MPSMestLog28-04-10

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DisciplinaPlanejamento e Controle da Produção1.515 materiais7.551 seguidores
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Uma vez calculadas as quantidades do MPS, ou seja, quanto se vai produzir para atender a demanda já manifestada (pedidos firmes em carteira) e a demanda prevista (previsões) o plano é discutido com as várias áreas funcionais para verificar sua correção e viabilidade. Após as modificações que se fizerem necessárias, o plano é aprovado e posto em execução.
Se você verificar no plano do slide anterior, você vai notar que a quantidade disponível que o plano prevê é bem superior à quantidade representada pelos pedidos firmes. Isso não é por acaso; lembre-se que o plano foi feito para atender não apenas a demanda já realizada mas, também, a demanda prevista. A diferença entre a disponibilidade gerada pelo plano e os pedidos já confirmados é o que se dispõe para atender a demanda prevista, ou normalmente um pouco mais do que ela visto que há sobras devido ao fato de pedirmos em lotes maiores do que a exata medida da necessidade, ou em alguns casos devido a um estoque de segurança embutido no plano exatamente para esse fim.
Essa disponibilidade de material para vendas é uma informação fundamental para a execução do plano pois é ela que vai informar ao departamento de vendas quanto e qual o prazo que ele pode prometer ao cliente, sem que o plano aprovado tenha que ser modificado. O \u201cdisponível para vendas\u201d (ou ATP) é, portanto o programa mestre da produção (MPS) visto pelo ângulo da função vendas, o elo de ligação entre vendas e produção. 
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O slide acima mostra como se calcula a disponibilidade para vendas (ATP) inicial referente ao plano. Abrimos a primeira semana com 55 unidades em estoque e nada deverá ser recebido nesse período; portanto o atendimento dos pedidos em carteira (38) unidades, tem que ser feito lançando-se mão de 38 dessas 55 unidades deixando disponível para vendas apenas 17 unidades.
Obviamente m aumento da disponibilidade para vendas só poderá se dar quando houver um recebimento de material. O primeiro recebimento (150) unidades dar-se-á na Semana 2. Que acréscimo de disponibilidade esse recebimento trás? Dessas 150 unidades que serão recebidas, 27+24+8 = 59 unidades já estão comprometidas para o atendimento aos pedidos em carteira. Portanto, a partir da Semana 2, haverá disponível 150-59 = 91 unidades em adição às 17 que estão disponíveis desde o início da Semana 1. Note que há mais um recebimento na Semana 7 e, como não há pedidos em carteira para essa semana em diante, todas as 150 unidades estão disponíveis para vendas a partir da Semana 7. Repare que, se houvesse pedidos em carteira nessa semana ou nas semanas seguintes a ela, tais compromissos poderiam ser atendidos da quantidade nela recebida e, portanto, esses pedidos firmes da Semana 7 em diante, não entrariam no cálculo da disponibilidade adicionada com o recebimento da Semana 2.
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Para facilitar a utilização do ATP pelo pessoal de vendas, é comum se utilizar o ATP cumulativo. Como o nome diz, linha contém o ATP inicial e os acréscimos de forma cumulativa, mostrando assim o que efetivamente está disponível para vendas em cada semana.
Uma vez aprovado o plano, algumas informações utilizadas na sua preparação não são mais relevantes para vendas na fase de execução. Tais informações são mostradas em cinza no slide acima, apenas as demais são relevantes. 
O que veremos a seguir é como vendas utiliza essa informação para verificar quanto e quando ela pode oferecer aos clientes sem alterações no MPS.
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Veremos adiante como se dá o \u201cconsumo de disponibilidade\u201d durante a execução do plano.
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Repare que para a atualização do plano o novo pedido firme foi acrescido ao \u201cEm carteira\u201d da Semana 3. Os demais detalhes da atualização são explicados no slide seguinte.
Repare ainda que ao atualizarmos a linha de \u201cEstoque Projetado\u201d segundo os cálculos que fizemos por ocasião de elaboração do programa, as projeções para as semanas 4, 5, 6 e 8 ficaram negativos. Isso significa que o plano está inviável?
