Estudo do Dir Administrativo
19 pág.

Estudo do Dir Administrativo


DisciplinaDireito Administrativo I61.237 materiais1.084.495 seguidores
Pré-visualização7 páginas
a inexistência de uma relação jurídica anterior mantida entre o Servidor e a Administração.
 
A única forma de Provimento Originário é a nomeação, que pode ser realizada em caráter Efetivo ou para Cargos de Provimento em Comissão.
 
Cargo Efetivo: pressupõe a aprovação em concurso público de provas ou de provas e Títulos , sabemos que a aprovação em concurso não enseja o direito adquirido à nomeação.
 
A Administração tem o poder discricionário de prover ou não os cargos públicos \u2013 logo a aprovação em concurso público não enseja o direito subjetivo à nomeação \u2013 apenas, se não for observada a ordem de classificação, o candidato preterido terá direito à nomeação.
 
Nesse caso, estará evidente a necessidade do provimento do cargo, porque a Administração já nomeou e não se pode mais dizer que nomear ou não é um exercício de conveniência.
 
Relativamente ao Concurso Público, questiona-se o controle jurisdicional do conteúdo e a correção das provas aplicadas, questiona-se qual o âmbito de apreciação permitido ao Poder Judiciário.
 
Prevalece o entendimento de que o Judiciário não pode substituir a correção que foi feita pela Banca, porque se trata de uma questão de competência técnica.
 
Apenas em situações excepcionais, diante de erros flagrantes, admite-se que o Judiciário venha a anular questões, principalmente diante de questões subjetivas.
 
Para os cargos de Provimento em Comissão: cargos de livre nomeação e exoneração \u2013 não há necessidade de concurso.
 
Derivada: As formas derivadas de provimento dos cargos públicos, decorrem de um vínculo anterior entre Servidor e Administração \u2013 a Lei 8.112, inicialmente, previu a ascensão funcional.
No entanto, houve uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, relativamente a preceitos da Constituição do RJ, ação insurgida contra o enquadramento de motoristas da Secretaria de Segurança Pública que seriam enquadrados como policiais. O STF entendeu que não era possível, reconheceu que a CF/88 ao não reproduzir a expressão \u201cprimeiro\u201d quando fez referência à exigência de concurso público para a investidura em cargo público, quis excluir a possibilidade de ingresso do Servidor em uma carreira diferente daquela para a qual ele prestou concurso e foi nomeado.
 
Em conseqüência: O servidor poderá progredir na mesma carreira, nos diversos escalões de uma mesma carreira. 
Promoção: é a elevação de um Servidor de uma classe para outra dentro de uma mesma carreira. Com isso, houve a vacância de um cargo inferior e consequentemente o provimento do cargo superior.
 
Readaptação: é a passagem do Servidor para outro cargo compatível com a deficiência física que ele venha a apresentar.
 
Reversão: é o retorno ao Serviço Ativo do Servidor aposentado por invalidez quando insubsistentes os motivos da aposentadoria \u2013 pode acontecer para o mesmo cargo se ele ainda estiver vago ou para um outro semelhante.
 
Se não houver cargo vago, o Servidor que reverter ficará como EXCEDENTE.
 
Aproveitamento: é o retorno ao Serviço Ativo do Servidor que se encontrava em disponibilidade e foi aproveitado \u2013 deve realizar-se em cargo semelhante àquele anteriormente ocupado.
 
A Administração deve realizar o aproveitamento de forma prioritária, antes mesmo de realizar concurso para aquele cargo.
 
Reintegração: é o retorno ao Serviço Ativo do Servidor que fora demitido, quando a demissão for anulada administrativamente ou judicialmente, voltando para o mesmo cargo que ocupava anteriormente.
 
Dá-se com o ressarcimento de todas as vantagens que o servidor deixou de receber durante o período em que esteve afastado. 
 
Recondução: é o retorno ao cargo anteriormente ocupado, do servidor que não logrou êxito no estágio probatório de outro cargo para o qual foi nomeado decorrente de outro concurso.
FORMA DE VACÂNCIA DOS CARGOS PÚBLICOS
 
Exoneração
Demissão
Aposentadoria
Posse em outro cargo público inacumulável
Falecimento.
 
Exoneração: existem duas formas: a pedido e de ofício. Não assume caráter disciplinar.
 
