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ARTIGO CIENTIFICO PARCIAL

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OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL
Tiago Moita Pereira 
UNAMA
tiagomoitapereira@gmail.com
UNAMA
Resumo
O Trabalho de conclusão de curso realizado na escola municipal de ensino fundamental vista alegre visa articular os desafios da educação inclusa com a presente instituição. Sabe-se que existem uma grande diversidade cultural e extra cultural em grande parte das escolas de ensino regular, e por isso, deve-se permanecer nos locais de ensino uma constante regra de inclusão e interação diversificada.
Palavra Chave: Inclusão, Educação, Diversidade e Cultura
THE CHALLENGES OF INCLUSIVE EDUCATION IN BRAZIL
The course completion work carried out at the municipal elementary school vista alegre aims to articulate the challenges of inclusive education with the present institution. It is known that there is a great cultural and extra cultural diversity in most regular schools, and therefore, constant rules of inclusion and diversified interaction must remain in the teaching places.
Keyword: Inclusion, Education, Diversity and Culture
1 INTRODUÇÃO
Esse projeto de pesquisa tem como tema os desafios da educação inclusiva no Brasil, visando refletir acerca das perspectivas que tal educação enfrenta nos dias atuais, no qual abordaremos a importância da inclusão para alunos com necessidades específicas e a maneira como essa inclusão tem acontecido.
A educação inclusiva consiste no ajuste de escolas de ensino básico para atender a todas as crianças, não apenas as deficientes, mas também as que possuem dificuldades de aprendizagem ou altas habilidades. Inclusão na escola é uma ação social e cidadã de suma importância, pois ajuda diretamente as crianças com necessidades especiais e também realiza um aprendizado de grande valor para todos os alunos, que é o respeito às diferenças.
A inclusão tem se revelado de extrema importância para que as crianças e adolescentes com necessidades educacionais específicas desenvolvam competências e habilidades a ser utilizadas no cotidiano e, hoje, para que realmente aconteça inclusão social é necessária a adequação do currículo e a utilização de novas metodologias. 
A educação inclusiva merece uma reflexão acerca da importância do oferecimento ao acesso e permanência destes alunos em sala de aula regular, os quais eram excluídos do sistema de ensino regular e hoje se encontram incluídos junto aos outros alunos.
A inclusão escolar é muito importante porque, diferentemente da educação especial, ela não separa o aluno do convívio e aprendizado dos estudantes de uma escola regular, permitindo que ele se desenvolva como parte integrante da sociedade. A educação inclusiva dentro da escola regular transforma a escola em um espaço para todos, ela enriquece a diferença na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.
Segundo Matoan (2003) “Inclusão é um privilégio de conviver com as diferenças”. Ou seja, a educação inclusiva visa garantir um único sistema educativo, capaz de atender o acesso à educação para toda comunidade, sendo pessoas com necessidades especiais ou não. A prática se movimenta na forma de ser inclusa em todos.
A educação inclusiva incorpora maiores pilares para ser modificada em educação inovadora, capaz de ultrapassar por grandes obstáculos baseados nos princípios de igualdade. Segundo um depoimento da Milênio Carta (1999) “Nós buscamos um mundo onde as oportunidades iguais para todas as pessoas com deficiências se tornem uma sequência natural de políticas e leis sábias. Que apoiem o acesso à educação inclusiva, e a plena inclusão, em todos os aspectos da sociedade”.
A educação inclusiva é uma força renovadora na escola, e para Zimmermann (2008) em seu artigo inclusão escolar, ela amplia a participação dos estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma ampla, reestruturação da cultura, da nossa práxis e das políticas vigentes na escola. É a reconstrução do ensino regular que, embasada neste novo paradigma educacional, respeita a diversidade de forma humanística, democrática e percebe o sujeito aprendente a partir de sua singularidade, tendo como objetivo principal, contribuir de forma que promova a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal para que cada um se construa como um ser global.
