ECA_Aula 6 a 8_Responsabilidades
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ECA_Aula 6 a 8_Responsabilidades


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III) Rodeios
IV) Sinucas
V) Casa de apostas
R: II e V
2) Quanto à política de atendimento prevista pelo ECA é INCORRETO afirmar:
I) A municipalização do atendimento não constitui uma das suas diretrizes
II) Visa agilizar o atendimento ao adolescente que pratique ato infracional através da integração operacional entre os órgãos competentes
III) É feita através da articulação entre as ações governamentais e não-governamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
IV) Possui como uma das suas diretrizes a mobilização da opinião pública no sentido da indispensável participação dos diversos segmentos da sociedade
V) A criação e manutenção de programas específicos deve considerar a descentralização político-administrativa.
R: Incorreta I
AULA 8 - DA INTERNAÇÃO
A medida de internação é a mais gravosa das medidas socioeducativas, uma vez que implica a privação da liberdade do adolescente. É aplicável em razão da prática de ato infracional. A lei prevê três TIPOS DE INTERNAÇÃO: 
1) PROVISÓRIA é decretada antes da sentença (art. 121 a 125).
 Dispõe a lei que, apesar de não comportar prazo determinado, não pode ultrapassar o período de 3 anos e deve ser reavaliada a cada 6 meses, no máximo.
2) DEFINITIVA resulta da própria sentença que julga procedente a representação (art. 108, 174, 183 e 184).
 Tem o prazo máximo de 45 dias.
3) INTERNAÇÃO-SANÇÃO resulta da regressão de medida mais leve, anteriormente imposta (§ 1º do art.122).
A internação provisória ou definitiva poderá ser decretada somente nas seguintes situações (art. 122):
a) Mediante ATO INFRACIONAL PRATICADO COM GRAVE AMEAÇA OU VIOLÊNCIA À PESSOA;
b) REITERAÇÃO em outras infrações graves.
Já a internação-sanção, que é instrumental, tem a finalidade de EXIGIR QUE O ADOLESCENTE CUMPRA A MEDIDA ORIGINAL, e não a de substituir essa medida. Características:
1) Só pode ser decretada no prazo máximo de 3 meses
2) Tem como PRESSUPOSTO o DESCUMPRIMENTO REITERADO E INJUSTIFICÁVEL DA MEDIDA ANTERIORMENTE IMPOSTA (art. 122, III, c/c § 1º do mesmo artigo).
A internação, independentemente de sua natureza, constitui medida privativa de liberdade e está sujeita aos princípios da brevidade, da excepcionalidade e da condição peculiar do adolescente como pessoa em desenvolvimento:
PRINCÍPIO DA BREVIDADE (§ 3º do art. 121): ou seja, o prazo máximo dessa medida é de 3 anos.
PRINCÍPIO DA EXCEPCIONALIDADE (§ 2º do art. 122): Ou seja, em nenhuma hipótese, será aplicada a internação quando houver outra medida mais adequada.
PRINCÍPIO DA CONDIÇÃO PECULIAR DE PESSOA EM DESENVOLVIMENTO (art. 123): Determina que a internação deverá ser cumprida em entidade exclusiva para adolescente e obedecer a rigorosa separação por idade, compleição física e gravidade da infração.
* O ECA pode ser aplicado excepcionalmente ao maior de 18 anos na medida de INTERNAÇÃO!!!
Porque as medidas socioeducativas possuem NATUREZA PEDAGÓGICA, isto é, têm por fim educar e ressocializar o adolescente, o legislador não tratou do instituto da prescrição, e, por tal motivo, esta omissão tem sido alvo de várias críticas por parte dos aplicadores do direito. Em torno desse assunto, se formaram duas correntes:
1ª- Pugna pela NÃO-APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA PRESCRIÇÃO. Motivos: 
Pela falta de previsão legal
Porque essa medida tem por finalidade reeducar e ressocializar.
Por conta disso, o Estado não poderá abrir mão de seu dever a pretexto de decurso de tempo.
2ª- Pugna pela APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO, por entender que, além do caráter pedagógico, essas medidas possuem um caráter sancionatório, na medida em que são impostas e restringem o direito do menor.
O grande problema da segunda corrente está em apontar o prazo prescricional, já que as medidas que restringem a liberdade do menor não comportam prazo determinado.
