Cap_8_Massas_Frentes
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Cap_8_Massas_Frentes


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22/05/2012
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Massas de ar e frentes
Maria Gertrudes Alvarez JUSTI da Silva
Departamento de Meteorologia/UFRJ
justi.meteoro@gmail.com
Unidade V (usamos capítulo do livro do Vianello)
Massas de ar
\ufffd O que é uma massa de ar?
Corpo de ar dentro da atmosfera 
global caracterizado por uma 
grande extensão horizontal 
homogênea ou uniforme.
Massas de ar
\ufffd Homogeneidade em relação a que 
aspectos?
\ufffd Temperatura e conteúdo de vapor d\u2019água.
\ufffd Qual o tamanho de uma massa de ar?
\ufffd Horizontalmente \u2013 centenas ou milhares de 
km2
\ufffd Verticalmente \u2013 milhares de metros
Massas de ar
\ufffd Equivalente na atmosfera das correntes 
oceânicas que são visíveis, pois 
percebemos sua presença porque 
diferenciamos:
\ufffd Movimento
\ufffd Cor
\ufffd Temperatura
\ufffd Material vegetal que carrega
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Massas de ar
\ufffd Massas de ar são invisíveis, percebidas 
através das observações 
meteorológicas, principalmente T e U.
\ufffd Será que não percebemos mesmo sem 
instrumentos? Como?
Massas de ar
\ufffd Fazemos análises das massas de ar 
para determinar: 
\ufffd Condições de tempo dentro delas
\ufffd Direção de seus deslocamentos
\ufffd Mudanças que sofrem durante esses 
deslocamentos.
Massas de ar
\ufffd Como chamamos as \u201csuperfícies\u201d de 
separação entre massas de ar?
\ufffd Superfícies frontais.
\ufffd E a interseção dessas superfícies com o 
solo?
\ufffd Frentes.
Massas de ar, superfícies frontais 
e frentes
Massa de 
ar frio
Massa de ar quente
Superfície frontal
Frentes
Massas de ar
Embora as massas de ar e frentes 
sejam inseparáveis, vamos ver as 
características de cada uma delas e 
depois juntar tudo.
Origem e tipos de massas de ar
\ufffd As massas de ar adquirem suas 
propriedades em contado com as 
superfícies sobre as quais se formam.
\ufffd A temperatura e a umidade, 
características da massa de ar, são 
determinadas pela natureza da 
superfície situada abaixo dela.
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Origem e tipos de massas de ar
\ufffd Essas características demoram para 
serem adquiridas pois o volume das 
massas é grande e é baixa a 
condutividade térmica do ar.
\ufffd Para adquirirem as características, elas 
ficam sobre uma região por tempo 
razoável \u2013 Regiões de origem
Origem e tipos de massas de ar
\ufffd Massas de ar frio provenientes da região 
polar
Massa de ar polar - P
\ufffd Massas de ar quente com origem nas 
latitudes baixas
Massa de ar tropical \u2013 T
\ufffd Pela sua origem existem ainda as massas 
Ártica (A), Antártica (AA) e Equatorial (E)
Origem e tipos de massas de ar
\ufffd Origem sobre os continentes 
(continentais)
secas - c
\ufffd Origem sobre os oceanos 
(marítimas)
úmidas - m
Origem e tipos de massas de ar
\ufffd Quando a massa de ar é mais quente 
do que a superfície sobre a qual ela se 
desloca 
Massa de ar quente - w
\ufffd Quando a massa de ar é mais fria do 
que a superfície sobre a qual ela se 
desloca 
Massa de ar frio - k
Tipos de massas de ar
\ufffd mTw 
\ufffd Marítima, tropical e quente
\ufffd cPk
\ufffd Continental, polar e fria
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Movimento das massas de ar
\ufffd A circulação geral dá origem às massas 
de ar e provoca também seu 
deslocamento 
\ufffd Ar polar \u2013 \u201cbolhas de ar\u201d na direção das 
latitudes médias
\ufffd Ar tropical \u2013 tendência a ir para as 
latitudes mais altas
Movimento das massas de ar
\ufffd Regiões de origem \u2013 condições de 
tempo uniformes
\ufffd Regiões de passagem das massas de ar 
\u2013 tempo varia muito 
\ufffd As características das massas de ar vão 
mudando ao longo do seu deslocamento = 
f (velocidade, tipo de superfície)
cP
cT
mP
mT
Propriedades das massas de ar
As condições de tempo dentro das 
massas de ar em movimento são 
função da temperatura da 
superfície
Importante!!!!
Propriedades das massas de ar
\ufffd Corpo de ar sobre uma superfície fria
Massa de ar quente \u2013 w
\ufffd Tem origem tropical com destino às 
latitudes mais altas, podendo ser: 
\ufffd Ar marítimo quente passando por sobre 
continentes frios.
\ufffd Ar continental quente passando para mar 
com águas frias.
Massa de ar quente \u2013 w
\ufffd Características
\ufffd Superfície vai resfriando o ar por baixo
\ufffd Ausência de movimentos verticais \u2013 estratificação 
do ar
\ufffd Nuvens estratiformes
\ufffd Precipitação, se houver, será de chuviscos
\ufffd Má visibilidade (partículas no ar)
\ufffd Nevoeiro freqüente como resultante do resfriamento 
superficial.