Apesar das iniciativas acanhadas da comunidade escolar e da sociedade geral, é possível adequarmos a escola para um novo tempo. Precisamos estar imbuídos de boa vontade e compromisso, enfrentarmos com segurança e otimismo este desafio, enxergamos a clareza e obviedade ética da proposta inclusiva, e contribuirmos para o dessa máquina escolar enferrujada.
Sabe-se que dentro das escolas os alunos que tem dificuldades para aprender são vistos com outros olhos, por isso, são diferentes. Há os que não conseguem simpatizar-se com o regime disciplinar e também são diferentes.
O desafio que se coloca à escola é o de encontrar formas de responder efetivamente, às necessidades educativas de uma população escolar cada vez mais heterogênea, de construir uma escola efetivamente inclusiva, uma escola que a todos aceite e os trate de forma satisfatória e promissora.
A escola deve resgatar o seu papel de ensinar, considerando o potencial de aprendizagem do seu alunado e não ficando estagnada nos limites e necessidades especiais de cada aluno. O acesso ao saber deve ser garantido a todos. O argumento de que” sempre foi assim” e “é difícil de mudar” é, portanto, irrelevante e descabido, quando se pretende, de fato, construir uma escola para todos; não está escola que está aí, mas uma outra escola, justificável pela necessidade de reconhecermos que “TODOS” não permitem exceção. 
O papel da nossa escola atual deve ser o de receber este aluno para que ele possa desenvolver suas potencialidades gradativamente, com a ajuda do professor, trazendo para junto de si seus colegas de classe para que eles consigam entender que no mundo não somos todos iguais, que cada um tem suas diferenças e que essas diferenças devem ser respeitadas.
O problema da pesquisa: 
Quais são os principais desafios enfrentados para promover a educação inclusiva na escola? A escola está pedagogicamente preparada para enfrentar os obstáculos e desafios, provenientes da diversidade de alunos em sala de aula?
A hipótese de pesquisa: 
A educação inclusiva é um progresso recente na educação, que está passando por diversas transformações ao longo dos anos. Todos estão percorrendo em direção para o que se espera para a educação de forma geral, que seja viável a todos e todas, que respeite a diversidade. A formação continuada é fundamental para o processo educacional, para que dessa forma o profissional esteja sempre apto a atender novas demandas e assim derrubar as barreiras. Os recursos e apoio são necessários, indispensáveis e cruciais para que o meio social se adapte ao aluno de inclusão.
O objetivo geral:
Analisar os desafios e as possibilidades da educação inclusiva vivenciadas na escola pública de ensino regular Vista Alegre, pesquisar como tem sido de inclusão realizado, considerando a estrutura e os recursos da escola, formação inicial e continuada.
Os objetivos específicos: 
Observar a estrutura e os recursos da escola, com o intuito de averiguar se existe acessibilidade para os alunos de inclusão.
Investigar a formação e o preparo dos professores da escola Vista Alegre sobre a educação inclusiva, além de considerar a presença ou ausência de formação continuada.
Traçar estratégias para eliminar as barreiras e favorecer a participação social e o desenvolvimento da aprendizagem.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Por muitos anos os portadores de deficiências foram mantidos em complexa exclusão social, cultural e escolar. Estes sempre encontraram obstáculos para se sentirem ou estarem envolvidos, de fato, no seu contexto social, devido às práticas reguladoras que as sociedades tem recorrido face ao diferente, dificultando a aceitação dos que se distanciam dos padrões oferecidos por ela. Essa situação permeia as sociedades desdea Antiguidade e persiste em existir até os dias atuais.
No princípio da humanidade não existia ainda meios de documentos escritos, a respeito de como eram as condições de existência das pessoas com deficiência, pois em grande parte das sociedades primitivas os enfermos e as pessoas com deficiência eram mortos ou abandonados. Não se tem informações exata a respeito de como viviam os homens neste período histórico ou como os deficientes eram considerados na sociedade.
