar no entendimento de algumas dessas questões. Para o estudo 
8 
 
 
foram selecionadas algumas das teorias que subsidiam a psicologia, dentre as 
quais destacamos o behaviorismo, o humanismo e o materialismo-histórico. 
O behaviorismo pode se exemplificar no ensino tradicional, nele não é 
estimulado a criticidade do aluno e o professor é reconhecido como um mero 
instrutor, dentro de uma relação verticalizada, que prevalece, o que para muitos, 
pode ser considerado um estilo arcaico de ensino, como retrata o autor a seguir: 
Muitos críticos designam esta tese por psicologia da mente vazia, tanto 
por se recusar a estudar a vida mental, quanto por defender que esta surge, não 
de potencialidades mentais inatas no organismo, mas sim da associação entre 
reflexos automáticos e determinados estímulos do meio. Segundo Watson, 
qualquer comportamento humano ou animal (desde uma simples emoção até à 
resolução de um complicado problema matemático) pode ser explicado pelo 
encadeamento de associações simples entre estímulos e respostas. De acordo 
com esta posição, Watson opôs-se vigorosamente aos defensores de teorias 
inatistas (segundo as quais a aprendizagem depende do potencial de inteligência 
com que nascemos) e maturacionistas (segundo as quais a aprendizagem 
depende do processo de maturação fisiológica) (GONÇALVES, 2007, p. 27). 
Portanto, Watson desconsiderava fatores, que hoje sabemos, que são 
importantes, ele colocou o ser humano para ser analisado apenas em seus 
instintos. Watson teorizou que com o condicionamento, por estímulos, qualquer 
problema poderia ser resolvido pelo sujeito. Segundo Gonçalves (2007, p. 27): 
‘‘Watson garantia que se conseguíssemos monitorar e controlar os estímulos em 
uma criança recém-nascida constantemente ao longo de seu crescimento 
poderíamos fazer dela tudo o que quiséssemos: advogado, médico, pedinte [...]”. 
Para Watson, o meio era o fator que influenciaria o comportamento, se houvesse 
o controle do meio se obteria o comportamento desejado. 
No humanismo a teoria se baseava em deixar a criatividade do aluno livre, 
para com isso intensificar a aprendizagem. Carl Rogers um dos principais 
teóricos do humanismo e declara que: 
[...] a pessoa educada é aquela que aprendeu a aprender, que aprendeu 
a adaptar-se e mudar, queaprendeu que nenhum conhecimento é seguro e que 
só o processo de busca do conhecimento provê base para segurança. A 
9 
 
 
abordagem rogeriana implica que o ensino seja centrado no aluno, que a 
atmosfera da sala de aula tenha o estudante como centro; implica confiar na 
potencialidade do aluno para aprender, em deixá-lo livre para aprender, escolher 
seus caminhos, seus problemas, suas aprendizagens. O importante não é 
aprender certos conteúdos, mas sim a auto realização e o aprender a aprender. 
(MOREIRA, 2009, p.56). 
Por isso, nessa linha de pensamento, o professor deve esperar que o 
aluno assuma o controle de ações e que gerem seu conhecimento, pois a 
aprendizagem depende do aluno e de suas atitudes, o professor, nessa teoria, 
será o facilitador (MOREIRA, 2009, p.56). Para Carl Rogers, o indivíduo é 
responsável pela capacidade de mudança, conforme afirma Moreira (2009, p.56) 
‘‘Ele acredita que as pessoas têm dentro de si a capacidade de descobrir o que 
as está tornando infelizes e de provocar mudanças em suas vidas, mas esta 
capacidade pode estar latente. Com essa abordagem um fator importante foi 
esquecido, o social. 
O materialismo-histórico surgiu nos anos 80, foi uma oposição ao 
behaviorismo e ao humanismo. No entanto, segundo Neves (1991) as três 
fundamentações teóricas eram inflexíveis em seus posicionamentos e 
ignoravam aspectos relevantes de ordem biológica, psicológica e social. O 
materialismo-histórico não legitima o presente sem considerar o passado em 
seus acontecimentos, políticos, econômicos e sociais segundo, conforme revela 
os autores ao apontarem que: 
[...] a educação nunca pode ser vista desatrelada do processo histórico. A 
História é a palavra chave de toda a nossa fundamentação, pois é por meio da 
História que se pode analisar o presente, ou seja, é somente conhecendo o 
passado que se compreende o momento vivido em que se estabelecem 
relações. Ressalta-se sempre em formar e não informar, formar pessoas 
capazes de refletirem, de pensarem, de fazerem indagações (BARROS; 
FRANCO 2008, p.4). 
O materialismo-histórico tem suas origens em Karl Marx, é uma crítica ao 
consumismo, ao capitalismo em detrimento do socialismo. 
10 
 
 
No associacionismo são destacados os conteúdos que serão aplicados 
aos alunos, o ensino, de acordo com essa linha de pensamento, deve ser 
realizado em uma sequência a ser seguida, para que assim o aluno possa chegar 
a uma resposta certa, como nos apresenta o autor a seguir: 
Associacionismo é o termo usado para caracterizar, dentro da Psicologia, 
qualquer teoria que defenda, como base de explicação teórica dos fenômenos 
psíquicos, a determinação dos elementos básicos que o determinam, elementos 
esses que seriam irredutíveis, seguindo, assim, a influência da Física da época 
que via o átomo como elemento irredutível, indivisível (NEVES, 1997, p 1). 
Porém, Sisto (1996) cita essa metodologia como um modo de ensino 
técnico e que não prioriza a cognição. O condicionamento continua como parte 
central do ensino e persiste o externo sobre o interno. Como alternativa a essa 
teoria, o autor apresentou uma opção teórica, a do construtivismo piagetiano. 
Para Sisto (1996), a teoria do construtivismo não beneficia somente os 
conteúdos, a prioridade está na construção do conhecimento, com a valorização 
das interações feitas no cotidiano. Colocar o construtivismo como base teórica 
da psicopedagogia, não seria somente transferir o compromisso de aprender ao 
aluno e seu intelecto, seria um entendimento que o conhecimento não pode ser 
apenas recebido, somente com instruções ou reconstruções do ensino. A 
conjectura dessa aprendizagem se distinguiu por entender que o conhecimento 
deve exigir procedimentos que não privilegie apenas o cognitivo ou afetivo do 
aluno, segundo Moreira: 
Outra consequência clara é a do conflito cognitivo. Segundo a teoria 
piagetiana, o sujeito, interagindo com o mundo, constrói esquemas de 
assimilação com os quais, então, assimila situações conhecidas. Quando a 
situação é nova é preciso acomodar, ou seja, reformular um esquema de 
assimilação, construir um novo esquema, ou abandonar a tarefa. O ensino, em 
consequência, deve provocar conflitos cognitivos, quer dizer, propor situações 
para as quais os esquemas dos alunos não funcionem, de modo a provocar a 
necessidade de construção de novos esquemas. Em termos técnicos, dir-se-ia 
que o ensino deve conduzir à equilibração majorante e, portanto, a 
aprendizagens (2009, p.17). 
11 
 
