Trabalho Legislação
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Trabalho Legislação


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Como se classifica o contrato de trabalho quanto à forma?
R.: O contrato pode ser verbal ou escrito.
Existe vínculo empregatício entre sociedade cooperativa e seus associados?
R: Não. A CLT expressamente exclui essas relações jurídicas do âmbito das relações trabalhistas
A prestação de serviços para mais de uma empresa, pertencente ao mesmo grupo econômico, caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho?
R.: Não, exceto se houver convenção prévia a respeito.
Poderão os empregados de uma empresa, vendida a outra, recusar-se a trabalhar para os novos empregadores?
R.: Não. pois o contrato de trabalho é intuitu pesonae somente quanto ao empregado, não quanto ao empregador. Exceto em função de situação excepcional, não poderá o empregado recusar-se a trabalhar para os novos empregadores.
Quais as garantias legais dadas ao empregado chamado a ocupar cargo em comissão, interinamente ou em substituição eventual ou temporária, diverso do que habitualmente exercer na empresa?
R.: Ao empregado, nessas condições, é assegurado o retorno ao cargo anterior, após o comissionamento, contando-se também o tempo em que permaneceu afastado do cargo habitual. Essas garantias legais devem ser interpretadas de forma que a substituição não se transforme em situação permanente, nem caracterize promoção do empregado, pois, caso contrário, ao comissionado serão devidos todos os direitos do cargo temporariamente ocupado, inclusive o de permanência.
O sucessor que preencher cargo em definitivo terá direito ao salário do antecessor?
R.: Não. A jurisprudência dominante não reconhece esse direito.
Em que casos não serão computados os períodos trabalhados?
R.: Não serão computados os diversos períodos nos seguintes casos: a) despedida por falta grave; b) recebimento de indenização legal: e c) aposentadoria espontânea.
Serão somados os períodos, em caso de saída espontânea do empregado?
R.: Sim. Em caso de readmissão, a jurisprudência considera que deverá ser computado o período de serviço anterior, que terminou com a saída espontânea do empregado.
Serão somados os períodos descontínuos de serviço, no caso de trabalhador rural safrista?
R.: Sim, exceto se lhe foi paga a indenização prevista na Lei do Trabalho Rural (Lei nº 5.889/73).
A quem pertencerá o direito às patentes de invenção, correspondentes às descobertas do empregado, durante a vigência do contrato de trabalho?
R.: Segundo a Lei nº 9279, de 14.05. I 996 (Lei da Propriedade Industrial), os direitos às patentes de invenção ou modelos de utilidade desenvolvidos pelo empregado, que não tenham relação com o contrato de trabalho, ou efetuadas sem a utilização de recursos, meios, dados, materiais, instalações ou equipamentos do empregador, pertencerão ao empregado; pertencerão exclusivamente ao empregador os inventos ou aperfeiçoamentos efetuados pelo empregado contratado com previsão contratual para tal, ou inerentes à função; pertencerão em partes iguais, ao empregado e ao empregador, as invenções ou aperfeiçoamentos que resultem da contribuição pessoal do empregado, desde que tenham dependido de recursos, dados, meios, materiais, instalações ou equipamentos do empregador.
A quem pertencerão os Direitos de Autor, no caso de criações escritas, conferências, ou ilustrações realizadas pelo empregado, durante a vigência de trabalho?
R.: A Lei no 5.988/73, que regula os Direitos de Autor, dispõe que, se a obra intelectual for realizada em cumprimento a dever funcional ou a contrato de trabalho ou de prestação de serviços, pertencerão a ambas as partes, conforme estabelecido pelo Conselho Nacional de Direito Autoral, salvo convenção prévia, entre as partes, em contrário.
O que é contrato de subempreitada?
R.: É o contrato pelo qual aquele que se comprometeu a realizar determinada obra, repassa a obrigação pela execução do contrato, total ou parcialmente, a outrem.
Quais as obrigações do subempreiteiro relativamente aos contratos de trabalho individuais que celebrar com seus empregados?
R.: O subempreiteiro responde pelas obrigações derivadas dos contratos de trabalho. Se descumpri-las, assiste aos empregados o direito de reclamação contra o empreiteiro principal. O empreiteiro principal tem ação regressiva contra o subempreiteiro, nos termos da lei civil.
No caso de falsa subempreitada, em que trabalhadores são angariados por um intermediário, que os coloca diretamente sob as ordens de um empresário, de que forma são resguardados os direitos dos empregados?
R.: Acionado, o Poder Judiciário procederá à correção da titularidade da relação empregatícia, do lado do empregador, considerando, ainda, a existência de responsabilidade solidária e subsidiária entre empregador e intermediário. Conforme o caso, declarará ou não a existência de vínculo empregatício do empregado com o intermediário ou com o empregador, além de conferir os direitos mais benéficos ao empregado, conforme a categoria do intermediário ou do empregador.
Quais as exceções legais, pelas quais se autoriza a intermediação na contratação, sem que fique caracterizada a falsa subempreitada?
R.: As exceções são a do trabalho temporário nas empresas urbanas, regido pela Lei nº 6.01 9/74 e a do vigilante bancário, contratado como segurança para estabelecimentos financeiros, empresas de vigilância e transporte de valores, regidos pela Lei no 7.102/83.
O que é terceirização? Dar exemplos.
R.: Terceirização é a transferência legal do desempenho de atividades, diversas da atividade-fim de determinada empresa, para outra empresa, que executa as tarefas contratadas, de forma que não se estabeleça vínculo empregatício entre os empregados da contratada e a contratante. Exemplos: limpeza, restaurante para funcionários.
A terceirização é reconhecida pela jurisprudência?
R.: Sim. A Súmula no 331, do TST, que revisou a Súmula no 256, admite a terceirização, dispondo que não haverá vínculo de emprego com o tomador, nos casos de contratação de serviços de vigilância, de conservação e de limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistentes a pessoalidade e subordinação direta.
Como se prova o contrato individual de trabalho?
R.: As provas mais comuns consistem nas anotações feitas na CTPS do empregado, ou em instrumento escrito, celebrado entre as partes. Na inexistência de registros ou de contrato escrito, todos os meios de prova admitidos em direito podem ser utilizados para comprovar a relação de trabalho, tais como confissão, testemunhas, presunção, documentos, exames, vistorias, etc.
Inexistindo prova ou cláusula expressa a respeito, como a legislação considera a extensão dos serviços prestados pelo empregado?
R.: Inexistindo prova ou cláusula expressa, entende a legislação que o empregado se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com sua condição pessoal, que consiste em sua qualificação profissional e demais atributos intelectuais e físicos.