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DisciplinaGestão de Recursos Hídricos298 materiais2.308 seguidores
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diversas etapas necessárias são indispensáveis.
É também fundamental no gerenciamento dos resíduos sólidos a adoção de tecnologias capazes de realizarem com eficiência técnica os diversos processos desde a separação, seleção, tratamento, reintrodução nas cadeias produtivas e destino ambiental adequado dos rejeitos. Entre os instrumentos econômicos da Política Nacional de Resíduos Sólidos está a possibilidade de destinação de recursos para pesquisas relacionadas às tecnologias limpas, desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresariais voltados para a melhoria dos processos produtivos e reaproveitamento dos resíduos, aquisição de máquinas e equipamentos, atividades de inovação e desenvolvimento no gerenciamento dos resíduos sólidos (Lei 12.305/201, artigo 42, incisos VII e VIII; Decreto 7.404/2010, artigo 81, incisos I e II).
Tecnologias óticas para classificação automática e triagem dos resíduos residenciais e industriais, geração de combustíveis derivados de resíduos (CDR), compostagem e produção de adubos orgânicos, aproveitamento energético dos gases da decomposição, plasma térmico, uso das cinzas da combustão dos resíduos na construção civil e indústria cerâmica e outras tecnologias já consolidadas ou em desenvolvimento, são essenciais para que a União, os Estados e os Municípios consigam executar os respectivos planos de gerenciamento e incentivarem a dinamização da economia e das oportunidades de negócios relacionadas ao reaproveitamento, reciclagem e reintrodução dos resíduos sólidos em novas cadeias produtivas.
Antonio Silvio Hendges, articulista do EcoDebate, é Professor de Biologia; Agente Educacional no RS; Assessoria em tendências ambientais, resíduos sólidos e educação ambiental. Email: as.hendges@gmail.com
Política de resíduos avança, mas governo dá tiro no pé ao cortar orçamento para ciência e inovação 
http://revistasustentabilidade.com.br/politica-de-residuos-avanca-mas-governo-da-tiro-no-pe-ao-cortar-orcamento-para-ciencia-e-inovacao/
Se os acordos setoriais não forem feitos, o governo tem a prerrogativa de decretar o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), porém, segundo José Valverde, jurista especializado em direito ambiental e presidente do Instituto Cidadania Ambiental, há uma vontade entre todos os setores de chegar aos acordos. Nos próximos dias, segundo Valverde, o governo deve lançar o edital de chamamento para acordos de logística reversa para o setor e embalagens pós-consumo, pois já se chegou a um acordo sobre as diretrizes básicas.
Valverde, que assessorou o deputado Arnaldo Jardim, o relator do grupo de trabalho na Câmara dos Deputados que tirou do limbo de 10 anos a PNRS em 2010, acompanha de perto as negociações dos cinco grupos setoriais no governo. Há impasses, como o do setor de embalagens de lubrificantes que ainda não conseguiu encontrar uma fórmula prática para atender à meta de recolhimento de 60%.
Para Valverde, este tipo de discussão é superável, mas o que mais o preocupa é a desarticulação dentro do governo. Apesar do interesse do governo federal em implantar a PNRS, do outro lado, Valverde critica os cortes no orçamento de ciência e tecnologia, pois a inovação será essencial para transformar os sistemas produtivos.
\u201cAssim, o Governo de uma só vez compromete o desenvolvimento sustentável, a competitividade da economia e o bem estar das gerações futuras\u201d, explicou. \u201cUma gestão de resíduos sólidos moderna não pode prescindir da contribuição da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento tecnológico\u201d.
Leia a íntegra da entrevista concedida com exclusividade à Revista Sustentabilidade.
Revista Sustentabilidade: Qual a importância dos acordos setoriais para a implantação da Logística Reversa?