 
Piaget postula que a criança precisa assimilar e depois pode acomodar 
ou não, as informações recebidas, modificando seus esquemas com essas 
construções cognitivas. Quando há interação com o mundo o individuo se 
encaminha para uma integração organizada, pois a cada novo conhecimento ele 
ganha mais meios de adaptação ao meio, elevando seu grau de organização. A 
cada conhecimento que leve a acomodação, o sujeito também alcançará a 
adaptação e a organização (MOREIRA, 2009, p.13). 
Para Piaget as relações sociais são determinantes para o 
desenvolvimento, pois o sujeito influencia e acaba por ser influenciado pelo 
ambiente social. As crianças aprendem a se comportar por meio da interação 
com os adultos, a cada contato, novos comportamentos vão surgindo. O nível de 
socialização é algo que impacta de maneira contundente as suas identidades. 
Contudo, é importante ressaltar que os estágios de maturação vão influenciar o 
nível de socialização. Piaget definiu graus de socialização que variam do zero 
para o recém-nascido, ao maior que seria quando a criança tem autonomia. 
Segundo Piaget a socialização conta com dois requisitos básicos, a cooperação 
e a coação. 
A relação de cooperação é dinâmica por gerar possibilidades; como 
afirma Piaget, os caminhos, para aquele que se compromete em ser cooperativo 
com o outro, são muitos. Quanto à criança, as primeiras relações que estabelece 
são as de coação – pai, mãe/filhos (as); adulto, professor/criança. Isso, pelo fato 
de que o infante é aquele que deverá ser educado e orientado pelo adulto. O 
próprio Piaget afirma ser esta fase obrigatória e necessária para se estabelecer 
o processo de socialização da criança. (GOMEZ et al, 2010, p.1) 
Piaget cita a coação e a cooperação como condutas de relações sociais. 
A coação indicaria a relação de prestigio de uma pessoa para com a outra, como 
a de um aluno com seu mestre, ou pela disseminação de ideais, conceitos e 
princípios tradicionais do meio social. Quando o sujeito é coagido ele se limita a 
acreditar, sem questionamento, divulgando essas ideais acaba conservando as 
ideias, crenças, pensamentos e dogmas. Com esse tipo de comportamento o 
sujeito produz uma relação desequilibrada e não consegue se desenvolver 
plenamente, já que não tem criticidade e acredita em verdades prontas e 
acabadas. Esse tipo de relação é considerado de nível baixo, pois não há 
12 
 
 
conversação, perde-se na socialização tanto o que é coagido quanto o que coagi. 
(GOMEZ et al, 2010, p.1). A cooperação seria uma maneira crítica de 
socialização, mas para Piaget a crianças necessita de normas e por isso a 
relação de coação se faz necessária. 
As teorias influenciaram as concepções psicopedagógicas, porém deve-
se ser considerado também as áreas de conhecimento que foram e são 
responsáveis pela composição da psicopedagogia. Pois, como já informado, a 
psicopedagogia surge da união de várias áreas do conhecimento como Filosofia, 
Neurologia, Sociologia, Linguística e a Psicanálise. Contudo, segundo Sisto 
(1996) a psicopedagogia no Brasil tem sido sustentada, sobretudo, por três 
pilares, a psicanálise, o associacionismo e o construtivismo. 
A psicanálise tem um viés baseado na emoção, para essa área do 
conhecimento só vai haver aprendizagem se houver afetividade, para a criação 
do vinculo, segundo Klein: 
Ao falarmos da importância do emocional e intelectualnas aprendizagens, 
percebemos que ambos não ocorrem completamente sozinhos. Há sempre um 
objeto, o objeto a ser conhecido ou aquele que impulsiona para o conhecimento. 
Pode ser a mãe, o pai ou o professor. É ele quem dá condições para que as 
aprendizagens aconteçam. Nesse momento, o vínculo recebe maior destaque, 
pois ele ocorre como uma ponte, que estabelece conexões, para que tanto o 
emocional, quanto o intelectual consigam se desenvolver de forma adequada. 
(2010, p.4). 
Para que aconteça a aprendizagem é importante que se estabeleçam 
vínculos afetivos, pois eles possibilitam o desenvolvimento. Para Sisto (1996) 
esse enaltecimento da afetividade, deixando outros fatores intelectuais de lado, 
pode acabar tarimbando crianças normais, como crianças com desordens 
mentais, porque elas podem ter apenas problemas de aprendizagem em uma 
área do conhecimento, que são de fácil resolução. 
A ação psicopedagógica é utilizada em três campos, no clínico, no 
institucional e na investigação cientifica (MARTIN, 1994, p.3). A presente 
pesquisa vai apresentar a modalidade clínica e institucional. 
13 
 
 
Psicopedagogia Clínica 
A psicopedagogia clínica é realizada terapeuticamente. O psicopedagogo 
que atende em clínica se concentra em descobrir o porquê o sujeito não aprende, 
para auxilia-lo (BOSSA, 2000). Com o desenvolvimento do trabalho o 
psicopedagogo colabora na construção da autoestima, que se desfez na 
trajetória estudantil. Dessa forma o sujeito é conduzido a descobrir suas 
competências e aptidões, construindo seu saber. O atendimento clinico é 
praticado em centros de saúde e clinicas e normalmente os atendimentos são 
feitos individualmente (VERCELLI, 2012, p.73). 
A avaliação psicopedagógica é um processo que o psicopedagogo deve 
cumprir e têm que envolver diferentes atividades, é nesse momento que o 
psicopedagogo decide quais serão as estratégias de intervenção. Na avaliação 
psicopedagógica é feita uma análise sobre a aprendizagem do sujeito tentando 
compreender como e quando começou o problema. Para fazer uma avaliação é 
preciso que sejam realizados alguns procedimentos como uma entrevista inicial, 
com o motivo da queixa, análise do material escolar, diversos modelos de 
atividades em diferentes disciplinas, testes que verificam o nível de 
desenvolvimento e sondagens (MORAES, 2010, p.4). 
O psicopedagogo precisa estar atualizado e ciente de todos os problemas 
que possam servir de obstáculos, Gamba e Trento corroboram a ideia aos 
indicarem que: 
Para que o trabalho em uma clínica de Psicopedagogia seja realizado com 
sucesso, o envolvimento dos profissionais que ali atuam é de extrema 
importância. O psicopedagogo precisa estar atento às inúmeras possibilidades 
de intervenção, levando em conta as dificuldades apresentadas pelos clientes 
que buscam sua ajuda, bem como a própria disponibilidade frente a novos 
aprendizados demonstrados por este (2009, p.2). 
Ter ciência das possibilidades do aluno é o primeiro passo para que o 
psicopedagogo possa a refletir em intervir. A escolha do material de trabalho vai 
variar de acordo com as necessidades do sujeito, e a adaptação é feita 
constantemente (GAMBA e TRENTO, 2009, p.3). 
14 
 
