6_Pressão Atmosférica e Ventos
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6_Pressão Atmosférica e Ventos


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Este instrumento permite ao piloto 
saber a direção do vento junto à pista quando está 
se aproximando. Este tipo de instrumento é 
chamado no Brasil de biruta. 
 O instrumento que mede a velocidade do 
vento é o anemômetro. A maioria dos 
anemômetros é constituída com três (ou mais) 
conchas hemisféricas (anemômetros de conchas) 
montadas em um suporte vertical. O vento faz as 
conchas girarem. A taxa na qual elas giram é 
diretamente proporcional à velocidade do vento. O 
giro das conchas geralmente é transmitido por um 
sistema de engrenagens até um mostrador que 
transforma o movimento em leitura de velocidade do 
vento. 
 Existem instrumentos feitos para medir 
tanto a intensidade como a direção do vento, como o 
mostrado na Figura 6.26. Seu formato faz com que 
as pás sempre estejam voltadas para a direção do 
vento. 
 Os instrumentos descritos até agora são 
instalados junto ao solo e só fornecem a direção e a 
velocidade do vento em locais particulares. O vento, 
no entanto, é muito influenciado pelas condições 
locais, tais como a presença de edifícios, árvores, 
etc. Além disso, a velocidade do vento aumenta 
muito com o aumento da altitude sobre o solo. 
Existem, portanto, normas para a instalação dos 
anemômetros, de tal modo que fiquem distante de 
obstáculos em alturas que forneçam um valor 
representativo do vento que possa ser comprado 
com outras observações. Para fins sinóticos os 
anemômetros devem estar a 10 m do solo. 
 Informações do vento são obtidas também 
durante observações efetuadas por 
radiossondagens. Um balão levando uma 
radiossonda (instrumento desenhado para fazer 
medidas verticais de temperatura, pressão e 
umidade) ascende desde a superfície e um 
equipamento adequado no solo, acompanha sua 
trajetória medindo sua distância do ponto de 
observação e os ângulos horizontais e verticais. A 
partir destas informações, um computador determina 
e imprime os perfis verticais do vento desde a 
superfície até o nível em que o balão estourar, 
tipicamente na estratosfera, por volta de 30 
quilômetros. 
Em regiões remotas do mundo onde as 
observações de ar superior são raras, os satélites 
têm sido usados para se obter a direção e a 
intensidade do vento. As observações mais úteis 
têm sido fornecidas pelos satélites de órbitas 
geoestacionárias posicionados sobre locais 
específicos. Os satélites observam o movimento 
das nuvens. A direção deste movimento mostra a 
direção do vento e a distância percorrida pela nuvem 
durante um certo intervalo de tempo indicam a 
velocidade do vento. 
 Mais recentemente o radar Doppler tem sido 
empregado para obter um perfil vertical de velocidade 
e direção do vento até alturas de 10 km acima do 
solo. Tal perfil é chamado de sondagem do vento, e 
o radar, de perfilador de vento. O radar Doppler é 
como um radar convencional que emite pulsos de 
radiação em microondas que são refletidas por um 
alvo, neste caso as irregularidades na temperatura e 
umidade causadas pela turbulência associada aos 
vórtices que se movem junto com o vento. O radar 
Doppler trabalha com o princípio de que quando os 
vórtices se aproximam ou se afastam da antena 
receptora, o pulso que retorna terá freqüências 
diferentes. Este tipo de perfilador que usa o radar 
Doppler é tão sensível que ele pode transferir de 
volta energia destes vórtices em uma configuração 
vertical com valores de direção e velocidade do 
vento. 
 
