TELECOMUNICAÇÕES
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de cabos de pares) em sistemas telefônicos, em Redes Locais de Computadores e em Sistemas de TV a Cabo.
	Em Redes Locais de Computadores os cabos coaxiais são utilizados em redes em banda básica (cabos de 50 ohms), em que o sinal digital são enviados diretamente ao meio de transmissão com taxas típicas de transmissão de 10 MBPS, e em redes em banda larga (cabos de 75 ohms), onde o sinal é transportado através de uma portadora. Nos sistemas em banda larga taxas de transmissão de 5 MBPS para cada canal de 6 Mhz podem ser conseguidos [3]. 	
	Outras vantagens do cabo coaxial são a sua excelente isolação a ruídos externos e diafonia e, também, o fato de suas características elétricas serem menos dependentes da freqüência, especialmente se comparado a pares trançados.
4. FIBRA ÓPTICA
	A natureza dielétrica das fibras ópticas tornam-as uma alternativa interessante para meios de transmissão. Uma fibra óptica é um guia de onda dielétrico que opera com sinais de freqüências muitíssimo elevadas (frequências ópticas).
	A fibra é composta de um núcleo dielétrico com índice de refração n1 envolto por uma casca dielétrica com índice de refração n2 ligeiramente inferior a n1. Como o material que compõe a casca tem um índice de refração inferior àquele utilizado no núcleo, a teoria eletromagnética prova que podemos confinar o sinal dentro do núcleo.
	O material normalmente empregado para construção da fibra é a sílica. No entanto, têm-se desenvolvido fibras que utilizam materiais plásticos, principalmente na casca. Estas fibras vêm sendo utilizadas em alguns sistemas locais em que o comprimento do enlace não é significativo, uma vez que elas apresentam perdas bastante superiores às fibras de sílica.
	Como mostrado na figura abaixo, a variação na composição do material que compõe o núcleo dá origem a dois tipos de fibra, conhecidas como fibra com índice degrau e fibra com índice gradual. No primeiro caso o índice de refração sofre uma mudança abrupta na interface núcleo/casca, tendo um valor único dentro do núcleo. Na fibra com índice gradual o índice de refração do núcleo varia como uma função da distância radial com relação ao centro da fibra. Neste caso, não há mudança abrupta do índice de refração no limite núcleo/casca. Ainda, podemos dividir a fibra em fibras monomodo, em que há um único modo de propagação e fibras multimodo, em que temos vários modos de propagação.[4]
Figura 5
	A fibra óptica vem sendo cada vez mais utilizada tanto em sistemas de comunicações a longa distância quanto em sistemas de Redes Locais de Computadores. Esta utilização crescente se deve a uma série de vantagens apresentadas pela fibra, tais como: grande largura de faixa, pequenas atenuações e imunidade a interferências.
	Em sistemas de Redes Locais tem havido uma tendência de se utilizar fibras multimodo com índice gradual com diâmetro do núcleo de 65 mm e diâmetro da casca de 125 mm. Este tipo de fibra apresenta uma atenuação típica de 4,5 dB/Km na janela de 850 nm (que é mais utilizada nos sistemas com taxas inferiores a 100 MBPS). A banda passante disponível nesta mesma janela é de 160 MHz.Km.[5]
	Já em sistemas de longa distância a tendência tem sido a utilização de fibras monomodo, que possuem atenuação menor (valores típicos são menores que 1 dB/Km) e largura de faixa maior (podendo chegar a várias dezenas de GHz.Km). Por estas razões este tipo de fibra permite transmissões e taxas significativamente elevadas em enlaces com comprimentos razoáveis. Por exemplo, sistemas considerados de 4a geração possibilitam taxas acima de 1,6 Gbits/s em distâncias superiores a 40 Km.[5]
5. SISTEMAS RÁDIO
	Nos itens anteriores analisamos os meios de transmissão que estabeleciam uma ligação \u201cfísica\u201d entre o transmissor e o receptor. Passaremos agora a considerar os sistemas rádio, em que a comunicação entre o transmissor e o receptor é efetuada através de uma onda eletromagnética irradiada por uma antena de transmissão e captada por uma antena de recepção.
	O espectro de freqüências é dividido em faixas, como mostrado na tabela abaixo, cada uma com uma característica de propagação. Aqui abordaremos apenas as faixas de UHF e SHF, que são as mais comumente utilizadas nos sistemas de comunicação de dados de interesse.