 
Psicopedagogia Institucional 
A psicopedagogia institucional pode ser desenvolvida no contexto 
hospitalar, no setor empresarial, em organizações assistenciais e na instituição 
escolar. No entanto, o enfoque deste trabalho está embasado apenas no 
contexto escolar, local que a psicopedagogia pode ser realizada 
preventivamente e sua função é, principalmente, de antecipar os problemas que 
podem ocorrer na aprendizagem e assim combater o fracasso escolar. Por isso, 
a psicopedagogia institucional se coloca, atentamente às variadas possibilidades 
de construção do conhecimento e valoriza o imenso universo de informações 
que envolve a vida escolar (OLIVEIRA, 2009, p. 39). 
Hoje em dia as escolas do ensino regular atendem crianças especiais, o 
psicopedagogo tem um papel fundamental, de garantir a inclusão, porque 
apenas frequentar a escola não é aceitável, é preciso que exista a integração 
(BOSSA, 2000). A instituição deve assegurar meios para que o sujeito prossiga 
nos estudos e que esse conhecimento seja efetivo, se isso não ocorrer teremos 
que contemplar casos de exclusão dentro da escola. A escola é um local de 
todos e, portanto, a inclusão é fundamental (VERCELLI, 2012, p.73). O professor 
tem que assumir uma postura de renovação, ajudando nas estratégias 
propostas, segundo Vercelli: 
A Psicopedagogia institucional é um campo de estudo que vem se 
desenvolvendo como ação preventiva de muita importância, mas é vista como 
ameaçadora, pois tem por objetivo fortalecer a identidade do grupo e transformar 
a realidade escolar. Torna-se ameaçadora, pois em muitos casos, o 
psicopedagogo poderá propor mudanças para que determinadas crianças 
aprendam, mas, infelizmente, muitos educadores resistem a essas mudanças e 
interpretam o que lhes foi dito como se não estivessem dando conta do papel 
que exercem (2012, p.73). 
É preciso a colaboração do professor, pois o psicopedagogo faz um 
estudo sobre as necessidades do grupo, mas precisa da ajuda de todos da 
escola. Para que o aluno volte a ter prazer em aprender o professor tem que se 
esforçar para auxiliar e gerar a integração (VERCELLI, 2012, p.76). 
15 
 
 
Quando recebe conhecimentos, o ser humano é incluído, de um jeito 
coordenado, nos ambientes culturais e simbólicos, que acabam o integrando a 
coletividade. A escola tendo o dever de ajudar na obtenção do conhecimento 
passa a ser mediadora nessa inclusão do sujeito (BOSSA, 2011, p.141). 
Contudo, é importante lembrar que a criança quando inicia a vida escolar 
já tem conhecimentos prévios, das vivências do seu meio, esses conhecimentos 
podem ajudar ou acabar complicando o desenvolvimento do sujeito. Portanto, o 
sujeito quando entra na escola, em torno dos seus sete anos, leva as suas 
vivências, suas experiências familiares e disso depende sua aprendizagem 
plena, segundo BOSSA: 
Se a sua história transcorreu sem maiores problemas, estará estruturado 
seu superego e poderá deslocar sua pulsão a objetos socialmente valorizados, 
ou seja, estará pronto para a sublimação. A escola se beneficia e, também, tem 
função importante nesse mecanismo, pois lhe fornece as bases necessárias, ou 
seja, coloca ao dispor da criança os objetos para os quais se deslocará a sua 
pulsão, A escola, enfim, administra- bem, mal etc. - esse mecanismo pulsional 
da criança. Se tudo correu bem no desenvolvimento da criança, estará 
estruturado o seu desejo de saber: a epistemofilia (2011, p.144). 
Por isso, o Psicopedagogo no contexto escolar assumirá o compromisso 
com a transformação da realidade escolar, à medida que se coloca de modo a 
fazer uma reorientação do processo de ensino-aprendizagem. Esse profissional 
levanta a possibilidade de reflexão dos métodos educativos e numa postura de 
investigação descobre as causas dos problemas de aprendizagem que se 
apresenta na instituição e que se depara em sala de aula. É papel do 
psicopedagogo na instituição conhecer a intencionalidade da escola em que atua 
através do seu projeto político pedagógico, de modo que o permita além de 
identificar as concepções de aluno e de ensino-aprendizagem que a instituição 
adota reconstruir esse projeto junto à equipe escolar conduzindo a reflexão e a 
construção de um ambiente propício à aprendizagem significativa. Além de 
repensar o fazer pedagógico da escolar, o psicopedagogo deve ter um olhar 
atento para entender o sujeito em suas características multidisciplinares, como 
ser cognoscente envolvido na teia das relações sociais, sendo influenciado por 
condições orgânicas e culturais. 
16 
 
 
Além disso, uma das ações do psicopedagogo é a intervenção, que visa 
fazer a mediação entre os alunos e seus objetos de conhecimentos,trabalhar as 
relações interpessoais, bem como estimular a aprendizagem e o 
desenvolvimento do aluno, numa perspectiva preventiva. Na intervenção, a ação 
psicopedagógica contribui para o processo educacional, buscando compreendê-
lo, explicitá-lo ou modificá-lo. Ao introduzir novos elementos para o sujeito pensar 
é possível conduzi-lo à quebra de paradigmas anteriormente estabelecidos. 
A identidade do psicopedagogo brasileiro 
Apresentamos neste capítulo os diferentes momentos da trajetória da 
Psicopedagogia a partir da narrativa de profissionais, em especial, 
psicopedagogos. Esses registros foram obtidos através de pesquisa no site da 
psicopedagogia online e da Associação Brasileira de Psicopedagogia16, bem 
como através da realização de estudo bibliográfico. 
Primeiramente, observamos que a práxis psicopedagógica dos 
profissionais/psicopedagogos estava apoiada numa visão orgânica do processo 
de aprendizagem. 
Assim, segundo Masini (2006) 
Nessa primeira etapa da história da Psicopedagogia, todo o diagnostico 
recaia sobre a criança, o que significava que nela estava o problema, sendo 
então encaminhada para atendimento especializado. Esse enfoque de 
diagnóstico, prescrição e tratamento, envolvendo prognóstico, trazia implícita 
uma concepção de que o fim da educação era de adaptar o homem à 
sociedade. (p. 249) 
Nesse momento, surgem os primeiros cursos de Psicopedagogia voltados 
para os problemas de aprendizagem. 
Também, nesta ocasião, os primeiros psicopedagogos consistiam em 
profissionais da educação, cuja prática visava reintegrar o aprendiz que estava 
à margem. 
Na obra Aprender a Ser, a autora argentina, Marina Müller (1986) aborda 
sobre os princípios da psicopedagogia clínica. Ela explica que 
17 
 
 
El campo actual de la psicopedagogia es reconecer la sinuosa história 
de las ideas acerca del aprendizaje, del conocimiento y sus vicisitudes, de 
quién es y a qué se dedica una psicopedagoga o un psicopedagogo, quién es 
un niño, una niña, un adolescente, un adulto que conocen y aprenden, qué es 
aprender y qué es un problema de aprendizaje, qué es la salud psíquica en 
cuanto a conocer, pensar y aprender, para qué sirve la escuela, qué es 
enseñar, cómo se aprende y se enseña en contextos escolares, cotidianos y 
laborales, qué es el conocimiento, qué es el saber, qué lógicas sigue la 
construcción del sentido. (p.48) 
Sendo assim, na Argentina, o campo de atuação do psicopedagogo é 
caracterizado pelo processo de aprendizagem, como aprendem e quais 
intervenções psicopedagógicas seriam adequadas se forem apresentadas 
dificuldades, problema de aprendizagem, no desenvolvimento integral dos 
alunos. 
 Na entrevista concedida a ABPP sobre a identidade da Psicopedagogia, 
Mônica Hoehne Mendes, psicopedagoga paulista, afirma que: 
Quando a Psicopedagogia nasceu aqui em São Paulo, voltada 
principalmente para atender os distúrbios das áreas da leitura, escrita e da 
psicomotricidade, estas dificuldades eram entendidas como dificuldades 
especificas e voltadas para a dislexia específica de evolução. A porta de entrada 
da Psicopedagogia parece ter sido a abordagem organicista, em que o orgânico 
assume grande importância sobre os distúrbios de aprendizagem. 
Posteriormente, constamos uma nova identidade institucional, ou seja, a 
práxis psicopedagógica destes profissionais considera não apenas a abordagem 
organicista, mas também, os fatores cognitivos e emocionais do 
desenvolvimento do sujeito cognoscente. 
Em entrevista concedida a Psicopedagogia On Line18 a pedagoga Laura 
Monte Serrat Barbosa aborda a evolução da psicopedagogia ao longo destes 20 
anos de prática. Ela comenta que a Psicopedagogia teve uma evolução 
invejável, nestes 20 anos, pois partiu de uma preocupação com um aspecto 
específico da questão da aprendizagem (a dificuldade de aprendizagem) e hoje 
18 
 
