TELECOMUNICAÇÕES
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A. Após um tempo denominado time-out, a estação A envia uma requisição de resposta (ENQ), fazendo com que a estação B retransmita o último reconhecimento enviado, após o que a situação se normaliza.
Figura 13 - Perda do Reconhecimento.
	Na próxima seqüência mostrada a estação A enviou o bloco 2, que não foi interpretado pela estação B (a estação B não conseguiu interpretar o ETX por exemplo). Logo, a estação B não envia o reconhecimento aguardado pela estação A. Novamente a estação A, após TIME-OUT, envia uma requisição de resposta, fazendo com que B retransmita o último reconhecimento enviado. Neste caso, a estação A receberá dois ACKs 1 seguidamente, caracterizando uma falha no bloco 2.
Figura 14 - Perda de Bloco.
3.10. SEQÜÊNCIAS QUE CARACTERIZAM FALHA NA ESTAÇÃO
	Abaixo ilustramos duas seqüências que caracterizam uma falha da estação B.
Figura 15 - Estação não Aceita dados.
Figura 16 - Estação B Não Responde.
3.11. SEQÜÊNCIA DE POLLING
	Em uma linha multiponto a estação de controle envia uma mensagem de polling para uma estação secundária em particular, autorizando a mesma a transmitir. A mensagem de polling tem o formato mostrado na figura abaixo.
Figura 17 - Seqüência de Transmissão de um Polling.
	Nesta seqüência os caracteres CC representam o endereço da estação para a qual o polling está sendo enviado. Se a estação CC tem algo a transmitir ela envia a sua mensagem, conforme descrito anteriormente. Se não, ela envia uma mensagem de EOT.
3.12. SEQÜÊNCIA DE SELEÇÃO
	Em uma linha multiponto, quando a estação primária deseja transmitir uma mensagem para uma estação secundária, ela deve inicialmente enviar uma mensagem de seleção para esta estação, indagando se a mesma está apta a receber a mensagem (esta mensagem é idêntica à mensagem de ENQ na situação ponto-a-ponto analisada anteriormente, acrescentando-se o EOT inicial e os caracteres de endereçamento).
	O formato da mensagem de seleção é idêntico à mensagem de polling mostrada acima, diferenciando-se desta apenas pelo endereço da estação. Assim, cada estação tem um endereço de polling e um endereço de seleção. Neste texto, para diferenciar as duas mensagens, usaremos endereço em letra maiúscula para polling e letra minúscula para seleção. A figura a seguir ilustra esta mensagem.
Figura 18 - Seqüência de Seleção.
	Para finalizar este capítulo ilustramos, a figura abaixo, uma seqüência de transmissão em uma Rede Multiponto com 3 estações secundárias.
Figura 19
4. BIBLIOGRAFIA
1) MARTIN, James - Data Communication Technology - Prentice Hall, Englewood Cliffs, New 	Jersey, 1988.
2) NUSSBAUMER, Henri - Computer Communication Systems, Vol.1: Data Circuits, Error 	Detection, Data Links - John Wiley & Sons, New York, 1990.
3) BLACK, Uyless D. - Data Networks, Concepts, Theory, and Pratice - Prentice-Hall, Englewood 	cliffs, New Jersey, 1989.
4) BRITO, José Marcos Câmara - Apostila do Curso de Teleprocessamento - CEDETEC/INATEL.
5) SILVEIRA, Jorge Luis da - Comunicação de Dados e Sistemas de Teleprocessamento - 	Makron Books & Embratel, Rio de Janeiro, 1991.
CAPÍTULO XV - PROTOCOLOS ORIENTADOS A BIT
1. INTRODUÇÃO
	Existem dois protocolos que são largamente utilizados hoje em dia. Um deles é definido pela ISO, e chamado HIGH-LEVEL DATA LINK CONTROL (HDLC), e o outro foi especificado pela IBM sendo chamado de SYNCHRONOUS DATA LINK CONTROL (SDLC).
HDLC
	Pode ser usado em linhas ponto-a-ponto ou multiponto. Em geral, uma estação assume o STATUS de estação primária. Esta estação controla e supervisiona o fluxo de dados no LINK. Todas as outras estações do LINK são chamadas de estação secundária, e respondem aos comandos da estação primária. Somente a estação primária pode gerar comandos; enquanto as estações secundárias geram respostas.