No Egito Antigo, as pessoas com deficiências integravam-se nas diferentes e hierarquizadas classes sociais (faraó, nobres, altos funcionários, artesãos, agricultores e escravos), as pessoas com nanismo não tinham qualquer impedimento físico para as suas ocupações e ofícios, principalmente de dançarinos e músicos.
Nas pólis gregas, como esparta, por exemplo, as crianças portadoras de deficiências eram exterminadas ao nascer e, ao apresentarem defeitos físicos, eram eliminadas, pois não correspondiam aos critérios de bons guerreiros. Em Atenas, os recém-nascidos com alguma deficiência eram colocados em uma vasilha de argila e abandonados. Grandes filósofos, como Platão em seu livro “A república” e Aristóteles no seu livro “A política”, trataram do planejamento das cidades gregas indicando que as pessoas nascidas com problemas deveriam ser eliminadas. A eliminação era por exposição, abandono ou atira-la de uma cadeia de montanhas na Grécia. O extermínio de crianças com deficiências era algo tão comum que, mesmo os maiores filósofos da época estavam de acordo com tal costume. 
No império romano, as leis não favoreciam às pessoas que nasciam com deficiência, era direito dos pais eliminar a criança logo após o nascimento, como por exemplo, atira-las em nos rios.
O cristianismo tentou combater de início a eliminação dos filhos nascidos com deficiências, neste período surgiram os primeiros hospitais de caridade que abrigavam indigentes e pessoas com deficiências.
Na idade média, os deficientes físicos e mentais eram vistos como, como possuídos pelo demônio e eram queimados vivos como as bruxas. A população ignorante encarava o nascimento de uma com deficiência como um castigo de Deus.
 Este é exemplo clássico de uma percepção preconceituosa em relação à pessoa com deficiência, dentre tanto outros.
O século 20 foi norteado por muitas iniciativas relacionadas às pessoas com deficiências, mas essas iniciativas tomaram força realmente na década de 1970, já que pela primeira vez, as pessoas com deficiências atuavam a favor de causa própria, lutas por seus direitos. Se, até esse período, as pessoas com necessidades específicas ficaram escondidas da história, mantendo-as paradas, alienadas, deixadas as margens das decisões políticas, na atualidade surgem sinais de mudanças.
É de vital importância que se olhe com leveza, mas também com olhar crítico, como ocorre no processo de inclusão social dentro do ambiente escolar, já que grande parte das escolas não está preparada para oferecer o que necessitam esses alunos com necessidades especificas.
Imaginamos então, as privações que os alunos sentem quando entram em um ambiente que é incapaz de ampara-lo, assim como a frustação que os docentes sentem, quando ver uma realidade diferente daquela estudada na universidade. Temos que entender que o mundo não é de uma só forma, pois os seres humanos se divergem e os professores são pessoas as quais, muitas vezes, passam mais tempo com alunos do que seus próprios pais.
 A escola passou por várias transformações no século passado, com o crescimento da inclusão nos espaços escolares cada vez mais iremos nos deparar com uma escola diferente, composta por uma sociedade mista, mais aberta, o que faz com que o espaço escolar se bem trabalhado se torne mais alegre, mais rico e mais colorido no que se refere ao processo de ensino e aprendizagem.
Ao falarmos em inclusão temos que entender que se trata de um marco social que representa um avanço enorme frente à nossa sociedade, pois a mesma até pouco tempo atrás deixava seus alunos especiais trancados em suas casas. Hoje essas crianças tem acesso às escolas e recebem um cuidado diferenciado que necessitam para o seu bom desenvolvimento, ou seja, tal processo deve ser encarado como um grande prêmio histórico, que foi difícil para conquistar, mas conseguimos e isso deve ser vivenciado em nosso dia a dia.
 Ainda podemos dizer que não temos uma escola completamente inclusiva e comprometida coma diversidade escolar, pois ainda encontramos certas resistências quando o tema inclusão é detalhado frente a alguns profissionais da educação. 
