Anatomia do sistema venoso superficial mmii
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Anatomia do sistema venoso superficial mmii


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anterolateral da coxa. A veia posteromedial é 
também chamada de veia safena acessória 
(Figura 14). 
 
Figura - 14 Veias safenas acessórias: (b) Veia safena 
magna, (c) Veia safena acessória medial, (n) Veia safena 
acessória lateral. 
Ela pode ser única ou dupla, drena um grande 
volume de sangue da região e é considerada de 
grande importância cirúrgica e radiológica. A 
veia anterolateral da coxa vem da parte distal 
da coxa, cruza o ápice e a metade distal do 
trígono femoral onde alcança a veia safena 
magna (Figura 15). 
 
Figura - 15 Trajeto da veia safena magna. 
Terminação: A veia safena magna, ao chegar à 
região ingüino-crural, percorre o espaço 
celulo-ganglionar, entre a fáscia cribiforme 
por um lado e a fáscia superficial da coxa por 
outro; penetra no hiato safeno e desemboca na 
veia femoral comum, na forma ou não de um 
arco (Figura 16). 3,31 
Anatomia do sistema venoso superficial dos membros inferiores Aderval Aragão 
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Pitta GBB, Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. 
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Figura - 16 Arco da veia safena magna ectasiada. 
Na sua terminação, a veia safena magna 
recebe várias tributárias; as mais importantes 
das quais são as veias circunflexa ilíaca 
superficial, epigástrica superficial e pudenda 
externa superficial (Figuras 17 e 18). 22,25,26,37 
 
Figura - 17 Tributárias da terminação da veia safena 
magna: (b) Veia safena magna, (o) Veia pudenda externa, 
(p) Veia epigástrica superficial, (q) Veia circunflexa ilíaca 
superficial, (r) Veia femoral. 
 
Figura - 18 Tributárias da terminação da veia safena 
magna: (b) Veia safena magna, (c) Veia safena acessória 
medial, (o) Veia pudenda externa, (p) Veia epigástrica 
superficial, (q) Veia circunflexa ilíaca superficial, (r) Veia 
femoral. 
Veia safena parva 
Origem: A veia safena parva tem início ao 
longo da face lateral do dorso do pé. 
Geralmente é uma continuação do ramo 
marginal lateral do arco dorsal do pé, mas pode 
resultar da união de três ou quatro veias da 
região dorsal ou da planta do pé, ou, ainda, da 
união da veia dorsal do dedo mínimo com o arco 
venoso dorsal (Figura 19).3,11,24,25,38 
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Figura - 19 Origem da veia safena parva: (i) Veias, 
lantares, (f) Veia marginal lateral, (s) Nervo sural, (t) 
Maléolo lateral, (v) Tendão do calcâneo. 
Trajeto: A veia safena parva passa para cima 
e atrás do maléolo lateral e ascende, 
lateralmente, ao tendão do calcâneo. Nesse 
nível, recebe as veias da margem lateral e as 
do dorso do pé. Ao ascender, ela cruza, 
superficialmente, o tendão do calcâneo (Figura 
20) e o músculo gastrocnêmio (Figura 21) e 
continua pela linha média da região da 
panturrilha (Figura 22) acompanhada do nervo 
sural (Figura 23). Esse nervo se localiza de 
maneira bastante variável. Pode apresentar-se 
na margem lateral ou na medial da veia ou 
formando uma rede em toda a sua extensão. A 
veia safena parva, na linha média da face 
posterior da perna, penetra na fáscia profunda 
da perna em altura variável. Burihan39 afirmou 
que essa penetração ocorreu entre 10 e 20cm 
acima da linha intermaleolar, em 2,05% dos 
casos em que a veia safena parva apresentava 
trajeto totalmente subcutâneo, e em 11,79% 
dos casos a veia safena parva era totalmente 
subfacial (Figura 24). Para alguns autores a 
penetração seria na fáscia em qualquer ponto 
do terço médio da perna, 40 enquanto outros 
admitem que esta penetração ocorra atrás do 
maléolo lateral.41 
 
Figura - 20 Relação da veia safena parva com o tendão 
do calcâneo: (s) Nervo sural, (u) Veia safena parva, (v) 
Tendão do calcâneo. 
 
Figura - 21 Relação da veia safena parva com o músculo 
gastrocnêmio: (s) Nervo sural, (u) Veia safena parva, (w) 
Músculo gastrocnêmio. 
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Figura - 22 Trajeto de uma veia safena parva dilatada 
na panturrilha 
 
Figura - 23 Relação da veia safena parva com nervo 
sural: (s) Nervo sural, (u) Veia safena parva. 
 
Figura - 24 Trajeto subfascial da veia safena parva. 
Terminação: A veia safena parva, ao passar 
pelo sulco que separa as cabeças do músculo 
gastrocnêmio, inclina-se para a frente, perfura 
a fáscia profunda da parte distal ou média da 
fossa poplítea e vai terminar na face posterior 
da veia poplítea (Figura 25). A veia safena 
parva pode, dentro de suas variações, 
desembocar na veia safena magna, na veia 
femoral e, ocasionalmente, em veias 
musculares da panturrilha (Figura 26). 5,7,8,39,42-
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Figura - 25 Terminação da veia safena parva na 
poplítea: (u) Veia safena parva, (x) Veia poplítea. 
 
Figura - 26 Terminação da veia safena parva no tronco 
venoso gastrocnêmio: (u) Veia safena parva, (x) Veia 
poplítea, (z) Tronco venoso gastrocnêmio. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O conhecimento da complexa anatomia do 
sistema venoso superficial é indispensável à 
formação do especialista na área de angiologia 
e cirurgia vascular. Além disso, tem se 
constituído em um capitulo fundamental para o 
desenvolvimento e aperfeiçoamento de novos 
métodos e tecnologia, atualmente aplicados no 
diagnostico e tratamento das doenças venosas. 
 
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