fotossensilização

fotossensilização


DisciplinaForragens e Plantas Tóxicas12 materiais70 seguidores
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Definição
Agentes fotossensibilizantes (ou fotodinâmicos)
Fotossensibilização / queimadura solar
Causas:
 Primária
 Secundária
 Porfiria
Fotossensibilização
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Primária: agente fotossensibilizante encontrado pré- formado na planta.
	Ex: Fagopyrum esculentum 
	 Ammi majus 
Secundária: ag. fotossensibilizante é formado a partir de uma lesão hepática - filoeritrina
	Ex: Lantana camara 
	 Brachiaria sp
Plantas Fotossensibilizantes
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 Pl. Fotossensibilizantes Primárias: 
 pr. tóxico é o ag. fotossensibilizante; 
 a planta possui o ag. fotossensibilizante que varia conforme a espécie da planta. 
 Ex: fagopirina (Fagopyrum esculentum)
furocumarinas (Ammi majus) 
 quadro clínico -patológico restrito a pele.
Plantas Fotossensibilizantes
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 Pl. Fotossensibilizantes Secundárias:
 pr. tóxico e ag. fotossensibilizante são dife-rentes: o pr. tóxico lesa o fígado e o ag. fotossensibilizante age na pele 
 pr. tóxico varia conforme a espécie da planta; o ag. fotossens. é SEMPRE a filoeritrina		
Plantas Fotossensibilizantes
Pr. tóxico
Ag. fotossensibilizante
Lantana camara
lantadene
filoeritrina
Brachiaria sp
saponina
filoeritrina
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 Pl. Fotossensibilizantes Secundárias:
 quadro clínico-patológico se caracteriza por alt. hepáticas e cutâneas. 
OBS: a filoeritrina, um pigmento fotos-sensibilizante, é normalmente produzida na digestão dos ruminantes. A lesão no parênquima hepático possibilita seu acúmulo.	
Plantas Fotossensibilizantes
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Quadro Clínico-Patológico
Pl. Fotossensibilizantes Primárias:
 restrito a pele
 a exposição ao sol causa inquietação, prurido, procuram locais sombreados. Nas áreas despigmentadas da pele: eritema, edema, exsu-dação, formação de crostas e perda de pêlos; alguns casos ceratite e opacidade de córnea.
 casos graves: necrose, gangrena e despren-dimento das áreas acometidas.
Plantas Fotossensibilizantes
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Quadro Clínico-Patológico
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias:
 alterações hepáticas e cutâneas.
 sinais clínicos: apatia, anorexia, dorso encur-vado, icterícia, urina escura; alt. cutâneas idênticas as descritas na fotossensib. primária.
 ex. laboratorial: bilirrubina, filoeritrina.
 necropsia: lesões da pele associadas a icterí-cia generalizada.
histopatologia: alter. parênquima hepático e/ou obstrutivas do sist. biliar, bilestase.
Plantas Fotossensibilizantes
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Diagnóstico / Diagn. Diferencial
lesões de pele (f. primária) acompanhadas por sinais de lesão hepática (f. secundária)
outras causas de fotossensibilização: fenotia zinas (f.primária); subst. hepatotóxicas, ag.infecciosos, obs-trução biliar (f.secundária)
patologias cutâneas: sarna
doenças que cursam com icterícia, urina escura : ba-besiose, leptospirose.
Plantas Fotossensibilizantes
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Tratamento
retirar o animal da exposição ao sol
antihistamínicos / antinflamatórios, pomadas cica-trizantes, repelentes, antibióticos
nos casos de f. secundária: protetores hepáticos, car-vão ativado, purgantes.