Para Montoan: uma das maiores barreiras para se mudar a educação é a ausência dos desafios ou melhor, a neutralização de todos os desiquilíbrios que eles podem provocar na nossa forma de ensinar. E, por incrível que pareça, essa neutralização vem do próprio sistema educacional que se propõe a se modificar, que está investindo na inovação, nas reformas do ensino para melhorar a sua qualidade.
Se o momento é o de enfrentar as mudanças provocadas pela inclusão escolar, logo, distorcemos os sentidos os sentidos dessa inovação, até mesmo no discurso pedagógico, reduzindo-a a um grupo de alunos, e continuamos a excluir tantos outros alunos e mesmo a restringir a inserção daqueles com deficiências entre os que conseguem acompanhar as suas turmas escolares! (Montoan 2003, pg.26). 
De outro lado, temos Gadotti (2000, pg.03) que assinala tais mudanças que ocorreram no mundo ocidental, que ocorreram no século XX e tem as mais diversas origens, tanto no campo socioeconômico e político, quanto no da cultura da ciência e da tecnologia.
 Gadotti enxerga que” ainda não se tem ideia clara do que deverá representar, para todos nós, a globalização capitalista da economia, das comunicações e da cultura”, o autor ainda trata o tema como um caminho que se encontra aberto e tem muito ainda a ser percorrido por muitos estudiosos do assunto.
Vivemos em um país onde o normal é sermos todos iguais. O preconceito e as práticas sociais da discriminação encontram seus assentos justificado nesta visão distorcida em relação a pessoa diferente, até mesmo porque existe uma luta muito grande que busca o direito das pessoas excluídas, que muitas vezes estão jogadas as margens da sociedade sem ter chances de lutar por um lugar digno para trabalhar ou estudar, estes podem ser considerados ás margem socialmente.
A inclusão é um processo desafiador, contudo, existem muitas barreiras da aprendizagem que podem ser superadas com a delicadeza do professor que deixa de valorizar a propagação de conteúdos e conceitos e passa a focar nos processos de aprendizagem de seus alunos.
Nesse sentido, Montoan (2007, p.45) afirma que inclusão é um desafio que, ao ser devidamente enfrentado pela escola, provoca a melhoria da qualidade da educação básica e superior, pois para que os alunos com e sem deficiência possam exercer o direito a educação em sua plenitude, é indispensável que essa escola aprimore suas práticas, a fim de dar atenção às diferenças.
Mas, como sabemos nossa realidade é outra. Nesse sentido, pergunta-se, o porquê de tantas escolas denotar práticas pedagógicas bem distorcidas do que se esperava se de fato fossem inclusivas, questiona-se também porque tais escolas ainda praticam atos disciplinares essencialmente excludente como, colocar alunos para fora de sala?
Esse, dentre tantos outros aspectos, faz com que precisemos constantemente reafirmar a grande necessidade, e a importância da educação inclusiva, como um ideal além da utopia, algo que se aproxime do real.
Neste âmbito, fica claro que os processos de inclusão devem ter como fase inicial a instituição fundamental, ou seja, a família e, permear as diversas instituições sociais, simplesmente por serem compostas por grupos de pessoas.
Nossas escolas necessitam de mudanças, mas, fazer essas transformações não é tarefa fácil, é necessário a redefinição de alternativas pedagógicas que levem todos os alunos a terem as mesmas oportunidades de aprendizagem, como mola mestra da escolaafinal, a escola é o lugar onde os alunos aprendem.
Não podemos nos esquecer também que cada aluno tem seu tempo certo de aprender e que este tempo precisa ser respeitado. E finalmente valorizar o professor, instigando-o em busca de formação continuada, pois, é ele o responsável pela tarefa que fundamenta qualquer instituição escolar, a aprendizagem dos alunos.
Montoan é sábia ao afirmar que incluir é necessário, primeiramente para melhorar as condições da escola, de modo que se possam formar gerações mais preparadas para viver a vida na sua plenitude, livremente, sem preconceitos, sem barreiras. Não podemos contemporizar soluções, mesmo que o preço que tenhamos que pagar seja bem alto, pois nunca será tão marginalizada, uma evasão, uma criança estigmatizada sem motivos. (Montoan. 2003, p.29). 