 
estuda o ser cognoscente como um ser inteiro, mergulhado em um contexto, com 
possibilidades de aprendizagem em vários âmbitos da sociedade. 
A presença de psicopedagogos argentinos tem um papel marcante nesta 
passagem da visão mais orgânica para a institucionalização da Psicopedagogia, 
devido o surgimento de cursos de especialização nesta área com propostas mais 
objetivas e conhecimentos mais sistematizados. 
Na entrevista concedida a Psicopedagogia On Line, Maria Cecília Castro 
Gasparian, psicopedagoga e professora de Psicopedagogia na Pontífica 
Universidade Católica de São Paulo, fala sobre a psicopedagogia institucional 
enfatizando que 
Em trabalhos psicopedagógicos muito recentes e em algumas 
monografias que foram apresentadas no Encontro Cultural patrocinado pala 
Associação Brasileira de Psicopedagogia em São Paulo notou-se uma tendência 
a novas possibilidades de atuação em Psicopedagogia. São trabalhos que 
apontam para uma nova abordagem sistêmica. Tem também os trabalhos de 
Alicia Fernández e Sara Paín, quando falam que o indivíduo é organismo, desejo 
e corpo, embora elas não se intitulem sistêmicas. Pois, quem pensa 
sistematicamente, não trabalha com erros, trabalha com situações no máximo 
inadequadas. Como a vida é processo, tudo é válido. 
Atualmente, na Argentina, a atuação psicopedagógica está voltada para 
trabalho multidisciplinar institucionalizado tanto na escola quanto no hospital. 
Enquanto, na psicopedagogia brasileira, apesar de se discutir a respeito deste 
trabalho multidisciplinar, pouco se vê desta atuação. 
No artigo “La psicopedagogia: sus vinculaciones históricas con otros 
saberes y su posición actual. Un debate necesario”, a autora Patricia S. Arias, 
comenta que 
La psicopedagogía desde hace décadas ha ido configurando 
gradualmente sus campos de intervención, se ha instalado en el imaginário 
social, forma profesionales en institutos terciarios y universitarios, es objeto de 
demandas cada vez más diversas. (2007, p.55) 
19 
 
 
João Beauclair, escritor, psicopedagogo, Mestre em Educação, 
Conferencista e Palestrante sobre temais educacionais e psicopedagógicos em 
diversos congressos e Professor do Curso de Pós-Graduação em 
Psicopedagogia Clínica e Institucional da Fundação Aprender (Varginha/MG) 
argumenta que 
Talvez o trabalho multidisciplinar institucionalizado ainda não seja prática 
comum nem mesmo em outros países, com raras exceções, evidentemente. O 
paradigma cartesiano-positivista ainda é o grande entrave a ser superado para 
que se possa pensar em um outro modo de fazer ciência e cuidar das pessoas. 
È necessário um processo longo, a ser vivenciado ainda por um bom tempo 
como desafio a ser superado. O modelo argentino de Psicopedagogia, com o 
trabalho multidisciplinar em escolas e hospitais também teve sua trajetória de 
luta, como em muitos momentos nos apontaram Jorge Visca e Alicia Fernández. 
Realmente em nosso país, está atuação ainda é restrita de fato. E um ponto 
essencial para tal é a regulamentação da profissão: esta questão é primordial 
para o avançar da profissionalidade do psicopedagogo. A meu ver, é um 
processo muito rico a ser vivido por todos nós psicopedagogos. 
Com a criação da ABPp e sua luta para que a psicopedagogia seja 
legitimada como profissão, que se estende até hoje, inicia-se um momento 
diferente. É neste período que as discussões entre os profissionais desta 
psicopedagogia e os grupos referenciais (psicólogos e pedagogos), se instalam 
a partir da preocupação com espaço dentro do mercado de trabalho. 
Em 2000, Elcie F. S. Masini e Maria Lucia M. C. Vasconcellos, eram 
coordenadoras da Universidade Mackenzie, numa entrevista22 realizada pela 
Psicopedagogia On Line sobre o atual panorama dos cursos de pós-graduação, 
elas contam que: 
O curso de Pós-Graduação Lato Sensu não é tão influenciado pela Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), mas sim pelo mercado de 
trabalho e pela própria dinâmica da sociedade. A ideia básica de nosso curso é 
a depreparar o psicopedagogo num enfoque preventivo, ou seja, voltado para 
as condições de aprendizagem. Em geral Cursos de Pedagogia e de Psicologia 
estuda-se teorias da aprendizagem, ou a aplicação das teorias de 
20 
 
 
aprendizagem, ou pesquisas verificando a aplicação de uma certa teoria, mas 
permanece uma lacuna: a de acompanhar o aluno enquanto aprendendo. É o 
conhecimento sobre e o acompanhamento do ATO DE APRENDER que 
priorizamos e consideramos importante na formação do psicopedagogo. 
Tentamos aqui compreender os movimentos de identidade dos 
psicopedagogos, assim como da Psicopedagogia, que se expressam na 
construção da identidade adquirida por meio das práxis psicopedagógica. 
Todavia, este estudo nos confirma a importância do psicopedagogo nos 
diferentes contextos em que a aprendizagem se constitua em eixo norteador. 
De acordo com Müller (1986) temos que 
A cada psicopedagogo como tal, e o conjunto deles como profissão, 
elaborar uma imagem do que é a Psicopedagogia, pela definição de sua 
própria identidade ocupacional em conexão com a tarefa, com seus êxitos e 
dificuldades. A identidade profissional deve ser elaborada através de uma 
contribuição intencional e institucionalizada. Não podemos prescindir, em 
nossa tarefa, nem das atividades de aprendizagem que cada psicopedagogo 
realiza, em especial com respeito a seu próprio campo profissional. (p. 53) 
Outro aspecto importante é que, ao invés do curso estar voltado para área 
clínica, às instituições deveriam formar o psicopedagogo tanto para atuação 
institucional, quanto clínica considerando a vivência nos respectivos estágios. 
Para Masini (2006), os cursos de psicopedagogia deveriam ter uma 
orientação teórico-prático. Ela aponta que 
Os cursos necessitam ter um currículo composto de aulas teóricas e 
estágios supervisionados, que constituam um espaço de discussão e reflexão 
teórica sobre a prática, para que o psicopedagogo saiba, de forma 
cientificamente fundamentada, o porquê utilizar um ou outro recurso para o aluno 
com que está lidando. (p. 257) 
Em uma aproximação inicial com a temática da constituição da 
Psicopedagogia na Argentina, conduzimos esta pesquisa para a identificação de 
alguns entraves presentes em sua trajetória, como por exemplo, seu campo de 
atuação psicopedagógico. 
21 
 
