Direito Administrativo - Curso
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Direito Administrativo - Curso


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infrator por emprego irregular de verbas ou rendas públicas (CP, art. 315; no caso de Prefeito Municipal, Dec.-lei 201/67, art. 1º, I e III), além do ressarcimento do dano, se houver lesão aos cofres públicos.
			
Os bens imóveis de uso especial e os dominiais adquiridos por qualquer forma pelo Poder Público ficam sujeitos a registro no registro imobiliário competente; os bens de uso comum do povo (vias e logradouros públicos) estão dispensados de registro enquanto mantiverem essa destinação. A Lei 5.972, de 11.12.73, regula o procedimento para o registro da propriedade de bens imóveis discriminados administrativamente ou possuídos pela União.
11. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 
É a obrigação imposta ao poder público de compor os danos ocasionados a terceiros, por atos praticados pelos seus agentes, no exercício das suas atribuições - art. 37, § 6º, CF
-         resume-se na composição de danos, não se fala em responsabilidade penal
-        agentes públicos = agentes políticos, servidores públicos e particulares em colaboração com o Estado. 
 
-         Evolução \u2013 
-         1ª Fase \u2013 Irresponsabilidade do Estado - \u201cThe king do not wrong\u201d
 
-         2ª Fase \u2013 Responsabilidade com culpa, ou responsabilidade civil.
A culpa poderia recair sobre o agente ou sobre o serviço:
-         quando a Administração não faz o que deveria, 
-         quando o serviço funcionou atrasado, quando deveria funcionar a tempo e 
-         quando foi mal feito
 
-         3ª Fase \u2013 Responsabilidade objetiva
A Administração responde com base no conceito de nexo de causalidade, que consiste na relação de causa e efeito existente entre o fato ocorrido e as conseqüências dele resultantes
Ex.: morte do preso em penitenciária, colisão de veículos devido a falha no semáforo.
 
-         A responsabilidade objetiva se divide em: 
-         risco integral \u2013 o Estado responde sempre, integralmente, quando ocorrer danos à terceiros, não se admite a invocação pelo Estado das causas excludentes da responsabilidade
II) risco administrativo \u2013 o Estado não responde sempre por danos ocasionados a terceiros, podem ser invocados excludentes da responsabilidade em defesa do Estado.
 
-         No Brasil:
-         até a CF de 1946 \u2013 responsabilidade subjetiva (com culpa).
Neste contexto que foi editado o Código Civil \u2013 art. 15 (1916)
-         de 46 em diante \u2013 responsabilidade objetiva
 
-         Quem responde??? 
A pessoa jurídica, de direito público ou privado, que responde pelos danos. O prejudicado deve acionar a pessoa jurídica e não a pessoa física.
 
-         Responde pelo quê??? 
Respondem pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, desde que exista nexo causal
 
-         Hoje, adotamos a responsabilidade objetiva na modalidade do risco administrativo, pois admite-se excludentes de responsabilidade que são:
-         caso fortuito e força maior
-         culpa exclusiva da vítima
 
-         Relações jurídicas: 
-         terceiro e Estado,
-         Estado e agente responsável (cabe ação de regresso)
-         Não cabe denunciação da lide na primeira relação
-         Não se pode acionar diretamente o agente.
-         A responsabilidade do agente perante o Estado é subjetiva. O Estado deve propor a ação regressiva.
 
-         Dano \u2013 características:
-         certo \u2013 dano real, existente,
-         especial \u2013 aquele que pode ser particularizado, aquele que não é genérico, que atinge uma ou algumas pessoas.
a)      anormal \u2013 aquele que supera os problemas comuns, corriqueiros da sociedade.
 
 
-         Danos nucleares \u2013 art. 21, XXIII, c - a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.
As usinas que operam com reator nuclear deverão Ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão se instaladas.
 
 
 
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12. QUESTÕES OBJETIVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS
1 - (CESPE/PROCURADOR AUTÁRQUICO/INSS/99) Na vigência da Lei nº 8.666/93, um prefeito municipal contratou diretamente, sem licitação, empresa de consultoria de propriedade de correligionário político para a prestação de serviços técnicos de assessoramento econômico-financeiro. Entendeu o prefeito que o caso se enquadrava na hipótese de inexigibilidade de licitação, uma vez que, a seu ver, os técnicos da empresa eram profissionais de notória especialização. Quinze dias antes do término de seu mandato, sabedor da eleição do novo chefe do Poder Executivo municipal, firmou termo aditivo entre a prefeitura e a empresa, prorrogando por mais um ano o contrato. No último dia de seu mandato, porém, alegando que o novo prefeito, por ser seu inimigo político e desafeto do proprietário da empresa contratada, não iria dar seqüência ao contrato, rescindiu unilateralmente a avença e indenizou integralmente o contratado pelo valor correspondente a todas as remunerações que ainda seriam pagas pelo município. 
Com base na situação hipotética descrita acima e na teoria dos contratos administrativos, julgue os itens a seguir.
(1)            A rescisão unilateral do contrato e o conseqüente pagamento da indenização constituíram hipótese de desvio de poder, porque a rescisão do vínculo contratual e a indenização plena do contratado não se coadunam com a prorrogação do ajuste acordada quinze dias antes, sem que nenhum fato novo tivesse ocorrido. Dessa forma, o prefeito usou sua competência animado pelo favoritismo e alheio ao interesse público. 
(2)            O desvio de poder ou desvio de finalidade ocorre quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência. 
 
(3)            A contratação de empresa de consultoria com base nas hipóteses de inexigibilidade de licitação não precisa ser necessariamente justificada, sendo suficiente que o prefeito tenha providenciado a indispensável publicação na imprensa oficial do ato que declarou inexigível o certame licitatório. 
(4)            A prorrogação do contrato entre a prefeitura e a empresa de consultoria não necessita de justificativa por escrito, uma vez que, na hipótese, por tratar-se de contrato para prestação de serviços a serem executados de forma contínua, o prazo de vigência contratual é indeterminado. 
(5)            Se não for comprovada a participação da contratada no cometimento do ilícito de desvio de poder, estará o prefeito sucessor obrigado a anular o contrato e a ratificar a indenização paga à empresa de consultoria, tendo em vista que, segundo expressão literal contida na Lei nº 8.666/93, a responsabilidade contratual do Estado abrangerá tanto os danos emergentes quanto os lucros cessantes. 
2 - (CESPE/PROCURADOR AUTÁRQUICO/INSS/99) Considere que um servidor público civil da União falte ao serviço intencionalmente por 31 dias seguidos. Em face dessa situação hipotética, julgue os seguintes itens.
(1)       Deverá ser instaurado processo administrativo sumário visando à apuração do ilícito, sendo possível a aplicação da pena de demissão. 
(2)       Deverá o servidor ser removido de ofício para outra localidade, antes da instauração de sindicância administrativa. 
(3)       Comprovado o ilícito administrativo por meio de processo administrativo disciplinar, deverão ser descontados os dias de falta do servidor, que poderá ainda ser apenado com a sanção de advertência. 
(4)       Simultaneamente à instauração do procedimento administrativo sumário visando à apuração do abandono do cargo, deverá a administração pública indicar a materialidade da transgressão que, na hipótese, dar-se-á pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço público superior a trinta dias. 
(5)       Caso o servidor venha a ser demitido em função do ocorrido, ele jamais poderá retornar ao serviço público. 
3 - (CESPE/PROCURADOR AUTÁRQUICO/INSS/99) Em relação ao regime jurídico aplicável a órgãos e entidade da administração pública direta e indireta julgue os itens abaixo.