Planejamento Tributário
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Planejamento Tributário


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tributária do Estado de Goiás, vários são os casos de substituição tributária por 
operações e prestações anteriores, tais como: a do estabelecimento industrial com relação à 
aquisição de produtor ou extrator, de matéria-prima a ser utilizada no processo industrial ou 
a do industrial ou comerciante na aquisição de substância mineral natural, diretamente do 
extrator. 
Nesses casos de substituição tributária por operações e prestações anteriores, a base de 
cálculo do ICMS é o valor da operação ou prestação, devendo o destinatário substituto 
tributário recolher o imposto relativamente às operações e prestações anteriores, porém 
gerando o direito de lançar os valores recolhidos como crédito. 
 
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA POR OPERAÇÕES POSTERIORES 
Também chamada de retenção do ICMS na fonte, consiste na apuração e pagamento do 
imposto devido por operação interna subsequente, inclusive quanto ao diferencial de 
alíquotas, se for o caso. 
Neste caso a lei designa o responsável e atribui a este o dever de recolher o ICMS, mesmo 
antes da ocorrência do fato gerador, criando com isso a figura do fato gerador presumido, 
com base na autorização contida no § 7º do Art. 150, da Constituição Federal. 
 
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA POR OPERAÇÕES POSTERIORES EM GOIÁS 
O Código Tributário do Estado de Goiás, no seu artigo 51, atribui ao estabelecimento 
industrial a condição de substituto tributário, responsabilizando-o pelo pagamento do 
imposto devido pelas operações internas subsequentes, relativamente ás mercadorias 
constantes do Anexo VI. 
Estabelece ainda o CTE que equipara-se a industrial, o produtor rural, e a distribuidora de 
combustíveis e de lubrificantes, assim definidos pela legislação específica, estabelecidos 
neste Estado e o comerciante distribuidor ou atacadista estabelecido em outro Estado. 
Estabelece ainda o CTE que é exigido o pagamento antecipado do imposto devido pelas 
futuras operações internas, inclusive quanto à operação a ser realizada pelo próprio 
adquirente, na hipótese de entrada de mercadoria proveniente de outro Estado ou do 
exterior e sujeita a substituição tributária. 
 
MERCADORIAS SUJEITAS À SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA . 
As mercadorias sujeitas à substituição tributária em Goiás, são definidas pelos Estados 
Federados através de Convênios celebrados no âmbito do Conselho da Política Fazendária - 
CONFAZ, e se encontram discriminadas no Apêndice II do Anexo VIII do Regulamento do 
Código Tributário do Estado de Goiás \u2013 RCTE. 
 
O REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO SE APLICA: 
 
 
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I - à operação que destine mercadoria a estabelecimento que irá utilizá-la em processo de 
produção ou industrialização, inclusive de manipulação, EXCETO quando a mercadoria for 
destinada: 
a) à indústria de panificação; 
b) à pequena indústria familiar varejista, cadastrada no regime tributário simplificado; 
c) à indústria empacotadora de açúcar; 
d) à indústria de vestuário, de roupas de cama, de mesa e de banho; 
II - à entrada do produto já elaborado, destinado à comercialização, do qual o adquirente seja fabricante, 
assumindo este a responsabilidade pela apuração e pagamento do imposto por operação interna subseqüente; 
III - à operação que destine mercadoria: 
a) a contribuinte que seja sujeito passivo por substituição, definido como tal no convênio ou 
protocolo que trata do regime de substituição tributária aplicável à mercadoria, em relação à 
mesma; 
b) em relação às mercadorias relacionadas no Apêndice I, a comerciante atacadista 
estabelecido neste Estado, signatário de termo de acordo de regime especial-TARE- que lhe 
atribua a condição de substituto tributário, assumindo a responsabilidade pela retenção e 
pagamento do imposto devido pela subseqüente saída interna; 
IV - à transferência para outro estabelecimento, não varejista, do sujeito passivo por 
substituição, definido como tal no convênio ou protocolo que trata do regime de substituição 
tributária aplicável à mercadoria, recaindo, nesta hipótese, a responsabilidade pela retenção 
e pagamento do imposto sobre o estabelecimento que realizar a saída da mercadoria com 
destino a contribuinte diverso; 
V - à saída de mercadoria que deva retornar ao estabelecimento remetente; 
VI - à operação de entrada de arroz ou feijão, procedentes de outra unidade federada ou do 
exterior, destinado à Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB-, visando a execução da 
Política de Preços Mínimos-PGPM; 
VII - ao acessório colocado no veículo pelo estabelecimento adquirente; 
VIII - à operação com pneumático, protetor e câmara-de-ar de borracha novos, quando: 
a) destinada à indústria fabricante de veículo, hipótese em que se o produto não for aplicado 
no veículo cabe ao estabelecimento fabricante do veículo a responsabilidade pela retenção 
do imposto devido pela operação subseqüente; 
b) se referir a pneu e câmara de ar de bicicleta; 
IX - à operação com produto farmacêutico medicinal, soro e vacina destinados ao uso 
veterinário; 
X - à operação com autopeça, quando destinado a indústria para utilização como peça de 
reposição de máquina, equipamento ou veículo de seu ativo imobilizado. 
 