	A figura 15.1 ilustra várias configurações de estações primária/secundária.
	O protocolo HDLC é um protocolo orientado a BIT; ou seja, as transmissões são baseadas em dados binários puros (e não caracteres).
2. ESTRUTURA DA MENSAGEM
	A mensagem transmitida entre duas estações, seguindo o protocolo HDLC, obedece à seguinte estrutura.
	A esta estrutura denominamos, normalmente, quadro. Um quadro não necessariamente tem de possuir o campo de informação, podendo ser constituído apenas dos campos de FLAG-ENDEREÇO-CONTROLE-FCS e FLAG.
	Vamos agora resumir a função de cada campo que compõe um quadro.
CAMPO DE FLAG (F): Nos sistemas de transmissão orientados a caracter tínhamos caracteres de controle, que podiam identificar, por exemplo, o início de um cabeçalho (SOH), o início de um texto (STX), o fim de um texto (ETX), e assim por diante. Quando usamos um protocolo orientado a BIT, não temos caracteres separados, e devemos criar uma forma de identificar o início e o término da mensagem. Para isto utilizamos o campo de FLAG, que é um padrão único de BITS (01111110). Este campo além de indicar o início e o término da mensagem, é também utilizado como padrão de sincronismo de quadro.
	Neste ponto aparece um problema. Como o padrão 01111110 identifica o início e o fim da mensagem, imagine o que acontecerá se aparecer este padrão dentro da mensagem. O receptor, neste caso, detectaria um fim de mensagem falso, e perderia os dados. Para contornarmos este problema devemos garantir que este padrão não seja transmitido como parte integrante da informação, mas como fazê-lo? Uma maneira de viabilizar esta idéia é utilizarmos a técnica conhecida como inserção de zero. Nesta técnica o transmissor \u201colha\u201d para os dados, que estão entre os FLAGS, e, sempre que detectar a presença de cinco 1s seguidos, insere um zero após o quinto 1 (por exemplo, as seqüências 111111 e 10111111 seriam transmitidas como 1011111 e 10011111 respectivamente). Obviamente, para recuperar a mensagem original, o receptor deve efetuar a operação inversa.
CAMPO DE ENDEREÇO (A): Este campo contém 8 BITS, e é utilizado para identificar a estação secundária que está envolvida na transferência dos dados.
CAMPO DE CONTROLE (C): O campo de controle é, normalmente, um campo de 8 BITS (podendo, em algumas implementações, assumir 16 BITS). Este campo possui o formato mostrado na figura a seguir.
Figura 15.1
onde,
	N(S) Número de seqüência da mensagem enviada pela transmissão.
	N(R) Número de seqüência da mensagem recebida pela transmissão.
	S BIT com função de supervisão.
	M 	BIT com função de gerenciamento (modifier BIT).
	p/F 	BIT de POLL/FINAL.
QUADROS DE INFORMAÇÃO: O quadro de informação (QUADRO 1) é o único que pode ser utilizado para transferência de informação. Neste tipo de quadro os BITS do campo de controle possuem as seguintes funções:
	- N(S) e N(R) são contadores que identificam o número da mensagem enviada. Esses contadores são incrementados cada vez que um quadro de informação é transmitido (N(s) incrementado) o recebido (N(R) é incrementado).
	Cada estação secundária mantém seu contador N(S)/N(R) em relação às mensagens enviadas para e recebidas da estação primária. A estação primária, contudo, mantém um contador N(S)/N(R) separado, para cada estação secundária da linha.
	A função de N(R) é indicar à outra estação qual o número do quadro de informação que está sendo esperado. Assim, N(R) funciona como um 	reconhecimento, indicando que todos os quadros com numeração até N(R) - 1 foram recebidos corretamente.
	- BIT p/F: Este BIT é usado pela estação primária como um POLL (quando colocado na condição 1), para solicitar uma resposta da estação secundária. A resposta pode ser um único quadro ou se constituir de vários quadros, com um número máximo de 7 a 127, dependendo do campo de controle ter 8 ou 16 BITS.
	As estações secundárias geralmente usam o BIT p/F como um BIT de final (quando colocado em 1), para indicar o último quadro de uma seqüência de quadros.
QUADROS DE COMANDO E RESPOSTA
	Quadros de comando e resposta são usados para controlar o fluxo de dados na rede. Comandos só podem ser gerados pela estação primária, enquanto a estação