Propriedades das massas de ar
\ufffd Corpo de ar sobre uma superfície quente
Massa de ar frio \u2013 k
\ufffd Tem origem na região polar com destino às 
latitudes mais baixas, podendo ser: 
\ufffd Ar marítimo frio passando por sobre continentes 
mais quentes.
\ufffd Ar continental frio passando para mar com águas 
mais quentes.
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Massa de ar frio \u2013 k
\ufffd Características
\ufffd Presença de convecção e turbulência
\ufffd Nuvens do tipo cumuliformes
\ufffd Precipitação intensa e na forma de 
pancadas
\ufffd Visibilidade boa.
Massas de ar no verão
Massas de ar no inverno
Massas de ar que atingem a 
América do Sul
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Massas de ar que atingem a 
América do Sul
\ufffd Massa Equatorial Continental \u2013 cE
\ufffd Forma-se na região amazônica \u2013 região de 
baixas pressões
\ufffd Movimentos convectivos devido a 
convergência dos alísios
\ufffd Verão estende-se para o sul
\ufffd Inverno retrai-se
Massas de ar que atingem a 
América do Sul
\ufffd Massa Equatorial Marítima \u2013 mE
\ufffd Ocorre sobre oceanos Atlântico e Pacífico 
na convergência dos alísios (ZCIT)
\ufffd Desloca-se latitudinalmente durante o ano
\ufffd Verão até 80S
\ufffd Inverno do hemisfério sul \u2013 retorna ao 
hemisfério norte
Massas de ar que atingem a 
América do Sul
\ufffd Massa Tropical Continental \u2013 cT
\ufffd Associada à Baixa do Chaco
\ufffd Resultante do grande aquecimento no 
verão
\ufffd Massa de ar quente e seca, instável com 
atividade convectiva intensa até 3.000 m
\ufffd Precipitação fraca, céu pouco nublado o 
que favorece ainda mais o aquecimento 
diurno e resfriamento noturno
Massas de ar que atingem a 
América do Sul
\ufffd Massa Tropical Marítima \u2013 mT
\ufffd Forma-se sobre oceanos Atlântico e Pacífico
\ufffd Associada aos anticiclones do Atlântico Sul e do Pacífico Sul
\ufffd Ar subsidente quente e seco que se superpõe ao ar úmido e menos 
aquecido => camada de inversão entre 500 e 1500 m
\ufffd Duas camadas
\ufffd Inferior \u2013 fria e úmida
\ufffd Superior \u2013 quente seca
\ufffd Nuvens cúmulos de pouca extensão
\ufffd Poucas chuvas associadas a orografia e no litoral
\ufffd No inverno com o deslocamento do anticiclone do Atlântico Sul 
para o continente, esta massa passa a ser uma massa subsidente 
continental (CS), incapaz de provocar sequer a formação de 
nuvens \u2013 céu claro, sem nuvens, sem chuva \u2013 estação seca.
\ufffd mT do Pacífico \u2013 no verão transborda por cima da Cordilheira dos 
Andes e se associa a cT, alimentando a depressão do Chaco.
Importante !!
Massas de ar que atingem a 
América do Sul
\ufffd Massa Polar Marítima \u2013 mP
\ufffd Associada aos anticiclones migratórios
\ufffd Inicialmente é estável
\ufffd Ao se deslocar desaparece a inversão e 
torna-se instável
\ufffd Mais intensas no inverno, deslocando-se 
sobre os continentes nesta estação, 
atingindo as baixas latitudes
Frentes
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Frentes
Verão
Inverno
Frentes
\ufffd No interior das massas de ar as propriedades 
são uniformes
\ufffd Encontro de duas massas de ar em 
movimento com diferentes características => 
bruscas variações nas condições de tempo (T, 
U, P, V, etc.)
Linhas de descontinuidade =
Superfícies Frontais 
Frentes
Frentes
Deslocamento
Ar frioAr quente
Superfície frontal
Frente
Deslocamento
Ar frio Ar quente
Superfície frontal
Frente
Frentes
\ufffd Características gerais
\ufffd Ar frio entra como uma cunha embaixo do 
ar quente
\ufffd Inclinação ou rampa \u2013 1:100 a 1:500
\ufffd Superfície frontal \u2013 não é uma superfície 
propriamente e sim uma extensão de 
centenas ou milhares de metros = 
f (contrastes) 
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Frentes
\ufffd Temperatura
\ufffd As variações são grandes ao atravessarmos 
a frente
\ufffd Se os contrastes térmicos são grandes nas 
massas de ar => mudanças de 
temperatura e do tempo são bruscas
\ufffd Inversão na superfície de transição 
Frentes
\ufffd Pressão
\ufffd Isóbaras formam um gancho ao cruzarem 
a frente, se curvam na direção das baixas 
pressões
\ufffd As frentes se situam em um cavado de 
baixa pressão 
Frentes
\ufffd Vento
\ufffd Faz um giro, passando de NE, NW, SW e 
depois SE