Concessão de Serviço Público
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Concessão de Serviço Público


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civil e administrativa pelos prejuízos que causar ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo Poder Concedente exclua ou atenue essa responsabilidade. (art.25, L.8987/95). Entretanto, quando os prejuízos atingirem usuários ou terceiros, esta regra deve ser interpretada com base no art.37,&6º, CF, de modo que, embora a responsabilidade primária integral seja do concessionário, pode este exercer o seu direito de regresso contra o Poder Concedente, quando tiver havido ausência ou falha na fiscalização, porque nesse caso seus agentes foram omissos ou deficientes na fiscalização das atividades do concessionário, aplicando-se, portanto, a regra do art. 37, &º, CF.
OBS.: se o concessionário não tiver meios efetivos para reparar os prejuízos, pode o lesado dirigir-se ao concedente, que sempre terá responsabilidade subsidiária.
O SERVIÇO ADEQUADO \u2013 O Estatuto das Concessões (Lei 8987/95) define o serviço adequado como aquele que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. (art.6º, &1º).
PRAZO DA CONCESSÃO: Só podem ser outorgadas por prazo determinado. Não há norma expressa que indique o limite de prazo, pelo que a limitação ficará a critério do Poder concedente, de modo que assegure ao concessionário o ressarcimento do capital investido. 
EXTINÇÃO: Art.35, Lei 8987/95: Extingue-se a concessão: I \u2013 advento do termo contratual; II \u2013 encampação; III \u2013 caducidade; IV \u2013 rescisão; V \u2013 anulação; VI \u2013 falência ou extinção do concessionário.
Em que consiste a reversão? Extinta a concessão, retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis, direitos e privilégios transferidos ao concessionário. Pode ser gratuita ou onerosa (o concedente tem o dever de indenizar o concessionário, porque os bens foram adquiridos com seu exclusivo capital).
O que é encampação (também conhecida como resgate)? Art. 37 = é a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público (não há inadimplemento pelo concessionário. Trata-se de conveniência e oportunidade na realização do interesse púlico), mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização.
Em que consiste a caducidade? É o descumprimento, pelo concessionário. Ocorre quando há inexecução total ou parcial do contrato, nas hipóteses do art. 38. A declaração de caducidade deverá ser precedida da verificação da inadimplência em processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa. Após, a declaração se dá por decreto do poder concedente, independentemente de indenização prévia (quando da indenização, serão descontadas as multas e os danos causados). 
E a rescisão? É o descumprimento, pelo concedente, das normas legais, regulamentares ou contratuais. A rescisão parte da concessionária que só poderá rescindir o contrato de concessão, mediante ação judicial especialmente intentada para esse fim, sendo que os serviços não poderão ser interrompidos ou paralisados, até o trânsito em julgado. (ressalvados os casos de liminar deferida em medida cautelar, autorizando a interrupção imediata).
b) Elementos do ato administrativo. Atos declaratórios, constitutivos e constitutivos formais. 
Os elementos que integram a estrutura morfológica do ato administrativo estão elencados no art.2º da Lei 4717/65 ( Lei de ação popular): Objeto, motivo, forma, finalidade e competência. Classificam-se, quanto aos efeitos, em: Atos constitutivos, declaratórios e enunciativos. Declaratórios: apenas declaram situação preexistente. Ex.: ato que constata irregularidade administrativa em determinado órgão; Constitutivos: alteram uma relação jurídica, criando, modificando ou extinguindo direitos. Ex.: a autorização, a sanção disciplinar, o ato de revogação. Enunciativos: indicam juízos de valor, dependendo de outros atos decisórios. Ex.: Pareceres.
c) Regime jurídico dos bens públicos. 
IV.	DOS BENS \u2013 Qual é a diferença entre coisas, bens e patrimônio? Nem todas as coisas úteis são consideradas bens, pois se existirem em abundância na natureza, ninguém se dará o trabalho de armazená-las. Bens são coisas que, por serem úteis e raras, são suscetíveis de apropriação e contêm valor econômico. Portanto, os bens têm caráter econômico e são mais abrangentes do que coisas. Coisas é tudo que existe objetivamente, com exclusão do homem. Patrimônio é a universalidade de direito formada pelo conjunto de relações jurídicas ativas e passivas que têm valor econômico. O patrimônio do devedor responde por suas dívidas.
São bens imóveis por natureza o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente; imóveis por acessão \u2013 acessão significa justaposição, aderência de uma coisa à outra, de modo que a primeira absorva a segunda, ex.: a semente lançada à terra; os tijolos e canos que são móveis, mas que incorporados em caráter permanente ao solo, adquirem a categoria de imóveis. Imóveis por acessão intelectual ou destinação do proprietário (era previsto no art. 43, CC/16. O NCC/02 não o previu). Imóveis por definição legal \u2013 Art. 80 e 81, NCC. EX.: os direitos reais sobre imóveis; o direito à sucessão aberta. 
São bens móveis aqueles suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. (art.82,CC). Os suscetíveis de movimento próprio são chamados de semoventes (animais); Os que se movem por força alheia são móveis propriamente dito. Bens móveis por definição legal : as energias que tenham valor econômico; os direitos reais sobre objetos móveis; direitos pessoais de caráter patrimonial; ações.
Qual a relevância prática em se saber se o bem é móvel ou imóvel? 1) A propriedade móvel e a imóvel se adquirem de maneiras diferentes. Art. 1238 e 1260, CC; 2) Outorga uxória = pelo NCC, art. 1647, é permitida a venda de imóveis sem outorga uxória se o regime for o da separação absoluta; 3) os contratos de direitos reais sobre imóveis de vlr superior ao fixado em lei só se aperfeiçoam por escritura pública; 4) aberta a sucessão provisória do ausente, seus bens imóveis só podem ser alienados em caso de desapropriação, autorização judicial, ou conversão em títulos da dívida pública.
Bens fungíveis = podem substituir-se por outras da mesma espécie, qualidade e quantidade.
Bens consumíveis = o uso importa destruição imediata da própria substância ou destinados a alienação. Ex.: O livro é uma coisa consumível? Para o estudante é bem inconsumível, pois sobrevive à utilização; Para o livreiro é consumível, porque sua utilização (alienação) conduz ao seu perecimento para o alienante. A máquina é inconsumível para que a explora, mas é consumível para o fabricante que a produz e a destina à venda.
Bens divisíveis = são os que se podem fracionar sem alteração de sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. OBS.: as servidões são indivisíveis por força legal = art. 1386 CC; a indivisibilidade pode ser convencionada, ex.: as partes estabelecem que a dívida será indivisível, o que confere a possibilidade de o credor exigi-la por inteiro de qualquer devedor.
Universitas rerum = Universalidade de fato \u2013 pluralidade de bens singulares, que podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Ex. uma biblioteca.
Universitas juris = Universalidade de direito \u2013 pluralidade de relações jurídicas. Ex. herança, patrimônio, massa falida.
PRINCIPAL E ACESSÓRIO. O ACESSÓRIO SEGUE O PRINCIPAL \u2013 Art. 92, CC, principal é aquela coisa que existe sobre si, e acessória é a quela cuja existência depende da principal. Há uma relação de dependência. 
PERTENÇA \u2013 São bens que, não constituindo parte integrante da coisa, destinam-se de modo duradouro ao uso e ao serviço, ou aformoseamento de outro. A idéia de pertença está ligada à idéia de bem imóvel por acessão intelectual. Ex.: as luminárias de uma sala, o ar-condicionado, etc.
OBS.: art.95, NCC = apesar de ainda não separados do bem principal,