Apostila - Equipamentos Estã¡Ticos - Petrobras - Cópia
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o que
prejudica a troca de calor e também aumenta a
queda de pressão do fluido.
O permutador de calor que durante a ope-
ração tem sua eficiência reduzida deve ser lim-
po durante a parada da unidade seja limpo e
inspecionado, desde que não tenha flexibili-
dade de parar durante a campanha.
Entre os vários processos de limpeza do
permutador de calor, podem ser citados os se-
guintes:
a) Limpeza por água em contra-corrente
É utilizada em condensadores e resfriado-
res que utilizam água salgada não tratada como
fluido refrigerante. O processo consiste em
inverter o fluxo d\u2019água nos tubos, com o equi-
pamento em operação, possibilitando a remo-
ção dos detritos frouxamente agregados aos
tubos, através de dreno apropriado.
b) Limpeza por vapor
Para limpeza por este processo, o permu-
tador de calor é retirado de operação, embora
não precise ser desmontado. Passa-se vapor
pelo casco e pelos tubos, de forma a entrar por
um respirador e carregar a sujeira por um dre-
no. Este método é eficiente para remover ca-
madas de graxa ou depósitos agregados frou-
xamente nos tubos e no casco do permutador
(\u201cSteam out\u201d).
c) Limpeza química
O processo de limpeza química consiste
na circulação, em circuito fechado, no lado dos
tubos e no lado do casco, de uma solução áci-
da adicionada de um inibidor de corrosão. A
solução desagrega os resíduos, o que permite
a remoção dos mesmos, e o inibidor impede o
ataque do metal pela solução. Após a limpe-
za, é feita a neutralização mediante tratamento
com uma solução alcalina fraca, seguido de
abundante circulação de água. Evidentemen-
te, o permutador de calor, não precisa ser des-
montado.
d) Limpeza mecânica
Neste caso, o permutador precisa ser des-
montado. O pessoal de manutenção retira a
tampa do carretel, a tampa do casco e a tam-
pa flutuante. Camadas de graxa, lama e sedi-
mentos frouxos podem ser removidos dos
tubos por meio de arames, escovas ou jatos
d\u2019água. Se os sedimentos internamente aos
tubos estão muito agregados, entupindo-os,
então são usadas máquinas perfuratrizes. Es-
tas constam, essencialmente, de um eixo
metálico que, girando dentro dos tubos, ex-
pulsa os detritos.
4.7.2 Testes de Pressão
Após a parada para inspeção e manuten-
ção dos permutadores de calor, há necessida-
de de submetê-los a teste de pressão a fim de
verificar a resistência mecânica das juntas sol-
dadas, da mandrilagem dos tubos e a estan-
queidade dos dispositivos de vedação.
Os testes de pressão são efetuados com
água, porém, quando isto não for possível,
poderá ser feito o teste pneumático.
No teste do casco, poderão, em geral, ser
localizados os seguintes vazamentos:
\u2013 Mandrilagem dos tubos;
\u2013 Junta entre casco e espelho fixo;
\u2013 Tubos;
\u2013 Casco e suas conexões.
O teste do feixe de tubos permite, geral-
mente, localizar vazamentos nos seguintes
pontos:
\u2013 Junta da tampa do carretel;
\u2013 Junta entre carretel e espelho fixo;
\u2013 Junta da tampa flutuante;
\u2013 Carretel, sua tampa e conexões;
\u2013 Tampa flutuante.
Nas figuras 4.19 a, b e c e 4.20 a e b, são
apresentados os testes efetuados em permu-
tadores de tampa flutuantes e de tubos em
\u201cU\u201d.
Equipamentos Estáticos
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Figura 4.19 \u2013 a) Teste do Casco ou 1\u201d teste.
Figura 4.19 b) Teste do Feixe Tubular ou 2\u201d teste.
Figura 4.19 \u2013 c) Teste da Tampa do Casco Boleado ou 3\u201d teste.
Figura 4.19 \u2013 Teste do Permutador de Tampa Flutuante.
Figura 4.20 \u2013 b) Teste do Feixe Tubular ou 2\u201d teste.
Figura 4.20 \u2013 Teste do Permutador de Tubos em \u201cU\u201d.
