ECA_Aula 4_Direito à convivência
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dos avós e irmãos e adoção por separados ou divorciados. 
Também definiu os REQUISITOS para a concessão da adoção, como: idade mínima e estabilidade familiar, diferença de 16 anos, consentimento, dispensa e desnecessidade de consentimento, revogabilidade do consentimento, concordância do adotando, reais benefícios para o adotando, estágio de convivência, efeitos pessoais e patrimoniais.
MODALIDADES DE ADOÇÃO: 
Unilateral (§ 1º do art. 41)
Póstuma (§ 5º do art. 42),
Intuito personae (a mãe é quem escolhe para quem vai dar o filho) e
Internacional (art. 51). 
 Art. 50: O ECA, além de prever o cadastramento das crianças e adolescentes passíveis de serem adotados, prevê ainda a habilitação das pessoas que pretendem adotar perante o Juízo da Infância e Juventude. 
 A habilitação não confere aos pretensos adotantes o direito sobre determinada criança só pelo fato de estar na vez da chamada para adoção. 
 A adoção internacional se diferencia da adoção nacional no processo de habilitação, na medida em que este é processado pela Ceja - Comissão Judiciária de Adoção e não perante o juiz da infância. Também é importante ressaltar que estrangeiro, para efeitos da Lei nº 8.069/90, não está vinculado à nacionalidade das pessoas, mas sim ao domicílio. Assim, se um brasileiro residente na França desejar adotar uma criança aqui no Brasil, terá que se habilitar primeiro na França para em seguida habilitar-se no Brasil. De posse do certificado de habilitação, o processo de adoção segue o trâmite normal dos art. 165 a 170 do ECA, isto é, perante o juiz da infância e da juventude.
Cumpre ressaltar que o CC trata também da adoção e não revogou o disposto no ECA (art. 39 a 52 e art. 2.045 do Código Civil). Assim, com base na Lei de Introdução ao Código Civil, §§ 1º e 2º do art. 2º (Decreto-lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942), ambas as normas estão em vigor e se complementam. Diante de tal observação, mister se faz a compatibilização entre as normas legais
referidas:
Assim, a partir de 2002, TANTO A ADOÇÃO DO MAIOR COMO A DO MENOR SÃO CONCEDIDAS POR MEIO DE SENTENÇA JUDICIAL, e ambas têm CARÁTER IRREVOGÁVEL.
Saiba mais: livro Adoção: doutrina e jurisprudência, de Libórni Siqueira, 10ª edição, Rio de Janeiro: Folha Carioca, 2004, página 413, que se refere ao fluxo do procedimento de adoção, tutela e guarda sob o título \u201cColocação em Família substituta\u201d (art. 165 a 170).
Amplie seus conhecimentos nos livros:
MACIEL, Kátia Regina Ferreira Lobo Andrade (Coord.). Curso de Direito da Criança e do Adolescente - Aspectos Teóricos e Práticos. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006. 
ISHIDA, Valter Kenji. Estatuto da Criança e do Adolescente. São Paulo: Atlas, 1994.
Nestes livros, abordam-se pontos muito interessantes sobre o tema desta aula.
Sites:
1. www.abmp.org.br - Você terá oportunidade de saber sobre:
a) Rede de Justiça
b) Biblioteca dos Direitos da Criança;
c) Centro de Boas Notícias;
d) Links Úteis e Muito Mais.
2. www.terradoshomens.org.br/script/principal.asp - Veja os itens projetos, notícias ou, ainda, publicações. Obs.: Essa organização não-governamental desenvolve um programa de atendimento nos moldes do Art. 90 do ECA, para a reintegração familiar e comunitária de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal ou social (referência: art. 98 do ECA).