A resposta é não e sim. Não; porque, por enquanto todos os pedidos em carteira, isto é, os compromissos assumidos com os clientes ainda se mostram perfeitamente viáveis. Sim; porque se as previsões para as semanas 2, 4, 5, 6, 7 e 8 se realizarem, os estoques projetados mostram que as demandas não poderão ser atendidas nos períodos para que estão previstas. Mas o que se deveria fazer, tentar mudar a programação, ou deixar como está?
Bem, essa pergunta não diz respeito à lógica do MPS, mas sim, à interpretação que o gerente de planejamento da produção fará dos fatos que o MPS revela. Se ele achar que as demandas previstas, de fato serão realizadas, ele deveria se preocupar e consultar as áreas afetadas pelo não atendimento da demanda e por eventuais mudanças na programação (entre elas marketing, vendas, produção, compras e finanças) e examinar a situação em mais detalhe em busca de uma solução para o problema. 
(continua na próxima página)
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Se por outro lado, talvez através de uma consulta à área de vendas e de marketing, chegar à conclusão que a situação é essencialmente decorrente de um deslocamento da demanda prevista de algumas semanas para outras e se já estiver muito próximo à ocasião de replanejamento, talvez seja mais sensato esperar até essa ocasião. No replanejamento, as previsões seriam revistas, o horizonte estendido com a Semana 9 e a correção da distorção verificada no planejamento atual seria naturalmente eliminada.
Isso poderia ser a atitude mais sensata porque qualquer mudança no plano traz sempre novas dificuldades e surpresas. No limite, é fácil perceber que um plano que está em constante mudança é quase tão útil quanto não se ter plano algum. Isso porque o programa mestre é que orienta e coordena as ações das pessoas envolvidas na produção e em nas atividades de apoio a ela. Se o programa está em constante mudança, esse papel orientador e coordenador do plano é perdido. 
Conforme veremos mais adiante nesse módulo, outros planos (como o CRP e o MRP) têm como base o programa mestre. Se o programa mestre é alterado em períodos de um futuro mais longíguo, esses planos não serão afetados ou serão pouco afetados porque têm um horizonte mais curto. Mas se as alterações são feitas em períodos futuros mais próximos do MPS os planos nele baseados podem se tornar inviáveis. A partir que ponto no futuro o MPS pode ser alterado sem que os planos nele baseados sejam muito afetados é uma questão que voltaremos a examinar quando falarmos do esquema de \u201chorizonte deslizante\u201d (ou \u201crolling schedule\u201d).
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O slide acima mostra como o programa mestre da produção é preparado, aprovado e executado. Há um ciclo de preparação e um de execução e reprogramação periódica.
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O slide acima mostra que nem sempre é interessante (ou mesmo viável) se utilizar a lógica do MPS tendo como dado de entrada a demanda de produto final. 
Quando a fabricação parte de um grande número de componentes (representado pela base do primeiro trapésio à esquerda) e tem apenas poucos produtos finais, a programação é feita com base na demanda de produtos finais. 
Quando a fabricação parte de um pequeno número de matérias primas para produzir um grande número de produtos finais (veja trapézio mais a direita) e, além disso, o lead time de produção é muito pequeno, como nas indústrias de processo ou de fluxo contínuo, a programação pode ser feita convenientemente em termos de matérias primas.
A figura em forma de ampulheta (no centro) é uma combinação das duas outras e representa o caso de uma indústria de fabricação e montagem operando através da fabricação (lead time mais longo) de módulos \u201cpara estoque\u201d e através montagem (lead time mais curto) \u201csob encomenda\u201d. Esse é o tipo que encontramos no caso de empresas fabricantes e vendedoras de \u201ccozinhas moduladas\u201d. Nesse caso, a programação mestre é mais adequadamente feita através da consideração da demanda por módulos (já que é obviamente impossível fazer a previsão por produto final)
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O slide acima ilustra o conceito de cerca de tempo num esquema de \u201chorizonte deslizante\u201d. Esse conceito só poderá ficar