WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-013
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WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-013


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Questões
	
	Fonte: CRETELLA JUNIOR, J. e CRETELLA NETO, J. - 1.000 Perguntas e Respostas Sobre Teoria Geral do Estado \u2013 Editora Forense Jurídica (Grupo GEN).
	
	CAPÍTULO 10 - A DIMENSÃO INTERNACIONAL DO ESTADO
	
	01) Por que deve o Estado aceitar restrições a seus direitos fundamentais? 
R.: As restrições aos direitos fundamentais dos Estados são impostas em nome do interesse da comunidade internacional, ou de alguns de seus membros, não podendo o Estado negar-se a acatá-las, sob pena de sofrer sanções.
02) Qual a origem das restrições?
R.: As restrições podem ter origem: a) numa convenção internacional (ex.: neutralidade permanente); b) no costume internacional.
03) O que é o regime das capitulações?
R.: Por regime das capitulações (de capitulum = cláusula, que deu origem a capitulare = celebrar um tratado) designa-se o costume adotado pelas nações de que o estrangeiro seja julgado segundo suas leis nacionais, pelos cônsules de seu país no país onde praticou o delito. Designa, também, as convenções mediante as quais os Estados concedem vantagens fiscais e comerciais aos estrangeiros.
04) Em que época foi utilizado o regime das capitulações?
R.: O regime das capitulações foi utilizado desde 1535 (celebração de um tratado entre a França, representada por Jean de la Forest e a Turquia otomana, pelo sultão Süleiman II, o Magnífico) até 1923, na Turquia, quando foi assinado o Tratado de Paz de Lausanne (que concedeu à Turquia o direito de remilitarizar a região dos estreitos do Bósforo e de Marmara, após a guerra greco-turca de 1920 - 1922), passando esse país a ser governado por Mustafá Kemal (posteriormente alcunhado Atatürk, o pai dos turcos), que aboliu o califado e redirecionou o país para o Ocidente.
05) Citar algumas das restrições aos direitos fundamentais dos Estados, além da imunidade de jurisdição.
R.: Servidão, garantias internacionais, condomínio, concessão, arrendamento de território, neutralidade permanente, neutralização, intervenção.
06) Quais os sentidos em que pode ser entendida a servidão?
R.: As espécies de servidão podem ser entendidas em sentido restrito e em sentido lato.
07) O que se entende por servidão em sentido lato e servidão em sentido estrito ?
R.: Em sentido restrito, designa os casos em que um ou mais Estados estrangeiros exercem competência sobre o território nacional; em sentido lato, designa além da servidão em sentido restrito, também os casos em que determinado Estado se compromete a não exercer sua competência no próprio território, em favor de um ou mais Estados estrangeiros.
08) Qual a origem do termo "servidão", em Direito Internacional?
R.: A origem do vocábulo, em Direito Internacional, data de 1281, e consta do tratado firmado entre John de Liechtenstein e a cidade alemã de Speyer (Espira), pelo qual o primeiro autorizava os magistrados daquela cidade a adentrarem seu castelo portando armas.
09) Quais as espécies de servidão?
R.: A servidão pode ser positiva (in faciendo) ou negativa (in non faciendo). No primeiro caso, um Estado permite a um ou mais Estados estrangeiros que exerçam suas competências no território nacional; no segundo, designa a vedação a que um Estado exerça sua competência no próprio território nacional.
10) Existe em Direito Internacional a servidão natural de passagem, do Direito Civil interno?
R.: Não. No Direito Internacional, a servidão deve ter por base um tratado. Inexiste servidão instituída pelo costume internacional.
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Perguntas & Respostas/WLAJ/DP
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