Planejamento Tributário
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Planejamento Tributário


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este princípio apenas um reforço ao princípio 
da generalidade. Por ele o IR atinge todas as rendas e proventos de qualquer natureza, 
obtidos por quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, quaisquer que sejam as fontes dos 
rendimentos e os meios empregados para obtê-los. 
 
PRINCÍPIO DA PROGRESSIVIDADE. Para ocorrer a progressividade do IR, a alíquota 
deve aumentar em razão do aumento da base tributável, isto é, aumento da renda ou 
proventos de qualquer natureza auferidos no período de referência. 
Atualmente este aumento da alíquota está muito restrito, dado que somente existem duas 
alíquotas do IR, tanto para a pessoa jurídica (15% e 25%), quanto para a pessoa física (15% 
e 27,5%), o que leva a conclusão de que o IR atualmente é pouco progressivo. 
 
FATO GERADOR: é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou 
proventos de qualquer natureza. 
Cabe esclarecer que para a concretização do fato gerador, faz-se necessário que a renda ou 
provento de qualquer natureza estejam disponibilizados para o contribuinte, podendo a 
disponibilidade ser econômica quando há o efetivo recebimento da renda em espécie (regime 
de caixa, portanto) ou a aquisição da disponibilidade jurídica pela constituição do direito de 
receber determinado valor de crédito em determinado prazo. 
 
BASE DE CÁLCULO - BC 
O art. 44 do CTN define como BC do IR o montante real, arbitrado ou presumido da renda 
ou dos proventos tributáveis. 
O montante real é o total da disponibilidade jurídica ou econômica, adquiridas no período-
base. Isso se obtém do confronto entre Receitas Tributáveis - Despesas Dedutíveis. 
Pessoa física, que recebe rendimentos do trabalho, a BC é o total auferido no ano-
calendário que, feitas as deduções permitidas pela legislação (dependentes, despesas 
médicas etc.) vai resultar na renda líquida, que, dependendo de seu valor, será tributada 
progressivamente ou isenta. 
O imposto retido, mensalmente, na fonte é considerado como antecipação do devido na 
declaração anual de ajuste. 
Pessoa jurídica: a BC é o lucro real, presumido ou arbitrado. 
LUCRO REAL é um conceito fiscal e não um conceito econômico. É igual ao montante obtido 
da operação RECEITAS TRIBUTÁVEIS \u2013 DESPESAS DEDUTÍVEIS. 
LUCRO PRESUMIDO é uma forma simplificada de apuração do IR que pode ser utilizada 
pelas pessoas jurídicas que não estejam obrigadas a apurar pelo lucro real e é obtido 
aplicando-se um percentual previsto na lei sobre as receitas brutas de vendas, acrescido de 
outras receitas que não sejam de vendas. 
LUCRO ARBITRADO é uma forma mais onerosa de apuração da base de cálculo do IR, 
imposta pela autoridade administrativa quando constatada a omissão de declaração ou a 
falsidade dos valore declarados. 
 
 
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REGIMES DE TRIBUTAÇÃO 
1 \u2013 Tributação exclusivamente na Fonte 
Exemplos: aplicações financeiras, 13º salário, prêmios pagos por instituições financeiras 
(loterias etc.) 
2 \u2013 Antecipação com a tributação no momento da realização da renda ou provento ou ainda 
em período menor do que o ano (trimestral ou mensalmente) sujeitando-se ao ajuste anual. 
Exemplos: salários, lucro das empresas (mensal ou trimestral) quando encerra o ano, faz-se 
o ajuste anual. 
3 \u2013 Tributação na declaração anual. 
Exemplo: rendimentos obtidos no exterior, lucro na alienação de bens. 
4 \u2013 Tributação pelo SIMPLES. 
O SIMPLES \u2013 Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das 
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, foi instituído com base na alínea \u201ca\u201d do inciso 
III do Art. 146 e Art. 179, ambos da CF e consiste no recolhimento de forma englobada dos 
tributos federais discriminados na Lei Complementar 123/2006, que instituiu o novo 
Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, nele se incluindo 
também o ICMS e o ISS, cuja vigência se deu a partir de 01/07/2007, ficando a partir desta 
data revogada a Lei nº 9.317/96. 
 
