Teoria Geral do Processo - FGV
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contra ato de juizado especial é da respectiva Turma Recursal. Precedentes.
2. Recurso especial conhecido e provido.
REsp 302143 / MG ; RECURSO ESPECIAL 2001/0010161-5. Rela-
tor Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA. STJ. 5ª Turma. Julgado em 
18/04/2006.
(b) Competência para Julgamento de mandado de segurança impetrado 
contra juiz de Turma Recursal de juizado especial.
Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL. 
IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO PROFERIDA POR COLÉGIO 
RECURSAL DE JUIZADO ESPECIAL.
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\u2014 Não possui o Tribunal estadual competência originária, nem recursal, 
para rever as decisões do Colégio Recursal do Juizado Especial.
Recurso improvido.
AgRg no RMS 17995 / MG ; AGRAVO REGIMENTAL NO RECUR-
SO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2004/0032903-0. Relator Minis-
tro Barros Monteiro. Julgado em 02/02/2006.
(c) Ação Popular contra o CNMP. Ilegitimidade. Incompetência do Su-
premo Tribunal Federal.
O Tribunal, resolvendo questão de ordem em petição, não conheceu de 
ação popular ajuizada por advogado contra o Conselho Nacional do Minis-
tério Público \u2014 CNMP, na qual se pretendia a nulidade de decisão, por este 
proferida pela maioria de seus membros, que prorrogara o prazo concedido, 
pela Resolução 5/2006, aos membros do Ministério Público ocupantes de 
outro cargo público, para que estes retornassem aos órgãos de origem. Enten-
deu-se que a alínea r do inciso I do art. 102 da CF (\u201cArt. 102. Compete ao 
Supremo Tribunal Federal... I \u2014 processar e julgar, originariamente:... r) as 
ações contra o Conselho Nacional do Ministério Público;\u201d), introduzida pela 
EC 45/2004, refere-se a ações contra os respectivos colegiados e não aquelas 
em que se questiona a responsabilidade pessoal de um ou mais conselheiros, 
caso da ação popular. Salientou-se, tendo em conta o que disposto no art. 
6º, § 3º, da Lei 4.417/65 (Lei da Ação Popular), que o CNMP, por não 
ser pessoa jurídica, mas órgão colegiado da União, nem estaria legitimado a 
integrar o pólo passivo da relação processual da ação popular. Asseverou-se, 
no ponto, que, ainda que se considerasse a menção ao CNMP como válida 
à propositura da demanda contra a União, seria imprescindível o litisconsór-
cio passivo de todas as pessoas físicas que, no exercício de suas funções no 
colegiado, tivessem concorrido para a prática do ato, ou seja, os membros 
que compuseram a maioria dos votos da decisão impugnada. Por \ufb01 m, ressal-
tando a jurisprudência da Corte no sentido de, tratando-se de ação popular, 
admitir sua competência originária somente no caso de incidência da alínea 
n do inciso I do art. 102, da CF ou de a lide substantivar con\ufb02 ito entre a 
União e Estado-membro, concluiu-se que, mesmo que emendada a petição 
inicial no tocante aos sujeitos passivos da lide e do pedido, não seria o caso 
de competência originária. Pet 3674 QO/DF, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 
4.10.2006. (Pet-3674). Informativo 443 do STF.
(d) Ação objetiva Demarcação de Terras Indígenas e envolvimernto de 
interesses de diferentes Pessoas Jurídicas de Direito Público. Competência do 
STF. Art. 102, I, f da CRFB/88.
