DJi - Conceito  Concepção  Função Ético-Social e Objeto do Direito Penal ou Criminal
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DJi - Conceito Concepção Função Ético-Social e Objeto do Direito Penal ou Criminal


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- Índice Fundamental do Direito
Legislação - Jurisprudência - Modelos - Questionários - Grades
Direito Criminal ou Direito Penal - Criminal - Penal - Direito Processual Penal - Direito Público
Interno - Cível (is) (Índice suplementar - Use o procurador)
 Disciplinação sistemática dos meios de prevenção, repressão e
punição dos fatos considerados atentatórios à ordem social.
Constitucional
- competência para legislar sobre: Art. 22, I, CF
Conceito de Direito Penal
 É o conjunto de normas que o Estado emprega para prevenir ou
reprimir os fatos que atentem contra a segurança e a ordem social,
definindo as infrações, estabelecendo e limitando as responsabilidades e
relacionando as sanções punitivas correspondentes.
 "É o conjunto de normas que o Estado estabelece, definindo os crimes,
impondo penas e medidas de segurança".
 O Direito Penal também é valorativo, pois, não há nenhuma norma que
não seja valorativa. Portanto, reconhecem valores sociais que são
tratadas nesta mesma norma jurídica.
 As normas especiais que definem os crimes realizam a tutela dos mais
elevados valores sociais. O direito penal é uma ciência cultural. Estuda o
"dever ser".
(Revista Realizada por Suelen Anderson - Acadêmica em Ciências
Jurídicas - 04 de outubro de 2009)
Concepção do Direito Penal
 "O Direito Penal é o segmento do ordenamento jurídico que detém a
função de selecionar os comportamentos humanos mais graves e
perniciosos à coletividade, capazes de colocar em risco valores
fundamentais para a convivência social, e descrevê-Ios como infrações
penais, cominando-Ihes, em conseqüência, as respectivas sanções, além
de estabelecer todas as regras complementares e gerais necessárias à sua
correta e justa aplicação.
 A ciência penal, por sua vez, tem por escopo explicar a razão, a
essência e o alcance das normas jurídicas, de forma sistemática,
estabelecendo critérios objetivos para sua imposição e evitando, com
isso, o arbítrio e o casuísmo que decorreriam da ausência de padrões e
da subjetividade ilimitada na sua aplicação. Mais ainda, busca a justiça
igualitária como meta maior, adequando os dispositivos legais aos
princípios constitucionais sensíveis que os regem, não permitindo a
descrição como infrações penais de condutas inofensivas ou de
manifestações livres a que todos têm direito, mediante rígido controle de
compatibilidade vertical entre a norma incriminadora e princípios como o
da dignidade humana."
Referências
e/ou
Doutrinas
Relacionadas:
Abandono de Cargo
Público
Abandono de
Incapaz
Abandono Material
Ação Penal
Ação Pública
Agravo Criminal
Agravo Penal
Analogia
Aplicação da Lei
Penal
Aplicação da Pena
Apropriação Indébita
Arrependimento
Posterior
Causas de Exclusão
da Antijuridicidade
Causas de Extinção
da Punibilidade
Circunstâncias
Cível (is)
Civil (is)
Classificação dos
Crimes
Código de
Bustamante
Comunicabilidade e
Incomunicabilidade
de Elementares e
Circunstâncias
Conatus
Conceito (s)
Conceitos Legais
Concepção
Capez, Fernando, Curso de Direto Penal, Saraiva, 10ª ed., 2006
(Revista Realizada por Suelen Anderson - Acadêmica em Ciências
Jurídicas - 04 de outubro de 2009)
Função Ético-Social do Direito Penal
 "A missão do Direito Penal é proteger os valores fundamentais para a
subsistência do corpo social, tais como a vida, a saúde, a liberdade, a
propriedade etc., denominados bens jurídicos. Essa proteção é exercida
não apenas pela intimidação coletiva, mais conhecida como prevenção
geral e exercida mediante a difusão do temor aos possíveis infratores do
risco da sanção penal, mas sobretudo pela celebração de compromissos
éticos entre o Estado e o indivíduo, pelos quais se consiga o respeito às
normas, menos por receio de punição e mais pela convicção da sua
necessidade e justiça.
