DJi - Concurso de Pessoas - Concurso de Agentes
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- Índice Fundamental do Direito
Legislação - Jurisprudência - Modelos - Questionários - Grades
Concurso de Agentes - Concurso de Pessoas - Art. 29 a Art. 31, Concurso de Pessoas - Código Penal -
CP - DL-002.848-1940 - Direito Penal
Autor (es) - Co-Autor (es) - Partícipe (s).
Penal
- agravantes da pena: Art. 62, CP
- caracterização: Art. 29, CP
- casos de impunibilidade: Art. 31, CP
- circunstâncias incomunicáveis: Art. 30, CP
Concurso Necessário
 É tocante ao crime plurisubjetivos (que só podem ser praticados por mais
de uma pessoa). (co-autores)
Concurso Eventual
 Quando podendo o crime ser praticado por uma só pessoa, é cometido
por várias. (co-autores) ou (partícipes).
Concurso de Pessoas
"É também conhecido por co-delinqüência, concurso de agentes ou concurso
de delinqüentes. Com a reforma penal de 1984, passou-se a adotar, no Título
IV, a denominação "concurso de pessoas", no lugar de "co-autoria", visto que
se trata de expressão "decerto mais abrangente, já que a co-autoria não
esgota as hipóteses de concursus delinquentium" (CP, Exposição de
Motivos).
Com efeito, não é correto dizer que todos os casos de concurso de agentes
caracterizam co-autoria, dada a existência de outra forma de concurso
chamada de participação. A expressão adotada pela nova legislação, qual
seja, "concurso de pessoas", é bem mais adequada, pois abrange tanto a co-
autoria, que é apenas uma de suas espécies, quanto a participação.
Espécies de crimes quanto ao concurso de pessoas
a) Monossubjetivos ou de concurso eventual: são aqueles que podem ser
cometidos por um ou mais agentes. Constituem a maioria dos crimes previstos
na legislação penal, tais como homicídio, furto etc.
b) Plurissubjetivos ou de concurso necessário: são os que só podem ser
praticados por uma pluralidade de agentes em concurso. É o caso da
quadrilha ou bando, da rixa etc.
Espécies de crimes plurissubjetivos: os crimes de concurso necessário
subdividem-se em delitos de condutas paralelas, convergentes ou
contrapostas.
a) De condutas paralelas: as condutas auxiliam-se mutuamente, visando à
produção de um resultado comum. Todos os agentes unem-se em prol de um
opjetivo idêntico, no sentido de concentrar esforços para a realização do
crime. É o caso da quadrilha ou bando (art. 288 do CP), em que todas as
condutas voltam-se para a consecução do mesmo fim, no caso, a prática de
Referências
e/ou
Doutrinas
Relacionadas:
Abandono de Cargo
Público
Abandono de
Incapaz
Abandono Intelectual
Abandono Material
Ação Penal
Agente (s)
Analogia
Antijuridicidade
Antijurídico
Aplicação da Pena
Arrependimento
Posterior
Autor
Autoria
Autoria do Crime
Casos de
Impunibilidade
Causas de Exclusão
da Antijuridicidade
Causas de Extinção
da Punibilidade
Circunstâncias
Circunstâncias
Incomunicáveis
Classificação dos
Crimes
Co-Autor
Co-Autoria
Co-Réu
Comunicabilidade e
Incomunicabilidade
de Elementares e
Circunstâncias
Concepção do
crimes.
b) De condutas convergentes: as condutas tendem a encontrar-se, e desse
encontro surge o resultado. Não se voltam, portanto, para a frente, para o
futuro, na busca da consecução do resultado delituoso, mas, ao contrário,
uma se dirige à outra, e desse encontro resulta o delito. Exemplo: crime de
adultério (art. 240 do CP).
c) De condutas contrapostas: as condutas são praticadas umas contra as
outras. Os agentes são, ao mesmo tempo, autores e vítimas. Exemplo: crime
de rixa (art. 137 do CP).
