Aulas - Direito Civil I - atualizado

Aulas - Direito Civil I - atualizado


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NATURAIS \u2013 Quando não envolvem qualquer ato humano. Exemplos: morte, nascimento.
3.2	 HUMANOS \u2013 Decorrem diretamente da ação humana. Podem ser: 
a)	Lícitos \u2013 praticados de acordo com o ordenamento jurídico.
b)	Ilícitos \u2013 praticados em desconformidade com o ordenamento jurídico. Exemplos: furto de objeto. Dano ao veículo de alguém. 
DOS FATOS JURÍDICOS
Os Atos Lícitos dividem-se em: 
A) ATO JURÍDICO \u2013 aqueles que gera conseqüências jurídicas previstas em lei, em não por vontade do(s) interessado(s); 
B) NEGÓCIO JURÍDICO \u2013 ato praticado com intuito de negócio. As partes envolvidas celebram o ato com o intuito de alcançar efeito jurídico determinado. Exemplos: Testamento. Renúncia a Direito. Contratos, entre outros.
Negócio Jurídico encontra-se disciplinado nos artigos 104 a 184, CC. 
DOS FATOS JURÍDICOS
4	CLASSIFICAÇÃO DO EGÓCIO JURÍDICO:
4.1	Quanto às vantagens: 
\u2013 gratuitos \u2013 quando há vantagens apenas para uma das partes. Exemplo: Doação Pura.
-	Onerosos \u2013 Quando envolve transferência recíproca de direitos. Exemplo: Compra e Venda.
 
4.2	 Quanto às formalidades:
-	Solenes \u2013 Forma prescrita em lei. Exemplos: Testamento. Casamento. 
-	Não solenes \u2013 Forma livre. Exemplo: Compra e Venda de bem móvel.
DOS FATOS JURÍDICOS
4.3 Quanto ao conteúdo:
-	Patrimoniais \u2013 Exemplos: direitos reais e direitos obrigacionais.
Extra-patrimoniais \u2013 Exemplo: Direitos de família.
4.4 Quanto à manifestação de vontade:
- Unilaterais \u2013 Se há apenas uma manifestação de vontade. Exemplo: Testamento.
- Bilaterais \u2013 Se há duas ou mais manifestações de vontades. Exemplos: Compra e Venda.Locação. 
DOS FATOS JURÍDICOS
4.5 Quanto ao tempo e produção de efeitos:
-	Inter Vivos \u2013 se os efeitos são produzidos durante a vida do declarante. Exemplo: Doação.
-	Causa Mortis \u2013 Se os efeitos são produzidos APÓS a morte do declarante. Exemplo: Testamento. 
4.6 Quanto à existência:
-	Principais \u2013 Se sua existência independe da existência de outro negócio jurídico. Exemplo: Locação.
-	Acessórios \u2013 Se a sua existência está condicionada à existência de OUTRO negócio. Exemplo: Fiança. 
DOS FATOS JURÍDICOS
5.	ELEMENTOS DA RELAÇÃO JURÍDICA \u2013 sujeito ativo, sujeito passivo, vínculo de atributividade e um objeto.
 
5.1 Sujeito Ativo \u2013 é o titular do direito subjetivo, em razão do qual existe uma obrigação ou uma prestação principal, contando o mesmo com a proteção da lei para fazer valer o seu direito, judicialmente, em face do sujeito passivo. 
5.2 Sujeito Passivo \u2013 é a pessoa física ou jurídica que assumiu a obrigação de satisfazer um dever, uma prestação, em face de outrem (sujeito ativo). 
 
DOS FATOS JURÍDICOS
5.3 Objeto \u2013 este pode ser imediato, pertinente à própria relação estabelecida com o sujeito passivo (prestação: dar, fazer ou não fazer), ou mediato, que é um bem qualquer (móvel, imóvel ou semovente) ou seus direitos de personalidade (vida, nome, honra, liberdade, intimidade, etc.). 
	Tradicionalmente, as relações eram consideradas a partir do OBJETO MEDIATO: relações de família; relações obrigacionais e contratuais; relações de direito real; e relações sucessórias.
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5.4 Vínculo de Atributividade \u2013 é o vínculo que confere a cada sujeito da relação jurídica o poder de pretender ou de exigir algo determinado. Pode ser a lei ou um contrato. 
6	ATOS ILÍCITOS \u2013 Artigos - 186, 187 e 188, CC. 
 
