DJi - Contagem de Prazo - Contagem do Prazo
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- Índice Fundamental do Direito
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Contagem do Prazo - Contagem de Prazo - Art. 10, Contagem de Prazo - Aplicação da Lei Penal -
Código Penal - CP - DL-002.848-1940 - Prazo (s) - Contagem dos Prazos Trabalhistas - Prazos
Processuais
Processo Civil
- do Juiz: Art. 189 do CPC
- início do prazo # início da contagem do prazo: Art. 184 do CPC # Art.
240 do CPC
- para a citação: Art. 241 do CPC.
- para recursos: Art. 242 do CPC
- observar: Art. 190 do CPC, Art. 193 do CPC (penalidades) e Art. 133
do CPC
Contagem do Prazo
"Inclusão do dia do começo: não interessa a que horas do dia o prazo
começou a correr; considera-se o dia todo para efeito de contagem de
prazo. Assim, se a pena começou a ser cumprida às 23h50min, os 10
minutos são contados como um dia inteiro. Do mesmo modo, não
importa se o prazo começou em domingo ou feriado, computando-se um
ou outro como primeiro dia.
Prescrição e decadência: os prazos são contados de acordo com a regra
do art. 10 do Código Penal.
Prazos processuais: contam-se de acordo com a regra do art. 798, § 1º,
do CPP. Exclui-se o dia do começo. De acordo com a Súmula 310 do
STF, se o dia do começo for domingo ou feriado, o início do prazo será
o dia útil imediatamente subseqüente.
Contagem de mês e ano: são contados como períodos que compreendem
um número determinado de dias, pouco importando quantos sejam os
dias de cada mês. Exemplo: 6 meses a partir de abril; terminará o prazo
em setembro, não importando se o mês tem 30 ou 31 dias.
Os anos são contados da mesma forma, sendo irrelevante se bissextos ou
com 365 dias. Cinco anos depois de janeiro de 1994 será janeiro de
1999 (A Lei n. 810/49, em seu art. 1º, considera ano "o período de 12
(doze) meses contados do dia do início ao dia e mês correspondentes do
ano seguinte", daí se falar que anos e meses são contados
independentemente do número de dias.).
Questão: o agente começa a cumprir pena às 19h27min do dia 5 de
agosto de 2003. Tem 6 anos, 9 meses e 23 dias de pena a cumprir.
Calcular a data do término.
Resposta: dividir em três colunas dia, mês e ano. Em seguida, adicionar o
quantum a ser cumprido.
dia mês ano
5 8 2003
Referências
e/ou
Doutrinas
Relacionadas:
Ação Penal
Analogia
Anterioridade da Lei
Aplicação da Lei
Penal
Aplicação da Pena
Arrependimento
Posterior
Caducidade
Causas Impeditivas
da Prescrição
Causas Interruptivas
da Prescrição
Circunstâncias
Classificação dos
Crimes
Cômputo de Tempo
de Serviço
Comunicabilidade e
Incomunicabilidade
de Elementares e
Circunstâncias
Conatus
Concepção do
Direito Penal
Concurso de Crimes
Concurso de Pessoas
Conduta
Conta (s)
Contagem
Contagem dos Prazos
Trabalhistas
Crime Consumado
Crime Continuado
1 ª etapa: 2003 + 6 anos = 2009
5 8 2009
2ª etapa: depois de somar o número de anos, somam-se os meses.
Agosto de 2009 + 9 meses = maio de 2010
Até agora, a pena termina em 5 de maio de 2010.
5 5 2010
3ª etapa: só falta somar os dias.
5 5 2010
+ 23
= 28 5 2010
Dessa forma, a pena de 6 anos, 9 meses e 23 dias, cujo cumprimento
começou em 5 de agosto de 2003, pela soma deve terminar em 28 de
maio de 2010.
Não esqueça, porém, que depois da operação deve-se diminuir sempre
um dia, já que, pela regra, o dia do começo deve ser computado.
A pena, assim, estará cumprida em 27 de maio de 2010.
Prazos fatais e improrrogáveis: os prazos de natureza penal são
considerados improrrogáveis, mesmo que terminem em domingos e
feriados. Isto significa que, encerrando-se em um sábado (considerado
feriado forense), domingo ou outro dia em que, por motivo de feriado ou
férias, não houver expediente, não existirá possibilidade de prorrogação
para o primeiro dia útil subseqüente. O prazo "morre" ali mesmo, no
domingo ou feriado, sendo, por esse motivo, considerado fatal.