 
Encontramos em Arias (2007), uma proposta a respeito ao futuro da 
Psicopedagogia Argentina. Ela considera 
La psicopedagogia como um conjunto de prácticas institucionalizadas de 
intervención em diversos campos em los que el aprendizaje humano. De ellos 
pondré en un lugar privilegiado al campo escolar; sostento está afirmación ya 
que tanto en los orígenes como en el posterior desarrollo de sus prácticas, el 
sujeto en su posición de alumno y las múltiples intersecciones que desde ese 
lugar se producen, ha sido el gran protagonista del acto psicopedagógico. (p. 
62) 
Retomando a discussão, é preciso que, ao se pensar na construção de 
processos teóricos voltados à prática do psicopedagogo, que ele perceba a 
importância de refletir sobre sua própria práxis psicopedagógico, percebendo 
que cada um de nós está a buscar novas respostas para alguns 
questionamentos já anteriormente elaborados. 
É nesse contexto que se instaura um movimento de mudanças de 
paradigmas. As perspectivas atuais das práxis psicopedagógica ressignificam 
nosso cotidiano: aprender a aprender é essencial. Consequentemente, a 
identidade profissional do psicopedagogo ocorre por meio de um processo em 
permanente construção. Isto é, o psicopedagogo tem muito a contribuir para a 
reflexão sobre a formação de sua própria identidade e do aluno na interação 
entre conhecimento e ação. 
PSICOPEDAGOGIA: RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA 
No sentido de compreender melhor a relação entre a teoria e prática no 
campo da Psicopedagogia, foi realizado um estudo acerca de alguns pontos 
chaves da prática psicopedagógico, que será apresentado neste trabalho. 
Durante a pesquisa, foram utilizados alguns autores, como: Paín (1985), WEISS, 
(2012), Parente (2000) que fundamentam essas práticas, a fim de construir um 
embasamento teórico sobre o assunto. 
O psicopedagogo realizará o seu trabalho inicialmente na busca por 
informações e fatos que possam ser úteis para construir o pré-diagnóstico e o 
diagnóstico, através do contato com a família. Após esta etapa de diagnóstico 
22 
 
 
pronto, passa a construir e aplica o plano de intervenção, com o principal objetivo 
de sanar e/ou amenizar a causa do problema de aprendizagem do sujeito em 
questão. 
Sendo assim, a Psicopedagogia busca até hoje, compreender as 
dimensões do afeto e da cognição nos problemas de aprendizagem, procurando 
compreender as dificuldades e suas causas, possibilitando ao sujeito um 
tratamento. 
No Brasil, apesar de apenas um termo, temos duas modalidades, a 
Psicopedagogia Clínica (caráter terapêutico) e a Psicopedagogia Institucional 
(caráter preventivo), e enquanto uma ocorre na instituição escolar, e a outra no 
consultório, não significa que a única diferença entre elas seja o local em que é 
colocada em prática, e sim, o método e as características que definem cada uma. 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da causa do problema de aprendizagem consiste na análise 
do resultado de vários fatores que devem ser considerados presentes no sujeito. 
Paín (1985, p. 69) diz que: “Diagnosticar o não-aprender como sintoma consiste 
em encontrar sua funcionalidade. Isto é, sua articulação na situação integrada 
pelo paciente e seus pais.” 
No processo de diagnóstico, devemos olhar para o sujeito como um todo, 
com todas as suas particularidades, no âmbito familiar e escolar, com o objetivo 
de identificar o que leva o mesmo à dificuldade de aprendizagem. 
CONTATO TELEFÔNICO 
O contato telefônico é o primeiro contato com os responsáveis do 
paciente, e é um passo importante. Primeiramente deveremos saber por que o 
sujeito chegou até nós, se foi através da instituição de ensino, se foi opção da 
família, e o grau de importância que a própria família está lidando com essa 
situação. 
A maneira como o profissional acolhe primeiro contato com a família ou o 
próprio paciente é muito importante para a continuidade do processo. Pode ser 
um momento “impessoal” – via secretária do consultório ou da instituição, para 
simples marcação de um horário – ou pode ser um primeiro momento já com 
23 
 
 
grande carga emocional persecutória ou de expectativa positiva. Relembro como 
exemplo dois casos bem significativos. (WEISS, 2012, p. 45). 
Paín (1985) sinaliza que pelo contato telefônico conseguimos identificar a 
ansiedade da família quanto ao tratamento do paciente 
MOTIVO DA CONSULTA 
O motivo da consulta é um dos principais pontos do início do processo do 
diagnóstico, através dele podemos perceber as expectativas, medos e anseios 
da família, bem como o que a mesma espera das consultas, e qual o olhar sobre 
as dificuldades do paciente. Investigando o motivo da consulta, podemos 
concluir se o encaminhamento foi bem aceito pela família, ou se estão ali sob a 
imposição e obrigação de um terceiro, assim: 
Ainda antes da entrevista propriamente dita, consideraremos a via através 
da qual o paciente chegou até nós, enquanto indivíduo ou instituição; pode ter 
sido encaminhado pela professora, pelo médico, por outra pessoa com um 
problema parecido ao seu, por outro psicólogo, ou então movido por algum tipo 
de publicidade. Isto nos será útil para esclarecer de saída, o tipo de 
vínculo que o paciente pretende estabelecer ao colocar o problema como próprio 
ou como imposto de fora; não é a mesma coisa dizer “eu vim consultá-lo porque 
meu filho tem um problema escolar” do que dizer “vim porque a professora 
mandou” ou “venho a partir do Dr. fulano”, revelando assim o grau de 
independência com que o paciente assume o problema (PAÍN, 1985, p. 36). 
É preferível que na sessão em que setrata sobre o motivo da consulta, 
estejam presentes os pais do paciente, assim, são possíveis observar, analisar 
e perceber o grau de comprometimento de ambos no problema e no tratamento, 
pois nessa primeira entrevista os pais participam muito. O psicopedagogo pouco 
participa, porém, apesar de não participar muito, o papel do deste profissional é 
de acalmar e de confortar os pais, de deixá-los o mais a vontade possível, para 
que eles sintam liberdade de expor os seus sentimentos, e com isso, o 
psicopedagogo conseguirá extrair informações e tirar conclusões sobre o olhar 
dos pais diante à situação. 
24 
 
