WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-005
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Waldeck Lemos 
Perguntas & Respostas 
 
Disciplina: 
Teoria Geral do Estado 
Folha: 
1 de 2 
 
Perguntas & Respostas/WLAJ/DP 
QUESTÕES 
 
Fonte: CRETELLA JUNIOR, J. e CRETELLA NETO, J. - 1.000 Perguntas e Respostas Sobre Teoria Geral do 
Estado \u2013 Editora Forense Jurídica (Grupo GEN). 
 
CAPÍTULO 10 - A DIMENSÃO INTERNACIONAL DO ESTADO 
 
01) De que modos podia ocorrer a conquista? 
R.: A conquista podia ocorrer: a) pelo desaparecimento e subjugação do Estado vencido, estabelecendo o Estado 
vencedor sua soberania sobre o território conquistado; b) por meio de um tratado firmado entre o Estado vencido e 
o Estado vencedor, em que o primeiro cedia, de forma coativa, parte ou a totalidade de seu território ao segundo. 
 
02) O que é prescrição aquisitiva? 
R.: Prescrição aquisitiva (ou usucapião) é modo de aquisição de território por meio do exercício contínuo e não 
contestado da soberania por parte de um Estado, por período de tempo suficiente para convencer a sociedade 
internacional de que o status quo está conforme o Direito Internacional. 
 
03) A prescrição aquisitiva é aceita de forma pacífica no Direito Internacional? 
R.: Não. Uma corrente doutrinária afirma que somente existe a prescrição aquisitiva no Direito interno, porque 
existe previsão legal para tal; outra corrente afirma que a prescrição corresponde a um princípio geral do Direito, 
independendo de lei que a regule. A segunda corrente tem sido acolhida pela jurisprudência internacional (ex.: 
Groenlândia Oriental). 
04) Qual o desenvolvimento da codificação do Direito do Mar? 
R.: Embora o Direito do Mar seja estudado desde os primórdios do Direito Internacional, a primeira tentativa 
(fracassada) de codificação ocorreu somente em 1930, na conferência de Haia, sob os auspícios da Sociedade 
das Nações. Em 1958, em Genebra, ocorre nova tentativa de codificação (organizada pela ONU), da qual 
resultam quatro convenções (mar territorial e zona contígua; plataforma continental; Alto-Mar; conservação dos 
recursos vivos do Alto-Mar) e uma questão em aberto (a largura do mar territorial). Em 1982, com a assinatura de 
117 países (Convenção de Montego Bay), chegou-se finalmente a uma codificação do Direito do Mar que prevê, 
dentre outras matérias, a solução de litígios por métodos pacíficos. 
 
05) Quais os órgãos responsáveis pela solução pacífica de litígios relativos ao direito do Mar, previstos pela 
Convenção de Montego Bay? 
R.: A Convenção de Montego Bay (Jamaica), que entrou em vigor em 16.11.1994, 12 meses após a 60a 
ratificação, prevê os seguintes órgãos: a) Tribunal Internacional do Direito do Mar, com sede em Hamburgo; b) 
Corte Internacional de Justiça-CIJ; c) uma Comissão de Conciliação; d) um Tribunal Arbitral; e e) um Tribunal 
Arbitral Especial, para solucionar controvérsias a respeito de pescarias, proteção e preservação do meio marinho, 
pesquisa marinha científica, navegação e poluição por navios. 
 
06) O que são águas interiores? 
R.: Águas interiores são as localizadas entre a costa e o limite interior do mar territorial, entendendo-se por 
limite interior a linha de base que serve de referência para a determinação da largura do mar territorial, em 
direção ao Alto-Mar. A linha de base normal é demarcada ao longo da costa, na baixa-mar. 
 
07) O que é mar territorial? 
R.: Mar territorial (ou mar nacional, ou ainda, mar litoral) é a zona de mar adjacente às costas de um Estado e 
sobre a qual este exerce sua soberania. Ou seja, a soberania do Estado estende-se além de seu território, 
compreendendo também as águas interiores e o mar territorial. O conceito de mar territorial é preponderantemente 
jurídico, criação das cidades marítimas da região que hoje corresponde à Itália, no período medieval da 
História, e não geográfico. 
 
08) Que direitos tem o Estado em decorrência de sua soberania sobre o mar territorial? 
R.: O mais importante deles é o direito de exclusividade sobre a pesca; além deste, tem o Estado direitos 
sobre o solo e o subsolo do mar territorial, bem como sobre o espaço aéreo sobre ele; o Estado pode, 
também, na zona do mar territorial, estabelecer controles sanitários, adotar medidas de segurança e de 
defesa, além de ditar a regulamentação sobre a navegação nessa região. Adicionalmente, compete ao 
 
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Estado exercer a jurisdição civil e penal sobre navios e pessoas que se encontrem em seu mar territorial. 
 
09) O que é direito de passagem inocente? 
R.: Direito de passagem inocente, que tem fundamento no jusnaturalismo, é a liberdade de navegação no 
mar territorial, com a finalidade de atravessá-lo sem a intenção de penetrar nas águas interiores, nem fazer 
escala em enseada ou instalação portuária nela situada. Consiste em uma limitação à soberania do Estado 
sobre seu mar territorial. Assim, nas águas interiores inexiste o direito de passagem inocente. 
 
10) Qual a largura do mar territorial? 
R.: Tradicionalmente, adotava-se a largura de três milhas náuticas; posteriormente, passou-se a defender 
uma milha, largura adotada, por exemplo, na Convenção da Europa sobre a Pesca, de 1964. Para efeitos de 
exploração da pesca, adota-se hoje a largura de 200 milhas, com variações de país para país. A tendência é 
considerar que o mar territorial tem 12 milhas de largura, e um total de 200 milhas como "zona econômica". 
 
 
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