DJi - Crime (s) - Classificação dos Crimes
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DJi - Crime (s) - Classificação dos Crimes


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de responsabilidade dos funcionários públicos; processo e julgamento:
Arts. 513 a 518, CPP
Crime
Preterintencional
Crime Privilegiado
Crime Profissional
Crime Putativo
Crime Qualificado
Crime Tentado
Crime Unissubsistente
Crime Vago
Crimes Assimilados
ao de Moeda Falsa
Crimes Contra a
Administração da
Justiça
Crimes Contra a
Administração
Pública
Crimes Contra a
Assistência Familiar
Crimes Contra a
Concorrência Desleal
Crimes Contra a
Dignidade Sexual
Crimes Contra a
Existência, a
Segurança e a
Integridade do
Estado
Crimes Contra a
Família
Crimes Contra a Fé
Pública
Crimes Contra a
Guarda e o Emprego
da Economia Popular
Crimes Contra a
Honra
Crimes Contra a
Incolumidade Pública
Crimes Contra a
Inviolabilidade de
Correspondência
Crimes Contra a
Inviolabilidade do
Domicílio
Crimes Contra a
Inviolabilidade dos
Segredos
Crimes Contra a
Trabalhista
- aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território
nacional: Art. 207 e §§, CP
- apropriação indébita previdenciária: Art. 168-A, CP
- de falsificação ou de uso de documento falso perante a Justiça do
Trabalho; processo e julgamento; competência: Súmula nº 200 - TFR
- equipara-se a funcionário público: Art. 327, § 1º, CP
- falsificação de documento público: Art. 297, § 3º, I, II e III, CP
- falso testemunho; processo trabalhista; Justiça Federal; competência:
Súmula nº 0165 - STJ
- frustração de direito assegurado por lei trabalhista: Art. 203 e §§, CP
- informações sigilosas ou reservadas: Art. 153 e §§, CP
- inserção de dados falsos em sistema de informações: Art. 313-A, CP
marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou
identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública: Art.
296, § 1º, III, CP
- modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações:
Art. 313-B, CP
- Sonegação de contribuição previdenciária: Art. 337-A, CP
- transporte de pessoas para a prestação de serviços em
estabelecimentos de qualquer natureza: Art. 132, Parágrafo único, CP
- violação de sigilo funcional: Art. 325, §§1º e 2º, CP
O adjetivo "culpável", empregado no conceito exposto, tem,
evidentemente, um sentido mais amplo, incluindo o dolo e a culpa stricto
sensu. Magalhães Noronha considera o crime "a conduta humana que
lesa ou expõe a perigo um bem jurídico protegido pela lei penal". A
conduta criminosa implica um ilícito de maior gravame, pois ofende
valores sociais básicos de um dado momento histórico em determinada
sociedade. CP: Art. 1º. Noronha, Edgard Magalhães, Direito Penal, São
Paulo, Saraiva, 1º v., 1983, p. 123.
Classificação dos Crimes (Inspirada na classificação de Damásio E. de
Jesus, Direito penal, cit., 25. ed., p. 187-223, e na de Nélson Hungria,
Comentários, cit., 4. ed., v. 1, t. n, p. 42-58.)
Crime comum: pode ser cometido por qualquer pessoa. A lei não exige
nenhum requisito especial. Exemplo: homicídio, furto etc.
Crime próprio: só pode ser cometido por determinada pessoa ou
categoria de pessoas, como o infanticídio (só a mãe pode ser autora) e os
crimes contra a Administração Pública (só o funcionário público pode ser
autor). Admite a autoria mediata, a participação e a co-autoria.
Crime de mão própria (de atuação pessoal ou de conduta infungível): só
pode ser cometido pelo sujeito em pessoa, como o delito de falso
testemunho (art. 342). Somente admite o concurso de agentes na
modalidade participação, uma vez que não se pode delegar a outrem a
execução do crime.
Crime de dano: exige uma efetiva lesão ao bem jurídico protegido para a
sua consumação (homicídio, furto, dano etc.).
