Aula_Salário e Remuneração
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por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.
 * Art. 192 com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22/12/1977.
b.4) Adicional de periculosidade
É devido ao empregado que presta serviço em contato permanente com elementos inflamáveis ou explosivos; energia elétrica(lei 7369/85), radiações ionizantes (Portaria3393/87)
O permanente tem sido entendido como diário
O adicional será de 30% sobre o salário básico (En. 191 TST)
Os que operam bomba de gasolina têm direito (En. 39 STS)
Adicional de periculosidade no setor de energia elétrica foi criado em 1985 pela Lei 7369 e regulamentada pelo Decreto 93.412/86
Art. 193 CLT:
ART.193 - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.
 * Art. 193 com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22/12/1977.
 * * Adicional de periculosidade para empregados do setor de energia elétrica: Lei n. 7.369, de 20-9-1985.
 * A Portaria n. 3.393, de 17-12-1987 (DOU de 23-12-1987, p. 22431), elenca as atividades e operações perigosas com radiações ionizantes ou substâncias radioativas que asseguram ao empregado o adicional de periculosidade de que trata este § 1º do art. 193 da CLT.
 * Adicional de periculosidade para os trabalhadores que exercem suas atividades em contato permanente com explosivos: Lei n. 5.880, de 24-5-1973.
§ 1º O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa.
 * § 1º com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22/12/1977.
 * Vide art. 7º, XXIII, da CF de 1988.
§ 2º O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.
 * § 2º com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22/12/1977.
b.5) Adicional de transferência
O percentual é de 25%, para transferência provisória
Art. 469 CLT:
ART.469 - Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a que não acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio.
 * Vide Enunciados 29 e 43 do TST.
§ 1º Não estão compreendidos na proibição deste artigo os empregados que exerçam cargos de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço.
 * § 1º com redação dada pela Lei nº 6.203, de 17/04/1975.
 § 2º É lícita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que trabalhar o empregado.
 § 3º Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do artigo anterior, mas, nesse caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte e cinco por cento) dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situação.
 * § 3º com redação dada pela Lei nº 6.203, de 17/04/1975.
 *"Cabe observar o fato de que, anteriormente à expedição da Lei n. 6.203, o dispositivo acima reproduzido (referindo-se ao § 3º do art. 469, grifo nosso) constituía o "caput" do art. 470 da CLT, não tendo o legislador, na oportunidade de sua reprodução, atentado para a necessidade de substituir a expressão 'do artigo anterior' pela 'deste artigo ou outra semelhante" (Parecer 152/88 da Sec. de Adm. Pública, DOU de 28-6-1988, p. 11835).
Ajuda de custo
É a importância paga ao trabalhador com o objetivo de proporcionar condições para a execução do serviço (não se trata de contra prestação de serviço)
Não integram o salário (§2º art. 457 CLT)
§ 2º art. 457 CLT
§ 2º Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado.
 * § 2º com redação dada pela Lei nº 1.999, de 01/10/1953.
Diárias
Pagamento feito ao empregado para indenizar despesas com o deslocamento, hospedagem ou pousada e alimentação e sua manutenção quando precisa viajar para executar as determinações do empregador
Diária próprias (indenizatórias) e impróprias (compensatórias), as segundas com caráter retributivo, portanto salário
A instrução normativa nº 8 /91 (Secretário Nacional do Trabalho): acima de 50% se se prestar conta não terá natureza salarial
Gorjetas
Gorja de garganta, no sentido de dar de beber (com significado de propina)
A gorjeta compõe a remuneração, mas paga por terceiro
No Brasil adota-se o sistema facultativo, paga-se gorjeta se quiser (geralmente 10%)
Não integra o salário mínimo (art. 76 CLT) que deve ser paga diretamente pelo empregador
Integram a remuneração (En. 290 TST) e o En. 354 TST informa que não servirá de base para o cálculo do aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado
§ 3º art. 457 CLT:
§ 3º Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada à distribuição aos empregados.
 * § 3º acrescentado pelo Decreto-lei nº 229, de 28/02/1967.
Gratificação
A gratificação na CLT tem a finalidade retributiva (de modo a remunerar pelo trabalho prestado) e integra o salário (§1º art. 457 CLT)
Tem origem de liberalidade pelo empregador
Gratificação de Natal ou 13º salário (no caso este é compulsório)
As gratificações de produtividade e de tempo de serviço, pagas semestralmente, não repercutem no repouso semanal remunerado (En. 225 TST)
Ver En. 253; 203; 226 TST
Gratificação de função (cargos de confiança) (ex. §2º art. 224 CLT bancário)
§ 1º 457 CLT:
§ 1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.
 * § 1º com redação dada pela Lei nº 1.999, de 01/10/1953.
 * Vide Enunciados 78, 79, 84, 94, 101 e 226 do TST.
§ 2º art. 224 ; § único art. 62 CLT; En. 109; 240 TST
Prêmios
Os prêmios decorrem da produtividade do trabalhador (fatores de ordem pessoal), como a produção e assiduidade
Seria uma espécie de salário vinculado a certa condição
Havendo pagamento com habitualidade terá natureza salarial
Não pode ser a única forma de pagamento de salário
STF Súm. 209 salário produção (prêmio) se pago com habitualidade não pode ser suprimido unilateralmente
Comissões e percentagens
É modalidade de salário estipulada para os empregados do comércio, bancários (que vendem papeis do banco), representantes comerciais também recebem por comissões
Percentagem é espécie de comissão; comissão é por unidade vendida e porcentagem é um percentual sobre as vendas
§ 1º art. 457:
§ 1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.
§2º art. 142
§ 2º Quando o salário for pago por tarefa, tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias, aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias.
art. 466
ART.466 - O pagamento de comissões e percentagens só é exigível depois de ultimada a transação a que se referem.
vendedores pracistas ou viajantes (Lei 3207/57)
deve-se garantir como fixo pelo menos 1 salário mínimo (art. 78 CLT)
§ único art. 78 CLT (mesma coisa encontra-se na Lei 8716/93)
parágrafo único. Quando o salário mínimo mensal do empregado à comissão ou que tenha direito à percentagem for integrado por parte fixa e parte variável, ser-lhe-á sempre garantido o salário mínimo, vedado qualquer desconto em mês subseqüente a título de compensação.
 * Parágrafo único foi