WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-017
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Waldeck Lemos 
Perguntas & Respostas 
 
Disciplina: 
Teoria Geral do Estado 
Folha: 
1 de 2 
 
Perguntas & Respostas/WLAJ/DP 
QUESTÕES 
 
Fonte: CRETELLA JUNIOR, J. e CRETELLA NETO, J. - 1.000 Perguntas e Respostas Sobre Teoria Geral do 
Estado \u2013 Editora Forense Jurídica (Grupo GEN). 
 
CAPÍTULO 10 - A DIMENSÃO INTERNACIONAL DO ESTADO 
 
01) Quando a responsabilidade do Estado é considerada comissiva? 
R.: A responsabilidade do Estado é considerada comissiva quando o ato ilícito internacional resulta de uma ação. 
 
02) Quando a responsabilidade do Estado é considerada omissiva? 
R.: A responsabilidade do Estado é considerada omissiva quando o ato ilícito internacional resulta da falta de 
prática de ato obrigatório perante o Direito Internacional. 
 
03) O que é responsabilidade internacional convencional? 
R.: Responsabilidade internacional convencional é aquela que resulta de ato praticado em violação a tratado 
internacional. 
 
04) O que é responsabilidade internacional delituosa? 
R.: Responsabilidade internacional delituosa é aquela que resulta de ato praticado com violação a norma 
consuetudinária. 
 
05) O que é crime internacional? Citar exemplos. 
R.: Crime internacional (idéia ligada ao ius cogens) é a violação de uma norma de Direito Internacional que 
regulamenta interesses fundamentais da comunidade internacional. Exemplos de crimes internacionais: 
escravidão, genocídio, racismo, crimes de guerra. 
 
06) Qual a diferença entre crime internacional e delito internacional? 
R.: Diferentemente do Direito Penal interno brasileiro, para o qual os vocábulos crime e delito são sinônimos, no 
Direito Internacional são delitos internacionais quaisquer violações a normas ou tratados internacionais que não 
configurem crime internacional. Ex.: apreensão arbitrária de aeronave estrangeira. 
 
07) Qual a natureza da responsabilidade internacional? 
R.: A natureza da responsabilidade internacional é explicada por duas correntes doutrinárias principais: a) a 
subjetiva (ou teoria da culpa); e b) a objetiva (ou teoria do risco). 
 
08) Qual a explicação oferecida pela teoria subjetiva para a responsabilidade internacional? 
R.: Para a teoria subjetiva (introduzida no Direito Internacional por Grotius, a partir de noções já existentes no 
Direito Romano, como oposição à teoria da responsabilidade coletiva germânica, e partindo do pressuposto de que 
o príncipe se identificava completamente com o Estado), a responsabilidade internacional do Estado surge quando 
este viola uma norma internacional com culpa. Ou seja, não é qualquer violação que acarreta a responsabilização 
do Estado, mas aquela que ocorre quando o Estado age com culpa. 
 
09) Quais as críticas formuladas à teoria subjetiva? 
R.: A teoria subjetiva é passível das seguintes críticas: a) a culpa é um elemento psicológico, o que impede que a 
teoria seja aplicada a pessoas jurídicas (exceto por meio de uma ficção); b) o elemento íntimo, psicológico, é de 
difícil comprovação; e c) a teoria não explica a responsabilidade do Estado por atos de funcionários incompetentes 
para sua prática. 
 
10) Qual a explicação oferecida pela teoria objetiva para a natureza da responsabilidade internacional? 
R.: Para a teoria objetiva (introduzida mais recentemente no Direito Internacional por Triepel e Anzilotti), a 
responsabilidade internacional surge sempre que o Estado viola norma internacional, independentemente da 
intenção de fazê-lo. Ou seja, basta ficar comprovada a existência de um nexo de causalidade entre o ato praticado 
e o prejuízo causado para que o Estado seja responsabilizado. 
 
 
 
Waldeck Lemos 
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Teoria Geral do Estado 
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