Não obstante essa questão, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vem entendendo que o prazo prescricional é de um ano, o que consiste numa temeridade, em razão do curto decurso de tempo para se ter a certeza de que de fato aquele adolescente em conflito se reintegrou ao grupo nos moldes desejados.
Vejamos o raciocínio utilizado para tanto: aplicando analogicamente o instituto da prescrição contido no Código Penal, partiu-se da idéia de que o prazo de seis meses corresponde ao prazo in concreto da medida e, como tal, prescreve em dois anos (art. 109, VI, CP). Em se tratando de um menor de 21 anos, esse prazo é reduzido pela metade: um ano (art. 115, CP).
Apesar do raciocínio adotado pelo TJ/RJ, o MP discorda do prazo adotado, até porque o período de seis meses foi estipulado para reavaliação, não possui conotação de preceito secundário do tipo penal. Por conseguinte, o raciocínio deve partir das regras relativas à pena em abstrato, e não em concreto. Segundo este novo raciocínio, a prescrição se dá em quatro anos, já que o prazo máximo para a aplicação da medida é de três anos.
Ainda sobre esta questão, cabe ressaltar que atualmente há a súmula 338 do STJ, que determina que a prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas.
Entretanto, permanece a controvérsia quanto ao seu prazo.
* Se você se interessou pela questão da prescrição da pena, saiba que atualmente existe a Súmula 338 do STJ. Ela determina que "A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas." Vale conferir os comentários postados no blog de Luiz Flávio Gomes (http://www.blogdolfg.com.br/index.php).
* Outro site na internet que pode ajudá-lo a aprofundar seus estudos é o do Ministério Público do Rio Grande do Sul (http://www.mp.rs.gov.br/infancia/estudos/id423.htm), no que concerne à realidade das unidades de internação brasileiras.
* Já se seu interesse se inclinar para medidas aplicáveis a adolescentes que cometem atos infracionais, recomendamos um livro que traz um panorama sobre a realidade da internação: FERNANDES, Márcio Mothé. Ação socioeducativa pública. Rio de Janeiro: Lúmen Juris, 2002.
EXERCÍCIOS \u2013 Aulas 7 e 8
1) A medida socioeducativa que NÃO exige, para sua aplicação, prova suficiente da autoria do ato infracional praticado pelo adolescenteé:
a) Reparação do dano
b) Liberdade assistida
c) Abrigo
d) Advertência
e) Prestação de serviços à comunidade
R: d
2) O ECA pode ser aplicado excepcionalmente ao maior de 18 anos:
a) na medida de prestação de serviço à comunidade
b) na medida de liberdade assistida
c) na medida de internação
d) na medida de abrigo
e) em nenhuma hipótese
R: c
3) Sobre as medidas de proteção previstas pelo ECA é INCORRETO afirmar:
a) São aplicáveis tanto a crianças quanto a adolescentes
b) Podem ser aplicadas isoladas ou cumulativamente, bem como substituídas a qq tempo (art. 99)
c) Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, o juiz poderá aplicar a medida de proteção de obrigação de reparar o dano
d) As medidas de proteção poderão ser aplicadas quando verificadas qq das hipóteses previstas o art. 98 do ECA
e) Ao ato infracional praticado por criança corresponderão apenas as medidas de proteção (art. 105)
R: c
4) Assinale a alternativa CORRETA em relação à medida sócio-educativa da internação:
a) Poderá ser aplicada a adolescentes e crianças que pratiquem ato infracional grave
b) O seu cumprimento poderá ser feito conjuntamente e no mesmo local destinado a crianças e adolescentes que estão abrigados
c) Não poderá ser aplicada ao menor de 11 anos de idade que praticou ato infracional grave em nenhuma hipótese
d) Poderá ter o prazo superior a 3 meses na hipótese de descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta
e) Todas as alternativas estão incorretas
R: c
UNIDADE 2 - RESPONSABILIDADES
AULA 6
DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO
A proposta de política de atendimento prevista no Estatuto foi elaborada nos moldes do § 7º do art. 227, c/c art. 204, da CF, ou seja, com base nas diretrizes principais vinculadas à POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, tendo em vista:
1) A descentralização político-administrativa e
2) A participação popular. 
Esta nova concepção introduz mudanças profundas e amplas no campo das políticas