sociologia jurídica - Lei Maria da Penha - Direito  2º período - FCC
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metros, 
incluindo sua moradia e local de 
trabalho. 
Ela também não pode manter qualquer 
contato com ele, seja por telefone, e-
mail ou qualquer outro meio direto ou 
indireto. Na mesma decisão, o juiz 
advertiu que, no caso do 
descumprimento, a ex-mulher pode ser 
enquadrada no crime de desobediência 
e até mesmo ser presa. 
Segundo o juiz, ele aplicou a Lei 
11.340/2006, porque não existe lei similar a 
ser aplicada quando o homem é vítima de 
violência doméstica, utilizando assim a 
analogia. 
DEPOIMENTO E DISCUSSÃO 
 
 
Samuel Souros 
PROCEDIMENTOS PARA DENUNCIAR 
 
 
Danielle Paiva 
No momento da agressão, a vítima 
deve acionar o serviço de denúncia 
180 ou a Polícia Militar, através do 
número telefônico 190. "Feito isso, 
os policiais prenderão em flagrante o 
agressor e o conduzirão ao Distrito 
Policial. Nesse momento, a mulher 
deve se dirigir à delegacia e 
representar pelo prosseguimento do 
inquérito" 
Se a mulher agredida resolver fazer 
a denúncia tempos depois da 
agressão, ela deve procurar a 
Delegacia da Mulher mais próxima e 
falar da violência física ou 
psicológica que vem sofrendo, fazer 
constar no Boletim de Ocorrência 
que pretende dar continuidade ao 
processo, com o objetivo da 
instauração de inquérito policial. 
Caso a vítima não tenha condições 
financeiras, ela tem direito a um 
profissional da assistência judiciária. 
Se as lesões corporais forem em partes 
íntimas do corpo, a mulher agredida 
deverá solicitar à delegada de plantão 
um do exame de corpo de delito por 
uma médica do IML. 
"O marido ou parceiro poderá ter 
suspensa a posse ou restrição do 
porte de armas, ser afastado do lar, 
domicílio ou local de convivência ou 
mesmo ser proibido de realizar 
certas condutas". 
O agressor poderá ainda ser proibido 
de se aproximar ou ter qualquer 
contato por meio de comunicação 
entre a vítima, seus familiares e 
testemunhas. 
Outra alternativa é a possibilidade de 
delatar as agressões diretamente ao 
Ministério Público. 
ESTATÍSTICA E CONCLUSÃO 
 
 
Everson Cerdeira 
De 1980 a 2010, foram 
assassinadas no país perto de 91 
mil mulheres no Brasil, 43,5 mil só 
na última década. 
. 
O número de mortes nesses 30 anos 
passou de 1.353 para 4.297, o que 
representa um aumento de 217,6% \u2013 
mais que triplicando \u2013 nos 
quantitativos de mulheres vítimas de 
assassinato. 
De 1996 a 2010 as taxas de 
assassinatos de mulheres 
permanecem estabilizadas em torno 
de 4,5 homicídios para cada 100 mil 
mulheres. 
Espírito Santo, com sua taxa de 9,4 
homicídios em cada 100 mil 
mulheres, mais que duplica a média 
nacional e quase quadruplica a taxa 
do Piauí, estado que apresenta o 
menor índice do país. 
Entre os homens, só 14,7% dos 
incidentes aconteceram na 
residência ou habitação. Já entre 
as mulheres, essa proporção 
eleva-se para 40%. 
Duas em cada três pessoas 
atendidas no SUS em razão de 
violência doméstica ou sexual são 
mulheres; em 51,6% dos 
atendimentos foi registrada 
reincidência no exercício da 
violência contra a mulher. 
Seis em cada 10 brasileiros 
conhecem alguma mulher que foi 
vítima de violência doméstica. 
- Machismo (46%) e alcoolismo 
(31%) são apontados como 
principais fatores que contribuem 
para a violência. 
- 94% conhecem a Lei Maria da 
Penha, mas apenas 13% sabem 
seu conteúdo. A maioria das 
pessoas (60%) pensa que, ao ser 
denunciado, o agressor vai preso. 
- 52% acham que juízes e policiais 
desqualificam o problema. 
91% dos homens dizem 
considerar que \u201cbater em mulher é 
errado em qualquer situação\u201d. 
- Uma em cada cinco mulheres 
consideram já ter sofrido alguma 
vez \u201calgum tipo de violência de 
parte de algum homem, conhecido 
ou desconhecido\u201d. 
- O parceiro (marido ou namorado) 
é o responsável por mais 80% dos 
casos reportados. 
Cerca de seis em cada sete 
mulheres (84%) e homens (85%) já 
ouviram falar da Lei Maria da Penha 
e cerca de quatro em cada cinco 
(78% e 80% respectivamente) têm 
uma percepção positiva da mesma. 
O medo continua sendo a razão 
principal (68%) para evitar a 
denúncia dos agressores. 
- 66% das brasileiras acham que a 
violência doméstica e familiar contra 
as mulheres aumentou, mas 60% 
acreditam que a proteção contra 
este tipo de agressão melhorou 
após a criação da Lei Maria da 
Penha (Lei nº 11.340/2006) 
Serviços de Atendimento à Mulher disponíveis no 
país 
O Brasil tem mais de 5.500 municípios e apenas: 
- 190 Centros de Referência (atenção social, psicológica 
e orientação jurídica) 
- 72 Casas Abrigo 
- 466 Delegacias Especializadas de Atendimento à 
Mulher 
- 93 Juizados Especializadas e Varas adaptadas 
- 57 Defensorias Especializadas 
- 21 Promotorias Especializadas 
- 12 Serviços de Responsabilização e Educação do 
Agressor 
- 21 Promotorias/Núcleos de Gênero no Ministério Público 
 
Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres 
 
NORDESTE 
BIBLIOGRAFIA 
 
http://www.observe.ufba.br/lei_mariadapenha 
Fonte de pesquisa: http://www.conjur.com.br/2008-out-
30/lei_maria_penha_aplicada_proteger_homem 
http://vilamulher.terra.com.br/violencia-contra-a-mulher-o-que-fazer-em-caso-de-
agressao-3-1-30-667.html 
Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República - 
http://www.sepm.gov.br/ 
 
http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=arti
cle&id=1975 
Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, realizada pelo Instituto Avon / 
Ipsos entre 31 de janeiro a 10 de fevereiro de 2011. 
A Pesquisa Mulheres Brasileiras nos Espaços Público e Privado foi realizada em 
2010 pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC. 
quarta edição da Pesquisa DataSenado, concluída em fevereiro de 2011. 
 
http://www.pagu.unicamp.br/sites/www.pagu.unicamp.br/files/colenc.01.a08.pdf 
 
http://mapadaviolencia.org.br/ 
OBRIGADO!
Guilherme
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