Manual
86 pág.

Manual


DisciplinaIntrodução à Engenharia de Produção1.527 materiais20.812 seguidores
Pré-visualização24 páginas
fim da dissertação, o leitor percebeu que tanto a revisão literária quanto o 
desenvolvimento do texto foram escritos numa linguagem simples acompanhada de diversas 
ilustrações para que qualquer pessoa pudesse facilmente compreender todos os tópicos. Essa 
componente didática foi propositadamente reforçada uma vez que o simulador é uma 
ferramenta interativa dos alunos e profissionais aprenderem, de forma autodidata, como 
acontece o abastecimento às células de produção e a interferência que cada uma das variáveis 
causa ao sistema. 
O desenvolvimento do motor da simulação visual e interativa foi a parte que mais consumiu 
tempo no projeto. O software foi concebido baseado no modelo schedule-execute, criado 
pelos orientadores António Brito e José Barros Bastos, ao qual foi adicionado uma 
componente de animação bastante intuitiva. Depois, o algoritmo passou por uma fase de 
testes, simulando o comportamento das filas nos refeitórios da Universidade do Porto (vide 
anexo D). 
A sua simplicidade, robustez e fácil compreensão permitem que seja utilizado como base de 
várias simulações em JAVA®. Esse fato reduzirá de forma considerável o tempo de 
desenvolvimento de novas simulações interativas pelos iniciantes na programação por 
computador. 
Todo o material está publicado na internet de forma gratuita para que os professores utilizem 
esta ferramenta em sala de aula e despertem interesse nos jovens de criar novos cenários e até 
mesmo em construir os seus próprios simuladores. 
Na perspectiva do desenvolvimento teórico, foi analisada a importância do abastecedor das 
células de produção na eliminação do desperdício dos operários. Estudaram-se os dois 
métodos mais comuns de abastecimento de forma qualitativa e quantitativa para uma 
determinada situação de logística interna. 
Concluiu-se que o modelo com o mizusumashi é mais fácil de ser gerido porque não é 
necessário tomar decisões sobre qual a próxima tarefa a ser executada, nem estabelecer uma 
lista de prioridades das requisições de abastecimento. Ainda mais, pode-se medir o seu atraso 
ou folga observando as horas em que ele passa pelo heijunka box. Com o estabelecimento das 
normas de operação, é possível definir um circuito fixo e otimizado para ser repetido ao longo 
de todo o turno de trabalho. 
Nos resultados do cenário simulado, o mizusumashi apresentou uma redução de 67% da 
distância percorrida sem cargas e eliminação de 42% do tempo gasto no deslocamento face ao 
modelo tradicional. Também conhecido como water-spider, ele abasteceu a mesma 
quantidade de material e ainda descansou 30 minutos por turno a mais que o empilhador. 
Análise e Simulação do Ciclo de Reabastecimento das Células de Produção em Sistemas Just-In-Time 
55 
Visando sofisticar o Pull Simulator, pretende-se adicionar à simulação diferentes métodos de 
trabalho do mizusumashi uma vez que o mesmo varia de indústria para indústria. Além disso, 
deseja-se adicionar mais variáveis às células de produção para saber o comportamento do 
sistema diante de quebras de máquinas, defeitos de qualidade e cansaço do operador. Com 
essas funcionalidades, a aplicação prática do simulador se dará de forma ainda mais realista. 
 
 
Análise e Simulação do Ciclo de Reabastecimento das Células de Produção em Sistemas Just-In-Time 
56 
6 Referências e Bibliografia 
Alvarez, R. d. R. (2001). Takt-Time: Conceitos e Contextualização Dentro do Sistema Toyota 
de Produção. Gestão e Produção. Rio de Janeiro \u2013 RJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro 
(UFRJ). 8: 18. 
 
Bodek, N. (2007). LeanBlog Podcast #32 - Norman Bodek in Japan. 
 
Chase, R. B., F. R. Jacobs, et al. (2006). Administração da Produção e Operações. São Paulo, 
McGraw Hill. 
 
Coimbra, E. (2003). "Introdução à Logística Alternativa." Kaizen Forum 7. 
 
Colin, E. C. (ano desconhecido). "Estudo da Implementação de Kanbans Numa Empresa de 
Autopeças: Dificuldades e Caminhos." Departamento de Engenharia de Produção - Escola 
Politécnica da Universidade de São Paulo. 
 
Danni, T. d. S. (ano desconhecido). Ajuste Dinâmico de Kanbans de um Sistema Produtivo 
JIT através da Simulação Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Florianópolis, 
Universidade Federal de Santa Catarina. 
 