 
Durante a entrevista em que o fundamental é buscar o motivo da consulta, 
há outros aspectos que o psicopedagogo deve estar atento e tentando descobrir 
e definir: a significação do sintoma na família, a significação do sintoma para a 
família, as expectativas dos pais quanto à intervenção e as modalidades de 
comunicação do casal diante um terceiro. 
HISTÓRIA VITAL 
A história vital é um ponto chave para fazermos o diagnóstico do paciente, 
pois é através dessa consulta, em que a mãe contará a construção da história 
do sujeito, que poderemos descobrir aspectos significativos que prejudicam a 
aprendizagem do sujeito. Weiss (2012, p. 65) define a consulta sobre a história 
vital desta maneira: 
permitindo perceber a construção ou não de sua própria continuidade e 
das diferentes gerações, ou seja, é uma anamnese da família. A visão familiar 
da história de vida do paciente traz em seu bojo seus preconceitos, normas, 
expectativas, a circulação dos afetos e do conhecimento, além do peso das 
gerações anteriores que é depositado sobre o paciente. 
O indicado é que essa consulta seja realizada após conhecermos o 
paciente, e já termos realizado algumas sessões com o próprio. Normalmente a 
entrevista que aborda a história vital é feita pela mãe, que é a pessoa que mais 
sabe da vida do paciente desde o início, porém, há casos em que outro 
responsável tem este papel, e em ambos os casos, o indicado é que a pessoa 
tenha liberdade de relatar dados que julgam importantes e necessários. 
 Em algumas situações, as mães ocultam aspectos fundamentais para um 
bom diagnóstico e/ou mudam o foco da entrevista, então, é fundamental que 
tenhamos algumas perguntas pré-definidas, caso ocorra isto. 
De acordo com Paín (1985), os aspectos que deveremos considerar 
importantes na história vital são: 
 Antecedentes natais: Pré-natais; Perinatais; Neonatais. 
 Doenças: Doenças e traumatismos 
25 
 
 
ligados à atividade nervosa superior; Tempo de reclusão a que a criança 
foi obrigada e como foi o processo; Processos psicossomáticos; Disponibilidade 
física. 
 Desenvolvimento: Desenvolvimento motor; Desenvolvimento da 
linguagem; Desenvolvimento de hábitos. 
 Aprendizagem: Modalidade do processo assimilativo-acomodativo; 
Situações dolorosas; Informação; Escolaridade: 
 Disponibilidade corporal (antecedentes natais e mórbidos 
disposição atual, psicossomática); 
 Ritmo e autonomia de desenvolvimento; 
 Aprendizagem: esquemas assimilativos-acomodativos; exercício 
lúdico e imitativo, história escolar e informação; 
 Aprendizagem e escola na ideologia do grupo de pertenciamento. 
Depois de realizada a entrevista da história vital, teremos mais dados 
sobre o desenvolvimento da criança, e isso auxiliará no processo de diagnóstico. 
SESSÕES LÚDICAS E ENQUADRE COM O PACIENTE 
As sessões lúdicas representam um passo muito importante no processo 
de diagnóstico e tratamento do paciente, tanto para o próprio sujeito, como para 
o psicopedagogo. É através dos exercícios lúdicos que o especialista construirá 
o vínculo com o paciente, que ele observará como o sujeito reage no momento 
da brincadeira, bem como a organização do mesmo. Paín (1985, p. 51), fala 
sobre a importância do lúdico: 
O jogo põe em marcha uma série de possibilidades, dentre as quais as 
mais equilibradas são conservadas, isto é, aquelas onde a regulação estabelece 
um nível suficiente de coerência. Desta maneira só o plausível é integrado. 
Assim como analisamos os esquemas práticos de conhecimento através da 
atividade assimilitivo-acomodativa no bebê, a atividade lúdica nos fornece 
informação sobre os esquemas que organizam e integram o conhecimento num 
nível representativo. Por isso consideramos de grande interesse para 
diagnóstico do problema de aprendizagem na infância, a observação do jogo do 
26 
 
 
paciente, e fazermos isto através de uma sessão que denominamos “hora de 
jogo”. 
É durante essas sessões, que o profissional deve trazer o paciente para 
a realidade, dizendo-lhe dos problemas que está apresentando, confortando-lhe 
com os nossos objetivos, acalmando-o com a nossa proposta de ajudá-lo. E o 
principal, mostrando que ele é quem mais deve ajudar neste processo. 
Devemos ter cuidado com a idade do paciente quando pensamos e 
planejamos o jogo, pois as crianças com idade maior de dez anos já não aceitam 
muito facilmente a proposta do jogo simbólico, preferem os jogos de regra. 
Na chamada “hora do jogo”, conseguimos extrair dados importantes, e 
Paín (1985) diz que estes dados correspondem a quatro aspectos fundamentais 
da aprendizagem, como? 
 Distância de objeto, capacidade de inventário; 
 Função simbólica, adequação significante-significado; 
 Organização, construção da sequência; 
 Integração, esquema de assimilação. 
Nas sessões de atividades lúdicas, proporcionamos à criança liberdade 
de expressão, com o jogo, a imitação e a linguagem. 
MODALIDADE DE APRENDIZAGEM 
Para começar falando sobre as modalidades de aprendizagem, começarei 
citando o que deveremos observar e analisar para traçar o tipo de modalidade 
de aprendizagem do sujeito, Fernández (2001), frisa que não devemos identificar 
a modalidade, e sim, desdobrar os significantes de tal modalidade. Sendo assim, 
deveremos considerar: 
 A imagem de si mesmo como aprendente; 
 O tipo de vínculo com o objeto de conhecimento; 
 O modo de construir um relato; 
 O modo de recordar; 
27 
 
 
 A história das aprendizagens, especialmente algumas cenas 
paradigmáticas que fazem a novela pessoal de aprendente que 
cada um constrói; 
 A maneira de jogar; 
 A modalidade de aprendizagem familiar; 
 A modalidade ensinante dos pais. 
É válido salientar, que não há nenhum teste específico para se identificar 
a modalidade de aprendizagem de um sujeito, a melhor maneira é a própria 
observação, que nos possibilita percebê-la. 
Podemos distinguir três grupos de modalidades de aprendizagem que 
perturbam o sujeito: 
1. Hipoassimilação - Hipoacomodação; 
2. Hiperassimilação - Hipoacomodação; 
3. Hipoassimilação - Hiperacomodação. Paín (1985, p. 47) define da 
seguinte forma: 
 Hipoassimilação: nesta sintomatização ocorre uma assimilação 
pobre ou baixa, o que resulta na pobreza no contato com o objeto. 
 Hiperassimilação: sendo a assim ilação o movimento de 
adaptação que permite a alteração das informações fornecidas 
pelo meio, para que possam ser incorporadas pelo sujeito, na 
aprendizagem sinto matizada pode ocorrer um exagero desse 
movimento, de forma que o sujeito não se submete ao aprender. 
Nesse movimento, há o predomínio dos aspectos subjetivos sobre 
os objetivos; 
 Hipoacomodação: a acomodação consiste em adaptar -se para 
que ocorra a internalização. A sintomatização da acomodação 
ocorre pela resistência em acomodar elementos do meio 
(informações), que pode ser definida como a dificuldade de 
internalizar os objetos; 
 Hiperacomodação: se acomodar significa internalizar os 
elementos do meio (informações), o exagero nesse processo pode 
28 
 