José Valverde: Os acordos setoriais estão previstos na Lei 12.305/201 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos \u2013 PNRS e transpassa o tradicional modelo de \u201ccomando e controle\u201d e promove o inédito princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto. Trata-se de um instrumento jurídico inovador em legislação que permite o pacto entre governo e setor empresarial, tendo como objeto a implantação da logística reversa.
Além disso, o Decreto nº 7.404/2010 que regulamentou a PNRS avançou em relação a esse instrumento, tornando-o o principal meio pelo qual a logística reversa deverá ser colocada em prática.
RS: Qual a diferença entre acordos setoriais e termos de compromisso?
JV: Ambos se assemelham pela mesma natureza jurídica, ou seja, são instrumentos que buscam pactuar os compromissos entre o poder público e o setor empresarial para que a logística reversa seja colocada em prática. Contudo, uma diferença se evidencia entre os dois instrumentos: por exemplo: no caso de uma ou mais empresa não aderir ao acordo do seu setor, poderão individualmente por meio do termo de compromisso celebrar, diretamente com o poder público a estruturação e prática da logística reversa.
RS: Como o Governo Federal tem encaminhado os acordos setoriais? Existem pontos mais complicados na negociação dos acordos?
JV: O Governo foi proativo na iniciativa de estruturar os acordos setoriais, isso se constata na celeridade do Decreto regulamentador da Lei que instituiu o Comitê Orientador para Implementação de Sistemas de Logística Reversa. Por outro lado, o setor empresarial tem estado aberto a negociar, essa vontade coletiva é determinante nessa construção. São cinco os grupos de trabalho constituídos que negociam os acordos setoriais: descarte de medicamentos, embalagens em geral, óleo lubrificante, seus resíduos e embalagens, medicamentos, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista e eletroeletrônico.
O grupo de trabalho de óleo lubrificante, seus resíduos e embalagens avançou com o governo e um edital de chamamento para o acordo setorial foi publicado no final de dezembro passado, tendo seu prazo expirado em fevereiro. A negociação governo entre representantes do setor não chegou a consenso, pelo fato da meta de recolhimento fixada pelo governo em 60%. Existe atualmente um impasse que acredito seja perfeitamente superável.
Outro grupo de trabalho, o de embalagens em geral, esse muito complexo pela diversidade de cadeias produtivas interessadas, acaba de alinhar as diretrizes quanto ao acordo sobre as embalagens pós-consumo, o que permitirá o governo lançar nos próximos dias o edital de chamamento.
Os demais grupos ainda trabalham a elaboração de termos referências de viabilidade técnica e econômica.
Vale lembrar que a ausência da acordos setoriais e/ou termos de compromisso deverá ser objeto de regulamento, veiculado por decreto editado pelo Poder Público.
RS:O Governo do Estado de São Paulo recentemente celebrou termos de compromisso com os setores deEmbalagens de óleos lubrificantes, Embalagens de produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, materiais de limpeza e afins, Embalagens de agrotóxicos e Pilhas e baterias, qual à importância desse evento e o que isso pode refletir para os demais setores?
JV: Do ponto de vista legal São Paulo acertou na iniciativa, fundamentou-se na sua Lei Estadual de Resíduos Sólidos (Lei 12.300/2006) em total harmonia com as diretrizes da PNRS.
No tocante a gestão de resíduos o Estado foi assertivo, além de reconhecer a importância e a conformidade dos programas voluntários (dos setores) já em andamento, a medida tem caráter de ações práticas e isso tende a promover avanços nos próprio setores celebrantes, bem como induzir outros setores da cadeia produtiva as mesmas práticas que permitam a correta destinação dos resíduos sólidos.
RS: Será preciso investimento em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação para atender às demandas dos acordos? Haverá geração de novos empregos para dar destino correto a todos os itens nos acordos?
JV: No Brasil, os cortes anunciados pelo Governo Federal em áreas estratégicas como Ciência, Tecnologia e Inovação e na Educação sob a justificativa de aumento do superávit primário e a redução da dívida pública demonstram uma visão imediatista