Interrupção e suspensão: apesar de improrrogável, o prazo penal é
passível de interrupção (o prazo é "zerado" e começa novamente do
primeiro dia) e de suspensão (recomeça pelo tempo que faltava), como,
por exemplo, é o caso do prazo prescricional.
Distinção entre prazo penal e prazo processual: todo prazo cujo decurso
leve à extinção do direito de punir será considerado penal. Assim, por
exemplo, o prazo decadencial de seis meses, a contar do conhecimento
da autoria pelo ofendido ou seu representante legal, para o oferecimento
da queixa ou da representação: embora se trate de prazo para a
realização de um ato processual, seu fluxo levará à extinção da
punibilidade, pois sem a queixa ou a representação torna-se impossível a
instauração do processo e, por conseguinte, a satisfação da pretensão
punitiva pelo Estado. Como não é possível dar início à persecução penal,
jamais será imposta qualquer sanção ao infrator, de maneira que, de
forma indireta, a decadência acarreta a extinção da punibilidade, já que a
inviabiliza. Só pode, portanto, ter natureza penal. Outro exemplo é o de
trinta dias para o querelante dar andamento à ação exclusivamente
privada ou à personalíssima, sob pena de extinção da punibilidade pela
perempção (CPP, art. 60, I). Embora o instituto, aparentemente, tenha
relação com o processo, e como sua conseqüência afeta o jus puniendi,
tal prazo também será contado de acordo com a regra do art. 10. É
ainda a hipótese do prazo de sessenta dias para que o cônjuge,
ascendente, descendente ou irmão sucedam o querelante morto na ação
penal exclusivamente privada, sob pena de perempção (CPP, art. 60, II),
ou o mesmo prazo para que a ofendida requeira, a contar da celebração
do casamento com terceiro, o prosseguimento do inquérito policial ou a
Crime Preterdoloso
Crimes Culposos
Culpabilidade
Decadência
Desistência
Voluntária e
Arrependimento
Eficaz
Direito Penal no
Estado Democrático
de Direito
Disposições Gerais
aos Prazos
Efeitos da
Condenação
Eficácia de Sentença
Estrangeira
Elementares
Erro de Tipo
Estrito Cumprimento
de Dever Legal
Excesso de Prazo
Exercício Regular do
Direito
Extinção da
Punibilidade
Extraterritorialidade
da Lei Penal
Brasileira
Fato Típico
Fontes do Direito
Penal
Função Ético-Social
do Direito Penal
Ilícito Penal
Ilicitude
Imputabilidade
Interpretação da Lei
Penal
Irretroatividade da
Lei Penal
Legítima Defesa
Lei Penal no Tempo
Leis de Vigência
Temporária
Limites de Penas
Livramento
Condicional
Lugar do Crime
ação penal, nos crimes contra os costumes praticados sem violência real
ou grave ameaça (CP, art. 107, VIII). Em contrapartida, na hipótese do
prazo decadencial de seis meses para que o ofendido ou seu
representante legal proponham a ação penal privada subsidiária da
pública, o qllal começa a correr a partir do término do prazo para o
Ministério Público oferecer a denúncia (CF, art. 5º, LIX, e CPP, art. 29),
o mesmo tem natureza processual e será contado de acordo com a regra
do art. 798, § 1º, do CPP, excluindo-se o dia do começo (te,m início a
partir do primeiro dia útil subseqüente - Súmu1a 310 do STF),
computando-se o do final e prorrogando-se quando terminar em domingo
ou feriado. Isto porque o decurso do prazo decadencial não acarreta a
extinção da punibilidade, já que o Ministério Público poderá, a qualquer
tempo antes da prescrição, oferecer a denúncia."
Capez, Fernando, Curso de Direto Penal, parte geral, vol. 1,
Saraiva, 10ª ed., 2006
(Revista Realizada por Suelen Anderson - Acadêmica em Ciências
Jurídicas - 25 de outubro de 2009)
Jurisprudência Relacionada:
- Ação para Anular Venda de Ascendente a Descendente Sem
Consentimento dos Demais - Prescrição - Abertura da Sucessão -
Súmula nº 152 - STF
- Ação para Anular Venda de Ascendente a Descendente Sem
Consentimento dos Demais - Prescrição - Súmula nº 494 - STF
- Ação Renovatória da Locação Improcedente - Prazo para Desocupar
o Imóvel - Súmula nº 370 - STF
- Ampliação dos Prazos - Código de Processo Civil - Execução Fiscal -
Súmula nº 507 - STF
- Ato jurídico - Anulação - Prescrição
- Aviso Prévio - Início da Contagem - Súmula nº 380 - TST
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