Coletânea - Dir. Administrativo
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Coletânea - Dir. Administrativo


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(que é o estudado pelo direito administrativo, é a autotutela administrativa, é a Administração controlando os seus próprios atos) e o controle externo (parlamentar: com o auxílio do Tribunal de Contas; e jurisdicional). 
Controle Interno:
No estudo do controle interno, encontramos o controle de ofício e o controle provocado. 
O controle de ofício é aquele feito pela própria Adm. pública. O controle de ofício se divide em controle prévio e posterior. 
O controle de ofício prévio não fere a presunção de legalidade e legitimidade do ato, porque é feito pela própria Administração, em função de sua hierarquia. Seria irregular se o controle prévio fosse feito pelo legislativo ou judiciário. 
O controle de ofício prévio é representado, em regra, por aqueles atos chamados de homologação e aprovação (ato administrativo composto). O ato só produzirá efeito se ratificado pela autoridade superior. No ato composto temos 2 agentes fazendo 2 atos. Um é o ato principal, que só entra em vigor quando o ato acessório, de controle,vier dar a sua exeqüibilidade ou eficácia. 
Ex: O ato de dispensa de licitação só produz efeito se aprovado pela autoridade superior. É um controle prévio, porque o ato só pode produzir efeito quando a autoridade superior analisar o que foi feito pelo subalterno e concordar com o que foi feito, através da aprovação ou homologação. É um controle prévio feito pela autoridade hierarquicamente superior àquela que realizou o ato. É um controle que dará a exeqüibilidade, ou eficácia, do ato. É um controle de ofício prévio. 
No controle de ofício posterior temos 2 atos: revogação e anulação. Já fizemos esse estudo, quando discutimos o ato administrativo. O ato está feito, e vem a autoridade superior e o revoga ou o anula, dependendo da situação. Revoga-se por conveniência e oportunidade. Anula-se por ilegalidade. É o controle posterior, porque o ato já está pronto, e está sendo revisto internamente.
Então, o controle interno de ofício ora é prévio (ato composto = homologação, aprovação, referendo, visto) ora posterior (anulação e revogação).
A principal diferença entre homologação e aprovação dos atos que compõem o controle de ofício prévio é quanto à amplitude de atuação desses atos. Há um entendimento de que a homologação apenas controla a legalidade, seria uma análise da legalidade para que o ato passe a produzir efeitos. A aprovação seria uma análise da legalidade e do mérito (conveniência e oportunidade). É algo mais. A autoridade superior hierárquica tem o poder de analisar o mérito, porque é controle interno. 
O controle interno provocado é aquele que vem através do \u201cdireito de petição\u201d aos órgãos públicos (art. 5º, XXXIV, a, CRFB). O cidadão provoca a estrutura administrativa.
O autor Hely Lopes Meirelles trata do tema trazendo duas formas de se provocar o Poder Público (isto antes do direito de petição), que, hoje, o prof entende como espécie do direito de petição: representação administrativa e reclamação administrativa. 
A representação administrativa é uma denúncia de irregularidade,na defesa do interesse publico, geral, para que seja apurada. 
Na reclamação administrativa o cidadão defende interesse próprio. O cidadão tem interesse na questão. Trata-se de um direito de quem está reclamado, em razão do ato do Poder publico estar lhe causando prejuízo. 
Quando estudamos servidor publico vimos as fases do processo administrativo. Basicamente o procedimento é o mesmo: instauração, inquérito e julgamento. Devemos aplicar aqui, também, os princípios do processo administrativo (princípio do informalismo, da oficialidade, etc)
Em matéria de direito de petição a regra é a prescrição qüinqüenal, salvo lei expressa dando um outro prazo. 
Devemos, também, na aula sobre servidor público, aplicar aqui o que estudamos sobre a coisa julgada administrativa, que, como já vimos, não é um termo muito próprio, porque na verdade, a coisa julgada só ocorre no PJ (princípio de jurisdição uma). Podemos admitir, no máximo, a chamada coisa julgada formal, por ter se exaurido a fase administrativa, podendo-se ir a juízo para rediscutir a matéria. 