Resumo 
 
Este capítulo nos deu uma visão de como e porque 
os ventos fluem. Em altitude onde existem 
variações de temperatura, ocorre uma mudança 
correspondente de pressão. A diferença na pressão 
estabelece uma força, a força do gradiente de 
pressão (FGP), que inicia o movimento do ar na 
direção das altas para as baixas pressões. 
 Na medida em que o ar é colocado em 
movimento, a força de Coriolis desvia o ar em 
movimento para a direita de seu curso pretendido no 
hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul. 
Acima da camada de atrito, o vento desvia-se o 
suficiente para fluir paralelamente às isóbaras ou 
linhas de contorno. Quando o vento flui em uma 
trajetória retilínea, e existe um equilíbrio entre a força 
do gradiente de pressão e a força de Coriolis, o 
vento é chamado de geostrófico. Quando o vento flui 
paralelamente às isóbaras (ou linhas de contorno) 
curvilíneas, o vento é chamado de vento de 
gradiente. 
 A interação das forças faz com que os 
ventos no hemisfério norte girem no sentido horário 
em torno de regiões de altas pressões e no sentido 
anti-horário em torno de áreas de baixas pressões. 
No hemisfério sul, o vento flui no sentido anti-horário 
em torno das altas e no sentido horário em torno das 
baixas. O efeito do atrito é diminuir a intensidade do 
vento. Isso faz com que o ar na superfície flua 
cortando as isóbaras das altas pressões na direção 
das baixas pressões. Conseqüentemente, em 
ambos os hemisférios, o vento em superfície diverge 
dos centros de altas pressões e converge para os 
centros de baixas pressões. 
 No final do capítulo foram revisados os 
métodos e os instrumentos usados para determinar 
a velocidade e a direção do vento. 
 
Termos Chaves 
 
Os seguintes termos foram listados na ordem em que aparecem no texto. Defina cada um. Isto o ajudará a 
revisar o material apresentado neste capítulo. 
 
Pressão atmosférica 
Milibar 
Hectopascal 
Pressão atmosférica padrão 
Barômetro 
Barômetro de mercúrio 
Barômetro aneróide 
Pressão ao nível da estação 
Pressão ao nível médio do mar 
Isóbara 
Anticiclone 
Ciclone de latitude média 
Carta isóbarica 
Linhas de contorno 
Isoípsas 
Crista 
Cavado 
Gradiente de pressão 
Força do gradiente de pressão 
Força de Coriolis 
Vento geostrófico 
Vento de gradiente 
Equilíbrio hidrostático 
Brisa marítima 
Brisa terrestre 
Vento predominante 
Rosa dos ventos 
Catavento 
Anemômetro 
Anemômetro de conchas 
Biruta 
Perfilador de vento 
 
 
Questões de Revisão 
 
1. (a) Explique porque a pressão atmosférica sempre diminui com o aumento da altitude. 
 (b) Por que a pressão do ar diminui mais rapidamente em uma coluna de ar frio? 
2. Qual é a pressão atmosférica padrão em milibares, em hectopascais, em centímetros de mercúrio e 
em polegadas de mercúrio? 
3. Uma pressão ao nível do mar de 1040 milibares seria considerada alta ou baixa? 
4. De que maneiras um barômetro aneróide difere de uma brômetro de mercúrio? 
5. Explique como a pressão ao nível do mar difere da pressão ao nível da estação. 
6. O que são isóbaras? 
7. (a) Defina o termo gradiente de pressão. 
 (b) O que significa um alto gradiente de pressão? 
8. Qual é o nome da força que inicialmente causa o movimento do ar? 
9. Explique porque, em um mapa, isóbaras próximas umas das outras produzem ventos fortes, e 
isóbaras afastadas umas das outras produzem ventos fracos. 
10. O que a força de Coriolis faz com o movimento do ar 
(a) no hemisfério Norte? 
(b) no hemisfério Sul? 
11. Explique como cada um dos fatores seguintes influencia a força de Coriolis: 
 (a) velocidade do vento; 
 (b) latitude. 
12. O que é um vento geostrófico? 
13. Quais são as forças que afetam o movimento horizontal do ar? 
14. Descreva como o vento flui em torno de áreas de alta pressão e áreas de baixa pressão em altitude e 
próximo à superfície (a) no hemisfério Norte; e (b) no hemisfério Sul. 
15. Se as nuvens estão se movendo de norte para sul, o centro de baixa pressão em altitude estaria a 
leste ou a oeste de você? 
16. Por que em uma carta de superfície, o vento tende a cruzar as isóbaras e fluir das altas para as baixas 
pressões? 
17. Já que existe sempre uma força do gradiente de pressão direcionada para cima, porque o ar não 
escapa para o espaço? 
18. Quais as maneiras que você conhece para determinar a velocidade e a direção