Figura 4.20 \u2013 a) Teste do Casco ou 1\u201d teste
Figura 4.21
01. Carretel;
02. Tubos em \u201cU\u201d;
03. Flange de Cabeça Fixa;
04. Tampa do Carretel;
05. Bocal;
06. Espelho Fixo;
07. Tubo;
08. Casco;
09. Tampa do Casco;
10. Flange do Casco;
11. Tirante;
12. Bocal do Casco;
13. Flange da Tampa do Casco;
14. Espelho Flutuante;
15. Tampa do Flutuante;
16. Flange do Flutuante;
17. Anel Bipartido do Flutuante;
18. Conexão para Suspiro (vent);
19. Conexão para Dreno;
20. Conexão para Instrumento;
21. Berço de Apoio;
22. Alça para Suspensão;
23. Colarinho de Reforço;
24. Pescoço do Bocal;
25. Chicana Transversal;
26. Chicana Longitudinal;
27. Defletor.
Figura 4.22
Figura 4.23
25
5
3 26
12 21
7
11
8 11
28 10
18 19
16
22
14
9
15
17
1910
13122126
28
21
21
29
10
6
2452026
1
3
4
27
23
21
257729
6
11 15
20 1
26 21 12523
3
22
4
23 8 23
27
26
23
5 20 6
2
191178
192121231221
10
24
4. 8 Componentes dos Trocadores
4.8.1 Componentes
Os números que seguem correspondem
aos colocados nos círculos, das figuras 4.21,
4.22 e 4.23.
Casco pressurizado
Tubos pressurizados
Casco pressurizado
Casco pressurizado
Tubos pressurizados
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Equipamentos Estáticos
5Tanques
5.1 Finalidade
Os tanques têm fundamental importância
para o processamento de petróleo. Neles são
estocadas as cargas para as unidades de pro-
cesso e seus derivados. São utilizados também
para estocar insumos para o processamento
(óleo combustível, amônia, metanol, etc.).
5.2 Classificação quanto à função
5.2.1 Tanques de Armazenamento
Destinados ao estoque de produtos de
alimentação, produtos derivados e insumos à
pressão atmosférica.
5. 2.2 Tanques de Resíduo
Produtos fora de especificação ou pro-
venientes de operações indevidas são envia-
dos para estes tanques, onde aguardam o re-
processamento.
5.2.3 Tanques de Mistura
Usados para obtenção de misturas de
produtos, ou produtos e aditivos.
Exemplo:
\u2013 Tanques de gasolina;
\u2013 Tanques de soluções cáusticas.
5.3 Classificação quanto ao tipo de teto
Quanto ao tipo de teto, os tanques são clas-
sificados em:
\u2013 Tanque de teto fixo, e
\u2013 Tanque de teto flutuante.
5.3.1 Tanques de Teto Fixo
Normalmente, possuem uma estrutura de
sustentação do teto que varia em função do
tamanho do mesmo.
O tipo de teto fixo mais utilizado em refi-
narias de petróleo é o de teto cônico (em for-
ma de um cone voltado para cima com o vérti-
ce no centro) (Figura 5.1).
São utilizados somente para os derivados
de petróleo mais pesados (asfalto, gasóleo, óleo
diesel, etc.) e para produtos químicos (soda
cáustica, amônia, etc.).
Figura 5.1 \u2013 Tanque de teto fixo.
1. Aquecedor Tipo Radiador
2. Suspiro
5. 3.2 Tanques de Teto Flutuante
Os tanques de teto flutuante são utiliza-
dos para armazenamento de produtos com fra-
ções leves (petróleo, naftas, gasolinas, etc.)
(Figura 5.2). O teto flutuante no produto ar-
mazenado evita a formação de espaço com
vapor.
01. Teto Flutuante;
02. Flutuador;
03. Pé de Apoio do Teto;
04. Dreno do Teto;
05. Câmara de Vedação;
06. Escada Móvel do Teto;
07. Anel de Reforço do Costado;
08. Agitador;
09. Indicador de Nível (Li);
10. Bóia;
11. Dreno Tipo Sifão;
12. Tubo para Medição
Figura 5.2 \u2013 Tanque de Teto Flutuante.
2
1
M
8
25
7
12
6
4 1
3
10
9
11
Equipamentos Estáticos
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5.4 Acessórios
Os tanques possuem diversos acessórios,
entretanto, serão abordados apenas os princi-
pais, tendo sido os demais reservados para
apostila específica.
5.4.1 Respiração
Alguns tanques pequenos de teto fixo pos-
suem uma conexão com ou sem válvula, no
teto aberta direcionado para atmosfera. Esta
conexão visa evitar a formação de vácuo ou
pressão durante as operações de recebimento
ou envio e apresenta uma tela para evitar a
entrada de chama ocasional.
5.4.2 Válvula de Pressão e Vácuo
Seu uso é obrigatório em tanques de teto
fixo. Tem a função de evitar a formação de
vácuo ou pressão alta durante as operações.
Nestes tanques, o vapor está em equilíbrio com
o líquido. À noite, com a redução da tempera-
tura, há entrada de ar, enquanto, durante o dia,
essa válvula propicia a saída de ar + vapores
devido à elevação da temperatura.
Alguns tanques pequenos de teto