Aula_Salário e Remuneração
12 pág.

Aula_Salário e Remuneração


DisciplinaLegislação Trabalhista e Previdenciária5.254 materiais25.664 seguidores
Pré-visualização5 páginas
acrescentado pelo Decreto-lei nº 229, de 28/02/1967.
 * Vide art. 7º, VII, da CF de 1988.
- En. 340 ; 93; TST
Meios e formas de pagamento de salário, salário-utilidade, conceito, configuração, tipos, valor pecuniário
os salários podem ser estipulados com base no TEMPO, NA PRODUÇÃO, NA TEREFA E NO LUCRO
Divide-se também em variável, fixo e misto
Salário por unidade de tempo: hora, dia, semana, quinzena, mês
- Salário por unidade de obra: visa um resultado (alínea g do art. 483) ART.483 - O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando:
g) o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários.
- Salário por tarefa: é uma forma mista entre unidade de tempo e de obra (§ 2º art. 142 § 2º Quando o salário for pago por tarefa, tomar-se-á por base a média da produção no período aquisitivo do direito a férias, aplicando-se o valor da remuneração da tarefa na data da concessão das férias.)
- Salário em dinheiro: o salário deve ser pago em dinheiro (art. 463 CLT ART.463 - A prestação, em espécie, do salário será paga em moeda corrente do País.
 * Pagamento do salário em cheque: Portaria n. 3.281, de 7-12-1984.
Parágrafo único. O pagamento do salário realizado com inobservância deste artigo considera-se como não feito.
O dec. Lei 857/69 proíbe o pagamento em ouro, moda estrangeira ou outra forma que restrinja a moeda nacional
A obrigação a ser cumprida no estrangeiro pode ser feita em moeda estrangeira
Salário-utilidade ou in natura
É uma prestação fornecida gratuitamente ao empregado
Irá decorrer do contrato ou costume
Para caracterizar deve haver habitualidade e gratuidade
Se a utilidade é fornecida PARA a prestação do serviço não tem natureza salarial; se for PELA prestação tem natureza salarial
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) lei 6321/76 não é salário (a refeição é cobrada do empregado, é um favor fiscal)
Vale-transporte não é salário utilidade (alínea a do art. 2º lei 7418/85)
70% do salário pode ser pago em utilidades (§ único art. 82 CLT)
ART.458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.
 * Art. 458 com redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28/02/1967.
 * Vide art. 81.
 * Vide art. 7º, X, da CF de 1988.
 * Sobre Imposto de Renda e o Programa de Alimentação do Trabalhador: Lei n. 6.321, de 14-4-1976, e seu regulamento, aprovado pelo Decreto n. 5, de 14-1-1991.
 * Vide Enunciado 258 do TST.
 * Adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador: Portaria Interministerial n. 1, de 29-1-1992.
§ 1º Os valores atribuídos às prestações in natura deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (artigos 81 e 82).
 * § 1º com redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28/02/1967.
 § 2º Para efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador:
 * § 2º, "caput", com redação dada pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 I - vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço;
 * Inciso I acrescido pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 II - educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático;
 * Inciso II acrescido pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 III - transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público;
 * Inciso III acrescido pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 IV - assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante seguro-saúde;
 * Inciso IV acrescido pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 V - seguros de vida e de acidentes pessoais;
 * Inciso V acrescido pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 VI - previdência privada;
 * Inciso VI acrescido pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 VII - (Vetado)
 * Inciso VII acrescido pela Lei nº 10.243, de 19/06/2001 (DOU de 20/06/2001 - em vigor desde a publicação).
 § 3º A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual.
 * § 3º acrescido pela Lei nº 8.860, de 24/03/1994 (DOU de 25/03/1994, em vigor na data da publicação).
 § 4º Tratando-se de habitação coletiva, o valor do salário-utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de co-ocupantes, vedada, em qualquer hipótese, a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família.
§ 4º acrescido pela Lei nº 8.860, de 24/03/1994 (DOU de 25/03/1994, em vigor na data da publicação).
- ART.82 - Quando o empregador fornecer, in natura, uma ou mais das parcelas do salário mínimo, o salário em dinheiro será determinado pela fórmula Sd = Sm-P, em que Sd representa o salário em dinheiro, Sm o salário mínimo e P a soma dos valores daquelas parcelas na região.
 * Vide arts. 1º e 2º da Lei nº 3.030, de 19/12/1956.
 * Vide Enunciado 258 do TST.
Parágrafo único. O salário mínimo pago em dinheiro não será inferior a 30% (trinta por cento) do salário mínimo fixado para a região, zona ou subzona.
Salário mínimo, salário profissional e piso salarial
Arts. 76 a 83 CLT
Inciso IV do ar. 7º CF/88
É nacionalmente unificado
Salário mínimo: dia 1/30; hora 1/220 do salário mínimo
Salário profissional (V, art. 7º CF/88) deve ser fixado em lei
Os Estados podem fixar o piso salarial previsto no V da art. 7º CF/88 aos empregados que não tenham salário fixado em lei federal, convenção ou acordo coletivo 
Critérios de fixação e normas de proteção salarial, irredutibilidade, integralidade e intangibilidade salarial
Critério de fixação ver art. 81 CLT
Regras de proteção: 
irredutibilidade: (art. 7º VI CF/88) é a regra mas não veda no caso de negociação coletiva, revogado o art. 503 CLT que permite redução unilateral
impenhorabilidade (art. 649 CPC) salvo no caso pensão alimentícia inalterabilidade prejudicial por ato unilateral do empregador
intangibilidade: não pode sofrer descontos (os descontos legais podem tais como, imposto de renda, faltas injustificadas, contribuições previdenciárias, etc.)
Salário igual para trabalho de igual valor, requisitos da equiparação salarial, desvio de função e reenquadramento
art. 7º XXX CF/88
art. 5º CLT
ART.5 - A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual sem distinção de sexo.
 * Proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (CF de 1988, art. 7º, XXX).
 * Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência (CF de 1988, art. 7º, XXXI).
art. 461 CLT:
ART.461 - Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade.
 * Art. 461 com redação dada pela Lei nº 1.723, de 08/11/1952.
 * Vide art. 7º, XXX e XXXI, da CF; Enunciado 135 do TST.
 * Não servirão de paradigma para aplicação do disposto no art. 461, e seus parágrafos, da