Planejamento Tributário
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Planejamento Tributário


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torna o crédito tributário líquido e certo. 
 
Lançamento - Legislação Aplicável: 
Ao lançamento, aplica-se as normas vigentes à época da ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente. 
A legislação posterior (nova) pode ser aplicada quando, não responsabilizando terceiro, tenha 
instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. 
 
Espécies de lançamento: 
a) Lançamento Direto ou de Ofício: 
\u2022 Feito unilateralmente pela autoridade administrativa, sem uma participação mais significativa 
do sujeito passivo. 
\u2022 É muito utilizado paras os casos de: 
- exigência tributária combinada com infrações fiscais; 
 - impostos sobre a propriedade; 
\u2022 Comporta a subdivisão a seguir: 
a1) por Investigação Real: caracterizado pela determinação da matéria tributável o mais 
próximo possível da realidade por meio de elementos concretos ao alcance do FISCO. 
 Exemplo: 
 
 
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 apreensão de mercadorias desacompanhadas de nota fiscal; 
 obtenção de documento comprobatório de operação não registrada. 
a2) por Presunção: que consiste na investigação da matéria tributável por meio de 
estimativas e outras informações que se aproximem da realidade dos fatos; 
a3) Indiciário: que se baseia em certos elementos indiciários ou circunstâncias tais que 
expressam a valoração da riqueza a ser tributada, inclusive com base nos seus sinais 
exteriores; 
 
b) Lançamento por Declaração: 
\u2022 Feito pelo Fisco com a colaboração do sujeito passivo, que presta declaração informando 
certos elementos que constituem base para o lançamento. 
\u2022 Uma vez prestada a declaração, o contribuinte não pode alterá-la, para reduzir o tributo, a 
não ser que, antes da notificação, comprove o erro ou omissão determinante da alteração; 
 
c) Lançamento por Homologação: 
\u2022 Ocorre, quanto aos tributos em que o contribuinte ou responsável é obrigado a efetuar o 
pagamento (provisório) do crédito tributário, antes de qualquer iniciativa do Fisco. Nesse 
caso, o Fisco, mediante fiscalização \u201ca posteriori\u201d ratifica (homologa) o pagamento, tornando-
o definitivo. 
 Exemplos.:I.Renda; IPI; ICMS; e ISS etc. 
 
Alterações do Lançamento 
O lançamento (é DEFINITIVO), quando o sujeito passivo tenha sido dele regularmente notificado e 
somente pode ser alterado nas seguintes situações: 
a) por iniciativa do próprio sujeito passivo, que o impugnar (defesa fiscal); 
b) por atuação da própria administração tributária, diante da ocorrência dos motivos previstos 
na legislação tributária. 
 
 
7.3) SUSPENSÃO, EXTINÇÃO E EXCLUSÃO DO CT 
 
a) Modalidades de Suspensão da exigibilidade do CT: 
O Crédito Tributário, que é exigível de imediato (efeitos do lançamento), tem sua exigibilidade 
prorrogada para num futuro (definido ou dependente de algum fato administrativo ou judicial), 
mantido o cumprimento das obrigações. 
\u2022 Moratória: 
Corresponde à prorrogação, dilatação ou adia-mento do prazo regulamentar fixado para o 
pagamento do tributo. 
A forma mais comum é o parcelamento do débito em prestações mensais, concedido pela entidade 
tributante. 
Pode ocorrer a concessão de um prazo de carência, seguido de pagamento a vista ou parcelado. 
\u2022 Depósito (administrativo ou judicial): 
Refere à situação em que o sujeito passivo efetua depósito dos valores exigidos, enquanto discute, 
administrativa ou judicialmente, o lançamento. 
Tem o efeito de prevenir (evitar) a incidência de correção monetária e juros de mora. 
\u2022 Defesa Fiscal: 
Corresponde às oportunidades em que o sujeito passivo pode impugnar ou impetrar recursos 
contra decisões administrativas que lhes forem desfavoráveis. 
As RECLAMAÇÕES são impetradas contra o lançamento e os RECURSOS contra a decisão (de 1ª 
instância ou de outras instâncias superiores) que julgar improcedente a reclamação (julgamento 
pro-Fisco). 
 