PECULIARIDADES DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA 
As mercadorias discriminadas no Apêndice II do Anexo VIII do RCTE, estão submetidas ao 
regime de substituição tributária em decorrência de Convênios celebrados pelos Estados no 
âmbito do Conselho da Política Fazendária \u2013 CONFAZ, o significa dizer que as mercadorias 
estão sujeitas ao regime em todos os estados brasileiros, aplicando-se a substituição 
tributária no momento da saída interna ou interestadual dessas mercadorias do 
estabelecimento industrial localizado em Goiás ou em outro Estado. 
 
 
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Na saída das mercadorias discriminadas no Apêndice II, do estabelecimento industrial, 
este fica sujeito a recolher o ICMS-Substituição Tributária para o Estado de sua localização, 
caso a saída seja interna, ou para o Estado destinatário, caso a saída seja interestadual. 
Na saída interestadual, o estabelecimento substituto deve efetivar o recolhimento do ICMS 
retido por substituição tributária, operação a operação, através do documento denominado 
Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais \u2013 GNRE à conta do tesouro do Estado 
destinatário, salvo se o estabelecimento remetente (substituto tributário) for inscrito no 
cadastro de contribuintes do Estado destinatário, que neste caso fica autorizado a apurar o 
ICMS retido, mensalmente e recolher o imposto no prazo estipulado na legislação do Estado 
destinatário. 
 MERCADORIAS DISCRIMINADAS NO APÊNDICE II E SUAS RESPECTIVAS MARGENS DE 
LUCRO (IVA) 
\u2022 CERVEJA, inclusive chope, em qualquer recipiente, cujos IVA são: 
a) na operação em que o remetente for industrial, importador, arrematante ou engarrafador 
140% 
b) na operação em que o remetente for distribuidor, depósito ou estabelecimento atacadista: 
1. cerveja 70% 
2. chope 115% 
\u2022 REFRIGERANTE, exceto sucos de frutas, cujos IVA são: 
a) na operação em que o remetente for industrial, importador, arrematante ou engarrafador 
140% 
b) na operação em que o remetente for distribuidor, depósito ou estabelecimento atacadista: 
1. em garrafa com capacidade igual ou superior a 600ml 40% 
2. em garrafa com capacidade inferior a 600ml 70% 
3. em embalagem não retornável 70% 
\u2022 ÁGUA MINERAL, incluídas as águas minerais, naturais ou artificiais, e as águas 
gaseificadas, não adicionadas de açúcar ou de outros edulcorantes, nem aromatizadas, cujos 
IVA são: 
a) na operação em que o remetente for industrial, importador, arrematante ou engarrafador: 
1. em garrafa plástica com capacidade de 1.500ml 120% 
2. em copo plástico e embalagem plástica com capacidade de até 500ml 140% 
3. em garrafa de vidro, retornável ou não, com capacidade de até 500ml 250% 
4. em embalagem com capacidade igual ou superior a 5.000ml 100% 
5. em embalagem de vidro, não retornável, com capacidade de até 300ml 140% 
6. nos demais casos, inclusive quando se tratar de água gaseificada ou aromatizada 
artificialmente