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Ciência política
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ciência política é o estudo da política \u2014 dos sistemas políticos, das organizações e dos processos políticos.
Envolve o estudo da estrutura (e das mudanças de estrutura) e dos processos de governo \u2014 ou qualquer
sistema equivalente de organização humana que tente assegurar segurança, justiça e direitos civis. Os cientistas
políticos podem estudar instituições como empresas, sindicatos, igrejas, ou outras organizações cujas estruturas
e processos de acção se aproximem de um governo, em complexidade e interconexão.
Existe no interior da ciência política uma discussão acerca do objeto de estudo desta ciência, que, para alguns,
é o Estado e, para outros, o poder. A primeira posição restringe o objeto de estudo da ciência política; a
segunda amplia. A posição da maioria dos cientistas políticos, segundo Maurice Duverger, é essa visão mais
abrangente de que o objeto de estudo da ciência política é o poder.
O termo "ciência política" foi cunhado em 1880 por Herbert Baxter Adams, professor de História da
Universidade Johns Hopkins.
A ciência política é a teoria e prática da política e a descrição e análise dos sistemas políticos e do
comportamento político.
A ciência política abrange diversos campos, como a teoria e a filosofia políticas, os sistemas políticos, ideologia,
teoria dos jogos, economia política, geopolítica, geografia política, análise de políticas públicas, política
comparada, relações internacionais, análise de relações exteriores, política e direito internacionais, estudos de
administração pública e governo, processo legislativo, direito público (como o direito constitucional) e outros.
A ciência política emprega diversos tipos de metodologia. As abordagens da disciplina incluem a filosofia
política clássica, interpretacionismo, estruturalismo, behaviorismo, racionalismo, realismo, pluralismo e
institucionalismo. Na qualidade de uma das ciências sociais, a ciência política usa métodos e técnicas que
podem envolver tanto fontes primárias (documentos históricos, registros oficiais) quanto secundárias (artigos
acadêmicos, pesquisas, análise estatística, estudos de caso e construção de modelos).
Ainda que o estudo de política tenha sido constatado na tradição ocidental desde a Grécia antiga, a ciência
política propriamente dita constituiu-se tardiamente. Esta ciência, no entanto, tem uma nítida matriz disciplinar
que a antecede como a filosofia moral, filosofia política, política econômica e história, entre outros campos do
conhecimento cujo objeto seriam as determinações normativas do que deveria ser o estado, além da dedução
de suas características e funções.
Muitos pesquisadores colocam que a ciência política difere da filosofia política e seu surgimento ocorreria, de
forma embrionária, no século dezenove, época do surgimento das ciências humanas, tal como a sociologia, a
antropologia, a historiografia, entre outras.
Índice
1 Função
2 Campos da ciência política
3 Conceitos
3.1 Conceito operacional
3.2 Como ciência do Estado
3.3 Como ciência do poder
3.4 Como ciência do poder político
3.5 Como ciência dos sistemas políticos
3.6 Objeto de estudo da ciência política
3.7 Utilidade da ciência política
4 Relevância acadêmica
5 A ciência política no Brasil
6 Ver também
7 Referências
8 Ligações externas
Função
Cientistas políticos estudam a distribuição e transferência de poder em processos de tomada de decisão. Por
causa da frequente e complexa mistura de interesses contraditórios, a ciência política é freqüentemente um
exemplo aplicado da Teoria dos jogos. Sob esta óptica teórica, os cientistas políticos olham os ganhos - como
o lucro privado de pessoas ou das empresas ou da sociedade(o desenvolvimento econômico- e as perdas -
como o empobrecimento de pessoas ou da sociedade (veja Corrupção política) - como resultados de uma luta
ou de um jogo em que existem regras não explícitas que a pesquisa deve explicitar.
A ciência política busca desenvolver tanto teses positivas, analisando as políticas, quanto teses normativas,
fazendo recomendações específicas. Cientistas políticos medem o sucesso de um governo e de políticas
específicas examinando muitos fatores, inclusive estabilidade, justiça, riqueza material, e paz. Enquanto os
historiadores olham para trás, buscando explicar o passado, os cientistas políticos tentam iluminar as políticas
do presente e predizer e sugerir políticas para o futuro.
O estudo de ciência política é complicado pelo envolvimento freqüente de cientistas políticos no processo
político, uma vez que suas teorias frequentemente servem de base para ação, opção e prática de outros
profissionais, como jornalistas, grupos de interesse especiais, políticos, e o eleitorado. Cientistas políticos
podem trabalhar como assessores de políticos, ou até mesmo se candidatarem a cargos políticos eles próprios.
Campos da ciência política
A ciência política faz parte das ciências humanas, por isso é uma ciência bastante complexa, pois analisa o
Estado, a soberania, a hegemonia, os regimes políticos, os governos, as linhas históricas destas partes da
política nos países desde a antiguidade até hoje e a influência que têm sobre a sociedade incluindo as Relações
Internacionais.
Existem três formas de se abordar os objetos de estudo desta ciência:
Política descritiva, ou empírica: nesta linha os pesquisadores optam por análises meramente empíricas da
realidade política. Sendo uma ciência muito controversa, esta fase, ou opção da análise política é de
fundamental importância na coleta de dados fiéis à realidade, distinguindo-se - assim - das teorias
normativas.
Teoria política: nesta abordagem, os pesquisadores partindo dos dados empíricos articulam-nos à teoria
política propriamente dita para compreender e explicar a realidade considerando insuficiente a mera
descrição da realidade tal como é.
Política comparada: fundamental na ciência polítca, esta abordagem da pesquisa busca, através de
comparações entre diversas realidades sócio-históricas, elementos mais gerais da realidade política das
sociedades. Também aqui é necessária a mediação do dado empírico com a teoria, mas desta vez,
através da comparação, tenta-se chegar a elementos generalizáveis da realidade política e questionar
hipóteses ou teorias feitas a respeito de uma única realidade delimitada.
Para que este estudo seja feito de maneira precisa, a Ciência Política é dividida em alguns ramos específicos de
assunto a ser tratado em questões políticas, tais como:
Política financeira
Política econômica
História da ciência política
Geografia política
Política jurídica
Conceitos
A ciência política constitui um conceito operacional e possível, difícil de definir, porque existem várias definições
para ela. A onipresença virtual da política nos factos ou a sua politização pode depender da correlação entre as
forças políticas e ainda de acontecimentos que tenham maior ou menor impacto na opinião pública. Também o
contexto internacional pode contribuir para a politização de um determinado facto.
Conceito operacional
Disciplina social e autónoma que engloba atividades de observação; de análise; de descrição; comparação; de
sistematização e de explicação dos fenómenos políticos e sociais que englobam também a teoria geral do
estado. Teses sobre o objecto de estudo da Ciência Política:
Como ciência do Estado
Já desde a Antiga Grécia que a acção política desenvolvida na pólis (cidade) se encontrava estreitamente ligada
ao Estado. Mais tarde, também Prélot veio reafirmar esta ideia clássica de que a ciência política estava ligada e
que se centrava no Estado. Esta posição assumida por Prélot foi criticada pelos seus colegas por considerarem
o Estado uma parcela redutora de tudo aquilo que a ciência política estuda. No entanto, e em sua defesa, Prélot
defende que o Estado tem de ser visto de uma forma mais profunda, daí que chamasse a atenção para os
fenómenos que dele decorriam (inter-estatais; supra-estatais; infra-estatais; e para-estatais). A crítica,