Lanna-Cap4
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da foz do rio Rolante; posto fluvio-
métrico do DNAEE (cód. 87360000)
8 Rio dos Sinos, jusante da foz do rio da Ilha
9 IL-2: Seção de monitoramento no rio da Ilha
10 IL-1: Seção de monitoramento no rio da Ilha
11 SI-09: Jusante confluência do rio da Ilha com rio dos Sinos; captação de Taquara
12 Local projetado para Usina Hidrelétrica Laranjeira, rio Paranhana
13 PN-4: Seção de monitoramento no rio Paranhana; montante captação Três Coro-
as/Igrejinha
14 PN-3: Seção de monitoramento no rio Paranhana; praia do Juca
15 PN-2: Seção de monitoramento no rio Paranhana
16 PN-1: Seção de monitoramento no rio Paranhana
17 SI-8: Seção de monitoramento no rio dos Sinos
18 SI-7: Seção de monitoramento no rio dos Sinos; captação Sapiranga/Campo Bom;
posto fluviométrico do DNAEE (cód. 87380000)
19 SI-6: Seção de monitoramento no rio dos Sinos
20 SI-5: Seção de monitoramento no rio dos Sinos; captação Novo Hamburgo
21 SI-4: Seção de monitoramento no rio dos Sinos; captação São Leopoldo; posto fluvi-
ométrico do DNAEE (cód. 87382000)
22 SI-3: Seção de monitoramento no rio dos Sinos; jusante de trecho com alta concentra-
ção industrial
23 SI-2: Seção de monitoramento no rio dos Sinos; captação Esteio
24 SI-1: Seção de monitoramento no rio dos Sinos; ponte da BR 386
25 Foz do rio dos Sinos
As cargas totais dos principais poluentes identificados em coletas de uma rede de monitoramento,
projetadas para o ano 2007, horizonte de projeto adotado para o Plano Estadual de Recursos Hídricos,
são apresentadas na Tabela 7. Elas foram obtidas de forma indireta, tendo por base dados da literatura. A
Figura 10 ilustra a distribuição das cargas potenciais entre fontes de poluição. Nota-se que os esgotos do-
mésticos urbanos estabelecem os maiores lançamentos de coliformes fecais; a atividade agrícola de desse-
dentação animal realiza os maiores lançamentos de DBO, nitrogênio total e fósforo total; as fontes difusas
rurais são responsáveis pela maior carga de sólidos totais. Os efluentes industriais, por já serem tratados
até o nível secundário, apresentam lançamentos significativos apenas para coliformes fecais e sólidos to-
tais.
Estas cargas poluidoras resultam em alta grau de degradação da qualidade de água, particular-
mente na parte baixa da bacia, onde ocorre maior concentração urbana e industrial. Isto é constatado pelo
monitoramento das águas da bacia e pelos resultados de simulação obtidos com o modelo matemático de
qualidade de água QUAL II - E UNCAS, ajustado no rio dos Sinos. A Tabela 8 apresenta para cada seção
de monitoramento da Rede Integrada de Monitoramento da bacia do rio dos Sinos o limite de concentra-
ção que cada parâmetro atenderia em termos das classes de uso preponderante da Resolução 20/86 do
Conselho Nacional do Meio Ambiente. Duas situações são simuladas: a de estiagem, em que ocorreriam
as vazões com 7 dias de duração e 10 anos de retorno, e a normal, em que as vazões seriam as médias de
A. Eduardo Lanna (1999) Gestão das Águas
Capítulo 4 - Diretrizes de Gestão das Águas
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longo período. As cargas lançadas seriam as atuais, sem tratamento exceto para as indústrias que, como foi
relatado, já realizam tratamento até o nível secundário.
Tabela 7 - Cargas poluidoras potenciais totais anuais em 2007
Fontes de
poluição
Coli Fecais
(NPM/ano)
DBO5
(t/ano)
Nitrogênio
total
(t/ano)
Fósforo
total
(t/ano)
Sólidos totais
(t/ano)
EDU 1,28 . 1019 23.791,67 2.330,98 584,25 ---
EDR 3,22 . 1017 599,85 58,77 14,73 ---
DPU 2,88 . 1013 4.876,17 466,50 57,59 2.486,08
FDR 1,13 . 1016 2.443,59 1.158,91 375,52 77.260,45
RSD 1,26 . 1015 28.030,51 1.648,85 549,62 ---
ACA 8,72 . 1017 46.976,11 4.609,20 1.162,39 ---
EI 1,50 . 1018 5.638,39 525,50 62,30 40.088,14
IRR --- --- 79,64 17,18 ---
Total 1,55 . 1019 112.356,29 10.878,35 2.823,59 119.834,67
Nota: em negrito, maiores lançamentos de cada parâmetro.