Liberdade Individual
Crimes Contra a
Liberdade Pessoal
Crimes Contra a
Liberdade Sexual
Crimes Contra a
Organização do
Trabalho
Crimes Contra a Paz
Pública
Crimes Contra a
Pessoa
Crimes Contra a
Previdência Social
Crimes Contra a
Propriedade Imaterial
Crimes Contra a
Propriedade
Intelectual
Crimes Contra a
Saúde Pública
Crimes Contra a
Segurança dos Meios
de Comunicação e
Transporte e Outros
Serviços Públicos
Crimes Contra a Vida
Crimes Contra as
Finanças Públicas
Crimes Contra as
Marcas de Indústria e
Comércio
Crimes Contra o
Casamento
Crimes Contra o
Estado de Filiação
Crimes Contra o
Patrimônio
Crimes Contra o
Pátrio Poder, Tutela e
Curatela
Crimes Contra o
Privilégio de Invenção
Crimes Contra o
Respeito aos Mortos
Crimes Contra o
Sentimento Religioso
e o Respeito aos
Mortos
Crime de perigo: para a consumação, basta a possibilidade do dano, ou
sej a, a exposição do bem a perigo de dano (crime de periclitação da
vida ou saúde de outrem - art. 132 do CP). Subdivide-se em: a) crime de
perigo concreto, quando a realização do tipo exige a existência de uma
situação de efetivo perigo; b) crime de perigo abstrato, no qual a situação
de perigo é presumida, como no caso da quadrilha ou bando, em que se
pune o agente mesmo que não tenha chegado a cometer nenhum crime;
c) crime de perigo individual, que é o que atinge uma pessoa ou um
número determinado de pessoas, como os dos arts. 130 a 137 do CP; d)
crime de perigo comum ou coletivo, que é aquele que só se consuma se o
perigo atingir um número indeterminado de pessoas, por exemplo,
incêndio (art. 250), explosão (art. 251) etc. ; e) crime de perigo atual,
que é o que está acontecendo; f) crime de perigo iminente, isto é, que
está prestes a acontecer; g) crime de perigo futuro ou mediato, que é o
que pode advir da conduta, por exemplo, porte de arma de fogo,
quadrilha ou bando etc.
Crime material: o crime só se consuma com a produção do resultado
naturalístico, como a morte, para o homicídio; a subtração, para o furto; a
destruição, no caso do dano; a conjunção carnal, para o estupro; etc.
Crime formal: o tipo não exige a produção do resultado para a
consumação do crime, embora seja possível a sua ocorrência. Assim, o
resultado naturalístico, embora possível, é irrelevante para que a infração
penal se consume. É o caso, por exemplo, da ameaça, em que o agente
visa intimidar a vítima, mas essa intimidação é irrelevante para a
consumação do crime, ou, ainda, da extorsão mediante seqüestro, no
qual o recebimento do resgate exigido é irrelevante para a plena
realização do tipo. Nesses tipos, pode haver uma incongruência entre o
fim visado pelo agente - respectivamente, a intimidação do ameaçado e o
recebimento do resgate - e o resultado que o tipo exige. A lei exige
menos do que a intenção do sujeito ativo (v. g., ele quer receber o
resgate, mas o tipo se contenta com menos para a consumação da
extorsão mediante seqüestro). Por essa razão, esses tipos são
denominados incongruentes.
Crime de mera conduta: o resultado naturalístico não é apenas irrelevante,
mas impossível. É o caso do crime de desobediência ou da violação de
domicílio, em que não existe absolutamente nenhum resultado que
provoque modificação no mundo concreto.
Crime comissivo: é o praticado por meio de ação, por exemplo,
homicídio (matar).
Crime omissivo: é o praticado por meio de uma omissão (abstenção de
comportamento), por exemplo, art. 135 do CP (deixar de prestar
assistência).
Crime omissivo próprio: não existe o dever jurídico de agir, e o omitente
não responde pelo resultado, mas apenas por sua conduta omissiva (v. g.,
arts. 135 e 269 do CP). Dentro dessa modalidade de delito omissivo
tem-se o crime de conduta mista, em que o tipo legal descreve uma fase
inicial ativa e uma fase final omissiva, por exemplo, apropriação de coisa
achada (art. 169, parágrafo único, II). Trata-se de crime omissivo
próprio porque só se consuma no momento em que o agente deixa de
Crimes Contra o
Sentimento Religioso
Crimes Contra os
Costumes
Crimes Culposos
Crimes de Ação
Privada
Crimes de Falência
Crimes de Imprensa
Crimes de Perigo
Comum
Crimes de
Responsabilidade do
Presidente da
República
Crimes de
Responsabilidade dos
Governadores
Crimes Culposos
Crimes Dolosos
Crimes Dolosos
Contra a Vida
Crimes Falimentares
Crimes Hediondos
Crimes Militares
Crimes Praticados
por Funcionário