 A natureza do Direito Penal de uma sociedade pode ser aferi da no
momento da apreciação da conduta. Toda ação humana está sujeita a
dois aspectos valorativos diferentes. Pode ser apreciada em face da
lesividade do resultado que provocou (desvalor do resultado) e de
acordo com a reprovabilidade da ação em si mesma (desvalor da ação).
Toda lesão aos bens jurídicos tutelados pelo Direito Penal acarreta um
resultado indesejado, que é valorado negativamente, afinal foi ofendido
um interesse relevante para a coletividade. Isso não significa, porém, que
a ação causadora da ofensa seja, necessariamente, em si mesma sempre
censurável. De fato, não é porque o resultado foi lesivo que a conduta
deva ser acoimada de reprovável, pois devemos lembrar aqui os eventos
danosos derivados de caso fortuito, força maior ou manifestações
absolutamente involuntárias. A reprovação depende não apenas do
desvalor do evento, mas, acima de tudo, do comportamento consciente
ou negligente do seu autor.
 Ao ressaltar a visão puramente pragmática, privilegiadora do resultado,
despreocupada em buscar a justa reprovação da conduta, o Direito Penal
assume o papel de mero difusor do medo e da coerção, deixando de
preservar os valores básicos necessários à coexistência pacífica entre os
integrantes da sociedade política. A visão pretensamente utilitária do
direito rompe os compromissos éticos assumidos com os cidadãos,
tomando-os rivais e acarretando, com isso, ao contrário do que possa
parecer, ineficácia no combate ao crime. Por essa razão, o desvalor
material do resultado só pode ser coibido na medida em que evidenciado
o desvalor da ação. Estabelece-se um compromisso de lealdade entre o
Estado e o cidadão, pelo qual as regras são cumpridas não apenas por
coerção, mas pelo compromisso ético-social que se estabelece, mediante
a vigência de valores como o respeito à vida alheia, à saúde, à liberdade,
à propriedade etc.
 Ao prescrever e castigar qualquer lesão aos deveres ético-sociais, o
Direito Penal acaba por exercer uma função de formação do juízo ético
dos cidadãos, que passam a ter bem delineados quais os valores
essenciais para o convívio do homem em sociedade.
 Desse modo, em um primeiro momento sabe-se que o ordenamento
jurídico tutela o direito à vida, proibindo qualquer lesão a esse direito,
Concurso de Crimes
Concurso de Pessoas
Conduta
Conflito Aparente de
Normas Penais
Incriminadoras
Contagem do Prazo
Contravenções
Penais
Conversões de Penas
Crime
Crime Consumado
Crime Continuado
Crime Impossível
Crime Preterdoloso
Crime Preterdoloso
ou Preterintencional
Crime
Preterintencional
Crimes Contra a
Administração
Pública
Crimes Contra a
Família
Crimes Contra a Fé
Pública
Crimes Contra a
Honra
Crimes Contra a
Incolumidade Pública
Crimes Contra a
Inviolabilidade do
Domicílio
Crimes Contra a
Liberdade Individual
Crimes Contra a
Liberdade Pessoal
Crimes Contra a
Organização do
Trabalho
Crimes Contra a Paz
Pública
Crimes Contra a
Pessoa
Crimes Contra a
Propriedade Imaterial
Crimes Contra a
Propriedade
Intelectual
consubstanciado no dever ético-social "não matar". Quando esse
mandamento é infringido, o Estado tem o dever de acionar prontamente
os seus mecanismos legais para a efetiva imposição da sanção penal à
transgressão no caso concreto, revelando à coletividade o valor que
dedica ao interesse violado. Por outro lado, na medida em que o Estado
se torna vagaroso ou omisso, ou mesmo injusto, dando tratamento díspar
a situações assemelhadas, acaba por incutir na consciência coletiva a
pouca importância que dedica aos valores éticos e sociais, afetando a
crença na justiça penal e propiciando que a sociedade deixe de respeitar
tais valores, pois ele próprio se incumbiu de demonstrar sua pouca ou
nenhuma vontade no acatamento a tais deveres, através de sua
morosidade, ineficiência e omissão.
 Nesse instante, de pouco adianta o recrudescimento e a draconização
de leis penais, porque o indivíduo tenderá sempre ao descumprimento,
adotando postura individualista e canalizando sua força intelectual para
subtrair-se aos mecanismos de coerção. O que era um dever ético
absoluto passa a ser relativo