WL-P & R-51-TGE-10-A Dimensão Internacional do Estado-019
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Waldeck Lemos 
Perguntas & Respostas 
 
Disciplina: 
Teoria Geral do Estado 
Folha: 
1 de 1 
 
Perguntas & Respostas/WLAJ/DP 
QUESTÕES 
 
Fonte: CRETELLA JUNIOR, J. e CRETELLA NETO, J. - 1.000 Perguntas e Respostas Sobre Teoria Geral do 
Estado \u2013 Editora Forense Jurídica (Grupo GEN). 
 
CAPÍTULO 10 - A DIMENSÃO INTERNACIONAL DO ESTADO 
 
01) Por que está a cláusula Calvo, atualmente, em desuso? 
R.: As seguintes razões explicam o emprego cada vez menos freqüente dessa cláusula: a) após a 2ª Guerra 
Mundial, não se tem demonstrado interesse em resolver problemas internacionais considerados de menor 
importância; b) os EUA adotaram uma política de boa vizinhança; c) a organização judiciária interna dos países 
tem melhorado, visando a atender padrões internacionalmente recomendados; e d) os países latino-americanos 
têm apresentado maior estabilidade política e jurídica. 
 
02) O que é abuso de direito? Dar exemplo. 
R.: Abuso de direito é a prática de ato pelo Estado, ao exercer um direito, que provoca dano, acarretando, em 
conseqüência, a responsabilidade internacional. Ex.: expulsão arbitrária de estrangeiro de seu território. No 
entanto, a noção de abuso de direito só recentemente passou a ser aceita no Direito Internacional, inicialmente na 
Convenção do Mar, de 1982. É princípio geral do Direito, cuja existência em Direito Internacional era, 
anteriormente, negada, ou então, admitida de forma limitada. 
 
03) Que elementos caracterizam o abuso de direito? De que formas pode o dano ser reparado, em Direito 
Internacional? 
R.: O abuso de direito é caracterizado pelos seguintes elementos: a) o exercício exorbitante de um direito; b) o 
dano causado pelo Estado ao exercer o direito; e c) o caráter de "abusivo", que pode ficar evidenciado tanto 
quanto à forma do exercício do direito, quanto aos efeitos do ato. O dano pode ser reparado mediante: i) 
restituição integral (restitutio in integrum), ou seja, a prática de atos que conduzam ao retorno das coisas a seu 
estado anterior, isto é, antes da ocorrência do dano; ii) sanções internas (ex.: no caso de atos de particulares, 
punidos pelos tribunais nacionais); iii) indenização de natureza moral, que deve ser pública; e iv) indenização em 
dinheiro. 
 
 
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