WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-018
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WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-018


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Questões
	
	Fonte: CRETELLA JUNIOR, J. e CRETELLA NETO, J. - 1.000 Perguntas e Respostas Sobre Teoria Geral do Estado \u2013 Editora Forense Jurídica (Grupo GEN).
	
	CAPÍTULO 10 - A DIMENSÃO INTERNACIONAL DO ESTADO
	
	01) O caso fortuito e a força maior são aceitos como excludentes da responsabilidade internacional?
R.: Sim. A tendência mais recente é considerar tanto o caso fortuito quanto a força maior como excludentes da responsabilidade internacional, especialmente nos casos da exploração nuclear e do espaço cósmico.
02) O que é proteção diplomática?
R.: Proteção diplomática é a defesa, no plano internacional, por parte do Estado, dos direitos de seus nacionais, sempre que ameaçados ou violados por outro Estado.
03) A proteção diplomática é um dever dos Estados?
R.: Não. A proteção diplomática é ato discricionário dos Estados, ou seja, sua concessão depende da conveniência e da oportunidade da medida.
04) A pessoa jurídica é, também, objeto de proteção diplomática?
R.: Sim. A pessoa jurídica pode ser objeto de proteção diplomática, variando apenas os critérios para determinar sua nacionalidade, como o da sede social (mais antigo, e o que costuma ser usado em períodos de guerra) e o do controle acionário (isto é, o da nacionalidade dos acionistas controladores, critério mais moderno).
05) Que teorias explicam a natureza jurídica da proteção diplomática? 
R.: Três teorias explicam a natureza jurídica da proteção diplomática: a) teoria subjetiva: a proteção diplomática seria um direito subjetivo do Estado protetor; b) teoria objetiva: a proteção diplomática obrigaria o autor do ilícito a respeitar as normas de Direito Internacional, ou seja, ela seria um aspecto do exercício da função executiva do Estado no plano internacional; c) teoria mista: a prática do ilícito (de violar o costume internacional de proteção diplomática) atingiria tanto o estado quanto o indivíduo; e d) teoria de Puig: a proteção diplomática seria um recurso jurisdicional embrionário.
06) De que forma os diversos poderes internos do Estado atuam de forma a acarretar responsabilidade internacional?
R.: O Poder Executivo é responsável pela maior parcela da prática dos ilícitos internacionais, ocorridos no próprio território ou fora dele, já que os funcionários que os praticam (sejam ou não competentes para tal) são verdadeiros representantes do Estado que os emprega; também o Poder Legislativo, por seus atos (aprovando leis contrárias às normas internacionais) ou omissões (não revogando legislação interna contrária às normas internacionais, por exemplo), pode implicar na responsabilização internacional do Estado; finalmente, pode o Poder Judiciário praticar ou deixar de praticar ato que acarrete responsabilização internacional do Estado. É o que ocorre nos casos de: a) denegação de justiça; e b) decisão judicial que viola norma de Direito Internacional. Não é o Estado responsabilizado internacionalmente, no entanto, no caso de decisão errônea de tribunal, proferida de boa-fé.
07) O que é denegação de justiça?
R.: Denegação de justiça é conceito que compreende: a) a vedação de acesso do estrangeiro aos tribunais de um Estado (denegação em sentido estrito); b) deficiência do aparelho judiciário estatal; e c) decisão judicial injusta. Nos dois últimos casos, trata-se de denegação em sentido amplo.
08) Ato ou omissão do particular pode acarretar responsabilidade internacional do Estado?
R.: Depende. A responsabilidade do Estado está ligada a sua atuação, ou seja, o Estado somente será responsabilizado internacionalmente por ato de seu particular, caso não cumpra suas obrigações perante a ordem jurídica internacional. A responsabilização não é automática.
09) O Estado é responsabilizado em caso de guerra civil ou de revolta? 
R.: Para a doutrina americana e latino-americana, não é o Estado responsabilizado em caso de guerra civil ou de revolta. Essa posição se explica porque nos países das Américas ocorreu forte imigração, é freqüente a ocorrência de revoltas e guerras civis; para a doutrina européia, o Estado deve ser responsabilizado, em caso de revoltas e guerras civis, já que os países da Europa são de emigração, é rara a ocorrência desses eventos.
10) O que é a cláusula Calvo?
R.: A cláusula Calvo (cujo nome deriva do internacionalista argentino Carlos Calvo, se encontra, atualmente, em desuso) declara que qualquer reclamação do estrangeiro deverá ser resolvida pelos tribunais internos do Estado, ou seja, o estrangeiro renuncia à proteção diplomática de seu Estado nacional. Tem por objetivo evitar reclamações diplomáticas do Estado estrangeiro em nome de seus nacionais.
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Perguntas & Respostas/WLAJ/DP
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