Controle Externo:
É feito através do controle jurisdicional e parlamentar. 
Quando ao controle jurisdicional, o que é importante saber é até onde o PJ pode ir no controle do ato discricionário. Já vimos tal matéria, elencando,inclusive, as 4 teorias que controlam o ato discricionário em juízo. Este tema já foi esgotado na aula de ato administrativo.
Obs: os remédios constitucionais devem ser estudados em livros de processo civil. 
O Controle parlamentar é feito, significativamente, via Tribunal de Contas. Mas, há controle feito direto pelo Parlamento, pelo PL, sem a atuação do Tribunal de Contas. Ex: quem vai processar o Presidente da República, mediante autorização da Câmara do Deputado, e em relação de responsabilidade administrativa, é o Senado Federal. É o próprio legislativo controlando o executivo através de um processo contra o Presidente da República. 
Hoje, temos também as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), que são meramente informativas e não punitivas. A CPI não pode punir ninguém. A própria Constituição, quando regula a CPI, art. 58, § 3º, nos fala em \u201cpoderes de investigação\u201d e que suas conclusões serão encaminhadas ao MP, pra que se promova a responsabilidade dos infratores. A CPI apenas informa ao MP, que iniciará o processo de punição dos responsáveis. Essa informação é levada através de um relatório conclusivo. 
No controle parlamentar o que chama mais atenção é a atuação do Tribunal de Contas, que, a partir da Constituição /88 passou a ser um órgão independente, mesmo ainda sendo um órgão auxiliar do legislativo (ver. Inc. IV do art. 71, CRFB). O Tribunal de Contas pode realizar por iniciativa próprias inspeções e auditorias. Antes, ele só agia mediante pedido do legislativo. 
O art. 70 da CRFB dá ao Tribunal de Contas uma grande força para controlar o ato administrativo (quanto à legalidade, legitimidade, economicidade...) O CN, com o auxílio do Tribunal de Contas, poderá fazer esse controle. Este art. Dá ao Tribunal de Contas uma amplitude no seu controle, talvez maior, mais nítido, até do que o próprio controle jurisdicional, que enfrenta resistência para controlar a razoabilidade do ato administrativo, o que não ocorre com o controle pelo Tribunal de Contas (PL). Infelizmente os Tribunais de Contas não perceberam a importância disso. Extrapolado o limite do razoável (ex. poste de R$ 8.000,00), o Tribunal de Contas tem força para atuar, sustando o ato. Mas, não se pode afirmar que o Tribunal de Contas possa invadir o mérito do ato administrativo, que é insindicável, é ato político e discricionário do chefe do executivo. 
Qual a força da decisão do Tribunal de Contas?
O Tribunal de Contas não é órgão jurisdicional e sim administrativo, auxilia o legislativo. Então, uma decisão do Tribunal de Contas não é jurisdicional e sim legislativa. Assim, a força das decisões do Tribunal de Contas está no § 3º do art. 71 da CRFB. Se decisão impor o pagamento de um débito ou de uma multa, terá força de um título executivo. 
Quanto ao controle dos contratos administrativos temos uma peculiaridade. O Tribunal de Contas não pode sustar contrato administrativo. Tem que pedir ao legislativo que tome providências quanto ao contrato (§ 1º do art. 71, CRFB), devendo o legislador solicitar ao PE as medidas cabíveis. E se esses ofícios não forem atendidos? O § 2º do art. 71, CRFB diz que o Tribunal decidirá a respeito. Ora, a única coisa que o Tribunal pode fazer é encaminhar um ofício para o MP, para que tome as providências via PJ. Só poderá provocar o MP, federal ou estadual, para que ele tome as providências, a fim de sustar o contrato administrativo que o Tribunal encontrou irregularidades, ignoradas pelo legislativo ou pelo executivo. A constituição tira essa força do Tribunal de Contas. 
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LICITAÇÕES
Conceito de Licitação
A formação do vínculo contratual administrativo entre o Estado e o administrado, entretanto, não se