1-Conceitos sobre plásticos
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1-Conceitos sobre plásticos


DisciplinaPolímeros e Metalurgia do Pó26 materiais218 seguidores
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Os tipos mais comuns de aditivos são:
lubrificantes, estabilizantes, antioxidantes, plastificantes, retardantes de chama, agentes antiestáticos, agentes de esponjamento, agentes de cura, corantes e pigmentos, cargas.
Lubrificantes
São aditivos que ajudam no processamento (moldagem) por sua ação lubrificante tanto interna quanto externa. A lubrificação interna reduz as forças que atuam entre as moléculas fazendo com que deslizem umas sobre às outras, resultando em menor viscosidade e energia necessária ao processo. Naturalmente, os lubrificantes internos atuam somente no estado fundido (pastoso) no estágio de processamento do polímero.
A lubrificação externa se aplica tanto ao termoplástico no seu estado fundido quanto sólido. Seu emprego facilita a movimentação do termoplástico na rosca do cilindro da máquina injetora e nos canais de distribuição e cavidade do molde. Além disso, diminui o atrito da peça com o molde por acasião da extração da peça. Na peça pronta acrescenta propriedades superficiais que no contato com outras peças plásticas ou metálicas diminuem o atrito. 
	Os lubrificantes mais utilizados são os ésteres e álcoois graxos, ácidos graxos, amidas graxas, estereatos metrálicos, polietilenos e silicones. Alguns polímeros são bastante beneficiados com o emprego de lubrificantes, como o ABS e o PVC, mas outros podem prescindir completamente, como o polietileno e o polipropileno.
Estabilizantes 
São aditivos que auxiliam o plástico contra a degradação provocada pela radiação ultravioleta (UV) e pelo calor. Estes aditivos absorvem a radiação e posteriormente a re-irradiam em diferentes comprimentos de ondas ou como energia térmica. 
Entre os plásticos mais sensíveis a este tipo de degradação está o PVC, que tem este problema agravado pelo fato de exigir altas temperaturas no seu processamento.
Os estabilizantes mais comuns são: sais de chumbo, sabões metálicos de cálcioe zinco, sabões de metálicos de bário e cádmio, fosfitos e organocompostos de estanho 
Antioxidantes
	São aditivos usados com a finalidade de evitar ou retardar a degradação dos termoplásticos causada pela oxidação de suas cadeias, por influência atmosférica ou por temperaturas elevadas. A oxidação é uma forma de degradação dos termoplásticos e borrachas sintéticas que afeta sensivelmente a resistência à tração. 
	Os oxidantes de origem fenólica são usados para proteger os plásticos ao longo de sua vida, em serviço. Os aditivos a base de fosfitos são indicados para proteger os plásticos durante a fase de transformação, enquanto que os oxidantes do grupo dos tioésteres são usados em ambos os casos.
Plastificantes
	São produtos líquidos de alto ponto de fusão e baixa taxa de evaporação, baixo peso molecular, que são acrescentados às resinas para melhorar seu comportamento plástico. Em geral se usam plastificantes em resinas duras e quebradiças. A presença de um plastificante abaixa a temperatura de amolecimento da resina e, consequentemente, a temperatura de moldagem. Sua participação em volume no plástico normalmente é bastante alta, chegando a participar com 20 a 50% em peso na formulação do PVC.
	Os plastificantes são basicamente isobutanol, álcool amílico, e álcool tridecílico. 
Retardantes de chama
	São incorporados aos termofixos e as os termoplásticos com o objetivo de reduzir a propensão à inflamação e à combustão. Seu uso em peças de equipamentos onde há risco de incêndio, como nos eletro-eletrônicos, é obrigatórios nos países desenvolvidos e regulamentado segundo à norma americana UL. Apesar dos retardantes de chama serem caros, representando até 50% do custo da matéria-prima, seu uso em peças exportadas é na maioria das vezes uma exigência.