Plantas Fotossensibilizantes
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Poucas espécies no mundo; pouca importância
Brasil: Fagopyrum esculentum e Ammi majus
Pl. Fotossensibilizantes Primárias
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Fagopyrum esculentum 
Nome popular: trigo mourisco, trigo sarraceno; 			 intoxicação: fagopirismo
Distribuição: R. Sul (cultivada para exportação)
Ans. sensíveis: suínos, ruminantes, eqüinos, aves				 homem (reação alérgica)
Condições: invadem plantações, fornecimento na dieta
Início dos sintomas: após exposição ao sol
Pl. Fotossensibilizantes Primárias
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Fagopyrum esculentum
Sintomas: restritos à pele (já descritos)
Pr. tóxico: fagopirina
Tratamento: (descritos anteriormente)
Pl. Fotossensibilizantes Primárias
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Ammi majus
Nome popular: \u201ccicuta-negra\u201d (Argentina, Uruguai)
Distribuição: R. Sul (Bagé)
Ans. sensíveis: bovinos, gansos
Condições: ingestão / contato
Sintomas: restritos à pele (já descritos); dermatite nas partes baixas, ceratoconjuntivite
Pr. tóxico: furocumarinas
Pl. Fotossensibilizantes Primárias
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Grande importância; principais causas de fotossensi-bilização
Principais espécies: Lantana camara, Brachiaria sp, Myoporum laetum
Plantas hepatototóxicas crônicas podem even-tualmente causar f. secundária: Senecio sp, Echium plantagineum; ou com ação no tubo digestivo: Striphnodendum coriaceum
Relatos com outras espécies: Panicum sp, Cynodon sp
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Lantana sp
Várias espécies e inúmeras variedades
Nome popular: \u201ccamará\u201d, \u201ccambará\u201d, \u201cchumbinho\u201d, \u201cbem-me-quer\u201d, \u201cmal-me-quer\u201d. 
Distribuição/ habitat: Amazônia a R. Sul do Brasil.
Ans. Sensíveis: bovinos
Condições: fome associado a transportes e presença de grande quantidade da planta.
Partes / quantidades: 40 g/Kg (d.única) / 10g/Kg/dia (4 dias) em bov. e ovinos. Variedade e procedência influem na toxidez. 
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Lantana sp (continuação)
Início dos sintomas: dose única/repetida (até 48 h/ 96 h) - fotossensibilização, icterícia.
Sintomas: anorexia, parada ruminal, sinais de fotos-sensibilização (já descritos) qdo expostos ao sol, icterí-cia, urina de coloração escura (até marrom), fezes resse-quidas. Fase seguinte com feridas cutâneas. 
Obs: alguns animais morrem antes de apresentarem sinais de fotossensibilização.
Necropsia: lesões cutâneas, icterícia generalizada, fí-gado alaranjado, rins e urina de coloração escura. 
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Lantana sp (continuação)
Histopatologia: lesões degenerativas e necróticas no fígado, hepatócitos multinucleados (células sinciciais), bilestase; rim: necrose moderada e lise.
Diagnóstico: histórico (fome e transferência de pas-to), quadro clínico-patológico (atenção casos leves ou graves, céls sinciciais). Importante verificar se há pre-sença da spc e variedade tóxica e em grd quantidade) 
Diag. Diferencial: outras plantas e ag. fotossensibil., causas de icterícia.
Princípio tóxico: lantadene A e B.
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Lantana sp (continuação)
Tratamento: estimular a motilidade ruminal, impedir a absorção de mais toxinas: ruminotomia, carvão ati-vado, protetor hepático e demais ações já descritas. 
Profilaxia: cuidado ao colocar animais recém transportados em pastos repletos de Lantana sp.
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Pithomyces chartarum / Brachiaria sp
No Brasil, casos de fotossensib. em pastos de Brachiaria sp vinham sendo atribuídos, até então, ao P. chartarum. 
Estudos recentes revelam a possibilidade da própria Brachiaria sp como responsável pelos surtos de fotossensibilização.
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Pithomyces chartarum / Brachiaria sp
P.chartarum: fungo saprófita (Fam. Dermatiaceae); produz toxina (esporidesmina) 
Eczema facial: doença grave na N. Zelândia; pre-sença de esporos do P. chartarum e esporidesmina. 
Várias citações no mundo sobre fotossensibilização envolvendo P. chartarum.
Brasil: até pouco tempo, fotossensib. por B.decumbens esteve associado com P.chartarum. Trabalhos da década de 70 relatam inúmeros esporos do fungo encontrados nesses pastos. Curiosamente a fotossensib. ocorre somente na B.decumbens de procedência australiana.
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Pithomyces chartarum / Brachiaria sp
Em várias partes do mundo, a participação do P. chartarum nos casos de fotossensibilização vem sendo questionada:
casos de fotossens. em pastos de B.decumbens (e outras espécies de gramíneas), onde não foram encontrados esporos do fungo; ou ainda, constatação de cepas não toxigênicas. 
achados clínico-patológico diferentes da fotossens. causada pelo P.chartarum e Brachiaria sp 
reprodução do quadro de fotossensibilização com a administração de saponinas obtidas de algumas espécies de gramíneas (T. terrestris, Panicum sp).
Pl. Fotossensibilizantes Secundárias
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Pithomyces chartarum / Brachiaria sp
No Brasil: 
casos de fotossensibilização em pastos de Brachiaria sp com baixos níveis de esporos do P.chartarum e cepas não toxigênicas associado a presença