	FAIXA
	FREQÜÊNCIA
	VLF
	3 a 30 KHz
	LF
	30 a 300 KHz
	MF
	300 KHz a 3 MHz
	HF
	3 a 30 MHz
	VHF
	30 a 300 MHz
	UHF
	300 MHz a 3 GHz
	SHF
	3 a 30 GHz
	EHF
	30 a 300 GHz
		
	O tipo principal de propagação nas faixas de UHF e SHF são as chamadas ondas espaciais, isto é, ondas que chegam à antena receptora diretamente ou através de reflexões no solo ou em outros objetos.
	Os sistemas em UHF e SHF trabalham em visada direta, utilizando antenas diretivas, com distâncias típicas da ordem de 50 Km. A equação básica que rege o comportamento de enlaces nesta faixa é a seguinte:
		Pr = Pt + Gt + Gr - Le - La
onde Le é a atenuação no espaço livre, calculada por Ls = 32.44 + 20 Log d(Km) + 20 Log f(MHz), e La são as atenuações adicionais existentes.
	A utilização de Sistema Rádio Digital tem crescido significativamente nos últimos tempos, havendo diversas capacidades de transmissão disponíveis. Os rádios considerados de baixa capacidade trabalham com taxas entre 64 Kb/s e 2 Mb/s, com modulação FSK, BPSK e QPSK. A principal modulação utilizada nos rádios de média capacidade (34/45 Mb/s) é a QPSK. Já os rádios considerados de alta capacidade, com taxas de transmissão superiores a 100 Mb/s utilizam sistemas de modulação 32QAM, 64QAM e 128QAM.
6. SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO POR SATÉLITE
	A utilização de satélites para comunicação iniciou-se a partir da década de 60. De lá para cá tem havido uma grande evolução do sistema e um grande incremento no uso, com correspondente decremento do custo por canal transmitido.
	Os sistemas de comunicações por satélite apresentam uma série de vantagens, tais como:
	- Facilidade para alcançar regiões remotas.
	- Grande facilidade para transmissões em broadcasting.
	- Flexibilidade para expansão do sistema (est.terrenas).
	- Alta capacidade de transmissão.
	- Alta qualidade de transmissão, com alta confiabilidade.
	- Custo independente da distância entre as estações.
	- Capacidade de operação em múltiplo acesso.
	Para telecomunicações o tipo de comunicação mais importante é aquele em que se utiliza um satélite geoestacionário. Este tipo de satélite fica em uma órbita cuja altura em relação a terra é da ordem de 35.768 Km e, para um observador colocado na terra, parece estar parado. Ou seja, o satélite permanecerá sempre sobre o mesmo ponto da terra.
	A banda de freqüência mais utilizada hoje para este tipo de comunicação é chamada banda G, que vai de 4 a 8 GHz. No entanto, sistemas utilizando banda Ku (12 - 18 GHz) tem sido cada vez mais utilizados. Uma das (poucas) desvantagens da banda Ku frente a banda C é a maior atenuação por chuva sofrida pelo sinal na faixa de freqüência de 12 - 18 GHz.
7. BIBLIOGRAFIA
1) GIOZZA, William Ferreira et ali. Redes Locais de Computadores, Tecnologia e Aplicações. 	McGraw-Hill do Brasil. São Paulo, 1986.
2) BLACK, Ulysses. Data Networks, Concepts, Theory and Practice. Prentice-Hall International 	Inc. Englewood Cliffs, New Jersey, 1989.
3) BARTEE, Thomas C. (Editor-in-Chief). Data Communications, Networks, and Systems. Howard 	W. Sams & Co, Inc. Indianápolis, 1985.
4) KEISER, Gerd E. Local Area Network. McGraw-Hill International Editions. New York, 1989.
5) GIOZA, William F. et ali. Fibras Ópticas - Tecnologia e Projeto de Sistemas. Makron Books. 	São Paulo, 1991.
CAPÍTULO VI - TIPOS DE LINHAS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS
1. LINHA PONTO-A-PONTO
	A linha ponto a ponto, mostrada na figura 6.1, é um componente fundamental no estudo de Redes de Comunicação. Uma linha de comunicação ponto a ponto é uma linha utilizada para conectar dois terminais entre si. O tamanho da linha pode variar de alguns metros a vários quilômetros, dependendo da localização dos terminais. A linha pode, ainda, ser simplex, half-duplex ou