 
 
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Medidas Cautelares: 
A CONCESSÃO DE MEDIDAS CAUTELARES - como LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA 
(ou outra medida judicial equivalente). 
Diz respeito ao ato judicial que, provisoriamente, suspende a exigibilidade do crédito tributário, 
enquanto o juiz analisa o mérito da questão e profere uma decisão definitiva. 
 
 
b) Modalidades de Extinção do CT: 
São situações que determinam o fim da obrigação tributária, por extinguir o crédito dela 
decorrente. 
A mais importante delas é o pagamento. 
Há modalidades que se equiparam, parcial ou integralmente, ao pagamento, embora tenham 
nomenclatura diferenciada. 
Ex. Compensação, Homologação, Conversão do Depósito em Renda etc. 
 
\u2022 Pagamento: 
É o fim natural do crédito tributário, representado pelo cumprimento da obrigação tributária 
principal. Significa a conversão do crédito tributário (direito em potencial) em renda, arrecadação, 
receita pública (derivada) e deve ser efetuado (art. 162 do CTN) 
 - em moeda corrente, cheque ou vale postal 
 - em estampilha (selo), etc. 
 
\u2022 Compensação: 
Ocorre quando o sujeito passivo é, também, credor do sujeito ativo (Estado). Trata-se, na 
realidade, de um encontro de contas. 
 
\u2022 Conversão do Depósito em Renda: 
O depósito corresponde ao valor oferecido pelo sujeito passivo como modalidade de suspensão do 
crédito tributário. 
Julgada a lide, na via administrativa ou judicial, os valores depositados são levantados e 
convertidos em renda (ARRECADAÇÃO), com a conseqüente extinção dos créditos por eles 
garantidos. 
 
\u2022 Homologação do Pagamento Antecipado: 
Ocorre quanto aos tributos em que o sujeito passivo é obrigado a antecipar o pagamento do 
crédito tributário. Posteriormente, o Fisco analisa a regularidade desse pagamento e 
expressamente o HOMOLOGA. Se não o fizer, no prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do 
pagamento, ocorrerá a HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. 
 
\u2022 Consignação em Pagamento: 
O sujeito passivo pode, em lugar de efetuar o pagamento, fazer um depósito da importância 
correspondente ao crédito tributário em juízo,quando o Estado: 
a) recusar o seu recebimento; 
b) vincular o pagamento ao cumprimento de exigências administrativas ilegais; 
c) por mais de um esfera de Governo, exigir tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. 
 
\u2022 Transação: 
Caracterizada por concessões mútuas, do Estado e do sujeito passivo, com o fim de prevenir ou 
encerrar litígios fiscais. 
 
\u2022 Remissão: 
Forma extintiva do crédito tributário fundamentada no perdão ou dispensa, total ou parcial, do 
pagamento devido autorizada nos seguintes casos principais: 
a) situação econômica (frágil) do sujeito passivo; 
 
 
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b) erro ou ignorância escusáveis (desculpáveis) do sujeito passivo; 
c) diminuto valor do crédito tributário 
 
\u2022 Decadência: 
É a perda do direito da Fazenda Pública (Estado) de constituir o crédito tributário (efetuar o 
LANÇAMENTO), com o decurso do prazo de 5 anos, contados: 
- do 1º dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sito efetuado; 
- da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, lançamento 
anteriormente realizado. 
 
\u2022 Prescrição: 
Perda do direito de ação da Fazenda Pública (o Estado) de cobrar o crédito tributário em juízo 
(Execução Fiscal), se não o fizer no prazo de 5 anos após o lançamento. 
Casos de interrupção do prazo: 
 a) citação pessoal feita ao devedor; 
 b) protesto judicial; 
 c) ato judicial que constitua em mora (em atraso) o devedor; 
 d) reconhecimento do débito pelo devedor. 
 
\u2022 Decisão Administrativa Irreformável (absolutória): 
Diz respeito à última decisão, na esfera administrativa, em que o sujeito passivo, no exercício do 
seu direito à DEFESA FISCAL, sagrou-se vencedor (absolvido) na discussão. 
 
\u2022 Decisão Judicial com Trânsito em Julgado (absolutória): 
Trata-se de decisão judicial, transitada em julgado (que não cabe mais recurso), que concluir pela 
improcedência da pretensão fiscal de exigir o crédito tributário objeto da ação judicial respectiva. 
 
 
c) Modalidades de Exclusão do CT: 
 
São hipóteses que a lei reconhece a existência do fato gerador da obrigação tributária principal, 
mas proíbe a