Avaliação da implantação de programa voltado para melhoria da acessibilidade e humanização do acolhimento aos usuários na rede básica. Salvador  2005-2008
13 pág.

Avaliação da implantação de programa voltado para melhoria da acessibilidade e humanização do acolhimento aos usuários na rede básica. Salvador 2005-2008


DisciplinaUnidade de Saúde Humana 2157 materiais51 seguidores
Pré-visualização8 páginas
N
A
 
 
 
 
n
 
 
 
 
n
 
 
 %
 
 
n
 
 
%
 
 
n
 
 
 %
 
 
n
 
 
%
 
 
 
 
 
n
 
 
 %
 
 
n
 
 
%
 
 
n
 
 
 %
 
 
n
 
 
%
 
 
 
 
 
 n
 
 
 %
 
 n
 
 
 %
 
 
n
%
 
 n
 
 
 %
 
 
 
 n
 
 
 %
 
 n
 
 
%
 
 
n
 
 
%
 
 
n
 
 
 %
B
a
rr
a
/R
io
-V
e
rm
e
lh
o
9
4
4
4
,4
2
2
2
,2
-
- 
 
 3
3
3
,3
4
4
4
,4
2
2
2
,2
-
-
3
3
3
,3
6
6
6
,7
-
-
-
-
3
3
3
,3
-
-
4
4
4
,4
 
2
2
2
,2
 
 3
3
3
,3
B
o
ca
 d
o
 R
io
4
1
2
5
,0
3
7
5
,0
-
-
-
-
2
5
0
,0
2
5
0
,0
-
-
-
-
3
7
5
,0
1
2
5
,0
-
-
-
-
-
-
-
-
4
1
0
0
,0
-
-
B
ro
ta
s
5
3
6
0
,0
1
2
0
,0
1
 
2
0
,0
-
-
3
6
0
,0
1
2
0
,0
1
2
0
,0
-
-
-
-
-
-
-
-
5
1
0
0
,0
-
-
1
2
0
,0
 
4
8
0
,0
 
 -
-
C
a
b
u
la
-B
e
ir
u
1
5
8
5
3
,3
6
4
0
,0
1
6
,7
-
-
1
1
7
3
,3
3
2
0
,0
1
6
,7
-
-
1
1
7
3
,3
3
2
0
,0
7
4
6
,7
-
-
8
5
3
,3
-
-
7
4
6
,7
-
-
C
a
ja
ze
ir
a
s
6
3
5
0
,0
3
5
0
,0
-
-
-
-
3
5
0
,0
2
3
3
,3
1
1
6
,7
-
-
6
1
0
0
,0
-
-
-
-
-
-
2
3
3
,3
3
5
0
,0
 
-
-
1
-
C
e
n
tr
o
 H
is
tó
ri
co
5
4
8
0
,0
1
2
0
,0
-
-
-
-
1
2
0
,0
2
4
0
,0
2
4
0
,0
-
-
3
6
0
,0
2
4
0
,0
-
-
-
-
3
6
0
,0
1
2
0
,0
-
-
1
2
0
,0
It
a
p
a
g
ip
e
4
2
5
0
,0
1
2
5
,0
1
 
2
5
,0
- 
-
3
7
5
,0
1
2
5
,0
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
4
1
0
0
,0
1
2
5
,0
-
-
3
7
5
,0
 
 -
-
It
a
p
u
ã
6
2
3
3
,3
3
5
0
,0
-
- 
 
 1
1
6
,7
1
1
6
,7
2
3
3
,3
2
3
3
,3
1
1
6
,7
1
1
6
,7
4
6
6
,7
-
-
1
1
6
,7
-
-
3
5
0
,0
 
2
3
3
,3
1
1
6
,7
Li
b
e
rd
a
d
e
4
3
7
5
,0
1
2
5
,0
-
- 
 
 -
-
1
2
5
,0
2
5
0
,0
1
2
5
,0
-
-
2
5
0
,0
2
5
0
,0
-
-
-
-
2
5
0
,0
1
2
5
,0
 
1
2
5
,0
 
 -
-
P
a
u
 d
a
 L
im
a
 
9
6
6
6
,7
1
1
1
,1
-
- 
 
 2
 
 2
2
,2
5
5
5
,6
2
2
2
,2
1
1
1
,1
1
1
1
,1
5
5
5
,6
3
3
3
,3
-
-
1
1
1
,1
4
4
4
,4
4
4
4
,4
 
