Estado  Administração e Governo
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Estado Administração e Governo


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seus próprios entes, órgãos e agentes.
Segundo Gesse Torres:
\u201cTodo ato administrativo apresenta-se, no plano da existência e da validade, com cinco elementos ou requisitos essenciais: competência, forma, finalidade, motivo e objeto. O plano da existência afere se o ato aperfeiçoou-se, isto é, se se consumou seu ciclo de formação, estando presente aqueles cinco elementos anteriormente citados. O plano da validade verifica se o ato é integro, isto é, isento de vícios invalidantes em qualquer daqueles requisitos.\u201d 
Competência é a parcela da função estatal atribuída à órgãos, agentes ou entes para o executar a vontade estatal.
Forma é o modo como se exterioriza aquela vontade estatal, isto é, a exteriorização material da vontade estatal, a qual se encontra sempre vinculada ao modelo previamente estabelecido por lei.
Finalidade é o interesse publico que se pretende alcançar com a produção dos efeitos daquela manifestação da vontade estatal. Em outras palavras, é a adequação entre o objetivo almejado pelo ato concretamente praticado e o fim previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência. È elemento densamente informado pela legitimidade, legalidade e moralidade.
Motivo é o pressuposto de fato ou de direito que determina (quando expressamente previsto em lei) ou possibilita (quando o motivo é discricionário) a edição do ato administrativo.
OBS.: A Teoria dos Motivos Determinantes, introduzida em nosso ordenamento por Bilac Pinto, reconhece a automática vinculação do ato aos motivos, mesmo discricionários, sempre que hajam sido declinados pelo agente.
Objeto, como último elemento do ato administrativo, é a alteração jurídica que se pretende alcançar relativamente às situações e relações sujeitas à ação administrativa do Estado.
Os requisitos extrínsecos do ato administrativo são: competência, forma e objeto.
OBS: Artigo 2.º da Lei 4717/65 (Ação Popular) elenca os cinco elementos do ato administrativo.
C) Classificação dos bens públicos. Bens públicos. Domínio público e domínio eminente.
Domínio público - é o poder de domínio do Estado exercido sobre os bens.
Domínio eminente \u2013 é um aspecto da soberania do Estado incidente sobre todos os bens que constituem o seu território ou que a ele se integrem ou adiram.
Vale dizer que o domínio eminente não é absoluto, manifesta-se na extensão materialmente possível e sob os limites juridicamente estabelecidos. Assim, o exercício dos direitos decorrentes da propriedade privada, corolário da personalidade e liberdade individual e, por isso, expressão dos direitos e garantias individuais da pessoa humana, deve ser compatibilizado com o exercício, pelo Estado, dos poderes jurídicos implícitos no domínio eminente.
O domínio eminente se manifesta diferentemente sobre cada uma das categorias de bens (públicos, privados e res nullius).
Sobre os bens públicos, ele se patenteia com o estabelecimento de um regime público dominial especial, de competência de cada entidade política.
Sobre os bens privados, o domínio eminente se revela pela fixação de Regras de Polícia, limitando o exercício de direitos inerentes da atividade privada, ou pelo Ordenamento econômico, alterando a disposição e a destinação utilitária desses bens. Importante ressaltar que para ambos os casos, deverá ocorrer a estrita submissão ao binômio lei-interesse público.
E sobre as Ires nullius, o Estado exerce ainda o seu domínio eminente pela imposição de regimes especiais que disciplinam sua apropriação ou sua utilização (ex.: regime de águas, do subsolo, energia etc)
O domínio eminente não se confunde com o domínio publico patrimonial que designa uma relação especial da entidade estatal sobre determinados bens \u2013 os bens públicos \u2013 que estão sob sua direta e mais ampla disposição para atender, efetiva ou potencialmente, a finalidades públicas.
BENS PÚBLICOS 
Conceito:
São os bens que foram confiados ao Estado para o atendimento das necessidades publicas. Compreendem todas as coisas corpóreas ou incorpóreas, moveis, imóveis ou semoventes, créditos, direitos e ações que pertençam à entidades estatais, autárquicas, fundacionais e empresas governamentais.
Submetem-se, em regra, ao Principio da Indisponibilidade dos bens públicos, razão pela qual somente em hipóteses expressamente previstas em lei, haverá autorização para a sua disponibilidade.
No que pertine aos bens das empresas estatais, deve-se ressaltar que são de natureza privada, pelo que não se submetem ao regime especifico previsto para os bens públicos.
Entretanto, para as empresas prestadoras de serviços públicos, em que pese a regra geral seja a penhorabilidade dos bens disponíveis, há entendimento de que os bens afetados ao serviço seriam impenhoráveis.
Vale lembrar que o STF, em recente julgado, entendeu que os bens da ECT, apesar de ser empresa pública, não se sujeitariam ao regime jurídico aplicáveis às empresas privadas, inclusive quanto à impenhorabilidade de seus bens, por se tratar de serviço público mantido pela União Federal, pois seu orçamento, elaborado de acordo com as diretrizes fixadas pela Lei nº 4.320/64 e com as normas estabelecidas pela Lei nº 9.473/97 (Lei de Diretrizes Orçamentárias), é previamente aprovado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento - Secretaria de Coordenação e Controle das Empresas Estatais, sendo sua receita constituída de subsídio do Tesouro Nacional. Entendeu que o Decreto-lei nº 509/69, que estendeu à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos os privilégios conferidos à Fazenda Pública, dentre eles o da impenhorabilidade de seus 
Classificação
a) Quanto à titularidade, podem ser: federais (art. 20, CF), estaduais (art. 26, CF), distritais federais (art. 32, § 1.º) ou municipais (art. 30, I, III, V e VIII).
b) Quanto à utilização: 
Bens de uso comum: quando o uso é aberto ao publico. Ex.: praças, ruas, estradas, praias etc;
Bens de uso especial: quando o bem é afetado para atender uma finalidade estatal específica, de modo a atender à execução ou ao apoio de serviços públicos. Ex.: edifícios públicos, praças militares, navios e aeronaves de guerra etc;
Bens dominicais: são aqueles que por não terem uma destinação pública determinada, nem um fim administrativo específico, podem ser utilizados para qualquer fim ou serem alienados pela Administração, desde que autorizados por lei. Ex.: terras devolutas;
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