Contrato Administrativo
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Contrato Administrativo


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quem a Administração deve ou pode contratar, o vínculo se torna exclusivo e excludente de qualquer alteração subjetiva.
O contrato administrativo é, portanto, intuitu personae, não admitindo cessão ou sub-rogação, salvo se previstas na forma de lei ou de suas cláusulas e sempre nas circunstâncias estritamente consideradas. 
OS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS NA LEGISLAÇÃO
Generalidades
A Constituição reservou à União a competência para legislar sobre normas gerais de contratação, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais dela própria, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios , no tocante às respectivas obras, serviços, compras e alienações. (art. 22, XXVII, c/c art. 37, XXI, CF).
Nessas condições, a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, trata de contratos da administração pública, com o sentido constitucionalmente atribuído, provendo sobre suas cláusulas necessárias (art. 55), seu regime jurídico próprio (art. 58), sua formalização (art. 60 e segs), sua alteração (art. 65), seu regime jurídico próprio (art. 58), sua formalização (art. 60 e segs), sua alteração (art. 65), sua execução (art. 66 e segs) e sua inexecução e rescisão (art. 77 e segs), sem que, contudo , em suas normas se defina uma tipicidade cerrada, que restrinja novas definições. 
Contrato administrativo em espécie
Ainda no exercício de sua competência par legislar sobre normas gerais de contratação para as administrações públicas (art. 22, XXVII, CF), a União disciplinou, especificamente, certos contratos administrativos: o de obras, o de serviços (inclusive de publicidade), o de compra, o de alienação, o de concessão, o de permissão e o de locação (art. 2º das Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993).
Excluídas as modalidades dos contratos de concessão e de permissão, que serão estudados no Capítulo dos Serviços Públicos, registrem-se algumas observações sobre aquelas especificamente nomeadas no art. 37, XXI, da Constituição, e reproduzidas no art. 1º da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, elencos que se diferenciam apenas porque na Lei se destaca, com intenção meramente clarificadora, a modalidade de serviços de publicidade. 
Contrato de obras e serviços
Modalidade de ampla utilização, possivelmente uma das que mais investimentos demanda, principalmente no ramo da engenharia, essa contratação pode ser feita, segundo quatro regimes: a empreitada por preço global, a empreitada por preço unitário, a tarefa e a empreitada integral (art. 6º, VIII, e art. 10, II, da Lei citada). 
Contrato de compra
Esta espécie, de extensa utilização, se presta à aquisição de bens, devidamente caracterizados, necessários às atividades da Administração, seja de uma só vez ou parceladamente. 
Aplicam-se à modalidade o princípio setorial do prévio registro administrativo de preços praticados no mercado e o princípio setorial das padronização (art. 14 e 15, da Lei citada).
Contrato de alienação
A alienação de bens públicos é forma excepcional de gestão patrimonial e, por isso, subordina-se à existência justificada de interesse público específico, dependendo de prévia avaliação de bem e, em regra, de licitação (art. 17, da Lei citada).
A alienação de bens imóveis poderá ser feita por vendas, dação em pagamento, doação e permita, sendo que apenas no primeiro caso é exigível a licitação, na modalidade de concorrência (art. 17, I, da Lei citada). A norma geral federal inclui ainda a investidura, o que é claramente um equívoco, uma vez que esse instituto, de Direito Administrativo, do seu ramo Urbanístico, não tem natureza contratual, independendo da vontade do senhorio do imóvel privado ao qual acede, compulsoriamente, o remanescente de imóvel público. 
Quanto aos bens imóveis, admitem a venda, precedida de licitação, salvo no caso de vendas de ações (negociáveis em bolsa) ou de títulos, de venda de bens produzidos ou comercializados pela própria Administração Pública ed e venda de materiais e de equipamentos para outras entidades administrativas, sem utilização previsível por quem deles dispõe (art. 17, II, da Lei citada). 
Contrato de locação
O que se prevê é que a Administração tome em locação bens privados, móveis ou imóveis de que necessite para suas atividades, justificado o interesse público específico, como requisito de validade do contrato. 
Não obstante ter sido arrolado pelo legislador federal como \u201ccontrato administrativo\u201d (art. 1º, da Lei citadas), trata-se de um contrato da administração, regido predominantemente por normas de direito privado, tanto quanto o são outros tipos de contratos celebrados pela Administração, como o de seguro e o de financiamento, embora mencionados no mesmo diploma (art. 62, § 3º, I da Lei citada).
Aplicam-se-lhes, porém, as normas gerais que disponham sobre Direito Financeiro (art. 55, da Lei citada) e,mesmo que não tivessem sido explicitadas as prerrogativas indisponíveis da Administração de dicção e defesa do interesse publico específico a ela cometido. 
Inversamente, se a Administração dá em locação um bem público, o regime contratual será público e, na ausência de norma geral nacional sobre o instituto da concessão de bens públicos, seu conteúdo poderá ser objeto de disciplina pelos próprios entes políticos titulares do domínio (art. 18, d CF).
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ITEM B)
Controle interno (auto tutela)
Controle externo (parlamentar e jurisdicional)
- de ofício		prévio \u2013 ato composto
Controle interno					posterior - revogaçao
								 - anulação
				Provocado		direito de petição
				HELY		representação		reclamação
						 adm.		 adm.
					denuncia de uma 		defesa de 
					 irregularidade		interesse próprio
Nós temos duas grandes formas de controle na a Adm. Pública: o controle interno (que é o estudado pelo direito administrativo, é a autotutela administrativa, é a Administração controlando os seus próprios atos) e o controle externo (parlamentar: com o auxílio do Tribunal de Contas; e jurisdicional). 
CONTROLE INTERNO
No estudo do controle interno, encontramos o controle de ofício e o controle provocado. 
O controle de ofício é aquele feito pela própria Adm. pública. O controle de ofício se divide em controle prévio e posterior. 
O controle de ofício prévio não fere a presunção de legalidade e legitimidade do ato, porque é feito pela própria Administração, em função de sua hierarquia. Seria irregular se o controle prévio fosse feito pelo legislativo ou judiciário. 
O controle de ofício prévio é representado, em regra, por aqueles atos chamados de homologação e aprovação (ato administrativo composto). O ato só produzirá efeito se ratificado pela autoridade superior. No ato composto temos 2 agentes fazendo 2 atos. Um é o ato principal, que só entra em vigor quando o ato acessório, de controle,vier dar a sua exeqüibilidade ou eficácia. 
Ex: O ato de dispensa de licitação só produz efeito se aprovado pela autoridade superior. É um controle prévio, porque o ato só pode produzir efeito quando a autoridade superior analisar o que foi feito pelo subalterno e concordar com o que foi feito, através da aprovação ou homologação. É um controle prévio feito pela autoridade hierarquicamente superior àquela que realizou o ato. É um controle que dará a exeqüibilidade, ou eficácia, do ato. É um controle de ofício prévio. 
No controle de ofício posterior temos 2 atos: revogação e anulação. Já fizemos esse estudo, quando discutimos o ato administrativo. O ato está feito, e vem a autoridade superior e o revoga ou o anula, dependendo da situação. Revoga-se por conveniência e oportunidade. Anula-se por ilegalidade. É o controle posterior, porque o ato já está pronto, e está sendo revisto internamente.
Então, o controle interno de ofício ora é prévio (ato composto = homologação, aprovação, referendo, visto) ora posterior (anulação e revogação).
A principal diferença entre homologação e aprovação dos atos que compõem o controle de ofício prévio é quanto à amplitude de atuação desses atos. Há um entendimento de que a homologação