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O Tribunal, por maioria, julgou procedente pedido formulado em recla-
mações ajuizadas contra Juízos Federais da 1ª e 2ª Varas da Seção Judiciária 
do Estado de Roraima, que reconheceram sua competência para processar e 
julgar diversas ações \u2014 ação popular, ação civil pública e ações possessórias 
\u2014 que têm por \ufb01 nalidade a declaração de nulidade do Decreto Presidencial 
de 15 de abril de 2005, que homologou a Portaria 534/2005, do Ministé-
rio da Justiça, que demarcou a área indígena denominada Raposa Serra do 
Sol. Na linha de precedentes da Corte, entendeu-se caracterizada a hipótese 
de con\ufb02 ito federativo prevista no art. 102, I, f, da CF (\u201cArt. 102. Compete 
ao Supremo Tribunal Federal. I \u2014 processar e julgar, originariamente: f ) as 
causas e os con\ufb02 itos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, 
ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração 
indireta;\u201d), já que o objeto da citada ação popular, assim como dos feitos 
processuais dela originados, estaria colocando pessoas de estatura federativa, 
quais sejam, a União e o Estado de Roraima, em posições temerariamente 
antagônicas. Ressaltou-se que a impugnação da validade jurídica da referida 
Portaria acarretaria uma situação de desconsideração da competência cons-
titucional da União para efetuar os procedimentos de demarcação de áreas 
indígenas (CF, art. 231), bem como lesão ao princípio da homogeneidade 
federativa. Asseverou-se, ainda, que o fato de a ação popular ter sido proposta 
por particulares não descaracterizaria o con\ufb02 ito federativo, tendo em conta 
orientação \ufb01 xada pelo Supremo no sentido de que o litígio federativo entre 
a União e um Estado-membro \ufb01 ca con\ufb01 gurado no caso de ação popular em 
que os autores, pretendendo agir no interesse do último, pleiteiam a anula-
ção de decreto presidencial e, portanto, de ato imputável à União. Por \ufb01 m, 
declarou-se a prejudicialidade dos agravos regimentais interpostos no bojo da 
reclamatória. Vencido o Min. Marco Aurélio, que julgava o pedido improce-
dente, ao fundamento de não se estar diante de hipótese de aplicação do art. 
102, I, f, da CF. Precedentes citados: ACO 359 QO/SP (DJU 11.3.94); Rcl 
424/RJ (DJU de 6.9.96); Rcl 2833/RR (DJU de 5.8.2005). Rcl 3331/RR 
e Rcl 3813/RR, rel. Min. Carlos Britto, 28.6.2006. (Rcl-3331) (Rcl-3813). 
Informativo 433 do STF.
(e) Indenização por Danos Decorrentes de Acidente do Trabalho. Com-
petência?
EMENTA: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA JUDICANTE 
EM RAZÃO DA MATÉRIA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS 
MORAIS E PATRIMONIAIS DECORRENTES DE ACIDENTE DO 
TRABALHO, PROPOSTA PELO EMPREGADO EM FACE DE SEU 
(EX-)EMPREGADOR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABA-
LHO. ART. 114 DA MAGNA CARTA. REDAÇÃO ANTERIOR E POS-
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TERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45/04. EVOLUÇÃO 
DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRO-
CESSOS EM CURSO NA JUSTIÇA COMUM DOS ESTADOS. IMPE-
RATIVO DE POLÍTICA JUDICIÁRIA. Numa primeira interpretação do 
inciso I do art. 109 da Carta de Outubro, o Supremo Tribunal Federal enten-
deu que as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes 
de acidente do trabalho, ainda que movidas pelo empregado contra seu (ex-)
empregador, eram da competência da Justiça comum dos Estados-Membros. 
2. Revisando a matéria, porém, o Plenário concluiu que a Lei Republicana de 
1988 conferiu tal competência à Justiça do Trabalho. Seja porque o art. 114, 
já em sua redação originária, assim deixava transparecer, seja porque aquela 
primeira interpretação do mencionado inciso I do art. 109 estava, em boa 
verdade, in\ufb02 uenciada pela jurisprudência que se \ufb01 rmou na Corte sob a égide 
das Constituições anteriores. 3. Nada obstante, como imperativo de política 
judiciária \u2014 haja vista o signi\ufb01 cativo número de ações que já tramitaram e 
ainda tramitam nas instâncias ordinárias, bem como o relevante interesse 
social em causa \u2014, o Plenário decidiu, por maioria, que o marco temporal 
da competência da Justiça trabalhista é o advento da EC 45/04, emenda que 
explicitou a competência da Justiça Laboral na matéria em apreço. 4. A nova 
orientação alcança os processos em trâmite pela Justiça comum estadual, des-
de que pendentes de julgamento de mérito. É dizer: as ações que tramitam 
perante a Justiça comum dos Estados, com sentença de mérito anterior à 
promulgação da EC 45/04, lá continuam até o trânsito em julgado e corres-
pondente execução. Quanto àquelas cujo mérito ainda não foi apreciado, hão 
de ser remetidas à Justiça do Trabalho, no estado em que se encontram, com 
total aproveitamento dos atos praticados até então. A medida se impõe, em 
razão das características que distinguem
Luiz
Luiz fez um comentário
2010
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Iran
Iran fez um comentário
Hoje é domingo, preciso sair, volto amanhã para aproveitar muito desse precioso trabalho do Passei Direto. TGP é a espinha dorsal da atividade processual. Valeu.
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ELYELSON
ELYELSON fez um comentário
Muito obrigado pela Divina Nobreza da sua parte.
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denys
denys fez um comentário
ótima apostila!
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Carolina
Carolina fez um comentário
mto bom!!!
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