WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-006
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Waldeck Lemos 
Perguntas & Respostas 
 
Disciplina: 
Teoria Geral do Estado 
Folha: 
1 de 2 
 
Perguntas & Respostas/WLAJ/DP 
QUESTÕES 
 
Fonte: CRETELLA JUNIOR, J. e CRETELLA NETO, J. - 1.000 Perguntas e Respostas Sobre Teoria Geral do 
Estado \u2013 Editora Forense Jurídica (Grupo GEN). 
 
CAPÍTULO 10 - A DIMENSÃO INTERNACIONAL DO ESTADO 
 
01) O que é a plataforma continental? 
R.: Plataforma continental (ou plataforma submarina) é o prolongamento submerso do território de um Estado 
costeiro, que declina suavemente desde a linha costeira até o início do talude continental, e cuja 
profundidade máxima é de 200 metros. O conceito passou a interessar ao DI em decorrência de sua 
importância econômica (organismos marinhos, recursos minerais, tais como petróleo, carvão e diversos 
metais). Os Estados exercem a soberania sobre a plataforma continental, podendo explorar, com 
exclusividade, suas riquezas. 
 
02) Qual a natureza jurídica do Alto-Mar? 
R.: A primeira teoria formulada (século XVII) considerava o Alto-Mar como uma res nullius. A seguir, surgiu a 
teoria da res communis, que defendia a tese de que o Alto-Mar pertencia à sociedade internacional. 
Posteriormente, surge a teoria da juridicidade, pela qual o Alto-Mar deveria ser submetido a uma 
regulamentação jurídica, por meio da nacionalidade dos navios. Atualmente, considera-se que o Alto-Mar é 
res communis, mas no sentido original do Direito Romano, ou seja, é destinado ao uso público, estando 
aberto a todas as nações, não podendo, nessa região, nenhum Estado submeter outro a sua ordem jurídica. 
 
03) Que direitos podem exercer os Estados no Alto-Mar? 
R.: Os Estados têm os seguintes direitos no Alto-Mar: a) direito de revista e de aproximação, reservado aos 
navios de guerra em relação a navios mercantes, quando houver suspeitas de prática de ilícito internacional; 
b) direito de perseguição, que consiste em dirigir-se em direção a navio estrangeiro que tenha violado 
direitos de Estado costeiro em áreas sujeitas a sua soberania; e c) direito de repressão à pirataria. 
 
04) Por que existem restrições à liberdade de pesca, atualmente? 
R.: Porque, desde o final do século XIX, existe a consciência de que os recursos marinhos não são il imitados 
e sua exploração sem controle tenderia a provocar o desaparecimento de diversas espécies, provocando 
desequilíbrio ecológico nos oceanos. As discussões travadas sobre a largura do mar territorial têm, como 
motivação econômica, o interesse dos Estados na exploração dos recursos marinhos. 
 
05) Que espécies de regulamentação existem sobre a pesca em Alto-Mar? 
R.: Existem dois tipos de regulamentação: a) a convencional, que confere aos Estados contratantes o direito 
de exercer poder de polícia sobre a matéria, no Alto-Mar, cuja desvantagem reside no fato de só valer entre 
os Estados contratantes; dentre essas espécies de regulamentação, pode-se citar a da proteção ao camarão 
(1958) e a convenção européia sobre a pesca (1964); e b) a unilateral, elaborada por Estados que têm 
interesse econômico na pesca no Alto-Mar costeiro, surgindo quando falta regulamentação sobre o assunto, 
como é o caso da proclamação dos EUA (1945), feita pelo Presidente Truman, que visava a proteção do 
salmão no Alasca contra a ação dos barcos pesqueiros japoneses. 
 
06) Quais os principais direitos dos Estados costeiros, estabelecidos pela Convenção de Genebra, de 1958, 
sobre a pesca e a conservação dos recursos vivos de Alto-Mar? 
R.: Os principais direitos dos Estados costeiros estabelecidos pela convenção são: a) de manifestação de 
seu "direito especial" na conservação dos recursos na região; b) de participação nas regulamentações 
elaboradas a respeito da matéria, nessa região; e c) de promulgação de medidas unilaterais, em caso de 
inexistência de acordo entre os Estados interessados. 
 
07) Quais os principais deveres dos Estados costeiros, estabelecidos pela Convenção de Genebra, de 1958, 
sobre a pesca e a conservação dos recursos vivos de Alto-Mar? 
R.: Os principais deveres dos Estados costeiros estabelecidos pela convenção: a) o de cooperação para a 
conservação dos recursos vivos; e b) vedação à adoção de medidas discriminatórias contra estrangeiros na 
região. 
 
Waldeck Lemos 
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08) Que espécies de rios existem, e qual a diferença entre eles? 
R.: Há duas espécies de rios, os nacionais e os internacionais. A diferença entre eles é que, os primeiros, 
localizados em território de um só Estado, estão sujeitos a regime jurídico único (isto é, de um único Estado), 
enquanto os segundos encontram-se submetidos a mais de um ordenamento jurídico. Os rios internacionais 
podem dividir Estados (caso em que são denominados contíguos) ou atravessar diversos Estados, um após outro 
(sucessivos). 
 
09) Quais as espécies de regimes jurídicos adotados para os rios internacionais? 
R.: Os regimes jurídicos adotados para os rios internacionais são: a) o da soberania absoluta do Estado sobre 
o trecho que se encontra em seu território; b) o da manutenção da absoluta integridade territorial do rio, isto 
é, o Estado que for primeiro atravessado pelo rio não poderá desviá-lo de seu curso natural; c) o da gestão por 
um organismo internacional, regime usado em poucos casos, como o do rio Reno, por exemplo, cuja 
navegação é controlada por uma Comissão de navegação sediada em Mannheim; e d) sistema misto, em que se 
reconhece a soberania do Estado sobre o trecho que atravessa seu território, combinando-a com a obrigação 
(recíproca) de não causar dano ao Estado vizinho. Esse último sistema é o que corresponde à prática internacional 
mais freqüente. 
 
10) Qual a evolução doutrinária e normativa do Direito Aéreo? 
R.: As primeiras obras doutrinárias sobre Direito Aéreo surgiram na última década do século XIX e na primeira 
década do século XX, época em que se iniciou a navegação aérea. A regulamentação era praticamente a mesma 
do Direito Marítimo. Discutiu-se se existiria a autonomia do Direito Aéreo, ou se, junto com o Direito Marítimo 
constituiriam o Direito da Navegação. Hoje, considera-se o Direito Aéreo ramo autônomo da Ciência Jurídica, 
embora muitas de suas normas tenham origem no Direito Marítimo, e com ele guardem semelhança. 
 
11) Como se define o Direito Internacional Aéreo? 
R.: Direito Internacional Aéreo é o ramo da Ciência Jurídica formado por princípios jurídicos e normas 
regulamentadoras internacionais, que se aplicam ao espaço aéreo e sua utilização por Estados e particulares. 
 
 
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