6.1 Conceito \u2013 é aquele ato praticado em desconformidade com a lei, violando o direito de outrem. É todo comportamento humano contrário ao ordenamento jurídico, em razão de desvio de conduta ou pelo descumprimento de um dever jurídico, resultando em lesão a outrem. Em razão de causar dano a alguém, cria-se o dever de reparar o prejuízo (artigo 927, do CC) -> responsabilidade civil. 
 
DOS FATOS JURÍDICOS
6.2 	elementos do ato ilícito: 
a) fato lesivo voluntário, ou imputável, causado pelo agente por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência \u2013 art. 186, 1ª parte, CC; 
b) ocorrência de dano moral e/ou patrimonial; 
c) nexo de causalidade entre o dano e o comportamento do agente. Não haverá nexo: se houver culpa exclusiva da vítima, o que resultará na ausência de indenização em seu favor; também se a vítima concorreu culposamente, fato esse que fará com que a indenização seja reduzida pela metade ou diminuída proporcionalmente; em caso de força maior ou caso fortuito. 
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6.3 	conseqüência do ato ilícito \u2013 obrigação de indenizar \u2013 artigos 186 e 927, do CC. A obrigação de indenizar é de ordem pública. 
 
6.4 	dano moral e dano patrimonial. Mas, que dano poderá ocorrer? Dano material (patrimonial) ou moral. A reparação virá independentemente da vontade do agente que causou o dano. Como? Através do poder coercitivo do Judiciário, acionado este pelo prejudicado por meio de uma ação de reparação de danos. 
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6.6 	ilícito civil e ilícito penal. Qual a diferença entre o ilícito civil e o ilícito penal? Enquanto o ilícito civil se constitui numa ofensa ao interesse privado de alguém, o ilícito penal ofende a sociedade como um todo, em vista do delito praticado pelo agente. 
Às vezes, o ato ofensivo praticado pelo agente tanto atinge o particular quanto a sociedade, gerando a responsabilidade civil e penal conjuntamente \u2013 art. 949, do Código Civil e art. 129, do Código Penal. De qualquer modo, o ato ilícito pode decorrer de descumprimento à lei, gerando indenização por danos extracontratuais ou ao contrato, possibilitando a indenização por danos contratuais.
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6.7 	dolo e culpa. O agente pode causar o dano a outrem mediante dolo, quando age intencionalmente ou assume o risco de que o prejuízo possa ocorrer; ou mediante culpa, quando age com negligência, imprudência ou imperícia. 
A verificação da culpa e a avaliação da responsabilidade estão reguladas nos artigos 927 a 943 \u2013 da obrigação de indenizar \u2013 e 944 a 954 \u2013 da indenização \u2013 CC.
Ato ilícito é o praticado com INFRAÇÃO ao dever legal de não lesar a outrem, conforme artigo 186, CC: aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito E causar dano a outrem, ainda que EXCLUSIVAMENTE moral, comete ato ilícito. 
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6.7 atos lesivos que excluem a ilicitude \u2013 segundo o artigo 188, do CC são eles: os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido: a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Nesses casos existe o dano, a relação de causalidade, mas a própria lei lhes retira o caráter de ilicitude. 
 
6.8 abuso de direito - também comete ato ilícito quem pratica ABUSO DE DIREITO \u2013 art. 187: Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
	No abuso de direito NÃO se exige que o agente tenha a intenção de prejudicar terceiro, pois basta apenas que exceda manifestamente os limites impostos no artigo 187, do CC. 	
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7	NEGÓCIO JURÍDICO \u2013 É o acordo lícito estabelecido entre os interessados, para a regulamentação legal de seus interesses, segundo a manifestação de cada um. 
Ocorre uma composição de interesses entre partes envolvidas, havendo manifestação de vontade com finalidade negocial \u2013 criar, adquirir, transferir, modificar ou extinguir direitos.
 
Há uma bilateralidade de condutas, como nos contratos. Temos como requisitos de existência: declaração de vontade, a finalidade negocial e a idoneidade do objeto. 	 
DOS FATOS JURÍDICOS
7.1	Validade do negócio jurídico \u2013 agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei. 
-	São requisitos de validade do negócio jurídico - art. 104, do CC: agente capaz; objeto lícito, possível, determinado ou determinável; forma prescrita ou não defesa em lei. 
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7.2	Forma da declaração de vontade \u2013