-
-
1
1
1
,1
Sã
o
 C
a
e
ta
n
o
/V
a
lé
ri
a
8
6
7
5
,0
-
-
1
 
1
2
,5
 
 1
 
1
2
,5
5
6
2
,5
1
1
2
,5
1
1
2
,5
1
1
2
,5
7
8
7
,5
-
-
-
-
1
1
2
,5
3
3
7
,5
1
-
3
3
7
,5
1
1
2
,5
Su
b
ú
rb
io
 F
e
rr
o
vi
á
ri
o
1
8
1
1
6
1
,1
1
5
,6
2
1
1
,1
 
 4
 
2
2
,2
1
2
6
6
,7
1
5
,6
1
5
,6
4
2
2
,2
1
3
7
2
,2
-
-
-
-
5
2
7
,8
5
2
7
,8
 
4
 
2
2
,2
5
2
7
,8
4
2
2
,2
T
o
ta
l
9
3
5
3
5
7
,0
2
3
2
4
,7
6
6
,5
1
1
 1
1
,8
5
1
5
4
,8
 
2
1
2
2
,6
 1
1
1
1
,8
 1
0
1
0
,8
5
7
6
1
,3
 1
5
1
6
,1
7
7
,5
 2
0
2
1
,5
2
8
3
0
,1
2
2
2
3
,7
 