Fernandes, A. R. (2005). Manutenção Produtiva Total:Uma Ferramenta Eficaz na Busca da 
Perda-Zero. Itajubá, Universidade Federal de Itajubá. 
 
Ghinato, P. (1998). "Heuristic Aprocache to Solve The Multifunction Worker Assignment 
Problem in U-Shaped Work-Cell." International Conference on Automation Technology 5. 
 
Ghinato, P. (1999). Autonomia e Multifuncionalidade no Trabalho: Elementos Fundamentais 
na Busca da Competitividade. Série Monográfica Ergonomia: Ergonomia de Processo. L. B. 
d. M. Guimarães. Porto Alegre, PPGEP/UFRGS. 2. 
 
Ghinato, P. (2000). Elementos Fundamentais do Sistema Toyota de Produção. Produção & 
Competitividade: Aplicações e Inovações. A. T. d. A. F. M. C. Souza. Recife, UFPE. 
 
Gross, J. M. and K. R. McInnis (2003). Kanban Made Simple: Demystifying and Applying 
Toyota's Legendary Manufacturing Process. New York, NY American Management 
Association. 
 
Hobbs, D. P. (2004). LEAN Manufacturing Implementation: A Complete Execution Manual 
for Any Size Manufacturer. Boca Raton, Florida J. Ross Publishing. 
Análise e Simulação do Ciclo de Reabastecimento das Células de Produção em Sistemas Just-In-Time 
57 
 
Huq, F., D. A. Hensler, et al. (2001). "A simulation analysis of factors influencing the flow 
time and through-put performance of functional and cellular layouts." Integrated 
Manufacturing Systems 2. 
 
Kumar, C. S. and R. Panneerselvam (2005). "Literature review of JIT-KANBAN system." 
Advanced Manufacturing Technologies. 
 
Lean Enterprise Institute (2005). Lean Lexicon. 
 
Liker, J. K. (2004). The Toyota Way: 14 Management Principles from the World's Greatest 
Manufacturer. Madison, WI, McGraw-Hill. 
 
Miltenburg, J. (2000). "One-piece flow manufacturing on U-shaped production lines: a 
tutorial." IIE Transactions. 
 
Miyake, D. I. (2006). "The Shift from Belt Conveyor Line to Work-cell Based Assembly 
Systems to Cope with Increasing Demand Variation and Fluctuation in The Japanese 
Electronics Industries." CIRJE Discussion Papers. 
 
Namoura, J. and S. Takakuwa (2006). "Optimization of a Number of Container for Assembly 
Lines: The Fixed Course Pickup System." International Journal of Simulation Modeling 5: 11. 
 
Ohno, T. (1997). O Sistema Toyota de Produção: Além da Produção em Larga Escala. Porto 
Alegre, Bookman. 
 
Sato Consultoria de Pessoal. (2008). "Círculo de Controle da Qualidade." Retrieved 23 de 
Janeiro, 2008, from http://www.sato.adm.br/rh/circulos_de_controle_de_qualidad.htm. 
 
Smalley, A. (2006). "Conectando a Montagem aos Processos em Lotes através de Sistemas 
Puxados Básicos." Lean Institute Brasil. 
 
Zagonel, E. (2006). Implantação do Fluxo Unitário de Peças Numa Célula de Usinagem: 
Estudo de Caso por Meio de Simulação. Departamento de Engenharia Mecânica. Curituba, 
Universidade Federal do Paraná. Mestrado. 
 
 
 
 
Análise e Simulação do Ciclo de Reabastecimento das Células de Produção em Sistemas Just-In-Time 
58 
Anexo A - Ficha de Trabalho Padrão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd	\ufffd
\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd ( \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd : \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd
 \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd
\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd\ufffd \ufffdK 
 \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd 1 ' \ufffd\ufffd
 \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd 
 \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd$\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd
 \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd 
 \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd
\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd\ufffd \ufffd
 \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd
 ( \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd 
 \ufffd \ufffd \ufffd
 \ufffd\ufffdK \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd\ufffd I \ufffd \ufffd\ufffd"\ufffd
\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd
 \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd
Análise e Simulação do Ciclo de Reabastecimento das Células de Produção em Sistemas Just-In-Time 
59 
 Anexo B - Gráficos com os Resultados da Simulação 
 
 
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd	\ufffd
\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd1 \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd5 \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd ( \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd \ufffd ( \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd, \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd
 \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd
\ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd\ufffd \ufffd \ufffd \ufffd\ufffd
\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd