DJi - Concurso de Infrações - Concurso de Crimes
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DJi - Concurso de Infrações - Concurso de Crimes


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- Índice Fundamental do Direito
Legislação - Jurisprudência - Modelos - Questionários - Grades
Concurso de Crimes - Concurso de Infrações - Art. 76, Concurso de Infrações - Aplicação da Pena -
Penas - Código Penal - CP - DL-002.848-1940 - Art. 79, Concurso de Crimes - Aplicação da Pena -
Penas - Código Penal Militar - CPM - DL-001.001-1969 - Crime Continuado
Penal
- execução das penas: Art. 76, CP
- extinção da punibilidade; incidência sobre a pena de cada um,
isoladamente: Art. 119, CP
- penas de multa; aplicação: Art. 72, CP
Causas
a) Se as causas forem comunicáveis (crime sexual da aura) aproveita a
todos, ou seja, extingue a punibilidade a todos;
b) Se as causas forem incomunicáveis, ha a possibilidade de extinguir a
punição de um dos crimes permanecendo inalterado os demais.
Efeitos
a) Antes do trânsito em julgado (renúncia);
b) Depois do trânsito em julgado (sursi e livramento condicional);
c) Depois da condenação (ex tunc).
Concurso Material: (Art. 69, CP)
Concurso Formal: (Art. 70 CP)
Concurso de Crimes
"Ocorrência de dois ou mais delitos, por meio da prática de uma ou mais
ações.
Concurso de Pessoas: pluralidade de agentes e unidade de fato.
Concurso aparente de normas: pluralidade aparente de normas e unidade
de fato.
Concurso de crimes: pluralidade de fatos. Sistemas: são dois:
a) cúmulo material: somam-se as penas cominadas a cada um dos crimes.
Tal sistema é adotado no concurso material (CP, art. 69), no concurso
formal imperfeito e no concurso das penas de multas (CP, art. 72);
b) exasperação da pena: aplica-se a pena do crime mais grave,
aumentada de certo percentual. Tal sistema é adotado no concurso
formal perfeito e no crime continuado. Trata-se de verdadeira derrogação
da regra do cúmulo material das penas (quot delicta tot poena).
Espécies
a) Concurso material ou real.
b) Concurso formal ou ideal.
c) Crime continuado.
1. Concurso Material ou Real
Conceito: prática de duas ou mais condutas, dolosas ou culposas,
omissivas ou comissivas, produzindo dois ou mais resultados, idênticos ou
Referências
e/ou
Doutrinas
Relacionadas:
Ação Penal
Analogia
Antijuridicidade
Antijurídico
Aplicação da Pena
Arrependimento
Posterior
Cálculo da Pena
Circunstâncias
Classificação dos
Crimes
Cominação das
Penas
Comunicabilidade e
Incomunicabilidade
de Elementares e
Circunstâncias
Concepção do
Direito Penal
Concurso
Concurso de
Circunstâncias
Agravantes e
Atenuantes
Concurso de
Credores
Concurso de Pessoas
Concurso Formal
Concurso Material
Concurso Jurídico
Conduta
Contagem do Prazo
Crime
Crime Consumado
não, mas todas vinculadas pela identidade do agente, não importando se
os fatos ocorreram na mesma ocasião ou em dias diferentes.
Concurso material e crime continuado: se o agente, mediante diversas
ações, pratica vários crimes, em lugares diversos, executando-os de
maneira diferente e com largo intervalo de tempo, configura-se o
concurso material.
Espécies
a) Homogêneo: resultados idênticos.
b) Heterogêneo: resultados diversos.
Aplicação de penas: as penas devem ser somadas. O juiz deve fixar,
separadamente, a pena de cada um dos delitos e, depois, na própria
sentença, somá-Ias. A aplicação conjunta viola o princípio da
individualização da pena, anulando a sentença. No tocante às causas
especiais de aumento de pena, autoriza-se a sua incidência sobre cada
um dos delitos, sem que isso caracterize dupla incidência desses fatores
de majoração da sanção penal (Nesse sentido: STF, HC 69.810-7, Rel.
Min. Celso de Mello, DJU, 18-6-1993, p. 12112.).
Pena privativa de liberdade somada com restritiva de direitos: é possível,
caso tenha sido concedida a suspensão condicional da pena privativa de
liberdade.
Pena restritiva de direitos com outra restritiva: se compatíveis, devem ser
executadas simultaneamente; caso contrário, uma depois da outra.
Juiz competente para a aplicação da regra do concurso material: se
houver conexão entre os delitos com a respectiva unidade processual, a
regra do concurso material é aplicada pelo próprio juiz sentenciante. Em
não havendo conexão entre os diversos delitos, que são objeto de
diversas ações penais, a regra do concurso material é aplicada pelo juízo
da execução, uma vez que, com o trânsito em julgado, todas as
condenações são reunidas na mesma execução, momento em que as
penas serão somadas (LEP, art. 66, III, a).
Concurso material e Prescrição: o prazo prescricional deve ser contado
separadamente para cada uma das infrações penais, uma vez que dispõe
o art. 119 do Código Penal: "no caso de concurso de crimes, a extinção
da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente".
2. Concurso Formal ou Ideal
Conceito: o agente, com uma única conduta, causa dois ou mais
resultados. Na realidade, o concurso formal implica a existência de dois
ou mais crimes, que, para efeito de política criminal, são apenados de
maneira menos rigorosa.
Requisitos do concurso formal: são dois:
1ª) que a conduta seja única: por conduta devemos entender a ação ou
omissão humana consciente e voluntária, dirigida a uma finalidade.
Compreende um único ato ou uma seqüência de atos desencadeados
pela vontade humana, objetivando a realização de um fato típico. No
verbo ou núcleo do tipo está consubstanciada a ação, pelo que é em
torno dele que se fundem os elementos da conduta humana. Assim, o
indivíduo que entra no domicílio alheio pratica vários atos. Abre o portão
que liga a casa à rua, transpõe esse portão, sobe as escadas da
residência, abre a porta de entrada e caminha para dentro do domicílio
Crime Continuado
Crime Habitual
Crime Impossível
Crime Preterdoloso
Culpabilidade
Desistência
Voluntária e
Arrependimento
Eficaz
Direito Penal no
Estado Democrático
de Direito
Efeitos da
Condenação
Eficácia de Sentença
Estrangeira
Elementares
Erro de Tipo
Espécies de Pena
Estado de
Necessidade
Estrito Cumprimento
de Dever Legal
Exercício Regular do
Direito
Exigibilidade de
Conduta Diversa
Extinção da
Punibilidade
Extraterritorialidade
da Lei Penal
Brasileira
Fato Típico
Fixação da Pena
Fontes do Direito
Penal
Função Ético-Social
do Direito Penal
Habitualidade
Ilicitude
Imputabilidade
Infração
Infrações
Permanentes
Interpretação da Lei
Penal
Irretroatividade da
Lei Penal
Legítima Defesa
que está sendo violado. Todos esses momentos se aglutinam, no entanto,
no núcleo do tipo: entrar em casa alheia (art. 150). A conduta tem,
portanto, sua base no verbo constante do tipo incriminador.
- a unidade da conduta e a questão da reiteração de atos para a
realização da conduta típica: quanto a essa questão, José Frederico
Marques ensina: "uma pessoa que encontra várias jóias e que furta tais
bens, num só momento, apanhando-os todos com as mãos e levando-os
consigo, teve uma conduta única. Se esta mesma pessoa tira primeiro
duas ou três das jóias e as conduz ao local onde deixou a mala em que
vai colocar ares furtiva, e depois volta para tirar mais outras jóias, e assim
sucessivamente, até furtar todas as que deseja, é evidente que esses
vários atos formam uma ação única, visto que todos eles se fundem numa
só conduta típica. Se a subtração de coisa alheia móvel só se completa
depois que os bens saem da posse do dono, está claro que os atos de
simples remoção ainda não completaram a conduta típica. Todavia, o
indivíduo que vai furtar as jóias pode ter um companheiro, a quem ele
entrega os objetos subtraídos em sucessivos atos, constituindo cada um,
só por si, a subtração em seu sentido jurídico, porquanto em cada
remoção realizada os objetos saíram da esfera de vigilância do respectivo
dono. Ainda aqui há uma só ação, por ocorrer um entrosamento imediato
entre os diversos atos, ou o que a doutrina italiana denomina de
contestualità. Existe, na hipótese, um contexto único da conduta que em
tantos atos se desdobra. O conceito unitário de ação, como o diz
Giovanni Leone, 'e dato in funzione della contestualità dei vari atti'. E a
seguir esclarece o insigne penalista: 'Aquela