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Faringoamigdalite na Pediatria

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Faringoamigdalite Aguda
CONCEITO
Inflamação das estruturas faríngeas: eritema, edema, exsudato faríngeo, úlceras e vesículas.
ANATOMIA
ETIOLOGIA
· Viral: pp < 3 anos
· Bacteriana: Estreptococo beta-hemolítico do grupo A —> pp 5-15 anos (15-30%)
TRANSMISSÃO 
Aérea
QUADRO CLÍNICO VIRAL
· Febre 
· Rinorreia serosa
· Tosse e Rouquidão
· Hiperemia difusa de orofaringe com ou sem exsudato
· Conjuntivite
· Vômitos e diarreia
· Infecções por parainfluenza, influenza e coronavírus: leve, tosse e rinorreia e dura 3-4 dias
· Infecções por Adenovírus (Febre faringoconjuntival): sintomas + intensos, pode causar exsudato na orofaringe com adenomegalia, gg associada a conjuntivite e dura até 10-14 dias
QUADRO CLÍNICO BACTERIANO
· Dor de garganta
· Febre ⬆️: >38,5°C
· Petéquias no palato
· Edema e hiperemia de úvula
· Exsudato e placas na amígdala: 50-90%
· Linfonodos cervicais doloridos: 30-60%
· Odinofagia
· Sintomas inespecíficos: Cefaleia, Náusea e vômitos, Dor abdominal, Mal-estar..
· Período de incubação: 1-4 dias.
· Período de contágio: fase aguda até uma semana após a remissão dos sintomas.
DIFERENÇAS DO VIRAL X BACTERIANO
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
· Mononucleose infecciosa (EBV) 
· Suspeita por 3 sintomas clássicos da faringoamigdalite: Febre, dor de garganta e linfadenopatia cervical. 
· Diferenças 
· Amgdalite: exsudato em pontos
· Mononucleose: exsudato em TODA amígdala 
· Outros sintomas: mal-estar geral, astenia, tonsilas ⬆️ com ou sem exsudato, hepatoesplenomegalia
· Herpangina
· Agentes: Enterovírus, coxsackie A
· Sintomas: vesículas peq. na parte posterior da faringe (palato mole, úvula, pilares anteriores), Febre, vômitos, dor importante.
· Gengivoestomatite herpética
· Agentes: Herpes simples
· Sintomas: úlceras na mucosa oral e faringe (palato, gengivas e lábios)
DIAGNÓSTICO
Padrão ouro para diagnóstico etiológico de faringoamigdalite estreptocócica: Cultura por swab da orofaringe
Outros: Testes sorológicos (detecta ocorrência, não o início de doença), Títulos de antiestreptolisina O (ASLO) - ⬆️ 1 semana após a infecção, pico em 3-6 semanas e declínio em 6-8 semanas a meses. (Não recomendada).
TRATAMENTO
· Viral: autolimitada
· Sintomáticos:analgésicos/antitérmicos, própolis, hidratação
· Reavaliar em 48-72h se febre não ceder
· C.I: AAS (S. Rege)
· Bacteriana: precisa aguardar até 9º dia para ATB não aumentar risco de complicações, como supurativas (febre reumática).
· ATB recomendamos:
COMPLICAÇÕES
+ Importantes: causadas pelo EBHGA
· Supurativas (pus)
· abscesso peritonsilar e retrofaríngeo 
· Adenite/abscesso cervical
· Não supurativas
· febre reumática
· Febre escarlatina
· Glomerulonefrite aguda
TRATAMENTO CIRÚRGICO
Tonsilectomia: feito muito + por obstrução da via aérea superior que por infecções recorrentes.
· Indicação: Infecções recorrentes 
· 7 episódios no ano anterior
· 5 episódios por ano nos últimos 2 anos
· 3 episódios por ano nos últimos 3 anos.
Obs. Até hoje, não existem estudos que demonstrem repercussão significativa da tonsilectomia sobre S.I
CLASSIFICAÇÃO DE BRODSKY
Determina tamanho das tonsilas palatinas e intensidade da obstrução 
· São considerados obstrutivos:
· Grau III: 50 a 75%
· Grau IV: > 75%
FARINGOTONSILITES RECORRENTES
· Critérios de Paradise
+ 7 anuais ou 5 anuais nos últimos 2 anos ou 3 anuais nos últimos 3 anos e que acompanharam pelo menos um dos sintomas: febre > 38°C, adenopatia cervical dolorosa, exsudato tonsilar ou teste positivo para EBHGA, seja ele teste rápido ou exame cultural.
EXEMPLO
Criança de sete anos chega ao posto de saúde com sua mãe com história de dor de garganta e febre alta – acima de 39°C. Criança queixa ainda dor abdominal.

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