Tabela 8 - Qualidade das águas do rio dos Sinos: objetivo mínimo de qualidade e situação corrente com
cargas poluentes lançadas sem tratamento
Regime de vazões
7Q10 Qméd
Parâmetros Parâmetros
Seções da Rede Integrada de Monitoramento do
Rio dos Sinos
Obje-
tivos
míni-
mos
de
quali-
dade C
ol
i f
ec
ai
s
Fó
sf
or
o
D
B
O
5
N
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og
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io
C
ol
i f
ec
ai
s
Fó
sf
or
o
D
B
O
5
N
itr
og
ên
io
5 SI-11: \u201cPonto branco\u201d 2 4 4 2 1 1 4 1 1
7 SI-10: Jusante da foz do rio Rolante 2 4 4 1 1 1 4 1 1
11 SI-09: Captação de Taquara 2 4 4 1 1 1 4 1 1
17 SI-8: Seção de monitoramento no rio dos Sinos 2 4 4 1 1 1 4 1 1
18 SI-7: Captação Sapiranga/Campo Bom 2 4 4 1 1 2 4 1 1
19 SI-6: Seção de monitoramento no rio dos Sinos 2 4 4 1 1 3 4 1 1
20 SI-5: Captação Novo Hamburgo 2 4 4 1 1 3 4 1 1
21 SI-4: Captação São Leopoldo 3 4 4 1 1 3 4 1 1
22 SI-3: Jusante de trecho com alta concentração industrial 3 4 4 1 1 3 4 1 1
23 SI-2: Captação Esteio 3 4 4 2 1 3 4 1 1
24 SI-1: Ponte da BR 386 3 4 4 2 1 3 4 1 1
25 Foz do rio dos Sinos 3 4 4 2 1 3 4 1 1
Verifica-se que os parâmetros coliformes fecais e fósforo total são os mais críticos. Na situação de
estiagem eles violam os limites de concentração para a classe 3 tornando as águas de todo trecho fluvial
entre as seções 5 e 25 do rio dos Sinos não enquadráveis para fins de abastecimento. Na ocorrência do re-
gime médio de vazões, esta situação se mantém para o parâmetro fósforo total.
Uma proposta factível de enquadramento, que espelha os usos atuais e futuros das águas da bacia,
deveria estipular classe Especial, a mais exigente em termos qualitativos, para os cursos de água de cabe-
ceira, a classe 3, em que as águas são potabilizáveis com tratamentos avançados, para o rio dos Sinos a ju-
sante da foz do Arroio Luiz Rau (jusante da seção 20), e a Classe 2, em que as águas são potabilizáveis e
também balneáveis, para os demais cursos de água. A Figura 13 ilustra este objetivo mínimo de qualidade
que é o enquadramento proposto. Nas seções que fizeram parte das simulações as classes seriam 2 ou 3,
conforme é apontado na Tabela 8.
A. Eduardo Lanna (1999) Gestão das Águas
Capítulo 4 - Diretrizes de Gestão das Águas
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Coliformes Fecais
EDU
EDR
DPU
FDR
RSD
A C A
EI
DBO5
EDU
EDR
DPU
FDR
RSD
A C A
EI
Nitrogênio total
EDU
EDR
DPU
FDR
RSD
A C A
EI
Fósforo total
EDU
EDR
DPU
FDR
RSD
A C A
EI
Sólidos totais
DPU
FDR
EI
Figura 10 - Distribuição das cargas potenciais entre fontes de poluição
Estabelecidas as classes de uso preponderantes, e portanto as metas de despoluição, o estudo ana-
lisou as alternativas para que fossem alcançadas. Como ponto de partida foi analisado o que se chamou
por \u201csolução técnica preconizada\u201d por se tratar do conjunto de intervenções relacionadas ao tratamento
de efluentes tinham melhor desempenho em termos de redução da degradação sem entretanto resultarem
em custos excessivos. Estas soluções, considerando cada fonte de poluição, são: 1 - Efluentes domésticos
urbanos: lagoas de estabilização em série; 2 - Efluentes domésticos rurais: sistema fossa e sumidouro; 3 -
Drenagem pluvial urbana: banhados artificiai; 4 - Fontes difusas rurais: sistemas de retenção de silte, como
lagoas de silte, terraceamento, faixas de revegetação, etc; 5 - Resíduos sólidos domésticos: bio-remediação
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Capítulo 4 - Diretrizes de Gestão das Águas
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in loco; 6 - Atividade agropecuária de dessedentação de animais: bermas de contenção, seguidas de lagoa
anaeróbia e proporcionamento do efluente tratado a banhados naturais ou artificiais; 7 - Efluentes indus-
triais tratados: tratamento físico-químico; 8 - Efluentes de irrigação do arroz: considerou-se que existem
dificuldades técnicas e econômicas para tratamento destes efluentes o que determinou que nenhuma solu-
ção fosse preconizada.
Figura 11 - Proposta de enquadramento dos rios da bacia do rio dos Sinos
As eficiências esperadas do sistema de tratamento preconizado e adotadas nas simulações de qua-
lidade de água são apresentadas na Tabela 9. As soluções foram orçadas aplicando-se curvas de custo
ajustadas a amostras formadas tendo