 
levar a uma pobreza de contato com a subjetividade, levando à 
submissão e à obediência a crítica às normas; assim, a modalidade 
de aprendizagem representa uma forma de relacionar-se, buscar e 
construir conhecimentos, como o sujeitose posiciona diante de si 
mesmo. 
DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO 
É importante que o diagnóstico operatório ocorra depois de um vínculo 
formado entre o profissional especializado e o paciente, pois é preciso que o 
paciente aja de uma maneira confortável, sentindo-se confiante, para tornar 
resultado efetivo. As provas operatórias foram criadas por Jean Piaget, a fim, de 
identificar em que nível de estrutura a criança se encontra e para isso, cada nível 
de desenvolvimento, possui uma série de provas. Piaget (1975), quando explica 
sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreve-a, basicamente, em 
quatro estados, que ele próprio chama de fases de transição. Essas quatro fases 
são: 
 Sensório motor (do nascimento aos 2 anos): no primeiro estágio, 
nos dois primeiros anos de vida, são características mais 
marcantes do comportamento infantil, aquelas relacionadas à 
ausência da linguagem e da representação interna; 
 Pré – operacional (dos 2 aos 7 anos): é caracterizado por uma 
acentuada melhora no entendimento da criança sobre o mundo e 
pelo aparecimento da linguagem, que está diretamente relacionado 
aos aspectos intelectuais, afetivos e sociais; 
 Pré-conceitual (dos 2 aos 4 anos): é marcado pela capacidade de 
a criança compreender todas as propriedades das classes; 
 Intuitivo (dos 4 aos 7 anos): é caracterizado, principalmente, pela 
percepção, já que, nessa idade, a criança já possui uma 
compreensão mais completa dos conceitos, e apesar de não 
raciocinarem mais de modo transdutivo, a lógica ainda não é 
dominante; 
 Operações concretas (dos 7 anos aos 11 ou 12 anos): até este 
estágio, as crianças ainda não conseguem raciocinar com 
operações, com base em Piaget, Lefrançois (2008) define o termo 
29 
 
 
operação como uma atividade interiorizada, um pensamento 
sujeito a certas regras da lógica, como reversibilidade, identidade 
e compensação; 
 Operações formais (dos 11 aos 12 anos ou dos 14 aos 15 anos): 
as operações formais representam uma evolução extremamente 
importante em relação às operações concretas, pois nesta fase, as 
crianças já aplicam a lógica aos objetos reais ou que são 
imagináveis. 
Cada estágio pode ser caracterizado pelo desenvolvimento de novas 
capacidades, descrito pelas principais características identificadoras das 
crianças, naquele determinado período e pela aprendizagem que ocorre antes 
da transição e evolução para próximo estágio. Ressalta-se que apesar de todos 
os indivíduos passarem por todas as fases na sequência, o início e término 
dependem de outros fatores, como as características biológicas de cada um. 
DIAGNÓSTICO PROJETIVO 
O diagnóstico projetivo que se dá através das provas projetivas, tem o 
objetivo de analisar a relação do sujeito com a aprendizagem, bem como as suas 
manifestações. Paín (1985), quando fala nas provas projetivas, diz que para 
traçarmos o diagnóstico dos problemas, devemos examinar os conteúdos 
manifestos e as relações do paciente com os seus sentimentos, sejam eles 
agressivos e/ou de medo associados às situações representadas. 
A instrução de provas projetivas, impõe também ao paciente uma situação 
que terá de resolver através de uma construção na representação ou na fantasia, 
uma mais relacionada com a imagem, a outra com a assimilação simbólica, 
lúdica e verbalizada. Nesta resolução deve equilibrar-se a ansiedade que o 
estímulo desperta e a instrução com o nível de realidade da situação proposta. 
(PAÍN, 1985, p. 61). 
Com as provas projetivas, torna-se possível avaliarmos a capacidade de 
pensamento do paciente para fazer construções, bem como, suas manifestações 
de sentimentos, e deverá ser considerado inclusive, quando o paciente não 
consegue mostrar coerência. Devemos analisar três aspectos: 
30 
 
 
 Desenho da figura humana: o corpo é um instrumento de ação 
sobre o mundo, e quando o sujeito o desenha, representa este 
instrumento por esse meio; 
 Relatos: criação de história ou simplesmente antecipar seu final; • 
Desiderativo: hierarquização significativa dos elementos vegetais, 
animais e objetos. 
Paín (1985, p. 62) cita a importância do desenho do paciente: 
já que o sujeito não desenvolve justamente aquelas estruturas que lhe 
permitem coordenar a realidade. Na medida em que sabemos que o sujeito é 
possuidor destas estruturas, está disfunção pode parecer um encobrimento, 
sendo que a criança que não aprende só esconde uma coisa, e está coisa é que 
ela sabe. 
Por fim, no diagnóstico projetivo, focaremos nos recursos simbólicos que 
o paciente usa para fazer representações, a sua modalidade de inventar, 
organizar e integrar na fantasia e as suas perturbações de identidade e de 
negação. 
DIAGNÓSTICO LECTO-ESCRITA 
O diagnóstico do paciente nas áreas da leitura e da escrita é fundamental 
no trabalho do psicopedagogo, e muitas vezes, a dificuldade de aprendizagem 
está relacionada a estas duas áreas, normalmente quando se trata de crianças 
nos anos iniciais. A nossa cultura exige que o indivíduo saiba ler e escrever, 
desde o nascimento a criança entra em contato com o mundo das letras, e é a 
escola que tem obrigação de ensiná-las, porém, muitas crianças apresentam 
dificuldade nisso. 
Parente (2000), diz também que para diagnosticarmos um problema de 
leitura devemos considerar alguns aspectos: 
 O domínio visual; 
 O domínio perceptivo-motor; 
 A organização do espaço; 
 A integração da linguagem falada; 
 A competência semiológica; 
31 
 
 
 A avaliação consciente e inconsciente que o sujeito faz da 
leitura. 
A linguagem escrita nos possibilita a comunicação, a compreensão e a 
decodificação de textos. Para que a criança tenha uma aprendizagem efetiva na 
leitura, ela deverá ter também na escrita, pois para escrever, precisamos ler. A 
dificuldade de escrita pode estar relacionada com problemas de falas, e para 
isso, será necessária uma avaliação fonológica. Quando falo em avaliação 
fonológica não me refiro a uma avaliação totalmente específica de um 
profissional na área, me refiro à fala básica da criança. 
Para levantarmos qualquer hipótese referente à dificuldade de escrita, 
consideramos previamente o histórico do sujeito, para posteriormente 
realizarmos o diagnóstico informal da escrita, onde nos interessa observar tipo e 
a quantidade de erros do sujeito. Assim, A análise de erros pode ser 
especialmente informativa, posto que nos dizem se acontecem no contexto de 
uma frase ou não, se acontecem como consequência de uma aplicação 
excessiva de regras de transformação de fonema a grafema – caso dos 
diagnósticos superficiais -, se acontecem lexicalizações ou conversões de 
palavras funcionais em palavras – caso dos diagnósticos fonológicos -, se 
acontecem dificuldades no significado das palavras ou no sistema semântico – 
caso dos digráficos profundos -, etc. (GARCÍA, 1994, p.2 01). 
Sendo assim, devemos avaliar as condições de leitura e escrita do 
paciente, traçando um diagnóstico para realizarmos uma possível intervenção, 
quando necessário. 
MOVIMENTO CORPO E EXPRESSÃO 
Quando falamos em crianças, logo nos remete a ideia delas brincando, 
correndo, movimentando-se, ou seja, no processo de diagnóstico e tratamento 
de um paciente com dificuldades de aprendizagem, não podemos deixar de lado 
este aspecto tão importante, o corpo do mesmo. 
Seu desenvolvimento se processa através das influências mútuas entre 
esses três aspectos – cognitivo, emocional e corporal – e qualquer alteração que 
ocorra em um destes se refletirá nos demais. (GOMES, 1994, p. 127). 
32 
 
