Contrato Administrativo
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Contrato Administrativo


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garantir o primado da competição, restringe a duas as exigências possíveis de habilitação para licitar contratos com o Poder Público: qualificação técnica e qualificação econômica (art. 37, XXI). 
A Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, amplia, contudo, a quatro as exigências para a habilitação de interessados nos certames: habilitação jurídica, qualificação técnica, qualificação econômica-financeira e, em acréscimo, regularidade fiscal. 
A primeira delas, por suas características gerais, não vem a ser uma condição para o contrato administrativo, mas, na verdade, um elemento para a validade de qualquer tipo de contrato; a segunda e a terceira têm o respaldo constitucional indicado; quarta,porém, exorbita, inovando um condicionamento estranho à finalidade pública específica das licitação, que é a de captar a proposta mais vantajosa. 
Processo e julgamento
A seqüência de atos administrativos, que deverá culminar com a adjudicação do objeto da licitação ao vencedor, caracteriza um processo legal, inafastável mesmo por acordo das partes, comportando,porém, variações procedimentais, como, em casos especiais, considerado o valor estimado, que deverá ser precedido de audiência pública (art. 39, da Lei citada).
Destaque-se, no processo licitatório, a vinculação ao edital (arts. 39, I, e 41), a produção de atas e relatórios da comissão julgadora (art. 3ª, V), os atos de adjudicação e de homologação (art. 3º, VII), o procedimento vinculado (art. 43) e, com grande importância, a rigorosa observância dos critérios objetivos definidos no edital ou no convite (art. 44), em relação aos quais se poderá distinguir três tipos de licitação: a de menor preço, a de melhor técnica e a de técnica e preço (art. 45, todos da Lei citada).