Apostila Dir Adm e Constit - Univ. Estacio
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Apostila Dir Adm e Constit - Univ. Estacio


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APOSENTADORIA. 
 
 Como já foi aduzido anteriormente, o art. 40, § 1º da CR trata da aposentadoria do 
servidor público, qual seja, o direito à inatividade remunerada, em razão do tempo de 
serviço ou, eventualmente, em virtude de incapacidade fática para o exercício do 
cargo. 
 
 Art. 40, § 1º. 
 I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de 
contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional 
ou doença grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)34 
 II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos 
proporcionais ao tempo de contribuição; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
 III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de 
efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará 
a aposentadoria, observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
 a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e 
cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
 b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se 
mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) 
 
 
 No caso específico da aposentadoria proporcional, o § 3º do art. 40, de acordo com o 
art. 8º da EC 20/98 previu regra de transição, no entanto, a EC 41/03 revogou tal 
artigo e, conseqüentemente, as regras de transição, de modo que hoje, prevalece a 
redação do art. 40, § 3º. 
 
 REGIME DISCIPLINAR 
 
 O regime disciplinar é traçado pelas administrações federal, estadual ou municipal, de 
forma individualizada, e não vinculada. No caso da União, a matéria está disciplinada 
no título IV da Lei 5112/90 e é dividida da seguinte forma: 
 
34 Ver art. 186, § 1º, da Lei 8112/90. 
 
CURSO DE DIREITO 
DISCIPLINA: CONCURSO T.R.E./2005 
 
Universidade Estácio de Sá Marcelo Carneiro 
Campus Resende - Direito Professor 
 
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 Capítulo I - Dos Deveres \u2013 Art. 116; 
 Capítulo II - Das Proibições \u2013 Art. 117; 
 Capítulo III \u2013 Da Acumulação \u2013 Art. 118 a 120; 
 Capítulo IV \u2013 Das Responsabilidades \u2013 Art. 121 a 126; 
 Capítulo V \u2013 Das Penalidades \u2013 Art. 127 a 142. 
 
 
 RESPONSABILIDADE DO SERVIDOR 
 
 Responsabilidade Administrativa: Decorre dos ilícitos administrativos previstos em lei. O 
servidor, de todo modo, possui direito inalienável a ampla defesa, porém, apurada a 
sua culpa, sujeitar-se-á às sanções previstas. 
 
 Responsabilidade Civil: É aquela responsabilidade dita de ordem patrimonial. Enseja 
reparação do dano causado, obrigação essa, que se estende aos seus sucessores. Caso 
não seja reparado o dano na via administrativa, poderá a administração se valer da via 
judicial. 
 
 Responsabilidade Penal: Independentemente das demais sanções administrativas e 
cíveis, está o servidor sujeito à sanção penal, sempre que a conduta ilícita seja prevista 
como crime na legislação penal, e, nesse caso, será apurada pelo judiciário.35 
 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
 A União disciplina seu processo administrativo no Título IV, que compreende os Artigos 
143 a 182. 
 O processo em si, como ato administrativo possui um conceito mais amplo e envolve 
uma série de procedimentos. No caso em estudo, trata-se do processo administrativo 
do servidor em razão de desvio em sua atuação, envolvendo três fases distintas: 
Instauração, Instrução e Julgamento. 
 Uma vez julgado, o resultado pode ser a absolvição ou condenação. No segundo caso, 
o servidor tem direito de requerer a reconsideração, bem como, ingressar com os 
recursos previstos em lei. 
 
35 Ver art. 126, da Lei 8112/90.