CONTRIBUINTE: 
O art. 45 do CTN define contribuinte como o titular da disponibilidade da renda ou provento, 
ou seja, a pessoa física ou jurídica. A lei pode, ainda, atribuir essa condição ao possuidor, a 
qualquer título, dos bens produtores da renda ou proventos tributáveis. 
A lei atribui, ainda, à fonte pagadora da renda ou provento tributável a condição de 
responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam. 
 
 
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IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA 
A seguir apresentamos a tabela mensal a ser utilizada para rendimentos obtidos a partir de 
01/01/2010, a ser aplicada para retenção na fonte sobre os rendimentos do trabalho 
assalariado, inclusive a gratificação natalina (13º salário), pagos por pessoas físicas ou 
jurídicas, bem assim sobre os demais rendimentos recebidos por pessoas físicas, que não 
estejam sujeitos à tributação exclusiva na fonte ou definitiva, pagos por pessoas jurídicas: 
TABELA PROGRESSIVA MENSAL P/O CÁLCULO DO IR \u2013 ANO CALENDÁRIO 2010 
Tabela Progressiva para o cálculo mensal do Imposto de Renda de Pessoa Física a 
partir do ano-calendário de 2010. 
Base de cálculo mensal em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$ 
Até 1.499,15 - - 
De 1.499,16 até 2.246,75 7,5 112,43 
De 2.246,76 até 2.995,70 15,0 280,94 
De 2.995,71 até 3.743,19 22,5 505,62 
Acima de 3.743,19 27,5 692,78 
 
A base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda na fonte será de 
terminada mediante a dedução das seguintes parcelas do rendimento tributável: 
I - as importâncias pagas em dinheiro a título de pensão alimentícia em face das normas do 
Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado 
judicialmente ou registrado em Cartório, inclusive a prestação de alimentos provisionais; 
II - a quantia de R$ 150,69, por dependente; 
III - as contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios; 
IV - as contribuições para entidade de previdência complementar domiciliada no Brasil e para 
o Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi), cujo ônus tenha sido do 
contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da 
Previdência Social, cujo titular ou quotista seja trabalhador com vínculo empregatício ou 
administrador e seja também contribuinte do regime geral de previdência social; plano de 
saúde 
V - o valor de até R$ 1.499,15 correspondente à parcela isenta dos rendimentos 
provenientes de aposentadoria e pensão, transferência para a reserva remunerada ou 
reforma pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de 
previdência complementar, a partir do mês em que o contribuinte completar 65 anos de 
idade. 
 
 
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Tabela Progressiva para o cálculo anual do Imposto de Renda de Pessoa Física para o 
exercício de 2010, ano-calendário de 2009. 
Base de cálculo anual em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$ 
Até 17.215,08 - - 
De 17.215,09 até 25.800,00 7,5 1.291,13 
De 25.800,01 até 34.400,40 15,0 3.226,13 
De 34.400,41 até 42.984,00 22,5 5.806,16 
Acima de 42.984,00 27,5 7.955,36 
 
DEDUÇÕES ANUAIS DA BASE DE CÁLCULO: 
1) DESPESAS COM INSTRUÇÃO. Poderão ser deduzidos da base de cálculo, os pagamentos 
efetuados a estabelecimentos de ensino, relativamente à creches, pré-escola, 1º, 2º e 3º 
graus, cursos de especialização ou profissionalizantes do contribuinte ou de seus 
dependentes, até o limite de R$ 2.708,94 por pessoa. 
2) DESPESAS MÉDICO/HOSPITALARES E CONGÊNERES. Poderão ser deduzidas 
médico/hospitalares, sem limite de valores, porém sujeitas a comprovação. Consideram-se 
despesas médico/hospitalares os pagamentos efetuados relativamente a consultas médicas, 
internações, tratamentos médicos, odontológicos, psicológicos, terapêuticos, psiquiátricos, 
exames laboratoriais, fonoaudiológicos, etc. 
3) O SOMATÓRIO DAS DEDUÇÕES MENSAIS. (Observação: valor mensal de dedução por 
dependente no ano-calendário 2009 = R$ 144,20 X 12) = R$ 1.730,40 
 
DEDUÇÕES