 
Através do corpo as crianças brincam, imitam, constroem, se relacionam 
com o mundo, se expressam e se comunicam, e este movimento do corpo está 
presente na criança desde o nascimento, e a tendência é que continue 
amadurecendo, conforme o passar dos anos. Por isso, é fundamental 
observarmos os movimentos dos pacientes, as suas condutas motoras, a fim, defazer uma avaliação psicomotora. 
Conforme dito anteriormente, ocorre uma alternância dos campos 
funcionais no decorrer dos estágios entre a afetividade e a cognição. A primeira 
especialmente implicada na construção do sujeito predomina nos estágios 
impulsivo-emocional, tônico-emocional, personalista e na puberdade e 
adolescência. Já a cognição especialmente implicada na construção do mundo 
apresenta-se predominantemente nos estágios sensitivo-motor e escolar ou 
categorial. (CARVALHO, 2003, p. 86). 
Falar em corpo nos lembra da afetividade, e é aqui que se encontram as 
manifestações de ordem afetiva, através dos movimentos do corpo e da 
expressão do sujeito diante o outro. 
Para avaliarmos psicomotoramente uma criança, não precisamos de 
exercício de motricidade específicos, é possível avaliarmos pela observação do 
paciente nas suas ações motoras, durante as sessões, enquanto realiza as 
atividades propostas. Não podemos esquecer de considerar os aspectos 
genético, se há casos de defasagem nesta área na família, pois isso pode 
implicar na maturação da motricidade da criança. 
 CONTATO COM A ESCOLA E OUTROS PROFISSIONAIS 
O contato com a escola tem por objetivo investigar o gênero de ensino 
presente na instituição, observando assim se atende à demanda da 
singularidade do sujeito, ou se apenas refere-se a uma determinada modalidade 
de aprendizagem. 
Por isso, torna-se essencial a visita do profissional à escola do paciente, 
para conhecimento de como o sujeito é visto dentro da instituição, o que há para 
beneficiá-lo e o que prejudica o mesmo perante a aprendizagem. Porém, não é 
fácil chegarmos numa instituição de ensino apontando os erros que ela contém, 
na verdade, nem temos o direito de fazer isso. Para Fernández (1991) a, 
33 
 
 
devemos contatar a escola com o objetivo de aproximar as necessidades do 
sujeito, frisando que a intervenção está focada nas dimensões do corpo, 
organismo, da inteligência e do desejo. 
O que podemos fazer é apontar os aspectos que não estão de acordo 
com a modalidade de aprendizagem do nosso paciente, orientando, auxiliando 
e sugerindo opções de mudanças que possam ajudar na melhora da 
aprendizagem do paciente. 
Muitos dos pacientes frequentam outros profissionais, e como é de 
extrema importância contato com a família, é muito importante também o contato 
com estes profissionais, pois assim trabalharemos em conjunto, ajudando em 
coletivo o sujeito nas diversas áreas. 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
Após realizados os primeiros passos para diagnosticarmos o motivo do 
problema de aprendizagem, como a história vital, as sessões lúdicas, entre 
outros, construímos a hipótese diagnóstica, que se resume em buscar o “para 
que” do sintoma, o “por quê” e o “como” do processo de aprendizagem. 
 Weiss (2012, p. 31), diz que o sintoma representa muito: 
Podemos dizer que o que é percebido pelo próprio indivíduo ou pelos 
outros é chamado de sintoma. O sintoma está sempre mostrando algo, é um 
epifenômeno. Com o sintoma o sujeito sempre “diz alguma coisa aos outros”, se 
comunica, e “sobre o sintoma sempre se pode dizer algo”. O sintoma é portanto, 
o que emerge da personalidade em interação com o sistema social em que está 
inserido o sujeito. 
Para isso é importante considerarmos todos os dados coletados até o 
momento, para que possamos traçar essa hipótese diagnóstica o mais correta 
possível. 
DEVOLUÇÃO 
Acredito que o momento da devolução, possa ser considerado o momento 
mais importante para a família, que espera ansiosa para saber o que o 
profissional “descobriu”, como ele agirá, à quais conclusões ele chegou. 
34 
 
 
Devolução é uma comunicação verbal feita ao final de toda a avaliação, 
em que o terapeuta relata aos pais e ao paciente os resultados obtidos ao longo 
do diagnóstico. É uma análise da problemática, seguida de sínteses 
integradoras, que devem ser repetidas sempre que sejam acrescentadas novas 
informações, e de algum modo se rearrumando a situação no sentido da 
diminuição das resistências (WEISS, 2012, p. 137). 
A devolução deve ser feita primeiramente com o paciente, e depois com 
os pais, bem como, com a escola, quando a mesma encaminha o paciente para 
o especialista. É um momento muito delicado, pois muitas vezes foco do 
problema de aprendizagem não está diretamente no sujeito, e sim ligado a 
pessoas ao redor dele, e cabe a nós, alertá-los sobre isto. 
Quando fazemos a devolução, devemos relembrar sobre o que já foi dito 
anteriormente no consultório, assim como resgatar as regras do processo de 
auxílio e fazer novas combinações para o tratamento tornar-se eficaz. 
INTERVENÇÃO 
 Quando o diagnóstico está concluído e aceito pela família e paciente, é 
hora de determinarmos o tratamento que se adequa a esta dificuldade de 
aprendizagem específica. 
Quando já não se pode negar que o homem é sujeito a uma ordem 
inconsciente e movido por desejos que desconhece, falar do tratamento 
psicopedagógico significa muito mais que discorrer sobre métodos definidos de 
reeducação (BOSSA, 1994, p. 78). 
A intervenção baseia-se nas diversas atividades que o profissional 
trabalha com paciente, a fim, de intervir diretamente no processo de 
aprendizagem do mesmo. Rubinstein (2003), diz que nós devemos procurar 
verificar como o paciente interage com as atividades que lhe são propostas. 
Há diversos tipos de atividades, diversas maneiras para conduzir a 
intervenção do sujeito, e não requer muito mistério, muito material específico, 
pode ser através de simples recursos, jogos, brincadeiras, desenhos, escrita, 
conversa, dentre outros. Devemos estar atentos ao problema do paciente, pois 
cada um tem suas particularidades, e cada intervenção deve respeitar os limites 
35 
 
 
e os desejos do mesmo. Paín (1985, p. 74) diz que “Nem sempre é fácil 
determinar o sentido do problema de aprendizagem no quadro total, nem a opção 
terapêutica é tão clara.”. 
 O objetivo do tratamento é que a criança evolua no aspecto em que se 
encontra em defasagem, e normalmente as crianças que são encaminhadas 
para um atendimento psicopedagógico apresentam problemas na escola. 
Porém, toda a família é beneficiada com tratamento do paciente, pois muitas 
vezes o que desencadeia o problema está na família, e no sujeito age apenas 
como um sintoma. 
O tratamento psicopedagógico adquire sentido na ação institucional. Isto 
permite uma rápida orientação destinada aos pais, seja para seu ingresso num 
grupo, seja para uma terapia familiar ou de casal; garante um bom controle do 
aspecto orgânico e neurológico, oferece possibilidades de diálogo quando o 
paciente recebe mais de uma atenção e assegura a complementação integrada 
de outras técnicas pedagógicas, sejam elas expressivas, ocupacionais, etc 
(PAÍN, 1985, p. 75). 
Paín (1985), diz que há seis passos importantes neste processo: 
 Organização prévia da tarefa; 
 Graduação; 
 Autoavaliação; 
 Historicidade; 
 Informação; 
 Indicação. 
O que se deve haver é a finalidade de auxiliar o paciente no seu processo 
de aprendizagem, eliminando o que atrapalha e mostrando-lhe que sempre é 
possível vencer as barreiras. 
 
 
 
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