res. 'O JORNAL '
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DisciplinaIntroducao ao Jornalismo268 materiais33.268 seguidores
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Resenha do filme O JORNAL
Ano: 1994
Diretor: Ron Howard
Resenhista
: Ana Luísa Pereira
POR DENTRO DA MATÉRIA
O filme de 1994 do diretor Ron Howard é um brilhante retrato das redações. Com pontos de exagero, mas de forma engraçada e suave, o filme leva seus telespectadores a vivenciar a busca pelo furo de reportagem, e a \u201cmergulhar\u201d no polemico assunto da ética profissional.
Dificilmente quem assiste não se sente dentro de uma redação. Dando ao seu publico essa trama divertida e inteligente, Howard, consegue transferir para a tela, as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de jornalismo.
Tratando do dia a dia de uma redação, e com uma \u201cpitada\u201d exageros, baseados no cômico, as relações interpessoais dos funcionários, diverte a quem assiste. Com leve toque de critica a jornalistas sem ética profissional, o diretor entra de forma inteligente na discussão, até onde se deve ir para alcançar a furo jornalístico. De uma forma engraçada e leve, a trama vai se desenrolando, e prendendo o telespectador. Mostra também a importância de acreditar naquilo que faz, de gostar do seu trabalho independentemente do salário que recebe.
Henry Hackett (Michael Keaton) é um jornalista que trabalha no jornal THE SUN, um antigo jornal de New York. É casado com a também jornalista Martha Hackett (Marisa Tomei ) que esta grávida, e de licença maternidade. Os dois encontram-se em um momento critico da relação pois Henry anda muito ocupado com seu trabalho e não consegue conciliar sua vida profissional com sua vida pessoal, deixando de lado sua esposa.
O jornal THE SUN não anda muito bem no momento. Havia acabado de perder uma super matéria, sobre o assassinato de dois homens brancos,onde tudo indicava para um crime causado por divergências raciais. Todos os jornais publicaram a matéria, menos eles. A trama começa a se desenrolar a partir daí.
O jornal é mais simples, com funcionários bem satirizados, o foco na descrição do local, e o relacionamento interpessoal da equipe é focado sempre no humor. Seus funcionários vão dos loucos aos neoróticos. E as relações pessoais dentro do jornal fogem das relações de trabalho comum.
Henry vai a uma entrevista de emprego no Sentinel, um super jornal. Durante a entrevista o chefe do jornal, Paul Bladden, interpretado pelo ator Spalding Gray, fala de forma pejorativa sobre o jornal concorrente, o que deixa Henry, que é extremamente fiel a empresa que trabalha, muito irritado. Então, em uma distração de Paul, o jornalista olha o que o jornal está pesquisando para publicar, e resolve correr atrás da noticia.
Nesse momento fica a duvida se o roubo da matéria teria sido um ato correto do jornalista, porém, mas a frente na trama, ele se explica justificando que é um jornalista, e que seu papel é procurar a noticia, e que Paul sabia disso quando o chamou para uma entrevista em sua sala. 
Enquanto isso, dois meninos negros são presos como suspeitos do assassinato. Enquanto investiga o caso, Henry , sua esposa e seu colega de trabalho, Michael McDougal (Randy Quaid ), descobrem que os meninos são inocentes e que o assassinato tem a ver com o fato de os dois homens mortos terem perdido grande fortuna da máfia
Começa então a briga para se decidir a capa do jornal do dia seguinte. Enquanto Alicia Clark (Glenn Close ) chefe do jornal quer colocar a foto dos meninos com a legenda \u201cGotcha!\u201d, Henry não aceita, pois acredita na inocência dos acusados, e acha que publicar uma matéria sem se ter certeza da culpa deles pode prejudicá-los para sempre.
Durante sua investigação o jornalista descobre que estava certo, e que os meninos são realmente inocentes. Porém, quando chega a redação para mudar a matéria, o jornal já esta sendo rodado para se entregue. Começa então uma corrida contra o tempo para parar a reprodução do jornal errado e começar a rodar o jornal com a noticia correta.
Nesse momento entra, o que seria o ponto principal de discussão do filme, e ética profissional ( a briga pela publicação ou não da matéria errada ). O filme então carrega os telespectadores a uns instantes de reflexão, os impulsiona a medir o que teria mais valor, o dinheiro perdido nas publicações já rodadas, ou a chance de não prejudicar dois jovens inocentes. Retratando essa briga de forma extremamente caricaturada, engraçada e leve.
Com o final esperado, reforça a idéia de que a ética profissional deve sempre prevalecer, e que não se pode, sendo jornalista, prejudicar as pessoas sem que haja total certeza daquilo que está sendo publicado. Que não importa o quanto seja necessário um furo jornalístico, para que ele seja publicado é de extrema importância de que os fatos escritos sejam extremamente apurados.