 A pedido:
Se o servidor estiver respondendo a processo administrativo, não poderá ser exonerado a pedido.
 
De Ofício:
 
Em relação aos ocupantes de cargos em comissão: Administração não precisa motivar o ato, pois o mesmo é discricionário \u2013 Servidor demissível \u201cad nutum\u201d.
Se houver indicação dos motivos, a Administração ficará vinculada a esses motivos \u2013 é a aplicação da TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES \u2013 terá que comprová-los.
 
Não aprovação no estágio probatório: Característica de ato vinculado, pois necessita obedecer ao procedimento estabelecido na lei e apontar os motivos em que se fundamenta.
 
Quando o servidor que já tomou posse no cargo público, não entra em exercício no prazo estabelecido na lei.
 
Demissão: 
 
Não existe a pedido (exoneração) diferentemente do celetista.
É sempre punição disciplinar. Pressupõe processo administrativo disciplinar no qual se assegura a amplitude de defesa.
 
Relativamente aos cargos em comissão e às funções comissionadas o equivalente à demissão é a destituição de função ou de cargo, quando houver cometimento de falta pelo servidor, devendo ser observado o devido processo legal (defesa).
 
POSSE EM OUTRO CARGO PÚBLICO INACUMULÁVEL 
		
Se o funcionário prestar concurso e for nomeado para outro cargo que não possa acumular \u2013 tomando posse, a vacância do outro cargo é declarada.
 
Normalmente, o funcionário pede exoneração. Se voltar ao cargo anterior, por não ter sido aprovado no estágio probatório, haverá recondução, voltando o atual ocupante ao cargo anterior.
 
CARGO: É o conjunto de atribuições criado por Lei com número certo, remunerado pela Administração Pública. Ex.: Cargo de Auditor Fiscal do Tesouro Nacional.
 
Podem existir cargos isolados que não sejam organizados em carreiras.
 
CLASSE: É o conjunto dos cargos que têm o mesmo padrão de remuneração \u2013 formam uma classe.
 
Ex.: procurador, promotor.
 
CARREIRA: As classes serão escalonadas formando em seu conjunto a Carreira.
 
Ex.: Ministério Público \u2013 Magistratura.
 
FUNÇÃO: São atribuições de um cargo. Também é conceito que se aplica à situação de chefia \u2013 \u201cFunção Gratificada\u201d.
 
QUADRO DE PESSOAL: é o conjunto das carreiras, cargos isolados e funções. 
 
DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS:
 
1) Vantagens pecuniárias:
 
É necessário distinguir vencimento e remuneração. O vencimento corresponde ao padrão do cargo. A remuneração é a soma do vencimento com as demais vantagens atribuídas ao servidor. Tais vantagens são: adicionais, gratificações e indenizações.
 
Os Adicionais doutrinariamente correspondem ao tempo de serviço ou às peculiaridades de determinadas funções. 
 
As Gratificações correspondem ao exercício de funções comuns em condições anormais. Ex.: gratificação de insalubridade.
 
As indenizações são ressarcimentos de despesas que o servidor realiza em razão das suas funções. Abrangem:
 
Ajuda de custo: é devida sempre que o servidor é removido em razão do interesse da Administração \u2013 implica mudança de domicílio.
Diárias: são devidas sempre que o servidor, para o exercício das funções inerentes ao cargo, é afastado eventualmente da sua sede.
Indenização de transporte: sempre que o servidor utilizar veículo próprio para o desempenho de atividades inerentes às funções do cargo. 
 
As indenizações não se incorporam aos vencimentos.
 
Alguns Adicionais (ex.: por tempo de serviço) e algumas Gratificações ( ex.: Gratificação de estímulo à fiscalização e arrecadação - GEFA) incorporam-se aos vencimentos.
 
A Constituição Federal traz algumas normas sobre as vantagens financeiras dos Servidores Públicos:
 
1. É Constitucionalmente vedada a vinculação de vencimentos entre cargos públicos (não pode a Lei, por exemplo, dizer que o Procurador de tal entidade tem seus vencimentos iguais a outro servidor de tal entidade).
2. Emenda Constitucional n( 19 previu que os membros de Poder (Chefes do Executivo, Magistrados, Legisladores), membros do Ministério Público, Procuradores