Lanna-Cap2
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CAPÍTULO 2 - ASPECTOS INSTITUCIONAIS DA GESTÃO
DAS ÁGUAS
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ÍNDICE ANALÍTICO
INTRODUÇÃO ............................................................................................ 32
GERENCIAMENTO DAS ÁGUAS E GERENCIAMENTO AMBIENTAL33
Gerenciamento do Uso Setorial dos Recursos Hídricos ...................................................................................... 34
Gerenciamento da Oferta das Águas....................................................................................................................... 34
Gerenciamento das Intervenções nas Bacia Hidrográfica.................................................................................... 35
Gerenciamento Interinstitucional............................................................................................................................. 35
CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS SOB A ÓTICA DA TEORIA DAS
FINANÇAS PÚBLICAS E DA ECONOMIA DO BEM-ESTAR................ 35
Bens privados .............................................................................................................................................................. 36
Bens de pedágio .......................................................................................................................................................... 36
Bens de acesso livre .................................................................................................................................................... 37
Bens públicos............................................................................................................................................................... 38
Bens de mérito............................................................................................................................................................. 39
JUSTIFICATIVAS PARA A INTERVENÇÃO PÚBLICA OU
COMUNITÁRIA NA GESTÃO DAS ÁGUAS........................................... 40
Externalidades ............................................................................................................................................................. 40
Contestabilidade........................................................................................................................................................... 41
Custos de negociação ................................................................................................................................................. 41
CONSEQUÊNCIAS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS .................................. 42
BENS DE MÉRITO ................................................................................................................................................. 43
Provisão ........................................................................................................................................................................ 43
Produção ...................................................................................................................................................................... 43
EXTERNALIDADES .............................................................................................................................................. 43
Ação do Estado........................................................................................................................................................... 43
EXPERIÊNCIA E LEGISLAÇÃO DE GERENCIAMENTO DAS ÁGUAS
EM OUTROS PAÍSES................................................................................... 44
Entidades Casuísticas ................................................................................................................................................. 44
Associações Alemãs de Bacias ............................................................................................................................ 44
Companhia Nacional do Ródano, França......................................................................................................... 44
Superintendências de Desenvolvimento de Bacias Hidrográficas ................................................................ 45
França ........................................................................................................................................................................... 45
As coletividades locais.......................................................................................................................................... 46
O Comitê de Bacia................................................................................................................................................ 46
As Agências de Água ............................................................................................................................................ 46
Dinâmica de atuação ............................................................................................................................................. 47
A lei das Águas de 3 de Janeiro de 1992 ............................................................................................................. 50
Inglaterra e País de Gales........................................................................................................................................... 50
Portugal......................................................................................................................................................................... 52
Chile .............................................................................................................................................................................. 53
Uruguai ......................................................................................................................................................................... 55
Brasil.............................................................................................................................................................................. 56
CONCLUSÃO ............................................................................................... 61
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO ................................................................ 61
REFERÊNCIAS ............................................................................................. 61
A. Eduardo Lanna (1999) Gestão das Águas
Capítulo 2 - Aspectos institucionais da Gestão das Águas
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INTRODUÇÃO
No capítulo 1 definiu-se o Gerenciamento das Águas como o conjunto de ações governamen-
tais, comunitárias e privadas destinadas a regular o uso, o controle e a proteção das águas, e a avaliar a
conformidade da situação corrente com os princípios doutrinários estabelecidos pela Política das Águas.
Este capítulo trata destas questões gerenciais e busca explicar as razões pelas quais este mixto de interven-
ções é possível e, mesmo, necessário.
Adotando-se uma perspectiva histórica, verifica-se que os problemas da água no mundo mo-
derno têm atraído a atenção de especialistas e de organizações nacionais e internacional devido à sua cres-
cente escassez, em quantidade e qualidade, para atendimento às demandas. Tem sido diagnosticado que a
principal causa desta falta de conciliação entre as disponibilidades e as demandas é o gerenciamento inade-
quado e ineficiente. E portanto tem sido buscadas alternativas que possam realizar esta conciliação.
Na busca destas alternativas institucionais cabe entender que, historicamente, a água foi inicial-
mente gerida pelos seus próprios usuários. Nestes casos, situados nos primórdios da civilização, ocorria
uma relativa abundância deste recurso de forma que todos aqueles que dele necessitassem podiam fazê-lo
realizando os investimentos necessários às próprias custas, bem como a operação e a manutenção. De
acordo com a organização social existente era realizada a gestão comunitária ou a gestão privada.
A necessidade da intervenção pública foi consequência do escasseamento da água que gerou