DJi - 081 a 085 - D-004.388-2002 - Estatuto.Roma.Tribunal Penal Internacional.Recurso
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DJi - 081 a 085 - D-004.388-2002 - Estatuto.Roma.Tribunal Penal Internacional.Recurso


DisciplinaDireito Penal I73.067 materiais1.206.039 seguidores
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sentido, ou o
Procurador no seu interesse, poderá submeter ao Juízo de Recursos um requerimento solicitando a revisão
da sentença condenatória ou da pena pelos seguintes motivos:
a) A descoberta de novos elementos de prova:
i) De que não dispunha ao tempo do julgamento, sem que essa circunstância
pudesse ser imputada, no todo ou em parte, ao requerente; e
ii) De tal forma importantes que, se tivessem ficado provados no julgamento,
teriam provavelmente conduzido a um veredicto diferente;
b) A descoberta de que elementos de prova, apreciados no julgamento e decisivos para a
determinação da culpa, eram falsos ou tinham sido objeto de contrafação ou falsificação;
c) Um ou vários dos juízes que intervieram na sentença condenatória ou confirmaram a
acusação hajam praticado atos de conduta reprovável ou de incumprimento dos respectivos
deveres de tal forma graves que justifiquem a sua cessação de funções nos termos do artigo 46.
obs.dji.grau.1: Artigo 46, Cessação de Funções ´TPI
obs.dji.grau.4: Pena (s); Revisão (ões); Revisão Criminal; Sentença; Sentença Penal; Sentença Penal
Condenatória
2. O Juízo de Recursos rejeitará o pedido se o considerar manifestamente infundado. Caso contrário, poderá
o Juízo, se julgar oportuno:
a) Convocar de novo o Juízo de Julgamento em Primeira Instância que proferiu a sentença
inicial;
b) Constituir um novo Juízo de Julgamento em Primeira Instância; ou
c) Manter a sua competência para conhecer da causa, a fim de determinar se, após a audição
das partes nos termos do Regulamento Processual, haverá lugar à revisão da sentença.
Artigo 85
Indenização do Detido ou Condenado
1. Quem tiver sido objeto de detenção ou prisão ilegal terá direito a reparação.
obs.dji.grau.4: Condenado; Detenção; Indenização
2. Sempre que uma decisão final seja posteriormente anulada em razão de fatos novos ou recentemente
descobertos que apontem inequivocamente para um erro judiciário, a pessoa que tiver cumprido pena em
resultado de tal sentença condenatória será indenizada, em conformidade com a lei, a menos que fique
provado que a não revelação, em tempo útil, do fato desconhecido lhe seja imputável, no todo ou em parte.
3. Em circunstâncias excepcionais e em face de fatos que conclusivamente demonstrem a existência de erro
judiciário grave e manifesto, o Tribunal poderá, no uso do seu poder discricionário, atribuir uma indenização,
de acordo com os critérios enunciados no Regulamento Processual, à pessoa que, em virtude de sentença
absolutória ou de extinção da instância por tal motivo, haja sido posta em liberdade.
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