Em relação as escolas que atuam com inclusão, Montoan (2002, p.46) esclarece que: Em contextos educacionais inclusivos, que preparam os alunos para a cidadania e visam o seu desempenho, como quer a CF (art. 2005), as crianças e adolescentes com deficiências não precisam e não devem estar de fora da escola nas turmas da educação infantil, fundamental e médio frequentando classes e escolas especiais.
O grande desafio da educação inclusiva na escola Vista Alegre está no fato de que não há nenhuma mágica que faça com que ela ocorra, a adequação das escolas se dá de acordo com as necessidades que vão surgindo, a adoção de alternativas educacionais vem revelando novas possibilidades da escola se tornar real ambiente aberto as diferenças.
Andréa Wergner, fundadora do instituto lagarta vira pupa, em entrevista para o Ecoa do (UOL) Universo Online disse” investir em inclusão escolar é o que vai educar nossa sociedade para quebrar essa roda de exclusão e inclui as pessoas com deficiências em todos os lugares.
Conforme Sassaki, a educação tem como objetivo a construção de uma sociedade para todos, e assim sua prática repousa em princípios até então considerados incomuns, tais como: a aceitação das diferenças individuais, a valorização de cada pessoa, a convivência dentro da diversidade humana, a aprendizagem através da cooperação. (Sassaki, p.42).
Segundo sassaki (1997), as pessoas que possuem necessidades especiais, além dessas necessidades, elas também possuem as necessidades inerentes a qualquer ser humano, todavia, existem muitas barreiras para que possam tomar parte ativa da sociedade.
 A inclusão se torna um processo de ampliação da circulação social quando passa a produzir uma aproximação dos seus diversos protagonistas, convocando-os à construção de uma sociedade que ofereça oportunidades variadas a todos os seus cidadãos e possibilidades criativas a todas as suas diferenças.
O papel da nossa escola atual deve ser o de receber este aluno para que ele possa desenvolver suas potencialidades gradativamente, com a ajuda do professor, trazendo para junto de si seus colegas de classe para que eles consigam entender que no mundo não somos todos iguais, que cada um tem suas diferenças e que essas diferenças devem ser respeitadas.
3 METODOLOGIA
3.1 Classificação da pesquisa
Considerando o objetivo geral de estudo: os desafios da educação inclusiva no Brasil, compreendemos que se trata de uma investigação que tem como base a abordagem qualitativa, uma vez que não busca coleta de dados com o intuito apenas em medir o tema, mas em analisar, refletir e interpretar o conteúdo estudado. Tal abordagem é bastante utilizada em trabalhos acadêmicos, pois visa o estudo dos sentidos. 
Nesse sentido, a pesquisa tem por finalidade meios descritivos, pois visa descrever o máximo possível sobre o objetivo de estudo a ser pesquisado apresentando suas características, seus conceitos para assim analisar as variáveis definidas no tema. Nesse tipo de pesquisa se realiza o estudo (coleta de dados), a análise, o registro e a interpretação dos fatos sem a manipulação ou interferência dos dados coletados.
Para complementação, a fundamentação teórica da pesquisa será realizada por meio de procedimentos bibliográficos referenciados com revisões de literatura de artigos acadêmicos e aportes de autores renomados na área de estudo. Nessa ótica, percebesse que a pesquisa se trata do tipo bibliográfica, pois busca analisar livros, revistas, artigos, já publicados para direcionamento do assunto central a ser alcançado. 