	Os retardantes de chama mais comuns são aqueles á base de bromo, como o TBBA (tetrabromobisfenol), aplicável aos poliésteres, poliestireno, polipropileno e polietileno, e o TDX (tetrabromoxileno), aplicável ao ABS, poliestireno e polietileno. Há também retardantes á base de fósforo.
Agentes antiestáticos
	A maioria dos termoplásticos tende a desenvolver uma carga eletrostática quando em uso ou então em fases do processo, como na extrusão, pelo efeito da fricção. Isto ocorre porque os plásticos são bons isolantes elétricos fazendo que, uma vez adquirido cargas elétricas estáticas, não as perca com facilidade. Os antiestáticos são aditivos que minimizam a criação ou o armazenamento de eletricidade estática. Um dos caminhos é a adição de um lubrificante que minore o efeito da fricção, porém uma vez carregado estaticamente a descarga elétrica do material é dificultada pelo fato de ser um mal condutor. A retenção de cargas elétricas pode ser minimizada pela criação de uma película condutora na superfície da peça de modo que sejam dissipadas na atmosfera. Portanto, o aditivo ideal é aquele que produza uma película condutora e lubrificante ao mesmo tempo.
Agentes de eponjamento
	São aditivos empregados na produção de compostos poliméricos usados em forma celular ou expandida (espumas e esponjas). Eles provocam a expansão do polímero fundido por meio da geração de um gás da decomposição do aditivo, quando a temperatura é elevada. A liberação do gás, normalmente o nitrogênio ou dióxido de carbono, deve coincidir com o momento de maior plasticidade do polímero.
Agentes de cura
	São aditivos que participam ativamente da reação de polimerização com fornecimento de elementos à molécula principal, ao contrário dos catalisadores que estimulam a reação sem participar dela. É o caso do segundo estágio da obtenção da baquelite, onde o formaldeído estabelece as ligações transversais do termofixo.
 Corantes e pigmentos
	As cores naturais dos termoplásticos são: branco leitoso para as poliamidas, acetatos, polietileno e polipropileno; cinza para o ABS; e cristal transparente para o poliestireno, SAN, policarbonato e PVC. Para conferir cor específica ao plástico empregam-se corantes ou pigmentos. 
	Corantes são substâncias de origem orgânica que dissolvem no polímero, podendo conferir cor aos plásticos transparentes. Por se tratar de um produto orgânico podem sofrer alteração de cor ou degradar quando aquecidos demasiadamente. 
Os pigmentos, por sua vez, são substâncias de origem inorgânica geralmente insolúveis que conferem cor por ao plástico por dispersão. Eles reduzem a transparência e por isso podem ser usados para mascarar defeitos de fabricação de peças plásticas.
Cargas
	São aditivos usados para aumentar ou conseguir algumas propriedades específicas dos plásticos, de forma a não reagir ou se solubilizar. Nos termofixos, as cargas compreendem uma vasta gama de materiais, incluindo asbestos, serragem e pós metálicos. Nos termofixos as cargas de uso mais freqüentes são a fibra de vidro, fibra de carbono, micro-esferas de vidro, talco e caulim. Visando obter características bastante especiais são empregados grafite em pó, bissulfeto de molibdênio e pós metálicos. O uso de cargas em termoplásticos é muito comum, no entanto a sua porcentagem deve ser limitada para evitar a perda da característica típica do material, responsável por sua seleção.
Plásticos mais comuns e suas aplicações
Pelo fato de existir mais de quarenta tipos de famílias de termoplásticos e, pelo menos, dez de termofixos serão aqui abordados apenas os plásticos mais empregados em Engenharia.
Poliolefinas 
Esta importante família de termoplásticos são também chamadas de resinas vinílicas. Elas tem em comum a estrutura básica molecular representada pela fórmula geral
 
Onde X representa o radical que caracteriza o termoplástico.
X - H polietileno (PE)
X - CH3 polipropileno (PP)
X - Cl policloreto de vinila (PVC)
X polistireno (PE)
X polibuteno \u20131 (PBT)
Polietileno (PE)
É um termoplástico tenaz de aparência untosa