Espécies de concurso de pessoas
a) Concurso necessário: refere-se aos crimes plurissubjetivos, os quais exigem
o concurso de pelo menos duas pessoas. Aqui, a norma incriminadora, no seu
preceito primário, reclama, como condi tio sine qua non do tipo, a existência
de mais de um autor, de maneira que a conduta não pode ser praticada por
uma só pessoa. A co-autoria é obrigatória, podendo haver ou não a
participação de terceiros. Assim, tal espécie de concurso de pessoas reclama
sempre a co-autoria, mas a participação pode ou não ocorrer, sendo,
portanto, eventual. Exemplo: a rixa só pode ser praticada em co-autoria por
três ou mais agentes. Entretanto, além deles, pode ainda um terceiro
concorrer para o crime, na qualidade de partícipe, criando intrigas,
alimentando animosidades entre os rixentos ou fornecendo-lhes armas para a
refrega.
b) Concurso eventual: refere-se aos crimes monossubjetivos, que podem ser
praticados por um ou mais agentes. Quando cometidos por duas ou mais
pessoas em concurso, haverá co-autoria ou participação, dependendo da
forma como os agentes concorrerem para a prática do delito, mas tanto uma
como outra podem ou não ocorrer, sendo ambas eventuais. O sujeito pode
cometer um homicídio sozinho, em co-autoria com alguém ou, ainda, ser
favorecido pela participação de um terceiro que o auxilie, instigue ou induza.
Autoria: o conceito de autor tem enfrentado certa polêmica dentro da
doutrina, comportando três posições. Passemos à análise das teorias sobre
autoria.
a) Teoria unitária: todos são considerados autores, não existindo a figura do
partícipe. Autor é todo e qualquer causador do resultado típico, sem
distinção. Arrima-se na teoria da canditia sine qua nan, pois, segundo esta,
qualquer contribuição, maior ou menor, para o resultado é considerada sua
causa. É adotado na Itália, cujo Código Penal, em seu art. 110, pune do
mesmo modo todos aqueles que concorrerem para o crime, e era a posição
adotada pelo Brasil, no Código Penal de 1940 (art. 25). Não é mais adotada
no Brasil, na Espanha, nem na Alemanha. No direito alemão, porém, adotase
a corrente unitária para os crimes culposos, entendendo-se como autores
todos os que contribuam para o crime (não se admite, por lá, a participação
em crime culposo).
b) Teoria extensiva: do mesmo modo que o conceito unitário, toma por base
a teoria da equivalência dos antecedentes (condiria sine qua nan) e não faz
qualquer diferenciação entre autor e partícipe: todos são autores. Entretanto,
mais moderada que a perspectiva unitária, tal corrente admite a existência de
causas de diminuição de pena, com vistas a estabelecer diferentes graus de
autor. Surge, então, a figura do cúmplice, ou seja, o autor menos importante,
aquele que contribuiu de modo menos significativo para o evento. Pode-se
Direito Penal
Concurso
Concurso de Crimes
Concurso de
Infrações
Concurso Formal
Concurso Jurídico
Concurso Material
Conduta
Contagem do Prazo
Crime Consumado
Crime Continuado
Crime Impossível
Crime Preterdoloso
Crimes Culposos
Crimes de
Responsabilidade do
Presidente da
República
Cúmplice
Desistência
Voluntária e
Arrependimento
Eficaz
Direito Penal
Direito Penal no
Estado Democrático
de Direito
Efeitos da
Condenação
Eficácia de Sentença
Estrangeira
Elementares
Erro de Tipo
Estado de
Necessidade
Estrito Cumprimento
de Dever Legal
Exercício Regular do
Direito
Exigibilidade de
Conduta Diversa
Eventual
Extraterritorialidade
da Lei Penal
Brasileira
Fato Típico
Fontes do Direito
Penal
Função Ético-Social
dizer, então, que, embora não fazendo distinção entre autoria e participação,
acaba por aceitar uma autoria mitigada (na realidade, uma forma de
participação mascarada), que é aquela em que se aplicam as causas de
redução de pena, em face da menor importância da conduta. Passam a existir
a figura do autor e a do cúmplice (autor menos relevante).
c) Teoria restritiva: faz diferença entre autor e partícipe. A autoria não decorre
da mera causação do resultado, pois não é qualquer contribuição para o
desfecho típico que se pode enquadrar nesse conceito. Quanto ao significado
da expressão "autor", o conceito restritivo comporta três vertentes:
c1) Teoria ou critério objetivo-formal: somente é considerado autor aquele
que pratica o verbo, isto é, o núcleo do tipo legal. É, portanto, o que mata,
subtrai, obtém vantagem ilícita, constrange etc. Autor é quem realiza a
conduta principal, entendida como tal aquela descrita na definição legal. Em
contrapartida, partícipe será aquele que, sem realizar a conduta principal (o
verbo), concorrer para o