3
1
3
3
,3
 
1
2
1
2
,9
U
S=
 u
n
id
a
d
e
s 
d
e
 s
a
ú
d
e
; 
G
T
H
=
 g
ru
p
o
s 
d
e
 t
ra
b
a
lh
o
 d
e
 h
u
m
a
n
iz
a
çã
o
.
I 
\u2013 
Im
p
la
n
ta
d
o
P
I 
- 
P
a
rc
ia
lm
e
n
te
 I
m
p
la
n
ta
d
o
N
I 
- 
N
ã
o
 I
m
p
la
n
ta
d
o
N
A
 -
 N
ã
o
 s
e
 A
p
li
ca
 /
 B
ra
n
co
U
n
id
a
d
e
s 
se
m
 i
n
fo
rm
a
çã
o
 (
N
A
):
 U
SF
 F
e
d
e
ra
çã
o
, 
U
SF
 A
lt
o
 d
a
s 
P
o
m
b
a
s,
 C
S 
Iv
o
n
e
 S
il
ve
ir
a
 C
a
la
b
a
r;
 C
.S
. 
Sa
n
to
 A
n
to
n
io
; 
1
3
º 
C
.S
. 
P
ro
f.
 E
d
u
a
rd
o
 M
a
m
e
d
e
; 
U
SF
 C
a
n
a
b
ra
va
; 
U
SF
 A
lt
o
 d
o
 C
a
b
ri
to
;
C
S 
A
lt
o
 d
o
 B
a
ri
ri
; 
U
SF
 A
lt
o
 d
o
 C
o
n
g
o
; 
U
SF
 I
ta
ca
ra
n
h
a
; 
C
S 
Il
h
a
 d
e
 M
a
ré
.
U
n
id
a
d
e
s 
e
xc
lu
íd
a
s:
 C
e
n
tr
o
 e
sp
e
ci
a
li
za
d
o
 A
d
ri
a
n
o
 P
o
n
d
é
; 
C
S 
M
e
n
ta
l 
O
sv
a
ld
o
 C
a
m
a
rg
o
; 
2
º 
U
A
O
; 
C
SM
P
 A
ri
st
id
e
s 
N
o
vi
s;
 C
A
E
 C
a
rl
o
s 
G
o
m
e
s;
 C
O
A
S-
C
T
A
; 
C
A
P
S 
A
d
il
so
n
 S
a
m
p
a
io
; 
C
A
P
S 
Á
lv
a
ro
R
u
b
im
 d
e
 P
in
h
o
; 
P
A
 H
é
li
o
 M
a
ch
a
d
o
; 
1
º 
U
A
O
; 
U
n
id
a
d
e
 d
e
 E
m
e
rg
ê
n
ci
a
 S
ã
o
 M
a
rc
o
s;
 P
A
 C
é
sa
r 
V
a
z 
d
e
 C
a
rv
a
lh
o
 \u2013
 V
a
lé
ri
a
. 
Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 10 (Supl. 1): S131-S143 nov., 2010S138
amostra probabilística de unidades cujos resultados
foram objeto de outra publicação.29 Foram compara-
dos os resultados obtidos nas unidades onde o
programa estava implantado com aqueles obser-
vados onde não havia implantação do mesmo.29
Para o monitoramento foi elaborado o modelo
lógico da intervenção envolvendo os objetivos, ativi-
dades e resultados esperados (Tabela 4), que
orientou o desenvolvimento subsequente de matriz
de critérios (Tabela 5), também utilizada em projeto
de pesquisa, desenvolvido após o final do primeiro
ano, e que avaliou a efetividade da intervenção.29 A
referida matriz foi adaptada e utilizada para a avali-
ação, tanto de uma perspectiva externa, pelos consul-
tores, como de uma perspectiva interna, pelos
gerentes das unidades, numa autoavaliação, de forma
sistemática em todas as unidades da rede básica nos
dois primeiros momentos.26 Apenas no terceiro
momento do monitoramento, em fevereiro de 2008,
é que o julgamento foi feito exclusivamente pela
equipe técnica de consultores, responsável pelo
acompanhamento do programa, em amostra com-
posta por duas unidades sorteadas aleatoriamente de
cada distrito. Essa amostra foi a mesma utilizada em
pesquisa avaliativa sobre a efetividade do programa
e seu cálculo encontra-se detalhado em outra publi-
cação.29
Vieira-da-Silva LM et al.
Tabela 4 
Modelo lógico do projeto para a melhoria da acessibilidade e humanização do acolhimento na rede básica do Sistema
Único de Saúde. Salvador, Bahia.
Objetivos Atividades Resultados
Extinguir as filas
evitáveis
Melhoria do
acolhimento ao
usuário na unidade
Promover maior
integração das
equipes das unidades
básicas de saúde,
aumentando o
envolvimento dessas
com o projeto
\u2022 Implantação de sistema permanente de
marcação de consultas;
\u2022 Marcação de consulta por telefone;
\u2022 Criação de lista de espera para as consultas
eletivas para auxiliar no processo de reedefinição
do fluxo
\u2022 Criação de comissão de colhimento composta
por médicos e/ou enfermeiros;
\u2022 Definição de situações que devem ser
consideradas de pronto atendimento e eletivas;
\u2022 Designação de profissional de nível médio para
receber todo o paciente que entra na unidade e
orientá-lo quanto à utilização dos serviços
\u2022 Realização de oficinas de sensibi-lização com
profissionais das unidades;
\u2022 Realização de seminário sobre as experiências
exitosas de outros municí-pios do país
\u2022 Extinção das filas evitáveis
\u2022 Diminuição do tempo de espera
na fila;
\u2022 Diminuição no tempo entre
agendamento e realização da
consulta
\u2022 Diminuição das consultas
consideradas como desnecessárias;
\u2022 Aumento da satisfação dos
usuários
\u2022 Aumento da satisfação dos
profissionais;
\u2022 Maior envolvimento dos
profissionais com o Sistema Único
de Saúde
Resultados e Discussão 
O monitoramento da implantação
O monitoramento do processo de implantação
revelou que a dinâmica criada durante os seminários
de sensibilização gerou um envolvimento com o
projeto de acolhimento, a despeito das difíceis
condições de trabalho descritas pelos participantes.
As oficinas mostraram ser possível aumentar a moti-
vação de quem já tinha uma disponibilidade interna
e resgatar parcialmente aqueles que estavam desmo-
tivados. As oficinas de sensibilização contribuíram
ainda para que as pessoas refletissem sobre as
práticas profissionais e pessoais e incorporassem a
importância da escuta do \u201coutro\u201d, como é possível
verificar nos depoimentos de alguns dos partici-
pantes das oficinas:
\u201cMetodologia que contribuiu para (...), um processo