3.2 Fontes de Busca da pesquisa 
Segue abaixo um quadro com os autores que foram encontrados em nossas buscas sobre a temática desta pesquisa:
	Nome dos autores
	Ano de publicação
	Link de acesso a obra
	MANTOAN, MARIA TERESA EGLER
	2003
	
https://cercomp.ufg.br
	SASSAKI, ROMEU KAZUMI
	1997
	
https://ead.uenf.br
	GADOTTI, MOACIR
	2004
	
https://repositorio.ufpe.br
	WERGNER, ANDREA
	2021
	
https://www.lagartavirapupa.com.br
3.3 Instrumentos de coleta de dados e procedimentos
Conforme apresentado no quadro anterior, foram realizadas buscas nos seguintes bancos de dados: (Observação e Análise documental), no período de (1990 a 2023). No primeiro foram encontrados 10 textos, no segundo 15, perfazendo um total de tantos textos que serão explorados de forma enfática na seção a seguir. 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O tema da educação inclusiva surgiu da necessidade de abordarmos um assunto tão importante nos dias atuais. O grande aumento de crianças com necessidades especiais inseridas nas redes regulares de ensino, só vem evidenciar cada vez mais a necessidade de tomarmos para nós, profissionais da educação, a missão de proporcionarmos um ambiente escolar incluso, garantindo os direitos dos alunos que possuam alguma deficiência, eliminando barreiras nos processos de adaptação e aprendizagem e promovendo mudanças na cultura preconceituosa existente.
As pesquisas realizadas ao decorrer da elaboração desta monografia conseguiram nos mostrar que estamos apenas no começo do processo da educação inclusiva, que temos um caminho longo e cheio de batalhas para percorrer.
Os estudos apresentados vieram apontando as evoluções da educação inclusiva ao longo da história do país. As iniciativas de educação para os deficientes começaram no Brasil sem o apoio de governo, apenas com a contribuição de pequenos grupos que tinham algum interesse, eram eles familiares, amigos, instituições e professores.
No entanto, através das leituras, podemos constatar que o movimento de educação inclusiva só ganha forças já em meados da década de 90, com a criação da Declaração de Salamanca, que é quando o país se sente pressionado a tomar providencias e começa a pensar de uma forma inclusiva, garantindo através das leis, cada vez mais das pessoas que tem necessidades educacionais especiais.
Abordamos em nosso artigo a separação dos termos educação especial e educação inclusiva, apontando a diferença entre ambas, deixando claro que a inclusão é a garantia de que todas as pessoas tenham iguais acessos de oportunidade.
Através de nossos levantamentos, conseguimos trazer um pouco da realidade da educação inclusiva nas escolas regulares, as ações que devem ser tomadas pelo governo, a gestão escolar e a equipe pedagógica, a comunidade, os familiares e os alunos. Numa revisão dos estudos realizados conseguimos compreender que a educação inclusiva jamais caminhará sozinha e que para termos uma sociedade justa é necessária que todos façam sua parte e tomem para si a missão de tornar não só a educação, mas também o mundo, um lugar mais incluso, tolerante e rico em troca de experiências.
Por fim, podemos concluir com todo o material apresentado, que apesar dos desafios a serem percorridos, acreditamos que com trabalho árduo, uma formação continuada investimento e visibilidade, é possível sim termos uma sociedade inclusiva, porém para que isso ocorra é importante não tratar as diferenças como problemas e sim como diversidade, oportunidade de enriquecimento pessoal, tendo admiração pela superação de limitações, assim podemos ter uma sociedade mais justa e humanitária, extinguindo essa cultura preconceituosa e limitada, não só apenas com os deficientes, mais com todasas minorias marginalizadas e inferiorizadas por um sistema antigo. 
5 REFERÊNCIAS
MONTOAN, Maria Teresa Eglér. Educação inclusiva. São Paulo: Ed. Summus,2006.
GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Práxis. São Paulo: Cortez editora, 2004.
WERGNER, Andrea. Instituto Lagarta. São Paulo. 2021.
SASSAKI, Romeu Kazumi, Inclusão Uma sociedade para todos,1997.
MANTOAN, Maria Tereza Égler. Inclusão Escolar: O que é? Por que? Como fazer? São Paulo: Editora Moderna, 2006.
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO- SEMED. Diretrizes curriculares da Educação Especial para construção de currículos inclusivos. Governo de Prainha-PA. Secretaria Municipal de Educação. Prainha, 2022.

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